JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Abril 2018 - Nº 126 - I Série - Guarda e Castelo Branco

Guarda e Castelo Branco

Miguel Jorge Alves Batista

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Ansiães

Miguel Jorge Alves Batista

J.A.- Tendo havido alteração nos resultado eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso? O eleitorado português reconheceu valores nos esforços feitos pelos autarcas e governantes.
P.J.-Aproveitamento politico do partido socialista das condições internas e externas favoráveis mas que provocou evidente desconforto nos partidos mais à esquerda, nomeadamente o bloco e coligação democrática unitária, com vários problemas locais para resolver.

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018? - Penso que foi devidamente bem elaborado e a pensar no futuro melhor das pessoas e do país.
P.J.-É um orçamento elaborado com base em pressupostos. Se a conjuntura se mantiver favorável, será exequível e particularmente importante na incorporação da redução substancial do défice público. Apresenta ainda um excedente primário relevante, uma melhor distribuição de rendimentos e maior justiça fiscal.

J.A.- Em relação ao relatório sobre os incêndios de Pedrogão Grande, qual a sua opinião?
P.J.-É um relatório dentro das possíveis informações obtidas no local, mas a natureza é capaz de coisas impensáveis.
São conclusões recorrentes e que não espanta.
Desde aspetos de prevenção coordenação, sistemas de apoio e sobretudo uma única voz de comando, tudo falhou e as populações foram as vítimas do costume.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.J.-Sempre da mesma forma, orientando os parcos recursos disponíveis para as circunstâncias do momento.
Prestamos assistência direta a todas as pessoas que o solicitam e acompanhamos de perto todos os casos de maior sensibilidade.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.J.-Violência sempre houve e sempre vai haver, temos é que estar atentos e empenhados cada vez mais através da proximidade com os nossos habitantes, para se conseguir os objetivos pretendidos, que é acabar de vez com esse problema que a todos preocupa.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.-Problemas dos tempos modernos, da globalização, do consumismo que se instalou nas sociedades atuais e cujo nível de exigência é cada vez maior.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.J.-Estamos sempre atentos ao que se passa em todas as nossas habitações, e sempre prontos a ajudarem os que precisam.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.-DESERTIFICAÇÃO!

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.-A estrada Nacional 15 necessita de obras com muita urgência.
Os efeitos secundários da construção da Auto-estrada e Túnel do Marão ainda se fazem sentir negativamente e torna-se necessário resolver.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.-Queremos atrair investimento, fixar pessoas e combater a desertificação e envelhecimento da população. Não será missão particularmente fácil.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.J.-Estável e absolutamente controlada.
Trabalhamos com as verbas disponíveis. Damos um paço de cada vez.
Os nossos fornecedores recebem a menos de trinta dias e o pessoal afeto ao serviço antes do final de cada mês.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.J.-As regras estão definidas e são cumpridas.
Para além das transferências provenientes dos acordos de execução, a Câmara Municipal participa no desenvolvimento integrado do Concelho através de investimentos de interesse e necessidade em todas as Freguesias de forma equilibrada e sustentada.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.-A mensagem é dizer a toda a nossa população que estamos cá para ajudar todos os que precisam sem exceção e contribuir para um presente e futuro ainda melhor para todos.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.-A vida de Autarca hoje é bastante intensa, participativa e desgastante. Só com a compreensão e apoio familiar é possível levar o barco a bom porto.
São duas paixões distintas mas diretamente relacionadas.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.-Que continue com o mesmo empenho, porquanto é dos poucos órgãos de comunicação com interação com as Freguesias Rurais.

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