JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Março 2018 - Nº 125 - I Série - Porto

Porto

Orlando Dias

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Rans

Orlando Dias

J.A.- Tendo havido alteração nos resultado eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso?
P.J.- São ciclos políticos que temos de aceitar com naturalidade…por isso é que Portugal vive numa democracia adulta.

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018?
P.J.- É o orçamento possível, para a conjuntura do nosso país nestes tempos controversos e de repentinas mudanças…abstinha-me se tivesse direito a voto.

J.A.- Em relação ao relatório sobre os incêndios de Pedrogão Grande, qual a sua opinião?
P.J.- Eu penso que o nosso povo é demasiado pacífico, não se tomam medidas estruturantes em seu tempo…depois quer corrigir tudo muito rápido…na maioria dos casos saem asneira…deveríamos debater bem o assunto, e quando formos para o terreno ir com a certeza que as coisas ficam resolvidas ou pelo menos minimizadas.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.J.- Corrijo…creio que o distrito do Porto não é certamente o distrito de maior carência a este nível…o concelho de Penafiel pelo 2º ano consecutivo é um concelho amigo da família…este executivo tem criado bastantes medidas a nível social, que de certa forma minimizam as possíveis carência familiares.

J.A.-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.J.- A violência doméstica aumenta lado a lado com o desemprego e a falta de rendimentos na família…contudo nada justifica a violência gratuita e obviamente eu condeno.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Tal como a violência domésticas as causa e efeito são idênticas…é totalmente reprovável

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.J.- Todas ou quase todas as freguesias do concelho têm excelentes lares para idosos, onde esta população sénior se sente acarinhada e integrada na sociedade…a autarquia consolida e dá um forte apoio, a nível da manutenção dos espaços bem como programas contínuos de atividades que tem o seu ponto máximo na mega realização anual do “Dia dos avós”. Também é oferecido o célebre “Cabaz de Natal” aos mais carenciados, entre outras ajudas direcionadas aos que mais precisam…existe também um gabinete social na autarquia que vai filtrando e resolvendo os problemas mais urgentes.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- O grande problema da minha freguesia, é um problema transversal ao resto do país, que é a escassez de emprego…é um flagelo que teima em nos deixar…o desemprego divide famílias e empurra as pessoas para longe das suas origens e tradições.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- A educação dos nossos jovens deixa-me apreensivo…creio que é necessário rever a escolaridade académica obrigatória dos nossos jovens…penso que se deveria apostar mais no profissionalismo desde tenras idades…as novas tecnologias se por um lado têm vantagens, por outro creio que de certa forma retiram os bons princípios e hábitos, especialmente aos mais jovens.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- Temos neste momento infra-estruturas ótimas para uma vivência saudável na freguesia…gostaria de conseguir atrair mais emprego para fixar o máximo de pessoa desta comunidade.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.J.- Temos uma situação financeira controlada e saudável.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.J.- A autarquia tem feito bastantes infraestruturas na freguesia…sem a autarquia a freguesia por muita boa vontade que tenha não conseguia a realização da vasta obra elaborada…temos uma ótima relação e temos a colaboração da autarquia a todos os níveis na resolução dos nossos problemas.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Desejo que a nossa população tenha sempre esperança num mundo melhor…devemos ser sempre construtivos e ajudar quem mais precisa…e sobretudo estarmos de bem com a vida, mesmo na adversidade…por muito mal que estejamos o pessimismo nada vai ajudar.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- No início torna-se um pouco difícil e confuso…com o passar dos tempos arranjamos mecanismos harmoniosos e conseguimos dentro das nossa capacidades ajudar a população sem nunca nos descuidarmos da família.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Que seja um jornal isento e construtivo.

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