Fevereiro 2016 - Nº 100 - I Série - Inscrito no ERC sob o nº 125290
Vila Franca de Xira | Azambuja | Alenquer | Arruda dos Vinhos | Sobral de Monte Agraço
 
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Entrevista da Presidente da Junta de Freguesia de Arruda dos Vinhos

Maria da Graça Moleiro das Dores

 

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação política atual?

P.J.- A minha opinião sobre a situação politica atual devo confessar que não tenho uma opinião formada, com tantas situações complexas que nos vamos debatendo no dia a dia sinceramente não acredito que possa existir grande alternativa politica, a recessão que vivemos atualmente não é só portuguesa mas sim a nível da “ UNIÃO EUROPEIA” e que infelizmente estamos dependentes de outros países, nós somos só mais um numero e tão pequeninos que acaba por não ter grande peso politico, e o que tem feito os nossos governantes vamos esperar para ver………………………

J.A.-Que pensa sobre as novas medidas anunciadas por este governo em exercício?

P.J.- Penso que na resposta anterior já fui objetiva.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando essa freguesia inserida num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.J.- Em relação á minha freguesia, devo confessar que até sinto algum orgulho pessoal, temos algum desemprego sem duvida mas é uma freguesia que tem vindo a crescer a nível populacional e industrial o que é sempre gratificante para nós.

Carências económicas também as temos principalmente na faixa etária mais envelhecida, esta freguesia vivia muito da agricultura em que as reformas são realmente mínimas, os filhos alguns emigraram e acham que os pais tem terras um casa para morar e despreocupam-se esquecem-se que as pessoas já não tem a mesma mobilidade, temos alguns casos também de pessoas que vieram de novo, outros pessoas de leste, brasileiros, mas em conjunto com a Autarquia, com a CPCJ, Santa CMAV, GNR as Vicentinas, temos conseguido fazer um excelente trabalho pelo menos nas famílias sinalizadas como é óbvio.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J.- Sem duvida o caso de violência domestica é muito problemático, há muitos em que a família e os amigos mais próximos nem conseguem perceber o que se está a passar, a própria vitima vai tentando sempre encobrindo ou omitindo.

O que leva a violência doméstica, carências sociais, desemprego, a falta de valores que temos perdido nestes últimos anos.

O que reflecte a falta de respeito, a revolta dos filhos que não ajuda nada a ter um País mais desenvolvido pelo contrário.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.J.- A emigração deve-se sem duvida à falta do equilíbrio politico que se tem vivido estes últimos anos, a maior parte das empresas entraram em insolvência e devido à tal instabilidade e falta de liquidez as coisa realmente complicaram-se e os jovens vem-se obrigados a procurar lá fora a oportunidade que não lhes tem sido dada cá dentro.

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a aceitação de refugiados?

P.J.- Devo confessar que não tenho opinião formada sobre os refugiados, sinceramente penso que não temos condições atualmente para os receber, mas se fazemos parte da “UE”e as regras são essas só nos compete cumprir e respeitar.

J.A.-Pedimos que nos faça uma síntese da sua freguesia.

P.J.- A freguesia de Arruda dos Vinhos fica situada na sede do concelho, tem cerca de 8700 habitantes, é uma freguesia muito próxima da população, apesar de ser muito dispersa a nível habitacional, praticamente todos nos conhecemos, as pessoas por norma são afáveis e felizmente sem grandes problemas sociais e de drogas.

J.A.-Qual o maior problema com que a sua freguesia se debate?

P.J.- Esta freguesia debate-se com vários problemas, um deles foi a situação financeira que encontramos, dou-lhe um exemplo as nossa despesas mensais eram de cerca de 3.000,00 € não contanto com as despesas com pessoal eram despesas fixas referentes á pt, rede fixa e móvel, fotocopiadora, um leasing que se estava a pagar referente à compra de uma retroescavadora, alojamento do site e outras, e recebíamos nessa altura cerca de 5.000,00 € transferências do Município, existia também uma desorganização total a nível administrativo como deve entender não foi nada fácil, o pior é que não acaba aqui temos uma divida à CGA cerca de 140.000,00 € , não eram entregues as devidas contribuições referente a duas funcionárias desde 1999, mas que eram retiradas ás funcionárias saíam dos cofres da freguesia mas não chegavam à CGD.

Estas situações foram detetadas e entregues ao Tribunal de Contas e ao Ministério Publico, continuamos a aguardar decisão.

Felizmente as coisas estão a levar caminho, a nível de tesouraria estão controladas, resta-nos saber o desfecho do que diz respeito ao anterior executivo.

J.A.-Qual o maior problema com que a sua freguesia se debate?

P.J.- Os problemas que necessitam de maior intervenção da nossa parte são sem duvida os caminhos, temos cerca de 186 que perfaz +- 75 km, devo esclarecer que já construímos cerca de 80 aquedutos, foram feitas as repetivas valetas e o que é necessário para a sua manutenção, no entanto temos ainda cerca de uma dúzia que não conseguimos lá chegar e que se encontram praticamente intransitáveis. Temos ainda a situação dos abrigos de passageiros, os parques infantis alguns encontram-se fechados por falta de verba, os fontanários os lavadouros, só conseguimos recuperar o de Arruda e alguns são lindíssimos mas estão completamente degradados, reparar o edifício da sede da freguesia, um edifício do XIX mas encontrava-se realmente muito mal tratado já sofreu algumas intervenções e precisamos de concluir as restantes obras.

Posso garantir que nestes dois anos que nos faltam, vamos com toda a certeza concluir todos estes trabalhos e outros que temos obrigação de acompanhar e todos os que nos comprometemos com os fregueses durante a campanha eleitora.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?

P.J.- Vai de certeza ser uma freguesia, com muitos pontos de interesse, uma freguesia muito próximo da população, irá certamente ser mais visitada pelos turistas até pela sua localização, estamos a cerca de 30 km de Lisboa, num vale lindíssimo, e com uma historia interessantíssima, ficará para outra oportunidade.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J.- A freguesia que eu represento o Município vai dando o apoio que é possível dentro das limitações que também as tem certamente.

Ás outras freguesias não faço ideia é um assunto da qual não me preocupo.

J.A.-Que tipo de envolvimento a população tem com a autarquia?

P.J.- O tipo de envolvimento que a população tem com a minha freguesia é fantástico, sempre que é necessário é só pedir a sua participação e estão disponíveis, aliás estou muito grata a toda a população pela simpatia que sempre mostraram para comigo.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J.- Desejo a todos muita, Esperança, Paz e Amor para o Ano 2016 e certa que esta Freguesia continuará a desenvolver um trabalho digno da vossa confiança em prol de uma freguesia melhor para todos nós, aliás eu costumo dizer “Se a Freguesia de Arruda dos Vinhos não existisse, de certo Arruda não seria a mesma coisa."

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J.- Devo dizer que para mim tem sido a parte mais fácil, quando ganhei as eleições era suposto ficar a meio tempo, como já percebeu em algumas resposta dadas anteriormente não foi possível, uma vez que uma das duas funcionárias que a freguesia tinha acabou por ser despedida devido a um processo disciplinar que já vinha do anterior executivo, ficamos só com uma, numa situação em que se desconfia até das secretárias de madeira, na altura pensei e coloquei a questão aos membros do executivo e aos da assembleia, ou ficava a tempo inteiro ou colocava o meu locar á disposição, foram todos sensatos com esta situação acabei por abdicar da minha vida profissional e dedicar-me de corpo e alma a esta causa, como também já não tenho crianças acaba por ajudar nestas decisões.

Da minha parte irei defender esta causa, com empenho, com honestidade e com a maior isenção possível e felizmente está a correr muito bem. Cumprirei com lealdade as funções que me foram confiadas.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J.- Agradecer a oportunidade que me foi dada, parabéns pela iniciativa e que realmente nunca se esqueçam que as freguesias estão sempre muito mais próximo da população e são muitos importantes num concelho. Que consigam divulgar o que as freguesia tem de bom, a nível cultural, arquitectónico, de educação, e a sua historia.

 

Nota: Talvez não seja a pessoa indicada para responder a este tipo de questionários, mas filo com prazer e isenção.

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