JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Julho 2018 - Nº 129 - I Série - Lisboa

Lisboa

Entrevista do Presidente da junta de freguesia de Avenidas Novas

Ana Maria Gaspar Marques

J.A.- Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.- Consideramos vizinhos quem, como eu, aqui habita, mas também quem aqui trabalha e quem usufrui das nossas excelentes unidades hoteleiras e equipamentos culturais.

J.A.- Tendo havido alteração nos resultados eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso?
P.J.- Um facto que decorre do acto de, em democracia, escolhermos quem nos representa.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza, como está essa freguesia a gerir esse problema?
P.J.- Esta é uma freguesia múltipla e no que diz respeito ao “nicho” de pobreza, aqui não maioritário, tem um forte apoio no âmbito socio-cultural e de inclusão.

J.A.- Sendo um concelho onde se verifica maior numero de pessoas “Sem Abrigo”, como estão a gerir essa situação?
P.J.- Preocupa-me muito este “fenómeno”, relativamente recente na nossa cidade e que nunca poderemos considerar “normal”. Num caso concreto e a resultar muito bem, demos emprego. Nos restantes, estamos, em equipa multidisciplinar, a iniciar caminho.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.J.- Uma consequência do desequilíbrio e da crescente precarização do emprego. A “violência” do mundo do trabalho está aliada, com muita frequência, à “violência doméstica”. É preciso trabalhar para reverter este ciclo.

J.A.- A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento uma infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J.- O mundo dos mais pequenos tem de ser muito cuidado e preservado, tanto a nível familiar, escolar e de todas as instituições. Uma criança feliz, saudável, bem alimentada não é potencialmente “violenta”.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Os “media”, o dia a dia frenético, a falta de coesão intergeracional promovem-na diariamente. É preciso fazer um contraciclo de atuação, a nível sócio-económico e político.

J.A.- Estando a população cada vez mais envelhecida, e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.- Em colaboração com a CML e em programas conjuntos e articulados, através da rede social da freguesia, é feito o apoio possível. Mas é necessário colocar o “idoso” no eixo central das preocupações de todos nós, cidadãos, familiares, políticos, etc.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- A falta de Espaços intergeracionais e a necessidade de uma maior tática de inclusão.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- O espaço urbano e tudo o que envolve.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- Refletir o presente com os vizinhos e vizinhas para construir uma freguesia que conheça e respeite o seu passado, para, assim, construir o futuro que todos almejamos.

J.A.-Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J.- Uma nova centralidade, a Lisboa antiga e moderna, de comércio, de turismo e de habitação de qualidade. A de espaços verdes consideráveis. O traçado aberto das ruas e a existência de todos os meios de transporte e de uma ampla ciclovia que promovem uma inigualável qualidade de visa, neste maravilhoso canto da cidade.

J.A.-Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.- Sustentada e sustentável também nesta área. Exercemos uma prática de grande rigor.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.J.- O apoio é veiculado através de um processo de delegação de competências e também da boa relação entre os vários serviços da CML com esta Junta.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Que continuem a cooperar connosco, dando opinião, tecendo críticas. Em suma, exercendo o direito de cidadania.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Com relativa facilidade já que a família é compreensiva e orgulhosa da minha atividade.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquia?
P.J.- Que continuem a fazer circular a vida de todas as freguesias.

Ana Maria Gaspar Marques

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