Forca de FreixielX

Vila Flor - Bragança

Dominando a antiga vila de Freixiel, num pequeno promontório a nascente da povoação, encontra-se a Antiga Forca de Freixiel. É constituída por dois pilares de pedra granítica, de quase 3 metros, onde no topo assentaria uma trave em madeira. É Imóvel de interesse público ao abrigo do Dec. Nº 42 007, DG 265 de 6 de Dezembro de 1958.
Igreja Matriz de S. Bartolomeu
Destacada sobretudo pela sua grandiosidade, este "templo majestoso" foi construído no séc. XVIII, em substituição da igreja anterior que desabara em 31 de Janeiro de 1700. Da igreja velha foram aproveitadas a maior parte das suas pedras ornamentadas. É de notar os cordames e esferas armilares manuelinas, nas portas laterais. A fachada frontal é de estilo colonial e a decoração muito ao gosto dos cantoneiros minhotos do século XVIII. Esta igreja barroca tem de altura exterior 15,2 metros, 14 metros de largura e 42,2 metros de comprimento. Possui duas torres com 24,6 metros de altura. Possui seis altares, três dos quais com retábulos de talha dourada, sendo dois deles (altares colaterais) preciosas obras de arte, mais antigos que a própria Igreja (século XVII). O altar-mor, mais moderno, dos finais do séc. XVIII (1787), possui um belo painel do pintor Vilaflorense Manuel de Moura.
Fraga dos Mal Casados
É uma formação de dois penedos que, tendo em conta a sua forma, mais parecem duas pessoas de costas uma para outra. Por isso o povo chama-lhes os “mal casados
Castelo de Algoso
Mandado construir no final do século XII, por Mendo Rufino, no reinado de D. Sancho I, o Castelo de Algoso, ocupa uma posição privilegiada, num promontório rochoso, a uma altitude de 681 metros, na extremidade formada pelo rio Angueira e pelo rio Maçãs. Foi entregue por D. Sancho II, à Ordem do Hospital, mais tarde Ordem de Malta, cujo alcaide-mor, no tempo do domínio filipino, tomou partido dos espanhóis. Mais tarde, já em 1710, o castelo foi diversas vezes atacado pelas tropas espanholas, durante a Guerra dos Sete Anos, conseguindo resistir sempre.
Ponte de Cidões
Esta bonita Ponte sobre o Rio Tuela, também conhecida como Ponte do Manhuço, situa-se no lugar de Cidões, no bonito concelho de Vinhais, num local abençoado pela natureza. A paisagem é lindíssima neste local também conhecido por Poço do Manhuço, por ser um dos pontos mais fundos do rio Tuela, formado por dois rochedos que provocam o próprio remoinho das águas do rio. A Ponte de Cidões foi construída na década de 1940, sobre uma anterior ponte de madeira conhecida pelo som produzido pelos cascos dos animais que a atravessavam, que por norma se assustavam com o ruído provocado. Na época das invasões francesas, por volta de 1808, o juiz de fora de Algoso, Jacinto de Oliveira Castelo Branco, recusou-se a acatar as ordens de Junot e continuava a usar nos processos o nome de D. João VI, apesar de este já ter embarcado com a família para o Brasil. Classificado como Imóvel de Interesse Público, recebeu durante o século XX, obras de restauro. Tem uma planta rectangular, com entrada virada a norte, a muralha está muito danificada, salienta-se ainda a Torre de Menagem.
Fonte das Sereias e Cruzeiro de Carrazeda de Ansiães
O chafariz, em granito, tem ao centro uma coluna sobre um plinto de altura idêntica à do tanque. A coluna tem o fuste constituído por quatro sereias dispostas verticalmente, em jeito de cariátides e é rematada por um anelete, daí partindo o arranque da taça. Esta é de contorno circular e encontra-se decorada com caneluras profundas que partem do centro de forma radiante. O perímetro é ornado com quatro mascarões com bicas, dos quais partem motivos em voluta e acanto que se entrelaçam. O conjunto é coroado por motivo cúbico que em cada face ostenta um nicho com imagem da padroeira, Santa Águeda, enquadrado por duas cruzes em alto relevo junto aos ângulos superiores. Remata o conjunto um motivo cilíndrico ornado de arcos e círculos em alto relevo, sugerindo vãos, e que foi interpretado como a figuração de um castelo.