JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Maio 2018 - Nº 127 - I Série - Braga e Viana do Castelo

Braga e Viana do Castelo

Nuno Pereira

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Oleiros

Nuno Pereira

J.A.- Tendo havido alteração nos resultados eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso?
P.J.- A freguesia de Oleiros precisava de mudança na forma de orientar os seus destinos. O anseio das pessoas era de ter um executivo mais dinâmico e que fosse de encontro às reais necessidades da freguesia. O povo é soberano!

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018?
P.J.- Sendo as Juntas de Freguesia a entidade Pública mais próxima das pessoas, o seu orçamento deveria conter um valor que dotasse as Juntas para poder fazer face às necessidades da freguesia através de um reforço da verba disponível para transferência, no entanto, a cada OE aprovado isso nunca se tem verificado. O que torna as Juntas de freguesia muito dependentes das Câmaras Municipais.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.J.- A nível de Junta de Freguesia temos duas candidaturas efetuadas no centro de emprego para contratar uma pessoa para realizar a limpeza da freguesia. Além disso, iremos prestar todo o apoio necessário e possível às empresas instaladas na freguesia, com o intuito de poderem desenvolver/expandir os seus negócios, onde está inserida a nossa preocupação em efetuar o alargamento da estrada da Cesta, para possibilitar o transito de veículos de grandes dimensões, afim de que a empresa “Encosta da Cesta” possa desenvolver/expandir de forma natural o seu negócio. A fixação da população à freguesia é um pertinente desejo da Junta, que dará todo o seu apoio nesse sentido.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.J.- A Violência doméstica resulta de problemas existentes no seio da família, nomeadamente, alcoolismo, questões de orçamento familiar (desemprego), falta de instrução escolar, entre outros.
Na minha opinião, deve ser um problema de resolução prioritária, pois resolvendo os problemas das famílias, resolvemos parte do problema do país.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Relativamente a esse assunto penso que é um tipo de criminalidade que deve ser objeto de discussão pública, para tentar encontrar meios mais eficazes e de persuasão. Este tipo de criminalidade é responsável pelo aumento do sentimento de insegurança dos nossos cidadãos.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.J.- A nossa Junta de Freguesia está em constante contacto com o Serviço de Saúde da nossa área de residência, com os Centros de Dia e Lares existentes e com o setor da Ação Social da Câmara Municipal de Ponte da Barca. Além disso desenvolvemos uma política de proximidade com os cidadãos, estando também em constante contacto com as suas famílias. Iremos desenvolver projetos em comum com as instituições no sentido de prestar todo o apoio necessário a esta importante faixa etária.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- Existem vários problemas que carecem de intervenção urgente por parte da Junta de Freguesia. Alguns deles só poderão ser resolvidos em conjunto com a Câmara municipal de Ponte da Barca.
Um deles é o alargamento de caminhos, de forma a possibilitar o trânsito de veículos automóveis para os moradores acederem às suas habitações. No tempo em que vivemos, ainda há situações em que, nem uma ambulância consegue aceder a todas as habitações, caso seja necessário socorrer alguém. Esta será uma das nossas prioridades!

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- Relativamente a grandes obras, teremos como prioridade a requalificação do parque junto ao cruzeiro de Oleiros e arranjo do cruzeiro de forma a promover e incentivar o potencial turístico deste nosso ex-libris. Estamos a trabalhar neste projeto! Pois sabemos que é o anseio dos nossos habitantes.

J.A.-Que perspetivas têm para o futuro da freguesia?
P.J.- Queremos uma freguesia virada para o futuro! Faremos uma aposta na sua modernização, que se estenderá a toda a freguesia. Situações simples como a criação de um horário de atendimento e a dinamização do espaço da Junta de freguesia já estão a ser concretizados. Temos em andamento a criação de uma página de internet e a Toponímia da Freguesia. São dois projetos que têm merecido a nossa atenção e que queremos levar a efeito ainda este ano.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.J.- No que toca à situação financeira, “pegamos” numa freguesia com poucos recursos financeiros, o que dificulta e muito a nossa ação.
Por outro lado, a freguesia de Oleiros é uma freguesia com cerca de 466 residentes (Censos 2011). No que toca ao financiamento direto da Junta de Freguesia, este não é suficiente para podermos levar a efeito tudo o que gostaríamos. A maioria das obras dependerá necessariamente do apoio da Câmara Municipal de Ponte da Barca.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.J.- Tal como a nossa Junta de freguesia mudou de executivo, a Câmara Municipal de Ponte da Barca também mudou de executivo. Até ao momento a relação institucional tem sido muito boa e temos vindo a trabalhar em conjunto em alguns projetos para levar a efeito na nossa freguesia neste mandato.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Quero dizer-lhes que tudo faremos para traduzir, através do nosso trabalho e dedicação durante este mandato, a confiança depositada em nós. Quero pedir-lhes que confiem em nós! Dizer-lhes, também, que teremos sempre uma postura de abertura e respeito por todos! Queremos uma freguesia feliz e unida todo o ano!

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- É uma parte que me custa bastante, não posso negar. Mas quando me candidatei já sabia o que me esperava. Neste contexto, procuro aproveitar ao máximo o tempo que tenho disponível com a minha família, pois é a base da minha vida.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Que continue a dar visibilidade às autarquias, pois são as que melhor conhecem os problemas e as aspirações das pessoas, dado estarem em contacto permanente com a população.

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