JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Fevereiro 2018 - Nº 124 - I Série - Alentejo

Alentejo

Nome

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Galveias

Maria Fernanda Serineu Bacalhau

J.A.- Tendo havido alteração nos resultado eleitorais autárquicas de 2017, o que pensa sobre isso?
P.J.- Galveias teve alteração relativamente ao acto eleitoral de 2013, alterando a força política maioritária – mudou do PS para a CDU. Mas tendo como referência a eleição intercalar de 15 de Janeiro de 2017, houve reforço de posições da força política mais votada – a CDU.

J.A.-Qual a sua Opinião sobre o OE para 2018?
P.J.- O OE para 2018 reflecte uma tendência de melhoria (ainda que tímida) das condições de vida dos portugueses. No entanto, há ainda um longo caminho a percorrer, desde logo no que se refere à Lei das Finanças Locais. Importa que também o Orçamento do Estado evidencie o reconhecimento da autonomia dos órgãos do Poder Local, a autonomia financeira. Importa também que o OE atribua mais verbas às Freguesias, porque são elas quem mais rapidamente e com menos custos responde à solução dos problemas das populações.

J.A.- Em relação ao relatório sobre os incêndios de Pedrogão Grande, qual a sua opinião?
P.J.- Face às dificuldades encontradas ao nível do combate, que o Relatório da Comissão Técnica Independente confirma, é indispensável a existência de um envolvimento integrado das áreas da prevenção e do combate. De salientar a necessidade de concretização da Lei do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.J.- Como sabemos, as condições das Juntas de Freguesia para intervir nessa área são bastante limitadas. No entanto, esta Junta de Freguesia tem desenvolvido esforços no sentido de ajudar a minorar este flagelo. Desde Outubro último alargámos o número de postos de trabalho de 56 para 71.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.J.- Desde logo, a situação de crise económica e social que se tem vivido no nosso País é uma das causas. As fracas condições de vida são sempre um elemento perturbador da harmonia familiar e social. Podem associar-se também outros factores de índole de educação e mentalidades.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.- Naturalmente, é indesejável na sociedade. Mas é fundamental identificar as causas principais e combatê-las energicamente.

J.A.- Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.J.- A Junta de Freguesia de Galveias tem um plano de apoios aos idosos que consiste em condições especiais de atribuição de lenha, apoios em transporte para consultas médicas, realização de momentos de convívio, na Freguesia e fora dela.

J.A.- Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.- O envelhecimento da população e falta de investimentos do Poder Central para contrariar a desertificação e o despovoamento do interior do País (onde a nossa Freguesia se insere).

J.A.- Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.- O caso de Galveias é um exemplo importante da necessidade de o Poder Central olhar de outro modo para as Freguesias, dando-lhes mais autonomia, reforçando os meios que lhe disponibiliza – nomeadamente o acesso a créditos e financiamentos que estão vedados por lei às Freguesias.

J.A.- Que perspectivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.- Desejo um futuro de progresso sustentado e sustentável para a minha Freguesia. Mas esse futuro só pode ser alcançado com a concretização do plano de trabalho que suportou a candidatura da equipa em que me integro. É um programa para ser aplicado a médio e longo prazo.

J.A.- Como é a situação financeira da autarquia?
P.J.- É estável.

J.A.- Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.J.- À nossa, tem sido pouco. É desejável que a situação se altere para melhor.

J.A.- Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.- Mensagem de confiança, solidariedade e serenidade, acompanhada do compromisso de muito trabalho e muita dedicação para resolver os problemas com que a Freguesia se defronta.

J.A.- Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.- Com muita criatividade, empenhamento e esforço.

J.A.- Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.- O convite a visitar a nossa Freguesia para conhecer de perto a nossa realidade, que não é comparável com as demais Freguesias do nosso País. Poderá contactar com uma realidade única, uma Junta que gere um património de inclui prédios urbanos e rústicos distribuídos por 8 concelhos em 3 distritos (mais de 6 mil hectares de terra, cerca de 3 mil ovinos, mais de 300 bovinos, montado de sobreiros, olival, vinha…).

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