JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Maio 2019 - Nº 139 - I Série - Aveiro e Viseu

Aveiro e Viseu

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de S. Jacinto

António Augusto Cruz Aguiar

J.A. – Valorize o sector primário e o turismo dessa freguesia?
P.J.- O setor primário com maior atividade e a mais antiga na Freguesia é a pesca. As atividades com grande crescimento estão ligadas ao Turismo como a restauração, comercio e o alojamento local.
O Turismo está a ter um grande crescimento. No verão ultrapassa a nossa capacidade, pela atração natural da Freguesia e pelos serviços que tem para oferecer, como: Praia, Reserva Natural, Turismo Militar, Centro Ambiental Escutista, Piscinas e Centro de Alto Rendimento de Surf.

J. A. – O aumento do desemprego gerou muita pobreza, como está essa freguesia a gerir esse problema?
P.J.- Nesta Freguesia, a falta de desemprego é notória, mas felizmente os casos de pobreza são pontuais e controlados.

J. A. – O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente no nosso país e qual a causa e efeito?
P.J.- Na verdade, a violência doméstica sempre existiu, só que nos dias de hoje com as mais variadas fontes de informação as pessoas estão mais sensibilizadas e felizmente as oportunidades de apoio são mais. A única forma a nível legislativo é ter mão pesada.

J. A. – A delinquência infantil tanto no meio urbano como no escolar e neste momento um infeliz realidade. Fale-nos sobre esta situação.
P.J.- Infelizmente existe e na minha modesta opinião deve-se a dois fatores. Primeiro ao facto de nos dias de hoje o acesso às drogas e ao álcool, estar mais facilitado. Em segundo, o facto dos Pais, terem menos tempo para os filhos, faz com que tenham mais liberdade para seguirem a vida à forma que lhes convém. Também é verdade que não são verdadeiramente punidos, quando são levados à barra dos Tribunais.

J. A. – O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Enquanto não forem verdadeiramente punidos esta realidade vai continuar.

J. A. – Estando a população cada vez mais envelhecida e muita dela sem apoio familiar e recursos financeiros, que apoio presta a autarquia a esta realidade?
P.J.- A grande preocupação desta Junta de Freguesia é a população mais idosa, e nesse sentido, damos uso aos nossos recursos para que o apoio e o isolamento seja um fator de intervenção imediata.
Criamos o Espaço Social, um lugar onde podem passar o seu dia e ter atividades.
Comparticipamos financeiramente os medicamentos a mais de 60 anos.

J.A.- Com a aproximação do tempo quente, Verão, que tipo de prevenção utilizada para minimizar danos como os que aconteceram em anos transatos?
P.J.- Felizmente não fomos atingidos pela desgraça que atingiu grande parte do Pais.
Não deixa de ser uma preocupação e nesse sentido não nos cansamos de sensibilizar as Instituições Competentes de forma a tomarem as medidas adequadas.

J.A.- Que apoios têm recebido do governo para colmatar esse flagelo?
P.J.- Não temos recebido uma vez que não temos tido casos de grande gravidade.

J. A. – Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- Os grandes problemas desta Freguesia são: os acessos à Freguesia, tanto pela Nacional 327, como via Fluvial, necessitamos de melhores condições. Não existindo boas condições de acesso, também não existe quem invista na Freguesia.

J. A. – Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- Necessitamos de mais habitação social.

J. A. – Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- Acredito que o futuro vai ser favorável à Freguesia, com mais investimento e mais recursos tanto de Emprego como Social.

J. A. – Qual a mensagem que leva às mais variadas reuniões e eventos? E porquê investir nessa freguesia?
P.J.- A mensagem é sempre baseada na atração de investidores para a Freguesia, pela beleza natural associada ao Turismo.

J. A. – Como é a situação financeira dessa freguesia?
P.J.- Neste momento estamos nos serviços mínimos no que depende da receita da Junta de Freguesia. Mas com a vantagem do bom acordo com a Camara Municipal na Delegação de Competências, faz com que se consiga ter a Freguesia arrumada e conservada.

J. A. – Qual o apoio que a Câmara presta às Juntas de Freguesia?
P.J.- A Câmara Municipal, é ativa no que respeita às Freguesias. O Contrato da Delegação de Competências é adequado para que cada Freguesia, consiga ter a sua própria gestão.

J. A. – Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Que continuem a acreditar no projeto do Executivo para a Freguesia. Trabalhamos para que a População tenha cada vez mais uma boa qualidade de vida.

J. A. – Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Neste momento não estou a conseguir conciliar. A minha família esta a ser seriamente prejudicada.
Mas foi a escolha que fiz e vou a continuar a lutar pela Freguesia onde nasci.

J. A. – Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- Agradecer pela oportunidade e dar os parabéns pelo trabalho desenvolvido na divulgação das Freguesias.

António Augusto Cruz Aguiar

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