Igreja Matriz de BucelasX

Bucelas

Localizada no centro do núcleo urbano, fica situada no cimo de uma pequena elevação, trata-se de um notável templo quinhentista, cuja principal riqueza é a decoração barroca do seu interior e da talha utilizada na capela-mor. Foi construída no Séc. XVI (1566). A sacristia é quinhentista de cruzaria e bocetes onde se observa uma lápide armoriada, com a data de 1573. Toda a edificação do corpo principal da igreja assenta numa estrutura de colunas toscanas de cantaria que definem três naves, sendo as laterais todas elas enriquecidas com pinturas alusivas à Mãe de Deus com inovação da A.A. com cinco tramos de arcos de volta perfeita. Todas as paredes do corpo da igreja são forradas de característicos azulejos hispano-árabes verdes e brancos e as abóbadas de berço que cobrem as naves são vistosamente decoradas com pinturas de ornatos, florões, medalhões e anjos, numa policromia que teria sido rica, pois hoje apresenta-se gasta e apagada (séc. XVIII). O púlpito circular, de pedra e com escada em caracol, tem já um dossel do séc. XVIII. Suspenso do arco triunfal da capela-mor um notável lampadário seiscentista. A capela-mor é toda ela valiosa desde os motivos ornamentais dos belos azulejos policrómicos de altos silhares até ao monumental retábulo de talha barroca (séc. XVIII), com as suas curiosíssimas figuras de sereias nas mísulas e as surpreendentes esculturas dos evangelistas integradas nos fustes das colunas torsas decoradas com vides e folhas de acanto e os ricos frescos da capela-mor alusivos à Purificação da Nª Sr.ª; as paredes exteriores são em alvenaria mista rebocada, excepto nos cunhais e nos vãos que são igualmente em cantaria. A cobertura das naves é assegurada por abóbadas de berço recobertas por telhados de duas águas em telha de aba e canudo. Possui igualmente uma bonita torre-campanário de dois andares encima por uma cruz de ferro. Nos quatro ângulos, completam o conjunto, quatro coruchéus assentes em bases quadradas. Existe ainda uma peça raríssima, ou seja, um grupo escultórico, possivelmente do séc. XVI, representando a Santíssima Trindade, a Mãe de Cristo e os doze Apóstolos na manhã de Pentecostes. Esta preciosidade, relíquia da nossa escultura gótica, segundo a tradição oral teria pertencido à Capela