JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Fevereiro 2019 - Nº 136 - I Série - Cascais, Oeiras e Amadora

Cascais, Oeiras e Amadora

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Alfragide

António Paulo

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.- É inexpressivo.

J. A. – O aumento do desemprego gerou muita pobreza, como está essa freguesia a gerir esse problema?
P.J.- A taxa de desemprego neste momento pode ser considerada marginal.

J. A. – O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente no nosso país e qual a causa e efeito?
P.J.- É um problema social grave, que ganhou mais expressão pública pelo papel que os “media”, as Associações e Instituições que trabalham com a população ajudaram a divulgar.
O nosso serviço social sempre que detecta essas situações e/ou lhe são transmitidas, desenvolve, em parceria com as diversas Instituições, um trabalho em rede de forma a dar respostas eficazes às situações com que é confrontado.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento um infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J.- A delinquência infantil sempre foi uma infeliz realidade.
O trabalho que tem sido desenvolvido pela Comunidade Escolar e pelas Instituições sedeadas na freguesia, nomeadamente o CESIS, a Academia Jonhson, o CAZA, têm contribuído de forma decisiva para a mitigação desta questão social.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Tudo o que é violência gratuita é reprovável, existindo em Portugal uma democracia institucionalizada a caminho dos 50 anos, não é admissível a utilização de violência para a resolução de quaisquer problemas.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.- No âmbito das suas competências, no quadro financeiro ao seu dispor e com os recursos humanos que possuí, trabalhando em rede com as diversas Instituições presentes no concelho e na freguesia, realizamos o acompanhamento social deste segmento populacional. Promovemos o combate ao isolamento e exclusão social, não só através de programas municipais, mas também de programas de freguesia, nomeadamente através da nossa programação cultural.
Implementamos acções gratuitas enquadradas na questão do envelhecimento activo.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- A exemplo do que sucede na Área Metropolitana de Lisboa, a que Alfragide também está sujeita, o tema da higiene urbana é motivo de preocupação.
Particularmente a freguesia tem dois problemas candentes:
A escassez de transportes públicos associada à sua pouca frequência;
A inexistência de um Centro de Saúde adequado às exigências dos tempos modernos e reduzida cobertura da população por médico de família.

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- Perspectivas optimistas quanto ao desenvolvimento económico e social.
Relativamente às competências e atribuições que estão atribuídas vemos, de igual modo, com optimismo a concretização das acções conducentes a uma freguesia sustentável, próxima dos cidadãos, proporcionando-lhes melhor qualidade de vida.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J.- É uma freguesia que reúne condições infra-estruturais de boa qualidade, situada na confluência de vários concelhos, socialmente com rendimento disponível acima da média nacional e, por isso mesmo, apetecível pelas empresas. Aliás, basta verificar que Alfragide tem sido a freguesia que mais contribui para o PIB Concelhio.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.- Perfeitamente equilibrada e saudável, não existindo qualquer empréstimo bancário, nem dívidas.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J.- A relação com a Câmara é próxima, cordial, afectiva e de disponibilidade mútua.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Mensagem de mudança, de optimismo, de confiança e de integridade.

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Com as dificuldades ao cargo que é recente e, portanto, absorvedor de tempo neste período inicial, mas que é reconfortante pelas mudanças e melhorias que temos conseguido introduzir.
A família entende a situação e incentiva-me.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Mensagem de incentivo na prossecução da promoção e difusão do Poder Local Democrático.

António Paulo

Go top