JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Abril 2018 - Nº 126 - I Série - Guarda e Castelo Branco

Guarda e Castelo Branco

Pedro Mesquita

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Pero Viseu

Pedro Mesquita

J.A.- Tendo havido alteração nos resultado eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso?
P.J.- Em Pêro Viseu, não existiram alterações provenientes dos resultados eleitorais das passadas eleições autárquicas, mas existiu algo que nunca tinha acontecido, apenas uma lista se apresentou ao sufrágio dos Perovisenses.

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018?
P.J.- Viver no interior, ser responsável por uma freguesia rural, não vejo no orçamento de estado para 2018, medidas concretas de apoio que necessitamos urgentemente, sob pena de o interior ficar completamente desertificado.

J.A.- Em relação ao relatório sobre os incêndios de Pedrogão Grande, qual a sua opinião?
P.J.- É um assunto muito delicado, morreram infelizmente muitas pessoas, mas o relatório mostra o que todos nós pensamos, o Estado e outras entidades com responsabilidades, cometeram erros e falharam aos cidadãos.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.J.- Felizmente, em Pêro Viseu, não dispomos de uma taxa de desemprego alarmante, no entanto existe uma preocupação e existe um compromisso da Junta de Freguesia de contribuir de forma ativa para o baixar do desemprego, nomeadamente apostando em ações de formação e outras que qualifiquem e forneçam competências aos Perovisenses, que os tornem mais competitivos, mais capazes, facilitando assim a sua entrada no mercado de trabalho.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.J.- Os últimos estudos, as notícias demonstram, infelizmente que este tipo de violência está cada vez mais a aumentar o que é muto preocupante e é algo que a mim pessoalmente me causa muita aversão, porque as pessoas têm de se respeitar e valorizar e não o contrário, mas julgo que tudo isto se passa por um crise de valores que estamos indiscutivelmente a viver.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Penso que necessita de medidas na nossa justiça que combata este fenómeno de uma vez por todas.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.J.- Esta é uma faixa etária que nos merece muita atenção, no entanto, na freguesia existe uma resposta de centro de dia e apoio ao domicílio, ministrada pela Santa Casa da Misericórdia do Fundão, com quem colaboramos e estamos a criar uma nova associação com estatuto de IPSS que venha reforçar o apoio e criar novas valências de apoio aos mais idosos.
Estamos também, em parceria com o Município do Fundão, a desenvolver uma resposta, que considero, um avanço muito importante, o projeto “Dez Mil Vidas” , que permitirá aos idosos que vivam sozinhos e em situação desfavorável de apoios, que disponham de equipamentos de tele assistência 24h por dia.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- Debata-se com o mesmo problema de todas as freguesias do interior, a desertificação, que procuramos contrariar com a atração de novos moradores, valorizar as pessoas que temos e procurar que os jovens se fixem e por essa razão, vimos a desenvolver um trabalho de dotar a freguesia do maior número de serviços e respostas que permitam que esta seja uma freguesia reconhecida como um bom local para viver, juntando o melhor de uma aldeia rural com a suas qualidades intrínsecas valorizadas com a capacidade de responder às necessidades do quotidiano das pessoas, normalmente apenas existentes nos centros urbanos.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- Neste momento, incluo como problemas que necessitem de maior intervenção o que pretendemos desenvolver esforços para que sejam uma realidade, a ampliação do cemitério existente, a construção de uns sanitários públicos e a pavimentação do “caminho do campo de futebol”.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro do freguesia?
P.J.- Acreditando nos Perovisenses como acredito, na capacidade de trabalho e vontade de desenvolver Pêro Viseu que eu a minha valorosa equipa temos, as perspectivas são as melhores possíveis.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.J.- Dispõem de uma situação financeira estável.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.J.- O apoio que a Câmara presta é em termos de delegação de competências, apoio na ação educativa e em atividades que desenvolvemos na área da cultura, desporto, entre outros.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- A mensagem é simples, que acreditem neles próprios e que acreditem na freguesia que indiscutivelmente é uma freguesia “especial” e com muito valor no contexto do concelho em que estamos inseridos, o Fundão.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Ser autarca, na minha freguesia é algo que faço com muita determinação e que me motiva bastante, as pessoas, a proximidade como valor primordial, torna sem dúvida o cargo absorvente, mas quando o fazemos pelos valores certos, a família, os amigos, de quem gostamos, de quem gosta de nós, completa-nos, completa-mos e conseguimos encontrar assim o equilíbrio fundamental.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- De agradecimento por possibilitarem às freguesias ter “voz”.

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