JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Junho 2018 - Nº 128 - I Série - Bragança e Vila Real

Bragança e Vila Real

Daniel Fernando Machado Carvalho

Entrevista do PUF de Salvador e Santo Aleixo de Além Tâmega

Daniel Fernando Machado Carvalho

J.A. - Tendo havido alteração nos resultados eleitorais autárquicas 2017, o que pensa sobre isso?
PUF.-Não houve necessariamente uma mudança nos resultados eleitorais, mas sim, uma mudança no candidato a presidente da câmara e em alguns elementos incluídos nas listas. Penso que a população, em geral, percebeu e aceitou essas mudanças.

J.A. - Qual a sua opinião sobre o OE para 2018?
PUF.-Considero que este OE é um bom orçamento, no entanto, apresenta algumas falhas sobretudo no que respeita à saúde e educação.

J.A. - O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
PUF.-Como disse e muito bem, “ é um concelho com imensas carências economicistas”, mas seique estão a tentar criar condições para que possam surgir novos postos de trabalho.
Um dos objetivosprimordiais é fixara população jovem, mas sem indústria e sem comércio é difícil a sua concretização. Penso que, ao incentivar o turismo a médio prazo, o investimento privado, e em simultâneo, criar medidas sociais de modo a permitir melhoraras condições aos residentes, estamos a contribuir para que isso se torne possível.

J.A. -Que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
PUF.-Infelizmente, é um fenómeno que está a tornar-se, cada vez mais, uma preocupação e que, nos nossos dias, afeta ainda muitas famílias. Trata-se de comportamentos que deveriam ser inaceitáveis e intoleráveis na nossa sociedade, masnem sempre são do conhecimento público, uma vez que, se desenvolvem, quase sempre, num contexto doméstico, a vítima apenas pede ajuda quando a situação está já no limite.
Na minha opinião, como presidente de junta e principalmente, como homem consciente na comunidade, o conhecimento de um caso de violência doméstica deve ser imediatamente comunicado às entidades competentes, uma vez que se trata de um crime público.

J.A. -O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
PUF.-A violência gratuita é muitas vezes exercida por psicopatas, geralmente sem capacidade de empatia e sem valores.Sempre existiu este tipo de violência, basta recuar à Roma Antiga onde assistir aos espetáculos dos gladiadores entretinha o público e era sucesso financeiro garantido. Talvez as medidas assertivas não existam, e como violência gera violência, podemos estar a assistir ao crescimento de uma sociedade sem verdadeiros valores, o que é para mim, é umdos grandes problemas atuais.

J.A. - Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
PUF.-Dado a baixa capacidade orçamental, os problemas dos idosos apenas podem ser minimizados. A população está demasiado envelhecida e os mais novos, os filhos e os netos, emigram.
Sei que existem apoios, nomeadamente, no âmbito da saúde dos mais desfavorecidos, tais como, deslocações a consultas e pagamento de receitas médicas. Existem, também, alguns projetos para os mais necessitados, que irão ser implementados a curto prazo.
A Junta de Freguesia presta pequenas ajudas no que respeita àscondições de habitação elimpeza de caminhos, ajuda no preenchimento no IRS e noutros documentos necessários à resolução de pequenos problemas.
Penso que a “teleassistência” a idosos, incluída no programa eleitoral, que ainda não arrancou por falta de verba, seria uma grande vantagem, quer para as populações mais isoladas, quer para os mais velhos que vivem sós.

J.A. - Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
PUF.-Como já referi anteriormente, o maior problema é a falta de postos de trabalho, que faz com que esta freguesia tenha uma população muito envelhecida, uma vez que os seus descendentes vêem-se obrigados a sair.

J.A. - Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
PUF.-O segundo maior problema desta freguesia, talvez seja a nível da saúde, dada a falta de médicos no concelho.

J.A. - Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
PUF.-Como está inserida numa zona com características rurais excecionais e ímpares, estou expectante, no aumento doturismo, que influenciará,por sua vez, um aumento do investimento privado.

J.A. - Como é a situação financeira da autarquia?
PUF.-Parece-me que a situação financeira da autarquia é muito má, tendo sido agravada, devido aos conflitos partidários nos, cerca de, dois meses que antecederam as eleições.

J.A. - Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
PUF.-Como a situação da autarquia é muito má, o apoio às juntas ficou comprometido, nomeadamente a nível financeiro. No entanto, acredito que a situação reverta quando houver mais estabilidade.

J.A. - Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
PUF.-Que continuarei a trabalhar dentro das minhas possibilidades e “fazer mais e melhor”, já que o nosso lema continua a ser “as pessoas primeiro”.

J.A. - Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
PUF.-Não tem sido fácil, mas tento conciliar. Confesso, no entanto, que a minha família fica muitas vezes em segundo lugar.

J.A. - Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
PUF.-Quero agradecer a oportunidade que me deram, em poder mostrar as minhas preocupações. O meu muito obrigado.

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