JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Janeiro 2019 - Nº 135 - I Série - Santarém

Santarém

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Ferreira do Zêzere

Pedro Manuel dos Santos Alberto

J.A.– Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.- O sector primário na nossa Freguesia está um pouco industrializado, e no que respeita à Indústrias no geral, esta Freguesia está sempre disponível para qualquer apoio necessário sobretudo com o apoio prestado pelo Gabinete de Inserção profissional. Em relação aos pequenos agricultores tem decorrido nesta Junta de Freguesia diversas ações de formação destinadas ao sector primário. Foram também prestados diversos apoios logísticos à população aquando dos incêndios que devastaram na Freguesia e que afetaram este sector.

J.A.– O aumento do desemprego gerou muita pobreza, como está essa freguesia a gerir esse problema?
P.J.- Na nossa freguesia não temos registo de um numero muito elevado de desempregados, existe alguma incidência de jovens à procura do 1º emprego, no entanto nesta Junta existe o Gabinete de Inserção Profissional para onde encaminhamos todos os casos de desemprego ou procura de emprego. Realizamos ainda as reuniões da Comissão Social de Freguesia onde analisamos os casos de carência e outros e encaminhamos as diversas situações. Temos ainda uma relação muito próxima com a população e intervimos sempre que exista necessidade.

J.A.– O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente no nosso país e qual a causa e efeito?
P.J.- Violência doméstica sempre existiu na nossa sociedade o que acontece agora é que as pessoas estão mais informadas e existe cada vez mais apoios e locais onde recorrer. O facto de ser um crime publico também ajuda na denuncia de situações. As medidas criadas de apoio às vitimas facilita na identificação de casos e ajuda na resolução de alguns problemas.

J.A.– A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar é neste momento uma infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J.- Na minha opinião estamos a pagar os facilitismos que outrora imputamos aos jovens e às gerações passadas. Num passado recente permitimos que a juventude se apoderasse de direitos sem que lhes tenhamos exigido as obrigações. É óbvio que as crianças devem ser protegidas e acompanhadas, que os seus direitos devem ser respeitados e que todos os jovens devem crescer num ambiente saudável e equilibrado. No entanto deparamo-nos na actualidade com gerações sem limites, sem regras, sem educação. Tudo isto fruto da uma sociedade ocupada e consumista, de uma juventude que não foi educada para as dificuldades nem para as contradições da vida e que desde muito cedo se habituou a escolher os caminhos mais fáceis. A delinquência infantil reflecte na maioria dos casos a falta de transmissão de valores e de educação que é cada vez mais difícil incutir nos jovens.

J.A.– O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Qualquer tipo de violência tem de ser controlado desde muito cedo e isso parte da educação dos nossos jovens hoje em dia. As escolas e instituições de ensino devem ter essa preocupação assim como as famílias. Hoje em dia os meios de comunicação e divulgação são muitos e a “publicidade” a esses atos de violência deve ser reprimida e não reproduzida. Penso que será um assunto que terá de ser analisado com cuidado.

J.A.– Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.- Esta Freguesia tem tido algum cuidado com os mais idosos, temos acompanhado de perto aqueles com mais dificuldades fazendo algumas visitas e encaminhando os casos mais complicados para as Instituições próximas. Temos tido também algumas atividades destinadas aos mais velhos para contornar o fator solidão. O passeio sénior o almoço da primavera, em colaboração com o Município, o preenchimento do IRS e demais documentos, apoio diário a duvidas e questões burocráticas.

J.A.– Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- O maior problema da Freguesia é a saída de jovens para as cidades grandes o que faz com que a população se torne envelhecida. Falta jovens para trazer sangue novo a Associações e Coletividades que são importantes no Concelho.

J.A.– Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- De uma forma geral temos conseguido resolver e contornar os problemas maiores da freguesia, no entanto a população envelhecida e pouca industria na freguesia e a saída dos jovens para as cidades é uma preocupação que temos tido ao logo dos anos.

J.A.– Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- Espero poder continuar a contribuir para o melhoramento da Freguesia nos diversos aspetos já referidos, sendo este um concelho que tem apostado na divulgação e na melhoria das condições de vida dos habitantes estou em crer que aos poucos vamos conseguindo chegar a alguns objetivos como o aumento do emprego com o aumento da industria e por sua vez a fixação de jovens na freguesia.

J.A.– Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J.- Esta freguesia tem um lema que ao longo destes anos de mandato tem sido o mote do nosso trabalho “Uma Freguesia a pensar em Si”. Todo o trabalho deste executivo e desta junta é a pensar no bem-estar da população e de todos os que por aqui passam.

J.A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.- Como todas as freguesias do país, achamos que as verbas atribuídas estão longe das necessidades das freguesias, no entanto temos conseguido fazer algum trabalho com o orçamento que temos sem prejuízos.

J.A.– Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J.- A Câmara Municipal trabalha em colaboração com esta junta facultando meios humanos materiais e equipamento.

J.A.– Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Contem com este Executivo, como sempre contaram. Uma Freguesia a pensar em Si.

J.A.– Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Com muita ajuda da família, mas ficam sempre a perder.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Votos sinceros de felicidades para o futuro, na continuação do excelente trabalho.

Pedro Manuel dos Santos Alberto

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