Fevereiro 2016 - Nº 100 - I Série - Inscrito no ERC sob o nº 125290
Vila Franca de Xira | Azambuja | Alenquer | Arruda dos Vinhos | Sobral de Monte Agraço
 
Vila Franca de Xira | Azambuja | Alenquer | Arruda dos Vinhos | Sobral de Monte Agraço
 
Arruda dos Vinhos

Igreja Matriz

 

Ermida de Nossa Senhora do Monte

A Igreja de Nossa Senhora da Salvação ergue-se no centro da povoação, na zona antiga da vila, em amplo adro calcetado. Após a reconquista da vila por D. Afonso Henriques, a Ordem de Santiago edificou ou reconstruiu a igreja, então pertença do padroado real e doada ao prior do Convento de São Vicente de Fora. Já no século XIII, D. Sancho I doou-a à Ordem de Santiago, ficando integrada no bispado de Lisboa com as igrejas de Óbidos.

  Situada sensivelmente no centro do vale de Arruda, sobressai, altaneira, a elevação da Senhora do Monte. No cimo a capela dedicada a Nossa Senhora do Monte Carmelo (N. Sr.ª do Carmo). Local aprazível para merendas de onde se deslumbra a característica paisagem de Arruda dos Vinhos. Várias são também as lendas que este local suscitou ao longo dos tempos. Todos os anos, na Quinta-feira da Ascensão, inúmeros peregrinos se fazem ao caminho e sobem até á capela para rezar uma missa. Pelo caminho canta-se, contam-se histórias e apanha-se o ramo de espiga para trazer amor, sorte, saúde e pão para todo o ano.

Igreja de S. Tiago dos Velhos

 

Igreja de S. Miguel Arcanjo

A história da igreja de S. Tiago dos Velhos está intimamente ligada à história da própria povoação. De origens afonsinas, não se conhece contudo, a data da fundação da igreja, mas pela existência de uma cruz da Ordem dos Templários (na sacristia) com a data de 1131, atesta-se a sua existência, pelo menos, desde essa altura. A tradição oral tem veiculado que o pequeno templo terá sido mandado construir neste local, a pedido de D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, como ponto de encontro e oração para os cavaleiros da Ordem dos Templários.   A Igreja de S. Miguel, santo padroeiro da freguesia de Cardosas, situa-se num largo na parte sul da Vila. A igreja terá sido construída pelos moradores da freguesia, não se sabendo contudo a data de construção. Sabe-se apenas que existia uma Ermida com uma capela, onde se dizia Missa aos Domingos e dias santos. A Igreja de uma só nave, tem três altares, estando no principal a imagem do Sagrado Coração de Jesus. Ladeando o altar encontram-se as imagens de S. Miguel Arcanjo e de Santo António com o Menino.

Igreja de Nossa Senhora da Salvação nas Invasões Francesas

 

Chafariz de Arruda

Até finais do século XV, a Igreja de Arruda dos Vinhos era dedicada a Santa Maria de Arruda. Segundo a tradição oral, tentando escapar a um surto de Peste que assolava Lisboa, D. Manuel terá permanecido com a corte na Vila de Arruda por aquela altura. Em acção de graças por se ter salvo e à sua família, o monarca terá ordenado reconstruir a igreja que existia e mandado mudar a invocação de Santa Maria de Arruda para Nossa Senhora da Salvação. Tais obras seriam realizadas já no reinado de D. João III entre 1528 e 1531.   No centro da vila de Arruda, impõe-se o Chafariz de três bicas que foi reconstruído em 1789, vindo substituir uma antiga fonte de pedra lavrada. No século XVIII, a coroa dedicou especial atenção à questão do abastecimento da água às populações, sendo que as construções decorrentes desta preocupação, quer por parte dos municípios ou dos nobres e eclesiásticos era, também, uma forma de reforço do seu poder, ao qual associavam a sua própria imagem, habitualmente através da exibição de brasões. Assim, a pedra de armas de Portugal, escudo de D. José, no coroamento do chafariz de Arruda dos Vinhos, denuncia uma possível colaboração régia na sua edificação. Consta que a reconstrução foi feita a expensas de Domingos Gambôa e Liz, natural da vila de Arruda, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real e primeiro Deputado da Junta de Administração das Fábricas do Reino e Obras das Águas Livres.

Santurário de Nossa Senhora da Ajuda

Conta a lenda que em tempos longínquos, num lugar remoto no limite do concelho de Arruda dos Vinhos, apareceu certo dia a Virgem Maria a uma pequena criança que pastava o seu rebanho. Nossa Senhora nesta aparição indicou à menina que seu pai deveria erguer uma ermida em sua honra num lugar com abundância de água. A menina cumprindo o desejo de Nossa Senhora falou com seu pai, Afonso Anes, um agricultor de S. Tiago dos Velhos, que não acreditou nas aparições nem na palavra de sua filha, porque o local era árido e com pouca água. Certo dia, depois de mais uma das aparições de Virgem Maria à pequena pastorinha, deu-se um milagre: debaixo de uma pedra, levantada pela menina brotou água fresca e cristalina. Rendido ao milagre, Afonso Anes cumpriu o pedido de Nossa Senhora construindo uma ermida em sua honra a 200 metros desta fonte e desde então nunca mais faltou água naquele lugar. Afonso Anes ofereceu o local e outros devotos ofereceram os materiais para a construção da sagrada Ermida, e com as esmolas que os fiéis ofereciam em agradecimento aos favores prestados pela Virgem, foi possível terminar e aperfeiçoar a obra.
Alenquer

Museu do Vinho

 

Igreja da Misericórdia

A funcionar desde Abril de 2006, o Museu do Vinho do Oeste expõe, dá a provar e permite a aquisição dos melhores vinhos da região. São 12 os produtores que marcam presença. Os vinhos de Abrigada, Anjo, Boavista, Carneiro, Chocapalha, Cortezia, D. Carlos, Margem d’Arada, Monte d’Oiro, Pancas, Plátanos e Valle do Riacho, quintas do concelho de Alenquer, possibilitaram o arranque do portal. O edifício do século XIX que acolhe a mostra tem também patente uma exposição relativa à evolução das técnicas e instrumentos associados à produção vitivinícola, um auditório e espaço para provas e concursos. O museu promove, ainda, os percursos disponibilizados pela Rota da Vinha e do Vinho do Oeste: “Linhas de Torres”, “Óbidos” e “Quintas de Alenquer”. A entrada no museu e os percursos são gratuitos, sendo que as provas de vinhos nas quintas a visitar estão sujeitas aos valores estipulados pelos produtores. Os percursos são organizados através de marcação. Situado no bairro do Areal, o Portal ocupa um edifício datado de 1811. O Real Celleiro Público guardou as sementes que possibilitaram o auxílio aos agricultores do concelho depois das invasões francesas. Recuperado pela Câmara Municipal de Alenquer, em parceria com a Região de Turismo do Oeste e com a Associação da Rota da Vinha e do Vinho, está próximo de vários sítios de interesse histórico. A Torre da Couraça, sob a qual brotava uma das mais importantes nascentes da vila, ou a Real Fábrica do Papel (hoje Moagem) são dois deles. Este bairro foi, de resto, calcorreado por Damião de Goes, que ali nasceu.   De acordo com uma lápide nela existente, foi refeita em 1595; depois do terramoto de 1755 foi restaurada. Tem um magnífico tecto de madeira pintada ao gosto do século XVIII. Apresenta ao centro, um vistoso escudo real amparado por dois anjos e envolvido por belas grinaldas de flores. Lateralmente, e envolvidos pela mesma composição floral há dois medalhões com versículos da Sagrada Escritura. As paredes laterais são guarnecidas de azulejos azuis e brancos enxaquetados. A parede do altar-mor, em plano mais elevados do que o pavimento da nave e com acesso por escadaria central, é de mármore branco com aplicações de negro e rosa. A tribuna central é de boa talha do século XVIII. Os dois nichos laterais têm guarnições bastante pobres. O pequeno ressalto que separa a nave da capela-mor está revestido de azulejos do século XVIII. Deste conjunto destacamos o painel figurativo que representa a «Visitação». No tímpano da igreja há uma tela, infelizmente muito degradada com o tema de «Nossa Senhora da Misericórdia». A igreja tem coro suportado por duas colunas de calcário com pias de água benta, um sóbrio púlpito de mármore e uma tribuna lateral para os mesários da Santa Casa.

Convento de São Francisco

 

Igreja da Várvea

Sua fundação está associada à infanta D. Sancha (1189-1229), que em 1210 havia recebido a vila de Alenquer de seu pai, D. Sancho I, como presente. D. Sancha tinha um paço na vila que doou aos frades franciscanos por volta de 1222 para ali edificarem seu convento, que viria a ser o primeiro do país. Entre estes primeiros frades estava frei Zacarias, vindo da Itália a Portugal em 1217 como missionário da recém criada ordem franciscana. O pequeno convento foi ampliado a partir de 1280, quando a rainha D. Beatriz de Gusmão, senhora de Alenquer, doou terras aos frades e financiou a construção de uma igreja conventual. Estas obras estariam prontas em meados do século XIV e incluíam um claustro. Na Idade Média, vários capítulos (assembleias) regionais da Ordem foram realizados no convento de Alenquer. Também ali hospedavam-se D. João II e sua mulher, D. Leonor, quando da morte acidental de seu herdeiro, o infante D. Afonso, em 1491.   As ruínas desta igreja, de fundação antiquíssima, situam-se junto às muralhas do Castelo próximas da Porta da Conceição. No século XV a primeira igreja foi queimada menos a capela-mor e as culpas do incêndio foram lançadas aos judeus que habitavam a judiaria próxima. Houve um processo judicial em que se provou o crime e foram condenados a reedificar a igreja e em seguida foram expulsos da vila. Anos depois a capela-mor foi reedificada por Damião de Goes que aí, por sua vontade, foi sepultado. O templo é bastante espaçoso e tem cinco altares. No principal venera-se Nossa Senhora da Purificação que é orago da igreja, e nos colaterais Santo António, S. Braz, Santo André e Ecce Homo, sendo tradição que esta última imagem foi dada pelo ilustre cronista Damião de Goes. A pia baptismal tem data de 1561.

Castelo de Alenquer

 

Capela de Santa Catarina

A primitiva ocupação humana da região remonta à pré-história, conforme os testemunhos arqueológicos que atestam ter sido sucessivamente visitada e ocupada, ao longo dos séculos, por povos Gregos, Fenícios, Cartagineses, Romanos, Alanos, Godos e Muçulmanos, estes últimos responsáveis pela fortificação   Capela que integrava primitivamente um conjunto de edifícios pertencentes ao Oratório de Santa Catarina, projectados por Frei André de São Bernardino. No interior, salientam-se os altares de talha dourada e um púlpito do século XVII. (Imóvel de Interesse Público)

Igreja de São Pedro

 

Padrão D'El Rei D. Sebastião

Numa capela renascentista desta igreja está guardado o Túmulo de Damião de Góis (Monumento Nacional). Nascido em Alenquer em 1502, é o autor da Crónica do Felicíssimo Rei D. Manuel. Foi um dos mais importantes humanistas portugueses, contactando de perto com o renascimento italiano e flamengo. Foi amigo de Erasmo e privou com Dürer, que lhe pintou um retrato. Condenado pelo Santo Ofício a cárcere perpétuo, assim morreu em 1574 no mosteiro da Batalha.   Situa-se à entrada do Parque Vaz Monteiro. Contém uma legenda que refere a construção de uma ponte sobre o Rio Alenquer, em 1576. O padrão contém um cão, as muralhas e porta de entrada de um castelo encimadas pelo escudo real, terminando numa pirâmide truncada, sobrepujada por uma esfera com cruz.

Igreja do Divino Espírito Santo (Ota)

 

Ponte da Ermida

O actual templo deve ter sido antecedido por uma construção anterior de que restam traços de Época Manuelina. A azulejaria seiscentista, de tipo tapete, que reveste parte do interior da igreja é o apontamento decorativo de maior destaque, além da imagem da Senhora da Piedade, do séc. XVII (Melo, Guapo, Martins, 1989, 132   A Ponte da Ermida é constituída por um arco em estilo românico, cercada de bonito e abundante arvoredo. Existem diversas teses relativas à sua construção; uns defendem que foi construída no reinado de D. João II, de modo a facilitar a deslocação do Rei quando este ia ao encontro d Rainha D. Leonor a banhos para as Caldas, outros reclamam que a sua construção aconteceu no século XIX devido a uma questão técnica, precisamente a respectiva largura. Como curiosidade, esta ponte sustenta dois enormes pinheiros na parte superior da via.
Azambuja

Palácio / Igreja Matriz do Intendente

 

Igreja Matriz de Santa Marta

O Palácio Pina Manique, situa-se no centro da Vila de Manique do Intendente, e é dos finais do séc. XVIII. Apresenta-se no estilo neoclássico e é atribuído a Joaquim Fortunato de Novais. A linguagem simbólica da monarquia absolutista ditou o conceito do plano arquitectónico. Exemplo único em Portugal de igreja/palácio mandado edificar por particulares.   Destaca-se pelo facto de aqui ter celebrado, em 1376, o esponsal de D. Leonor de Alvim com o Contestável D. Nuno Álvares Pereira. A igreja possui um conjunto de painéis de azulejos figurativos, séc. XVII/XIX, com cromia de cor azul de fundo branco e cercadura, alusivos à Vida de Santa Marta, padroeira dos que estão ao serviço dos necessitados e que ficou conhecida nos Evangelhos como “aquela que se afadigava com o muito serviço que tinha

Torre Sineira

 

Pelourinho

Observa-se as ruínas da casa onde D. João II teve residência para escapar à peste, e onde também, foi ponto de encontro daquele monarca com o descobridor do Novo Mundo, Cristóvão Colombo. Colombo foi recebido por D. João II em Vale do Paraíso, no dia 9 de Março de 1493, para lhe dar noticias sobre a descoberta das “Américas”.   Será oriundo do séc. XVI, muito provavelmente após a confirmação do “foral novo” de 1513, mas foi desmantelado em meados do século XIX. Entretanto, já na segunda metade do século XX, reergueu-se no centro da Praça do Município. O pelourinho assenta numa plataforma de três degraus, tem, entre outras características, estrias decoradas com motivos florais e capitel quadrangular com quatro brasões alternados

Moinho de Maçussa

 

Fonte da Bica da Maçussa

No último quarteirão do século_XIX trabalhava com o moinho, o moleiro Joaquim Fernandes, que sabia com autoridade pela boca dos mais velhos que o moinho fora construído em 1711. Até deixar de ser útil em 1952 o moinho trabalhou à troca. Por ca­da 10 quilos de trigo os fregueses recebiam 8 quilos de farinha, ou seja o peso do trigo entregue, maquiado 20% para quebras e ga­nhos. Em 1937 foi-lhe instalada uma mó para milho para assim poder atender melhor às necessidades da população. Imponente, altivo e soberbo, ele está lá ainda velho e carcomido, orgulhando-se de um passado trabalhoso, mas cheio de pão e ale­gria para todos os Maçussanos. Quem sabe que as mós do nosso moinho eram picadas cada 5/6 horas de trabalho, e que a mó de milho era picada a picão e a de trigo a picadeira e que os regos cravados nas mós se chamam girões e vêm alargando do centro da mó para fora para que a farinha saísse leve e bem? Quem sabe que o moleiro para aproveitar o nosso moinho sabe tudo isso e não só.   Na Primeira década deste século com a população na sua maior densidade, a Câmara Municipal de Azambuja deu de empreitada a Joaquim Camilo Rodrigues por duzentos mil réis a construção de uma mina para a captação de águas para uma nova fonte da bica. Com a empreitada arrematada, o Camilo contratou Amaro Ferreira, homem consciente em trabalhos desta natureza e outros, e iniciou a construção da mina na rampa do Peralta, perfurando o outeiro do moinho 80 metros. A água encontrada foi encaminha a telha canuda para o local onde se encontra hoje a fonte. Foi logo a seguir feito o chafariz, para bebedouro de gado, e dois tanques grandes para lavadouro de roupa hoje modificados.
Vila Franca de Xira

Praça Soeiro Pereira Gomes-Alhandra

 

Museu do Ar-Alverca

Neste largo ergue-se o monumento a Soeiro Pereira Gomes, da autoria dos escultores João Duarte e João Afra. Fruto de um concurso promovido pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, o monumento é não só uma homenagem à figura de Soeiro mas também a todos os “filhos dos homens que nunca foram meninos”.   O Museu do Ar, sediado no Complexo Militar de Alverca, foi criado em 21 de Fevereiro de 1968 (Decreto-Lei nº.48 248), está na dependência do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e tem como objectivo expor o património histórico da Força Aérea. Foi oficialmente inaugurado em 1 de Julho de 1968, dia da Força Aérea Portuguesa, numas instalações que pertenciam às Oficinas Gerais de Manutenção Aeronáutica, então dependentes da Força Aérea. Simultaneamente, foi criado o Grupo de Amigos do Museu do Ar por iniciativa do Coronel Edgar Cardoso, que contribuem para o enriquecimento histórico/material deste Museu.

Palácio Municipal do Sobralinho

 

Palácio da Quinta de Subserra - S. João dos Montes

O facto do palácio ter passado pela família Espírito Santo marcou claramente o gosto e a sensibilidade artística, que foi seguida na nova decoração: a preferência pela arte antiga, em especial pela arte francesa do século XVIII. A linha de orientação foi claramente a de procurar recriar um palácio do Século XVIII, numa realização onde foram seguidos esquemas tradicionais com monumentalidade e com um forte apego à “Casa Portuguesa”. O tratamento exterior foi o de um gosto setecentista, com um grande relevo dado à simetria das janelas, ao andar nobre e à criação de uma grande porta de entrada, com uma varanda no seu remate.   O grupo Amigos de São João dos Montes (freguesia com características rurais onde se situa a Quinta de Subserra, que pertenceu aos condes e aos marqueses com o mesmo nome e foi adquirida pelo município em 1980) sustenta que o palácio com origens no século XVII poderá estar "em vias de destruição". O movimento de moradores salienta que circulam rumores de que a câmara "se prepara para entregar a quinta e o palácio, cada vez mais danificados, à gestão privada" e que, "preocupados com a sua degradação galopante", resolveram lançar um abaixo-assinado. "Nos últimos anos, e apesar de obras pontuais, a quinta tem-se degradado a olhos vistos. Há azulejos importantíssimos muito danificados. O próprio palácio tem fracturas impressionantes no seu interior. A piscina que ali funcionava, a única na freguesia, foi abandonada", criticam os autores do documento, acusando o executivo camarário socialista de abrir mão do enquadramento paisagístico da quinta, autorizando urbanizações em áreas próximas. Jardim inserido em quinta do século XIX, destacando-se os arranjos de bustos e azulejos da época
Sobral de Monte Agraço

Igreja de Santo Quintino

É um belo templo de três naves, certamente o último de fundação manuelina (1520). Muito curiosa a porta principal, híbrida de elementos manuelinos e renascentistas, e datada, numa cartela, na pilastra do lado direito, de 1530. S. Quintino é um documento da fase final da arquitectura manuelina e um autêntico museu do azulejo, em que figuram padrões únicos. As três naves são de cinco tramos, divididas por colunas cilíndricas, com capitéis decorados de volutas e palmetas que sustentam ábacos quadrados, sobre os quais assentam os grandes arcos redondos, decorados por azulejos de tapete de padrão largo. Os tectos de cada nave são de madeira e as paredes forradas de alto a baixo com azulejos do séc. XVII, em grandes painéis de tapete, sendo porém o silhar inferior já do século XVIII, com um característico motivo de albarradas. A meio da nave, à esquerda, invulgar púlpito de pedra, quinhentista, que conserva ainda uma interessante decoração pictural com a representação dos evangelistas. A cabeceira é constituída pela capela-mor e duas capelas colaterais, todas de muito interesse e dotadas de abóbadas de cruzaria com bonitos bocetes. A do lado da Epístola, dedicada a S. Quintino e revestida de azulejos do séc. XVIII, com cenas do seu martírio, mantém a pintura seiscentista na abóbada. No altar, as boas imagens da Virgem com o menino e o orago, esta datada de 1532.

Igreja de Nª Sª da Vida

 

Moinho do Sobral

Templo reconstruído sobre a anterior capela da mesma invocação e que hoje substitui a velha matriz da antiga vila, então situada no local chamado Salvador. Exteriormente, a fachada de duas torres apresenta-se com certa imponência. A nave da igreja é alta e bem iluminada, com monumental arco triunfal e grande coro de três arcos. A sua melhor alfaia é uma riquíssima custódia, depositada no Patriarcado de Lisboa, pertencente aos condes de Sobral.   Este Moinho de Vento fica situado em plena vila de Sobral de Monte Agraço, devidamente sinalizado, com boas acessibilidades pela Rua do Moinho. Actualmente é considerado um dos cartões de visita por ser o mais representativo e o único ainda em funcionamento permanentemente, em todo o Concelho. É uma estrutura de médias dimensões, pintado de azul e branco e o seu bom estado de conservação deve-se à recuperação e dinamização por parte do seu proprietário: a Câmara Municipal.
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