JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Abril 2018 - Nº 126 - I Série - Guarda e Castelo Branco

Guarda e Castelo Branco

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Custódias - Vila Nova de Foz Côa

Luís Miguel Nicolau Mateus

J.A.- Tendo havido alteração nos resultado eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso?
P.J.- Não houve alteração aos resultados eleitorais, a grande diferença em relação ao ultimo ato eleitoral foi o facto de nas ultimas eleições só ter concorrido uma força politica enquanto que este ano concorreram 3 partidos.

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018?
P.J.- Deveria ser mais cauteloso em relação ao futuro do país, conter mais reformas do estado e com uma aposta forte na redução do défice aproveitando a conjuntura favorável.

J.A.- Em relação ao relatório sobre os incêndios de Pedrogão Grande, qual a sua opinião?
P.J.- Como relatório independente e isento devia ser levado muito a sério pelo governo e implementar as medidas nele preconizadas, com uma aposta forte na prevenção. Era importante produzir legislação na área da justiça que permitisse em Maio prender todas as pessoas que em anos transatos já tivessem sido condenados por fogo posto e libertá-las em Novembro.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.J.- Esta freguesia tem falta de mão-de-obra pelo que não existe carência económica com exceção de um ou outro caso pontual por motivo de doença.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.J.- È um problema que não tem solução a curto prazo, pois tem feito parte das relações humanas em toda a nossa história, será certamente minimizado com a evolução cultural da população

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Esta violência sempre existiu, a diferença está na divulgação por parte da comunicação social que tem uma cobertura global.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.J.- Implementamos na sede da junta de freguesia uma loja do cidadão onde as pessoas podem tratar dos mais variados assuntos sem precisarem de sair da aldeia. Apoiamos também o centro de dia que presta apoio domiciliário a quem dele precisa.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- É a desertificação. A aldeia tem uma taxa de natalidade zero e 90 por cento da população é reformada. Precisamos de politicas por parte do poder central que contribuam para fixação dos poucos jovens que temos,

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- A construção de uma ETAR e intervenções em alguns caminhos rurais que facilitem a deslocação das pessoas aos campos.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- A manter-se o atual nível de desertificação com o envelhecimento da população a freguesia a longo prazo deixara de ser habitada em permanência e será apenas um local de segunda habitação para férias.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.J.- É razoável, não temos dividas, pelo que as verbas vão dando para fazer a gestão do dia a dia

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.J.- Presta um bom apoio, sem ele não era possível melhorar os arruamentos e fazer obras que envolvem verbas mais significativas.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Que tenham confiança no futuro, que se envolvam com as organizações coletivas da freguesia pois vivemos numa freguesia sossegada, onde todos juntos temos de lutar pelo futuro para termos um nível de vida razoável.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Como sou reformado, tenho muito tempo para dispor na resolução dos mais variados problemas da aldeia, mas por vezes a vida familiar fica em segundo plano.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Que continuem a divulgar as necessidades e anseios destas freguesias desertificadas e esquecidas pelo poder central.

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