JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Junho 2018 - Nº 128 - I Série - Bragança e Vila Real

Bragança e Vila Real

Entrevista do Presidente da União de Freguesias de Curopos e Vale de Janeiro

Manuel Carlos Fonseca dos Reis

J.A.- Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
PUF.-Aqui Valorizamos as pessoas, a nossa Missão é criar o máximo de condições sociais possíveis para os habitantes da nossa Freguesia de forma a podermos estar sempre próximos e ajudar os que mais necessitam e se sentem desamparados a nível social.
O turismo é um dos focos da nossa ação, para poder promover a união de freguesias de Curopos e Vale de Janeiro, as suas gentes e os seus produtos e serviços

J.A.- Tendo havido alteração nos resultado eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso?
PUF.-Essa questão, apesar de estar a par dos resultados, não influencia em nada a nossa missão e o nosso plano de ação

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018?
PUF.-Como quase sempre o OE nunca favorece o Norte Interior, continuamos como dizem os “Xutos & Pontapés …de Bragança a Lisboa são 9h de distância…”, mais do mesmo, a interioridade e a concentração de serviços e pessoas no Litoral deixa ainda mais o Interior empobrecido e envelhecido

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
PUF.-Não é fácil para a autarquia criar condições/incentivos na nossa Freguesia para criação de emprego, muito menos não há condições financeiras para se criarem postos de trabalho, mas com alguma imaginação e entreajuda, neste momento, temos uma administrativa na Junta de freguesia, temos um enfermeiro e um fisioterapeuta, vamos ter 5 pessoas nas limpezas de uma forma temporária, e vamos ter uma pessoa ligada a protecção civil.
Estamos também a participar num projeto turístico conjunto com outras freguesias do concelho, com o intuito de revitalizar turisticamente as margens do rio Tuela, afim de, atrair turismo aventura e lazer, será um projeto financiado pela União Europeia. Vai atrair muitos turistas e de certa forma criar uma pequena economia local em torno do projeto

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
PUF.-Sou absolutamente contra a violência domestica, em relação à causa efeito, acho que é uma questão cultural que tem a ver com uma faixa etária de determinada geração que de certa forma seriam mais conservadores, outra das causas penso que seja a situação económica que propicia e provoca certo tipo de ações que culminam em tragedia.
Penso que tem de ser uma preocupação a nível de toda a sociedade acho que é tempo de acabar de vez com “entre marido e mulher não se mete a colher” tem de haver intervenção e denúncia por parte de toda a gente que tenha conhecimento, pois se não vai continuar a acontecer debaixo do nosso nariz.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
PUF.-Penso que esta mal, não existe nenhuma razão para essa violência acontecer, mas o que é um facto é que existe, ainda esta semana aconteceu no caso do Sporting, as polícias e a justiça deviam ser mais duras existe um sentimento geral de impunidade neste país, e quando as pessoas vêem corruptos que a justiça não consegue faze-los pagar pelos seus atos, então as pessoas na sua generalidade e face á situação económica débil revoltam-se, mas não deveria acontecer.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
PUF.-Neste momento:
Fisioterapia
Enfermagem
Convívios
Para o futuro:
Apoio de limpeza e 1 refeição por dia
Apoio na ida à vila 1 vez por mês de forma gratuita, para tratarem da sua vida
Cartão do idoso

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
PUF.-Envelhecimento da população

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
PUF.-Associado ao envelhecimento está o facto de não haver emprego no concelho o que faz com que as pessoas tenham de sair da terra para procurarem melhores condições de vida

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro do freguesia?
PUF.-Vamos tentar melhorar a nível social, de forma, a que as pessoas possam ter as melhores condições possíveis é essa a nossa missão

J.A.-Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
PUF.-A Mensagem é essa estou me a repetir mas não existe outro factor, para nos o mais importante são as pessoas e as suas necessidades sociais é com isso que nos preocupamos e que tudo iremos fazer para melhorar as condições das pessoas a nível social.
Investir nesta Freguesia está no sangue, são as nossas terras as nossas gentes, foi aqui que crescemos é aqui que gostamos de estar

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
PUF.-Neste momento nem boa nem má, não temos dívidas mas também não temos saldo para fazer o que pretendíamos de forma mais célere, contudo temos a paciência necessária para se ir fazendo o melhor possível

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
PUF.-Presta os apoios que estão nas suas competências nada mais que isso

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
PUF.-A Mensagem é a mesma de sempre, estamos a trabalhar em função das pessoas e para as pessoas, tudo que nos move é poder criar melhores condições sociais à população.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
PUF.-Falta algo na sua questão que é ainda mais absorvente em termos de tempo que as duas que referiu, A vida profissional, ou seja é necessário gerir a vida profissional, a vida familiar e vida autarca e a resposta é simples, com muito profissionalismo e muita gestão do tempo. Nenhuma das 3 pode ser descurada.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
PUF.-Uma mensagem de continuação próspera e que cumpram a sua missão.

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