Jornal das Autarquias | Abril 2025 - Nº 210 - I Série

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Louriçal do Campo

João Pedro Martins Serra

J.A.- O turismo e o sector primário são valorizados nessa autarquia?
P.J.- Sim , são valorizados, acreditamos que o turismo será o principal factor de desenvolvimento da freguesia.

J.A- Cada dia que passa, a violência doméstica, tem se tornado um autêntico flagelo. Quais as medidas poderão ser tomadas para que o mesmo seja atenuado?
P.J.- Melhorar os canais de denuncia, e medidas mais pesadas, muitas vezes nos meios rurais, parece banal a violência doméstica sobretudo sobre as mulheres.

J.A.- Esta situação está a tornar-se, quase como um hábito, inclusive nos jovens em situação de namoro. Qual a vossa opinião?
P.J.- A situação banalizou-se e virilizou-se, há cada vez mais violência no namoro, é preciso estar atento aos vários de violência.

J.A.- Que recursos financeiros necessitam as populações mais enfraquecidas (a vários níveis) nessa autarquia?
P.J.- O investimento nas freguesias devia passar muito pelo imaterial, uma boa assistência Médica, com mais dias de médico, é aí que as pessoas sentem mais dificuldades.

J.A.- Como reagiu essa autarquia com a chegada de imigrantes, mesmo depois terem sido tomadas novas medidas para regular a sua entrada no Pais. Qual a Vossa opinião sobre este assunto?
P.J.- As freguesias foram abandonadas pelo principal regulador, o Estado Português, a AIMA, não dá respostas em devido tempo, nem sempre as dá, as Juntas têm que emitir atestados de residência, entre outro tipo de documentos, a pessoas que não tem qualquer informação sobre elas, estamos abandonados, estamos só por nossa conta.

J.A.- O que pensa sobre as medidas que o Governo quer implementar sobre o parque habitacional?
P.J.- O Governo, e o estado português , só se preocupam com os grandes centros, as aldeias são esquecidas, por um lado o PDM, com o crescer das zonas de REN e RAN limitam o crescimento das freguesias, por outro lado, como é o caso da Freguesia de Louriçal do Campo, o Estado tem muitas habitações, não as vende, não as cede , nas as conserva, caso passasse esses imóveis para a freguesia, podiam-se fixar mais algumas famílias.

J.A.- Os preços dos bens alimentares e outros, cada vez estão mais altos. Que medidas acha que o Governo deve tomar?
P.J.- As taxas de iva são elevadíssimas sobre os bens alimentares, a redução do iva nesses bens, a redução dos impostos nos combustíveis, quer para produtores, como para as empresas de transporte, seriam boas medidas.

J.A.- Com os incêndios que lavraram este verão, como reagir com as inundações resultante das derrocadas provocadas pela degradação dos terrenos?
P.J.- Enquanto não se encarar o problema da reorganização da floresta, com olhos de ver, nunca se resolve o problema, são tomadas medidas avulsas, dispendiosas, que não trazem resultados práticos.

J.A.- Que problemas mais prementes necessitam de intervenção rápida nessa autarquia?
P.J.- Neste momento temos dois aspectos importantes:
1. Requalificação das principais vias de acesso à freguesia.
2. A resolução dos imóveis do Estado, Colégio de S.Fiel, Casa da Tapada da Renda, Hotel.

J.A.-Como está a situação financeira da autarquia neste mandato?
P.J.- A freguesia “sobrevive”, não temos dividas, não podemos fazer nada de especial, as verbas são gastas com despesas correntes, pessoal, Luz , combustível, MB, e limpeza da freguesia, que cada vez cresce mais para dentro do meio rural obrigando à limpeza e conservação de mais caminhos e estradas,

J.A.-Qual o apoio que a câmara municipal presta às juntas de freguesia?
P.J.- Neste mandato, quase Zero.

J.A.-Que mensagem quer transmitir à população da sua autarquia?
P.J.- Em 12 anos transformamos uma freguesia abandonada, esquecida , numa grande freguesia, que é apreciada e falada por todos, pelos bons motivos.

J.A.- O Jornal das Autarquias existe desde 2007! Quer deixar-nos a sua opinião sobre o trabalho do mesmo?
P.J.- O Vosso trabalho é importante, divulga os problemas e “Sentir” das freguesias, especialmente as rurais , afastadas dos grandes centros.

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