JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Janeiro 2018 - Nº 123 - I Série - Madeira

Madeira

Élvio Duarte Martins Sousa

Entrevista do Presidente da junta de freguesia de Gaula

Élvio Duarte Martins Sousa

J.A.- Tendo havido alteração nos resultados eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso?
P.J.- No caso da junta de freguesia de Gaula, o povo votou na mesma força partidária que tem governado nos últimos mandatos

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018?
P.J.- Não sendo o ideal é o possível num contexto de austeridade que ao nível regional ainda não foi aliviado

J.A.- Em relação ao relatório sobre os incêndios de Pedrogão Grande, qual a sua opinião?
P.J.- A bem da transparência e salvaguardando dados pessoais que possam por em causa a privacidade dos cidadãos, o resultado do relatório deve ser tornado público.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.J.- Gerindo um orçamento muito apertado e empregando funcionários para as diversas funções da junta utilizando para o efeito os diversos programas de emprego disponíveis, procurando desta forma otimizar recursos versus procura de emprego.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.J.- A violência doméstica é infelizmente uma realidade que tem traços culturais ainda muito enraizados, pelo que é um combate de gerações até que o problema seja erradicado

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- A banalização do mal, ler Hannah Arendt

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade, entre a juventude?
P.J.- Os jovens mimetizam inconscientemente os modelos dos adultos

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.J.- A junta de freguesia procura facilitar a vida dos mais idosos com programas de apoio na aquisição de medicamentos, pagamento das contas de água, luz, etc, evitando deslocações dos idosos, apoio no contacto com organismos da administração como sejam a segurança social, a autarquia, ou seja, facilitar os cidadãos no contacto com organismos que por vezes representam situações de stress por iliteracia funcional

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- O apoio a uma sociedade envelhecida é um desafio que é impossível descurar

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- Ordenamento do território, limpeza de veredas e matas, ou seja, acudir às necessidades das populações gerindo um orçamento curto

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- O Estado “delega” competências nas juntas, mas não faz acompanhar darespetiva dotação orçamental.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.J.- Contas equilibradas num orçamento curto e que exige uma gestão rigorosa dos recursos disponíveis

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.J.- Por delegação de competências a câmara ajuda no equilíbrio financeiro da Junta

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Estaremos sempre ao serviço da população que nos elegeu. Foi assim, é assim, e será sempre assim

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Gerindo…, a família em primeiro. A “família popular” em segundo.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Divulguem o trabalho autárquico, aquele que é o poder mais próximo das pessoas

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