Janeiro 2015 - Nº 99 - I Série - Setúbal - Inscrito no ERC sob o nº 125290  
Setúbal
 

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia do Samouco

António Joaquim Gomes Almeirim

 

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação política atual?

P.J.-É uma opinião de esperança com o fim da austeridade desenfreada a que quase todos estivemos sujeitos.

J.A.-Que pensa sobre as novas medidas anunciadas por este governo em exercício?

P.J.-A resposta a esta pergunta entronca na resposta anterior pois que terá a de ser na esperança de que se cumpram as promessas.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando essa freguesia inserida num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.J.-A gestão deste gravoso problema pela sua complexidade passa muito mais pelo grupo sócio caritativo que temos na Freguesia e a que nós prestamos algum apoio.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J.-O que penso é o que pensaram todos e todas as pessoas de bom senso. As causas serão múltiplas, que passarão por frustrações, falta de cultura familiar e miséria social.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.J.-É o regresso aos tempos da ditadura e não pretendo ser irónico, são os mais credenciados que acederam ao convite dos nossos governantes para emigrarem.

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a aceitação de refugiados?

P.J.-Para aceitar refugiados e arranjar peças de roupa e alguma comida com o nosso espírito solidário parece-me possível, mas, enquadrá-los numa comunidade arranjando escolas com as nossas superlotadas, e, arranjar-lhes emprego parece-me tarefa impossível.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.J.-Pagamos a renda da sede da Organização de Reformados, promovemos rastreios de saúde, organizamos passeios, realizamos sessões de prevenção em colaboração com as forças policiais. Subsidiamos a Organização de Reformados, Pensionistas e Idosos.

J.A.-Pedimos que nos faça uma síntese da sua freguesia.

P.J.-Somos uma freguesia que foi elevada à categoria de Vila em 9 de Dezembro de 2004, com uma área de cerca de 4,6km2 e com um forte movimento associativo.

J.A.-Qual o maior problema com que a sua freguesia se debate?

P.J.-Atualmente o maior problema da nossa terra prende-se com a amêijoa japónica e a falta de regulamentação do seu comércio. Com as centenas de mariscadores que diariamente alteram a nossa paisagem urbana e daí resultarem estragos na nossa praia, outrora um local aprazível.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.J.-O asfaltamento de algumas artérias e a construção de uma casa velório e melhores cuidados de saúde a prestar nas boas instalações do Centro de Saúde que a Câmara Municipal construiu na Freguesia.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?

P.J.-Risonhas, como risonhas são as perspetivas para o País com as alterações que se verificaram a nível parlamentar.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.J.-A situação financeira é estável e regular pois os orçamentos estão aprovados pela Assembleia de Freguesia e temos regularizados todos os compromissos assumidos.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J.-É de tal forma importante que sem ele quase não seria possível manter a porta aberta e muito menos exercer qualquer tipo de atividade.

J.A.-Que tipo de envolvimento a população tem com a autarquia?

P.J.-Muito bom e, a prova disso é a sua resposta às iniciativas que vamos promovendo, aliada à certeza que da parte dos autarcas serão sempre ouvidas as suas queixas e sugestões.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J.-Que nunca deixem de lutar por aquilo que acreditam e deixar aqui uma certeza. QUEM LUTA NEM SEMPRE GANHA MAS QUEM NÃO LUTA PERDE SEMPRE. Bom Natal e Bom Ano de 2016.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J.-Com muito crer, com a boa colaboração familiar e com aquilo que será o mais importante, a nossa grande vontade de contribuir para um País melhor, sem pedir nada em troca.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J.-Que continuem a dar a vossa contribuição e colaboração para divulgar o Poder Local Democrático, uma das mais belas conquistas do 25 de Abril.

©2007-2017 Jornal das Autarquias Elaborado e mantido por: WEBDEVICE - Informática e Internet, Unipessoal, Lda.