JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Fevereiro 2018 - Nº 124 - I Série - Alentejo

Alentejo

Daniel Fernando Canoa Coelho

Entrevista do Presidente da União de Freguesias da Gafanhoeira (S. Pedro e Sabugueiro)

Daniel Fernando Canoa Coelho

J.A.- Tendo havido alteração nos resultado eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso?
PUF-Os resultados das autárquicas de 2017, trouxerem uma alteração à cor do mapa nacional, sendo predominante a cor rosa, a CDU respeitando o voto das populações, saiu mais fragilizada nestas autarquicas, embora continuará a ter mais força e empenho para apoiar as populações que nela acreditaram.
Em relação à nossa freguesia, os resultados não poderiam ser melhores, obtivemos um aumento considerável de votos o que nos aumentou a responsabilidade e confiança para um trabalho árduo que se avizinha nestes próximos 4 anos.

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018?
PUF-Mesmo sabendo que este OE de 2018, irá trazer mais responsabilidades para as autarquias, o mesmo vai de encontro a medidas do qual acredito, como a descida do IRS, o aumento das pensões as quais irão reforçar o apoio social aos desempregados, às crianças, às pessoas com deficiência, alargando a gratuitidade dos manuais escolares, repondo o direito à progressão nas carreiras e o pagamento por inteiro do trabalho extraordinário e nocturno, no entanto, está longe de corresponder ao que é necessário para ultrapassar os problemas reais do País e à degradação das condições de vida provocada pela política de direita.

J.A.- Em relação ao relatório sobre os incêndios de Pedrogão Grande, qual a sua opinião?
PUF-Pedrogão Grande é um caso de calamidade, uma tragédia da qual os portugueses não podem ficar indiferentes, temos que retirar conclusões desta tragédia de modo a que não se volte a repetir num futuro próximo. Este incêndio, de enormes proporções, levanta a questão da limpeza das matas nacionais e campos adjacentes de privados, os quais temos passado anos após anos de degradação das mesmas, criando o combustível necessário para obter um incêndio desta envergadura. Não há que criar culpados, os bombeiros foram incansáveis nessa luta desigual.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
PUF-O desemprego tem sido um flagelo social dos últimos 20 anos, no entanto na nossa freguesia/concelho, o desemprego não foi assim tão peremptório quanto isso, até tem vindo a registar uma descida considerável. Sendo a autarquia um dos maiores empregadores deste concelho.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
PUF-Na nossa freguesia não temos relatos de casos de violência doméstica, embora reconhecendo que tem vindo a aumentar, a nível nacional, são casos que me preocupam como cidadão e qual repúdio vertiginosamente.
O desemprego, o trabalho precário, o stress profissional, o isolamento de algumas pessoas, os divórcios litigiosos todos estes flagelos podem ser a causa principal.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
PUF-Todos os casos de violencia gratuita são condenáveis, a sociedade não poderá cair nesta tentação para resolver todos os problemas. As palavras corretas, o consenso e o respeito, isso sim são “armas” das quais poderemos usar para evitar o aumento deste problema social.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
PUF-Tanto a autarquia, como a freguesia tem apoiado, da maneira possível e que o orçamento nos permita, os mais idosos como por exemplo o cartão do idoso, criado pela camara municipal de Arraiolos, que permite uma série de descontos, proporcionando um alivio nas contas dos idosos. A freguesia tem apoiado todas as iniciativas que as associações de reformados tem criado.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
PUF-O maior problema desta freguesia e talvez de todas as freguesias rurais, será a desertificação e o êxodo rural. A falta de industria e comercios, leva os fregueses a procurarem outros locais, nomeadamente cidades, com maior desenvolvimento industrial e comercial, ficando as aldeias como dormitórios.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
PUF-A criação de uma casa mortuária e o arranjo do recinto para festas.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro do freguesia?
PUF-A freguesia ainda tem muito potencial de desenvolvimento, o executivo tem o intuito de criar mais condições, tanto habitacionais como de lazer num futuro próximo.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
PUF-Neste momento a freguesia encontra-se financeiramente estável.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
PUF-A câmara tem-se mostrado sempre disponível no apoio, cumprindo com os protocolos assinados entre ambas as partes, demostrando um trabalho coeso e competente.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
PUF-Que podem contar com este executivo em todas as situações de âmbito social, habitacional, politico, apoio ao associativismo, que tanto desenvolve estas pequenas aldeias e um grupo de trabalho coeso e disponível para os nossos fregueses.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
PUF-A vida de autarca ocupa demasiado tempo da vida familiar, por vezes a familia fica para segundo plano, em prol da população, que nos elegeu como os autarcas de sua confiança. Foi uma responsabilidade que eu assumi e como se diz na gíria, “quem corre por gosto não cansa”.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
PUF-Que se mantenha o mais isento possível e que continue o bom trabalho que tem desenvolvido até agora, dando voz aos problemas, e não só, das freguesias e autarquias pelo país fora.

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