JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Dezembro 2017 - Nº 122 - I Série - Aveiro e Viseu

Aveiro e Viseu

Pedro Alexandre Almeida Silva

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Reriz e Gafanhão

Pedro Alexandre Almeida Silva

J.A.- Tendo havido alteração nos resultado eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso?
P.U.F.-Encaro com alguma naturalidade, foi a vontade do povo, só temos que aceitar e trabalhar em prol das populações, foi esse o objectivo que nos propusemos.

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018?
P.U.F.-Ainda não conheço o OE para 2018.

J.A.- Em relação ao relatório sobre os incêndios de Pedrogão Grande, qual a sua opinião?
P.U.F.-Cada cabeça é uma sentença e nestes caso de Pedrógão como noutros sítios não vale a pena arranjar culpados, até porque a culpa morre sempre solteira.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.U.F.-Na minha freguesia ainda não se nota muita carência económica, existe muito desemprego, como em todo o lado, mas a população tem sabido combater a falta de poder económico com a produção de produtos próprios que de sertã forma servem para a sua subsistência, não necessitando de adquirirem todos os produtos de primeira necessidade.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.U.F.-Nada justifica a violência quer domestica quer outro tipo de violência, poderá existir derivado ao desemprego, falta de poder económico, etc.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade, entre a juventude?
P.U.F.-Como já mencionei nada justifica a violência, mas neste caso concreto poderá surgir da falta de oportunidades que a juventude enfrenta quando tencionam entrar no mercado de trabalho.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.U.F.-Colaboramos em parceria com o Centro Social, em que oferecemos aulas de ginástica para os idosos, oferecemos e vamos colaborar na construção de um novo edifício, recebemos as facturas de água luz e telefone evitando que os mais idosos se tenham que deslocar a sede do Concelho.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.U.F.-Essencialmente com a desertificação, devido a imigração dos mais novos por não terem cá trabalho e outro factor é a mortalidade dos mais idosos que deixam aldeias quase desertas.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.U.F.-Criar atractivos para que os mais jovens se fixem ca, criando-lhes condições de sustentabilidade.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro do freguesia?
P.U.F.-Pretendemos manter a freguesia com níveis de limpeza no máximo, uma vez que o ambiente é também uma área que nos preocupa, fazer o melhoramento das nossas ruas e caminhos.
Outro dos meus projetos é que através da minha presidência, estarmos próximo da população, ajudando a resolver os seus problemas e que todos em conjunto possamos honrar e representar com dignidade a freguesia para o qual fomos eleitos,
potenciando o seu desenvolvimento sustentável.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.U.F.-A situação financeira da autarquia, é perfeitamente estável. Não temos muito dinheiro, mas também não devemos nada a ninguém. Cumprindo todos os compromissos assumidos e assim pretendemos continuar.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.U.F.-União das Freguesias de Reriz e Gafanhão recebe da Câmara uma verba fixa, atribuída através de protocolo para pequenas intervenções, mas antes de mais, é preciso entender que as câmaras também vivem momentos muito difíceis. Em conjunto, procuramos encontrar as melhores soluções para servirmos melhor a população, também temos apoio a nível de pessoal destacado para trabalhar em conjunto com os funcionários desta freguesia, posso ainda referir o apoio a nível de máquinas que são necessárias para serviços de limpezas, de manutenção de estradas, etc.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.U.F.-A população da Freguesia deixo uma mensagem de esperança no futuro, a população conhece-nos e sabem que tudo faramos em prol do desenvolvimento e do bem estar da nossa comunidade.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.U.F.-Articular e gerir a vida privada com a exigente vida política não é fácil porque a família ficam sempre colocados em segundo plano e é ela que dá todo o apoio que o autarca necessita para seguir em frente e trabalhar em favor dos outros. É claro que quando me candidatei todos sabíamos o que podia acontecer se ganhasse as eleições como veio a acontecer.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.U.F.-A minha opinião é positiva uma vez que destaca as diversas autarquias e quem se encontra na frente das mesmas. Quero agradecer o convite e dizer que estou sempre disponível para qualquer assunto de futuro.

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