JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Dezembro 2017 - Nº 122 - I Série - Aveiro e Viseu

Aveiro e Viseu

António de Sousa Borges

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de O Conde

António de Sousa Borges

J.A.- Tendo havido alteração nos resultado eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso?
P.J.-Depois de um longo período de austeridade e perante um cenário de esperança e confiança,era previsível que estes resultados acontecessem.

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018?
P.J.-Penso que é o Orçamento possível, tendo em conta os vários condicionalismos existentes.

J.A.- Em relação ao relatório sobre os incêndios de Pedrogão Grande, qual a sua opinião?
P.J.-O país anda a arder há décadas. Se os dois principais partidos tivessem assumido as suas responsabilidades perante o país e tivessem tomado as medidas de prevenção, requalificação e desenvolvimento da floresta e da agricultura de uma maneira geral, não existiriam, Caramulo, Pedrógão, Beira Alta, Beira Baixa e todas as outras regiões que foram devastadas ao longo dos tempos.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.J.-Penso que o “mau tempo” está a passar. O desemprego tem estado a diminuir significativamente, diria mesmo que o desemprego no nosso concelho é residual, pese o facto de estarmos perante salários muito baixos.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.J.-Casa onde não há pão…Também a violência doméstica tem vindo a diminuir substancialmente segundo números divulgados pela CPCJ.Penso que este facto não pode ser dissociado da diminuição do desemprego e da melhoria das condições de vida da população em geral.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.-Desagregação das famílias, ausência de valores morais, corrupção, vários tipos de alienação, Etc. Etc.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade, entre a juventude?
P.J.-Onde víveres faz como vires fazer.
Famílias disfuncionais onde impera a ausência de amor, carinho e afeto, provocado pelas regras impostas por uma sociedade egoísta, gananciosa onde o lucro é rei e senhor.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.J.-Além de apoios pontuais, a autarquia colabora ativamente com as IPSS existentes.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.-Escassez de recursos, envelhecimento e diminuição da população, abandono e degradação das povoações.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.-Sem dúvida as questões ambientais.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.-Eu olho para o futurocom esperança e algum otimismo. Estamos num planalto com uma situação geográfica muito boa, servidos pela Linha da Beira Alta e IC 12. Estamos a 30 minutos de Viseu, a 45 minutos de Coimbra e a pouco mais de uma hora da Guarda. Temos um património histórico invejável, um bom parque industrial, a indústria de móveis, vinhos de excelente qualidade, enchidos, os torresmos da Feira dos Carvalhais. Todos os fatores mencionados potenciaram e continuam a potenciar o desenvolvimento do turismo rural.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.J.-Eu diria que é razoável. Nos tempos que correm, encontrar uma autarquia sem dívidas e com alguns “trocos” no banco não é mau. O mérito é do meu ante sucessor, que teve o mérito de manter as contas equilibradas.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.J.-Não é aquilo que a freguesia precisa, mas penso que é o possível.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.-Em circunstância alguma deveremos perder a esperança e a confiança no futuro, por mais difíceis que sejam as agruras da vida temos de ter uma postura pró ativa, só assim conseguiremos atingir os nossos objetivos.

J.A-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.-Há situações que se torna fácil pelo facto de a minha mulher também ser autarca, mas há outras onde as coisas se complicam para o meu lado…Ela é vereadora e eu sou presidente de junta.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.-Muito sucesso na defesa e divulgação dos valores autárquicos.

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