Américo Silva
J.A. – O turismo e o sector primário são valorizados nessa autarquia?
P.F.- Sim. O turismo e o sector primário têm um papel importante no desenvolvimento da freguesia. Procuramos valorizar os recursos naturais, culturais e patrimoniais, promovendo o turismo rural e de natureza. Paralelamente, reconhecemos a importância da agricultura, da pecuária e da floresta, incentivando práticas sustentáveis e apoiando os produtores locais sempre que possível.
J.A – Cada dia que passa, a violência doméstica tem-se tornado um autêntico flagelo. Que medidas poderão ser tomadas para que o mesmo seja atenuado?
P.F.- A violência doméstica é um problema grave que exige uma resposta articulada entre autarquias, forças de segurança, escolas e instituições sociais. É fundamental apostar na prevenção, na educação para a cidadania e no reforço das redes de apoio às vítimas. A sensibilização da comunidade e o apoio psicológico e social são também medidas essenciais para combater este fenómeno.
J.A – Esta situação está a tornar-se quase um hábito, inclusive nos jovens em situação de namoro. Qual a vossa opinião?
P.F.- É uma realidade preocupante. A violência no namoro exige uma intervenção precoce, sobretudo através da educação e da sensibilização nas escolas e na comunidade. É importante promover valores como o respeito, a igualdade e a resolução pacífica de conflitos, de forma a prevenir comportamentos abusivos desde cedo.
J.A – Que recursos financeiros necessitam as populações mais enfraquecidas (a vários níveis) nessa autarquia?
P.F.- As populações mais vulneráveis necessitam sobretudo de apoio social estruturado, acesso a serviços de saúde, habitação digna e apoio alimentar quando necessário. As autarquias, em colaboração com instituições sociais e a segurança social, procuram apoiar estas famílias através de programas e medidas de proximidade
J.A – Como reagiu essa autarquia com a chegada de imigrantes, mesmo depois de terem sido tomadas novas medidas para regular a sua entrada no país? Qual a vossa opinião sobre este assunto?
P.F.- A imigração é hoje uma realidade em muitas regiões do país. A nossa posição é de integração e respeito, promovendo a convivência harmoniosa entre todos os residentes. É importante que existam políticas equilibradas que garantam organização, integração social e respeito pelas leis e valores do país. No entanto deve ser feita fiscalização e combate há imigração elegal.
J.A – O que pensa sobre as medidas que o Governo quer implementar sobre o parque habitacional?
P.F.- O reforço das políticas de habitação é fundamental para responder às dificuldades que muitas famílias enfrentam. Medidas que promovam habitação acessível, reabilitação do património edificado e apoio ao arrendamento são importantes para melhorar as condições de vida das populações.
J.A – Os preços dos bens alimentares e outros estão cada vez mais caros. Que medidas acha que o Governo deve tomar?
P.F.- É importante implementar políticas que ajudem a controlar a inflação e que protejam o poder de compra das famílias. O apoio às famílias mais vulneráveis, o reforço da produção nacional e medidas que promovam maior equilíbrio nos preços são fundamentais neste contexto.
J.A – Com as tempestades ocorridas neste inverno, como reagir às inundações resultantes das derrocadas provocadas pela degradação dos terrenos?
P.F.- Situações como estas exigem prevenção e planeamento. É fundamental apostar na limpeza e manutenção das linhas de água, na gestão adequada da floresta e na monitorização das zonas de risco. A cooperação entre autarquias, proteção civil e outras entidades é essencial para minimizar os impactos destes fenómenos.
J.A – Que problemas mais prementes necessitam de intervenção rápida nessa autarquia?
P.F.- Entre os principais desafios destacam-se a manutenção das infraestruturas locais, a melhoria de acessos, o apoio à população envelhecida e o combate ao despovoamento. A valorização do território e a criação de condições para fixar população são prioridades para o futuro da freguesia.
J.A – Como está a situação financeira da autarquia neste mandato?
P.F.- A situação financeira da junta tem sido gerida com rigor e responsabilidade. Procuramos aplicar os recursos disponíveis de forma equilibrada, garantindo a execução das necessidades prioritárias da freguesia e mantendo uma gestão sustentável e responsável.
J.A – Qual o apoio que recebem da câmara municipal as juntas de freguesia?
P.F.- A câmara municipal é um parceiro fundamental no desenvolvimento das freguesias. O apoio materializa-se através de transferências financeiras, colaboração em obras e projetos locais e apoio técnico em diversas áreas.
J.A – O Jornal das Autarquias existe desde 2007. Quer deixar-nos a sua opinião sobre o trabalho do mesmo?
P.F.- O Jornal das Autarquias tem desempenhado um papel importante na divulgação do trabalho realizado pelas autarquias locais e na promoção da informação sobre a realidade do poder local. É um contributo relevante para dar visibilidade às iniciativas e desafios das freguesias e municípios.