JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Junho 2018 - Nº 128 - I Série - Bragança e Vila Real

Bragança e Vila Real

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Celeiros do Douro

Victor Manuel Varela Macedo Cardoso

J.A.-Valorizar o sector primário e o turismo
P.J.- O turismo nesta Freguesia não tem grande significado e vai evoluindo muito lentamente, mercê do pouco turismo de habitação que vai aparecendo, daí ter maior importância o sector primário.

J.A.- Tendo havido alteração nos resultados eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso?
P.J.- Sobre a alteração nos resultados eleitorais autárquicos, apesar das convicções partidárias, os habitantes apostam em quem lhes merece credibilidade, honestidade e seriedade.

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018?
P.J.- A opinião sobre o OE para 2018, resume-se à falta de descentralização que continua a existir ano após ano.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.J.- O desemprego é um flagelo para as populações, sobretudo as do interior. Porém a agricultura vai sustentando o mercado de trabalho, já que as pessoas com qualificações e aptidões saem para o Litoral ou Estrangeiro.
Mais um flagelo para a Sociedade. A Causa/efeito deve-se à precariedade das condições humanas a que todos deveriam ter direito.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.J.- A violência gratuita que se vai gerando na nossa Sociedade é o fruto de uma má formação e de uma má educação. Má interpretação de democracia.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.J.- Havendo na Freguesia um Centro de Dia, a autarquia ajuda financeiramente segundo as suas possibilidades, disponibilizando ainda as instalações onde está implantado.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- O maior problema com que a autarquia se debate é com a saída de pessoas a procurarem melhor vida, já que aqui não se vislumbram boas condições para isso. Retirando a agricultura, não outras perspectivas para uma vida melhor.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro do freguesia?
P.J.- Necessitamos de garantir aos mais novos hábitos saudáveis, com infra-estruturas desportivas e culturais para isso.
Sempre na esperança de ir melhorando as condições de vida dos seus habitantes.
Esta Freguesia, dado o seu historial, deveria ser vista com outros olhos pelo poder político. Para nós todo o investimento é sempre bem-vindo.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.J.- A situação financeira da autarquia é 99% dependente do poder, quer local, quer Central, segundo as regras existentes, não permitindo por isso folga para os responsáveis locais se aventurarem em obras que seriam importantes para a população.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.J.- Através de algumas delegações de competência, chega-nos algum apoio da Câmara. Reconhecemos que a edilidade também luta com os mesmos problemas .Dada a boa relação existente, vai-se conseguindo mais algum apoio.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- A mensagem para a população é que continue a ser persistentes nas suas ambições, pois os responsáveis autárquicos também o são, em prol do desenvolvimento da nossa Terra.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Com alguma dificuldade, mas se nos propusemos a lutar pela nossa Terra, levamos até ao fim o compromisso assumido.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- A mensagem para o Jornal das autarquias é desejar-lhe o maior sucesso na difusão destes assuntos autárquicos e que seja uma voz de todos nós.

Go top