Fevereiro 2016 - Nº 100 - I Série - Inscrito no ERC sob o nº 125290
Vila Franca de Xira | Azambuja | Alenquer | Arruda dos Vinhos | Sobral de Monte Agraço
 
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Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Alcoentre

António Manuel da Conceição Loureiro

   

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação política atual?

P.J.-A situação política actual, concretamente a nacional, tem de interessante uma ruptura com práticas estabelecidas quase desde o 25 de Abril, e que trouxeram para a viabilização da governação partidos que sempre se recusaram a participar nessa viabilização. Esperamos que seja possível a melhoria das condições de vida e duma melhor distribuição da riqueza, esta também a nível global, onde se registam muitos dramas e incertezas.

J.A.-Que pensa sobre as novas medidas anunciadas por este governo em exercício?

P.J.-As medidas do governo apontam no sentido do alivio da austeridade, criadora de muita miséria social em parte decorrente do desemprego,

Espera-se que essas medidas possam ser implementadas, tendo em atenção a conjuntura e o que se passa na União Europeia, para a melhoria das ditas condições de vida.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando essa freguesia inserida num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.J.-Como é sabido a autarquia freguesia tem uma baixa capacidade de intervenção, todavia sinaliza as situações para apoio social através da Câmara Municipal.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J.-A violência domestica é um fenómeno em crescimento, em numero e gravidade, atingindo todas as camadas sociais, mas tal aumento tem que ser avaliado também pela maior difusão noticiosa, sendo de presumir a diminuição das cifras negras (crimes não participados).

A crise económica e de valores, respeito pelo outro, poderão ser causas para o aumento do fenómeno e tem como um dos efeitos a degradação social.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.J.-A emigração é consequência da crise económica e da redução drástica da oferta de emprego, que afecta jovens e menos jovens.

Quanto aos jovens e qualificados só podemos lamentar, pois vão criar a riqueza para os outros países, aproveitando da formação que obtiveram nas nossas escolas e com outra consequência, que é o envelhecimento da população residente.

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a aceitação de refugiados?

P.J.-Temos de ser solidários com as vitimas do drama que decorre das guerras e outros actos de violência, que atingem milhões de pessoas no mundo inteiro.

Sem analise das causas devemos acolher os que for possível em termos da dimensão do nosso País.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.J.-A autarquia não presta apoio directo aos idosos, beneficiando da existência do Centro Social e Paroquial de Alcoentre.

J.A.-Pedimos que nos faça uma síntese da sua freguesia.

P.J.-A Freguesia de Alcoentre situa-se a norte do Concelho de Azambuja, no limite do Distrito de Lisboa, é eminentemente rural. Tem no seu perímetro dois estabelecimentos prisionais.

Caracteriza-se pela produção de vinho maduro de excelente qualidade e futuramente pela de azeite.

J.A.-Qual o maior problema com que a sua freguesia se debate?

P.J.-O maior problema é o envelhecimento da população, com a consequente baixa demográfica.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.J.-Importaria alguma intervenção urbana para melhoria das condições de vida e atracção de novos residentes.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?

P.J.-As perspectivas não são as melhores, a continuar perda de população e o efeito que isso tem no tecido económico e na atracção que possa exercer na instalação de outras actividades.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.J.-A situação financeira é estável, resultando de uma gestão prudente das verbas recebidas.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J.-O apoio da câmara é prestado em alguns eventos realizados na freguesia e esporadicamente no trabalho de máquinas.

Existe acordo de execução que delegou várias competências na junta.

J.A.-Que tipo de envolvimento a população tem com a autarquia?

P.J.-O envolvimento da população é reduzido, muito embora exista o lançamento de participação nos orçamentos, bem como não há participação nas reuniões da junta ou da Assembleia de Freguesia. A junta é procurada para a resolução dos problemas que afectam pessoalmente.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J.-A mensagem à população é de que participe mais nas reuniões dos orgãos, junta e assembleia, pois tal participação vai permitir a melhoria da acção do executivo, tornando-a mais desafiante.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J.-Procurando conciliar ambas, dando prioridade ao serviço que se considera de interesse público e para o qual fomos eleitos.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J.-Importa realçar a relevância do Jornal das Autarquias na difusão da actividade autárquica e dos seus problemas, que são muitos e variados, dando assim voz ao poder que está mais próximo dos cidadãos e que só com esse apoio e colaboração pode desempenhar a sua importante missão. Bem haja ao Jornal das Autarquias.


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