JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Abril 2018 - Nº 126 - I Série - Guarda e Castelo Branco

Guarda e Castelo Branco

João Paulo Ramos Martinho

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Póvoa de Rio de Moinhos e Cafede

João Paulo Ramos Martinho

J.A.- Tendo havido alteração nos resultado eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso?
P.J.- Apesar do executivo ter uma nova formação, a cor política das freguesias manteve-se.

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018?
P.J.- Na minha opinião, o OE para este ano seguiu as mesmas linhas características inerentes ao Partido Socialista, não esquecendo as recomendações de Bruxelas.

J.A.- Em relação ao relatório sobre os incêndios de Pedrogão Grande, qual a sua opinião?
P.J.- Em primeiro lugar, lamento a tragédia que se abateu sobre a região. No que se refere ao relatório, não sou um profundo conhecedor do mesmo, contudo as verdades apuradas serviram para demonstrar que está finalmente na altura de se agir, em prol da floresta e das pessoas.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.J.- No caso da nossa União de Freguesias, promovemos cursos de formação para desempregados de longa duração e procuramos prestar apoio a quem nos procura. Sem disponibilidade financeira para garantirmos maior justiça social, tentamos encaminhar as pessoas para a Câmara e outras instituições governamentais que possam responder às situações de cada um.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.J.- Este problema é de facto um flagelo, que deve ser combatido por todos. No que diz respeita às causas, podem ser as mais diversas. Nos dias que correm, as separações mal resolvidas, as faltas de respeito pelo outro levam a estas situações.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- A violência gratuita que atualmente acontece na nossa sociedade é provocada pela falta de valores, pelo excesso de influências nefastas das redes sociais, que levam a que os jovens percam a capacidade de diálogo e confundam a ficção com a realidade. A tudo isto acresce a falta de respeito pelos outros, a falta de bons exemplos dos progenitores, e problemas sociais relacionados com a pobreza e o consumo de substâncias proibidas.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.J.- Isenção do pagamento de taxas autárquicas e em parceria com uma IPSS da nossa freguesia, procuramos saber do seu bem-estar, atendemos as suas solicitações, facilitamos o acesso aos medicamentos, organização de passeios, organização de eventos culturais e estamos sempre disponíveis para ouvir as suas preocupações.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- O maior problema é o abandono da freguesia por parte dos casais mais jovens e da nossa parte falta-nos o poderio financeiro para responder a isso e a outras questões urgentes.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- Os problemas ditos correntes; a manutenção dos caminhos rurais, a limpeza das ruas das freguesias, isto é a manutenção das nossas aldeias.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- As perspetivas são a ambição de levar a todos os nossos habitantes o gosto pela vida nas nossas aldeias, com qualidade de vida, programas culturais e de valorização do património imaterial.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.J.- A situação é estável, não temos empréstimos à banca e vamos cumprindo as nossas obrigações, fazemos uma gestão corrente rigorosa para conseguir responder ás despesas, não temos muitos meios para investir e por isso dependemos sempre do Município.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.J.- A Câmara é um parceiro presente, o seu apoio é muito importante e faz-nos muita falta, mas necessitávamos mais.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Estamos sempre presentes para atender às solicitações que nos vão surgindo. No entanto, é importante reforçar que é necessário mantermos o diálogo, a discussão franca e honesta e o sentido de união entre todos.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- É uma gestão difícil, pois algo tem que ficar para trás, obviamente na maioria das vezes é a família que sai prejudicada. É claro que quando entrei neste desafio, sabia de antemão que esta situação acabaria por acontecer. Tenho o apoio total da minha família.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Que continuem a promover as autarquias. Os autarcas locais, das freguesias são das figuras mais importantes e mais próximas dos cidadãos, é por isso importante continuarmos a acreditar que podemos fazer a diferença, porque a razão que nos move é o bem-estar dos habitantes das nossas freguesias, tal como o vosso trabalho, que dá eco da missão do pequeno autarca.

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