JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Dezembro 2017 - Nº 122 - I Série - Aveiro e Viseu

Aveiro e Viseu

Emídio Ferreira dos Santos Sousa

Carta aberta do Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira

Emídio Ferreira dos Santos Sousa

Os feirenses deram-nos a maior vitória de sempre em eleições democráticas e deram-nos a aprovação inequívoca do trabalho que fizemos e do nosso projeto para os próximos 4 anos.
É estimulante sabermos que o nosso trabalho é reconhecido e sufragado.
Sabemos que a nossa responsabilidade é ainda maior nos próximos 4 anos mas sabem que podem contar comigo e com a minha equipa.
Ninguém consegue nada sozinho e nós fomos uma verdadeira equipa.
Uma equipa empenhada, competente e inteiramente dedicada.
O trabalho de proximidade que desenvolvemos nos últimos quatro anos com todas as freguesias – sublinho todas – em defesa da unidade e do desenvolvimento do território, foi reconhecido, terá continuidade e será reforçado.
Neste mandato vamos aumentar as transferências financeiras para as freguesias.
Queremos mais autonomia para os nossos Presidentes de Junta e trataremos todos de forma absolutamente igual, independentemente do partido pelo qual foram eleitos.
Como legítimos representantes das freguesias, serão sempre os nossos parceiros de primeira linha e serão sempre chamados a participar.
Os últimos 4 anos foram de enorme sucesso para Santa Maria da Feira e para os Feirenses.
Hoje somos reconhecidos e somos uma voz ouvida e respeitada na Área Metropolitana do Porto, no País e internacionalmente.
O desemprego desceu de 15 para 7%.
Foram criados mais de cinco mil postos de trabalho; captamos investimento estrangeiro e proporcionamos condições de crescimento e desenvolvimento ao nosso tecido empresarial; e desafiamo-los para a internacionalização;
Investimos fortemente nas infraestruturas desportivas;
Apoiamos e promovemos a prática desportiva para todos em todas as idades;
O nosso setor cultural cresceu e atravessou fronteiras sendo hoje reconhecido internacionalmente.
Os nossos eventos são reconhecidos e premiados, quer nacional quer internacionalmente.
Estamos no mercado mundial da criatividade e das artes.
Temos serviços de saúde, educativos e de ação social ao melhor nível mundial;
Temos infraestruturas básicas ao nível dos países mais desenvolvidos.
Baixamos a dívida municipal para metade e estamos a pagar aos fornecedores a 12 dias;
Recebemos o Europarque e estamos a recuperar a sua imagem e utilidade.
Temos um território de gente empreendedora, dinâmica e ambiciosa.
Somos competitivos a todos os níveis.
Fui eleito para quatro anos, num compromisso com os Feirenses e com Santa Maria da Feira.
A minha linha de atuação, dentro e fora dos órgãos autárquicos, será sempre em defesa do meu concelho. Santa Maria da Feira.
Sabendo que o programa eleitoral sufragado e vencedor é o que balizará a nossa atuação, ouviremos as ideias e propostas de quem não venceu as eleições.
Uma oposição credível, com contributos válidos, ajudará a uma melhor governação.
Sabemos que a fasquia está muito alta e que a exigência será ainda maior, mas conto com todos os Feirenses, com esta magnífica equipa de 140.000 pessoas.
Vamos manter o rumo que traçámos para o desenvolvimento económico e o emprego. Será esse o foco da nossa atuação.
Mas a coesão social, a saúde, a cultura, o desporto, a reabilitação da rede viária e dos centros urbanos, a defesa do meio ambiente e a educação vão manter-se na linha da frente das prioridades.
Reafirmo a minha convicção de que a melhor medida social para um território é o emprego – dar ferramentas às pessoas para que se libertem da pobreza.
Reitero a minha ambição de passarmos do emprego assente em salários baixos para o emprego com melhor remuneração, baseado na procura de mão-de-obra, nas melhores qualificações e competências.
Tenho vindo a apelar aos nossos empresários para o esforço de melhorarem os níveis salariais e de envolverem cada vez mais os trabalhadores no crescimento e melhoria da organização. A seu tempo, esse esforço será recompensado.
Nos últimos quatro anos, criámos condições para a expansão industrial e dos serviços de valor acrescentado nos empregos do futuro.
Caminhamos a passos largos para uma situação de pleno emprego e isso irá conduzir a um aumento dos salários. Os aumentos salariais baseados na procura de mão-de-obra e não por imposição administrativa - são aumentos virtuosos.
Para sermos competitivos temos de ter cada vez mais mão-de-obra disponível altamente qualificada. Assim se constrói uma economia saudável.
O setor da educação e qualificação vai, por isso, merecer uma redobrada atenção da nossa parte.
Urge preparar as novas gerações de trabalhadores e garantir a permanente formação e reciclagem dos atuais.
Já estamos a fazê-lo junto dois mais novos. Com aulas de programação e robótica no pré-escolar e 1º Ciclo; com clubes de programação no 2º e 3º Ciclo. Esta é a linguagem do futuro.
Daqui para a frente, vamos focar-nos também na formação ao longo da vida; na atualização de competências daqueles que já estão no mercado de trabalho.
Queremos trabalhadores mais qualificados e empresas cada vez mais competitivas.
Ambicionamos um território mais competitivo na atração de investimento, nacional e estrangeiro, para mantermos os nossos jovens no território e sempre que possível atrair conhecimento.
Na área da empregabilidade, mantemos o foco em três importantes setores: saúde; tecnologias (software, eletrónica, bioengenharia); e indústrias criativas.
O cluster destes três setores é já uma realidade no Europarque: com o centro oncológico; com a empresa de próteses ósseas e tecidos humanos; com a instalação da AETICE; e com as câmaras de comércio Luso-Alemã e de Cabo Verde.
No setor da cultura e criatividade, temos o Centro de Criação Artes e Espaço Público em funcionamento. No início desta semana, lançámos as primeiras chamadas públicas para criadores, uma delas exclusivamente para criadores locais.
O próximo passo é comercializar e internacionalizar esta criatividade com a assinatura “Santa Maria da Feira”.
Para além de produtores de cultura, chegou a hora de sermos também consumidores da nossa cultura. Vamos apostar na formação dos nossos públicos, fomentando esta vertente através da educação e do conhecimento.
A internacionalização continua a ser uma prioridade em vários domínios: nas exportações; na captação de investimento; na criação de condições para que os estrangeiros nos visitem; nos intercâmbios culturais; nas parcerias económicas.
Já somos reconhecidos e premiados lá fora. Mas ambicionamos um território cada vez mais aberto ao mundo.
Começo este novo mandato com o arranque de negociações para a captação de mais investimento estrangeiro nas áreas da saúde e tecnologias, cortiça e a construção.
A diplomacia económica foi uma aposta forte no 1º mandato.
Continuamos com esta aposta que deu bons frutos, ao nível da redução do desemprego e da criação de riqueza.
O emprego, não me canso de dizer, é a melhor medida social.
Para além do desenvolvimento económico e emprego, temos pela frente outro grande desafio: a longevidade.
Que respostas para o envelhecimento? Atividades físicas e de lazer adequadas; uma efetiva preocupação social de vizinhança; o combate ao isolamento e solidão.
Os nossos Fóruns Sociais terão aqui um papel preponderante.
Vamos dar uma atenção especial à paisagem urbana, aos jardins e espaços verdes e ao embelezamento do espaço público. Temos ideias concretas para este setor e haverá um pelouro que tratará especificamente destas áreas.
Todos seremos parceiros na construção de um território mais bonito, mais qualificado e mais humanizado. Todos seremos chamados a participar.
Queremos que Santa Maria da Feira se ponha ainda mais bonita.
Com ambição, lançámos aqui as bases da nossa atuação para os próximos quatro anos: desenvolvimento económico e emprego qualificado; educação e competências; cultura; conhecimento; coesão social; paisagem urbana, jardins, espaços verdes e espaço público; rede viária.
O nosso projeto tem uma grande equipa. Uma equipa de 140 mil. Mas queremos mais.
Queremos que os nossos emigrantes e Feirenses no Mundo façam parte desta equipa.
Os filhos, os netos ou os bisnetos de Feirenses têm em Santa Maria da Feira a sua terra.
São sempre bem-vindos, seja para nos visitar, investir ou regressar.

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