JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Junho 2018 - Nº 128 - I Série - Bragança e Vila Real

Bragança e Vila Real

Alex Olivier Alves Rodrigues

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Pinela (Bragança)

Alex Olivier Alves Rodrigues

J.A.- Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J- O sector primário (nomeadamente através da castanha) é a principal fonte de rendimento da população da nossa freguesia. Felizmente, ainda registamos alguma atividade de pastorícia ovina, e caprina. O turismo, especialmente o da Natureza, é um nicho que pretendemos desenvolver nomeadamente através da valorização do nosso Património e Tradições.

J.A.- Tendo havido alteração nos resultados eleitorais autárquicos de 2017, o que pensa sobre isso?
P.J- Na freguesia de Pinela e Município de Bragança, houve um reforço positivo e significativo dos resultados obtidos. Tais resultados vieram confirmar o rumo e o projeto que traçamos bem como, elevaram a nossa responsabilidade em servir ainda melhor as populações de acordo com as suas reais necessidades.

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018?
P.J- A nosso ver, trata-se de um orçamento de estado débil e que continua a olhar para o Interior como um apêndice e não como uma parte integrante do nosso País.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.J- Sentimos que a Autarquia de Bragança tudo faz para atrair e desenvolver o tecido empresarial do nosso Concelho. A título de exemplo, Bragança não cobra derrama às empresas. Infelizmente, sabemos também que não existe nenhum incentivo, nem benefício, do Governo para combater precisamente esta tendência em nome da tão falada coesão territorial e da descentralização do Poder.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.J- Nada deve justificar o uso da violência. Numa Sociedade que se pretende cada vez mais igualitária, fraterna e unida em torno do seu desenvolvimento e do combate a exclusão social, entendemos que este aumento da violência retrata, quanto a mim, precisamente o efeito da falha da aplicabilidade de políticas sociais efetivas.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J- Condenamos em todos os graus qualquer ato de violência gratuita, ou não. Vejam por exemplo a violência retratada no abandono que ocorre exponencialmente na população idosa. Este tipo de violência é uma realidade que nos deve levar a refletir profundamente sobre o que queremos para o futuro.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.J- Todo o quanto podemos. Apoiamos o nosso Centro Social e Paroquial de Pinela financeiramente, e não só. Temos conjuntamente traçado estratégias que fomentem o estreitar da relação entre a população mais sénior e restante. São precisamente para os mais jovens e os mais idosos que devemos lutar e procurar criar os veículos necessários para almejar uma Sociedade mais inclusiva, mais solidária e mais compassiva.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J- Atualmente, o nosso maior problema está na atração de novos residentes/habitantes. A freguesia de Pinela, como muitas outras, vê-se muito envelhecida e consequentemente mais despovoada.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J- De uma forma global, precisamos de continuar a apostar na mobilidade por forma a garantir melhores condições de acesso à população.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.J- No âmbito da nossa estratégia, pretendemos continuar a desenvolver patrimonialmente a nossa oferta turística bem como sensibilizar os proprietários para a necessidade da regeneração de habitações típicas para esse efeito. Pretendemos também continuar a prestar apoio às associações da freguesia, com especial enfâse para a nossa Banda Filarmónica, já centenária, e Centro Social e Paroquial de Pinela.

J.A.-Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J- A mensagem que levo às variadas reuniões é uma mensagem de trabalho e compromisso consertado e imbuído numa estratégia assente nos eixos do desenvolvimento social e económico promovido pelo Município de Bragança. Todos os projetos são discutidos e desenvolvidos em parceria. Todas as ações que visem a investimento e melhorias de grande envergadura são planeadas e geridas em conjunto.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.J- A freguesia de Pinela transita anualmente com saldo positivo. Certo que todos ansiamos possuir mais e receber melhores verbas, contudo preocupamo-nos a gerir de forma transparente e rigorosa os recursos que recebemos da Administração Central e do Município de Bragança.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.J- A Câmara Municipal de Bragança prestou-nos sempre todo o apoio técnico, e não só, necessário e solicitado. Nada temos a apontar, antes pelo contrário. Somos uns parceiros dedicados e ao serviço da população.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J- Queremos deixar à população uma mensagem de profundo agradecimento pela renovada confiança e transmitir à mesma uma mensagem de confiança e de que tudo faremos para continuar a lutar e trabalhar em prol de uma freguesia mais unida e desenvolvida em torno do que é mais importante para nós: as pessoas.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J- Felizmente, a minha família apoia-me incondicionalmente nesta vida política ao serviço da população que me elegeu. Ela sabe também que se trata mais do que o cumprimento do dever. Trata-se da minha forma de estar e viver a vida.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J- Agradeço profundamente a oportunidade ao JA por nos ter dado a oportunidade de partilhar o seu tempo connosco. Obrigado.

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