Janeiro 2015 - Nº 99 - I Série - Setúbal - Inscrito no ERC sob o nº 125290  
Setúbal
 
CULTURA - SETÚBAL
Mata das Dunas da Costa de Caparica
Mata das Dunas da Costa de Caparica

A Mata das Dunas da Costa de Caparica, tal como a Mata Nacional dos Medos, tinha como objectivo impedir a progressão das areias dunares para o interior, procedendo-se ao povoamento florestal de várias espécies de acácias, predominando a Acácia cianophyla. Integrada na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Caparica e é , actualmente, um agradável espaço de lazer e recreio.

Fóssil da Costa de Caparica
Fóssil da Costa de Caparica

A sul da cidade da Costa da Caparica, onde se encontram as praias mais procuradas pela população da Grande Lisboa, a arriba ergue-se abruptamente num desnível de 70 metros de altura e estende-se por 13 km, paralela à linha da costa. Lavrada pelo oceano durante o período quaternário, a arriba encontra-se hoje numa posição recuada em relação à linha do litoral e possui um invulgar interesse paleontológico. O seu interior está repleto de vestígios de fauna fóssil. A flora distribui-se por três zonas diferentes: a vegetação dunar expontânea, o acacial e a Mata dos Medos. O acacial, que se estende por 200 hectares, da Trafaria à Fonte da Telha e engloba a faixa litoral dunar interior, foi plantado pelos serviços florestais no final do século passado, para estabilizar as dunas e secar os pântanos. No topo da arriba localiza-se o pinhal, a Mata Nacional dos Medos, classificada como Reserva Botânica que ocupa uma área com 5 km de comprimento. Junto ao limite sul da área protegida, a Lagoa de Albufeira constitui um local interessante para a observação de aves aquáticas.

Forte de São Sebastião da Caparica
Forte de São Sebastião da Caparica

Também denominado como Torre de São Sebastião da Caparica, Torre Velha e Fortaleza da Torre Velha, localiza-se na vila do Monte da Caparica, Freguesia da Caparica, Concelho de Almada, Distrito de Setúbal, em Portugal.

A Torre Velha da Caparica é um dos mais importantes exemplares da arquitectura militar renascentista no país, uma vez que foi dos primeiros sistemas de artilharia integrando a defesa da barra do rio Tejo, juntamente com a Torre de Santo António de Cascais e a Torre de São Vicente de Belém

Miradouro do Santuário do Cristo Rei - Almada
Miradouro do Santuário do Cristo Rei - Almada

No ponto mais alto de Almada, dominando o tabuleiro da Ponte 25 de Abril, ergue-se uma gigantesca estátua em betão representando o Cristo Rei, erguida em 1959, em agradecimento por Portugal ter sido poupado à II Guerra Mundial. O panorama sobre Lisboa, Almada e a barra do Tejo é grandioso. Visitado por dezenas de milhar de nacionais e estrangeiros por ano tornou-se um lugar maior do turismo religioso e não só, bem como um cartaz turístico de Lisboa.

Elevador Panorâmico Boca do Vento - Almada
Elevador Panorâmico Boca do Vento - Almada

Construído no ano 2000 este elevador panorâmico une a parte histórica de Almada, situada numa colina fronteira ao Tejo, aos antigos estaleiros do Olho de Boi, agora transformados em zona de lazer. A viagem permite aceder a uma zona ajardinada à flor da água onde se situam restaurantes e esplanadas com soberbo panorama sobre Lisboa.

Jardim Botânico da Casa da Cerca - Chão das Artes
Jardim Botânico da Casa da Cerca - Chão das Artes

Chão das Artes é um projecto de jardim botânico no mínimo original. Localizado no Centro de Arte Contemporânea, baseia-se no conceito da junção entre Arte e Natureza. O jardim possui exemplares de diversas espécies vegetais relacionadas com as próprias artes plásticas. Para além disso, destaque ainda para a curiosa referência mitológica presente no jardim - o dragoeiro, uma árvore de seiva vermelha (identificada com o sangue derramado por um dragão numa batalha mitológica contra um elefante). Na Idade Média, este "sangue de dragão" era utilizado por artistas para representar o próprio sangue humano nas telas.

Praia da Fonte da Telha
Praia da Fonte da Telha

Com um extenso areal, tem uma paisagem protegida pela sua riqueza natural. Servida por bares e restaurantes é muito procurada pelas gentes da Grande Lisboa. Os surfistas também procuram esta praia devido às boas ondas.

Miradouro do Cais do Ginjal
Miradouro do Cais do Ginjal

Antiga zona de empresas de pesca e navegação tem vindo aos poucos a perder a sua vocação industrial para se transformar numa zona de lazer. Passeio a não perder, com as colinas de Lisboa à vista na outra margem. Estende-se desde Cacilhas, onde atracam os barcos vindos de Lisboa, até ao Ginjal com os seus restaurantes e, mais além, até à base do miradouro da Boca do Vento, com outra zona de restauração e estar.

Jardim do Rio
Jardim do Rio

Jardim ribeirinho, situado à beira do Tejo, entre o cais do Ginjal e a Fonte da Pipa, com vista sobre a cidade de Lisboa

Parque Urbano de Almada / Parque da Paz
Parque Urbano de Almada / Parque da Paz

Parque que ocupa uma área de 50 ha, tendo sido projectado por Sidónio Pardal

Igreja de Santiago - Almada
Igreja de Santiago - Almada

Edificada no início da Reconquista Cristã, era a antiga igreja matriz de Almada. Foi seriamente danificada pelo terramoto de 1755, vindo a ser reedificada no século XVIII pelo Infante D. António, irmão do rei D. João V. A capela mor possui um tecto em abóboda de pedra, de estilo manuelino. O altar mor guarda algumas lápides sepulcrais e valiosos azulejos do século XVIII. Escavações arqueológicas puseram a descoberto sepulturas datadas desde o século XII. A traça dominante da fachada neo-clássica data da reconstrução efectuada na primeira metade do século XVIII.

Solar do Zagallos na Sobreda
Solar do Zagallos na Sobreda

O Solar dos Zagallos, também conhecido por Quinta dos Pianos, que foi originariamente uma casa agrícola, é uma casa apalaçada de primeiro andar com pátio de entrada com portão de ferro, escadaria de acesso aos dois salões nobres (construídos com a intenção de aí ser recebido o rei D. João VI, visita que nunca chegou a realizar-se) e anexos vários. Inclui-se nesta magnífica propriedade, construída no século XVI, uma alameda de rara beleza.

Situa-se na povoação de Sobreda, à época uma das terras fidalgas da Caparica, embora no século passado não tivesse mais de 150 fogos.

Os proprietários foram os Zagallos, família oriunda de Reguengos de Monsaraz, que chegaram à Caparica no reinado de D. João II. Em 1745, o desembargador Rodrigo de Oliveira Zagallo instituiu um morgado na Sobreda.

O edifício e anexos sofreram diversas intervenções nos séculos XVIII, XIX e XX e conserva das diversas épocas azulejos, estuques e pinturas. O Solar possui três capelas, duas das quais nos jardins. A que se encontra integrada no corpo do edifício, a de Stº. António, tem ricas talhas e é forrada a azulejos representando cenas religiosas e profanas

Casa da Cerca - Almada
Casa da Cerca - Almada

Inaugurada em 1993, a Casa da Cerca é um espaço de exposições dedicado à arte contemporânea. Possui um significativo espólio de desenho onde estão representados os mais importantes artistas nacionais. A Casa da Cerca destaca-se também pelo seu parque de escultura e pelo jardim botânico "Chão das Artes", inspirado no modelo de jardim tradicional português da quinta de recreio, que explora a relação entre as Artes Plásticas e a Natureza.

Convento dos Capuchos - Caparica
O convento dos Capuchos - Caparica

Este museu fica localizado na área da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica e pode-se ver não só a Costa de Caparica, a extensa costa de praia e até os arredores, avista-se uma esplêndida paisagem. Este convento foi mandado edificar por Lourenço Pires de Távora em 1558.

O monumento, como é apanágio da Ordem Franciscana, é caracterizado pela sua simplicidade, embora se possa observar elegância nas suas linhas.

No frontispício, um triplo pórtico, com colunas simples e um arco ao centro, ostenta um notável trabalho em ferro forjado permitindo a iluminação da galilé de acesso ao corpo da capela. Na fachada estão representados os símbolos da Ordem Franciscana, bem como escudo das armas dos Távoras.

O declínio do convento coincide com a queda dos Távoras. A família Távora foi perseguida pelo Marquês de Pombal e os seus membros foram cruel e impiedosamente executados em 13 de Janeiro de 1759, sob a acusação de terem conspirado para assassinar o rei José I de Portugal. Detalhes no artigo Caso Távora.

Em 1834, foi publicada uma lei que extinguiu as ordens religiosas e o convento dos Capuchos passou por transmissões sucessivas, até ser adquirido pela Câmara Municipal de Almada em 1950.

Quando se procedeu ao seu restauro em 1952, foram colocados painéis de azulejo, que têm como tema os sermões de Santo António e o retábulo em talha oferecido pelo Director do Museu de Arte Antiga (Lisboa).

Igreja Matriz de Santa Cruz - Barreiro
Igreja Matriz de Santa Cruz - Barreiro

Desconhece-se a data da fundação. Foi elevada a Igreja Paroquial do Barreiro quando foi criada a freguesia. Foi totalmente reconstuida em 1877.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário - Barreiro
Igreja de Nossa Senhora do Rosário - Barreiro

Originalmente, foi construida no local a pequena ermida de S. Roque, no séc. XII designada de S. Pedro. Depois do terramoto de 1755, foi restaurada e ampliada, tendo já na altura a designação actual.

Moinhos de vento de Alburrica - Barreiro
Moinhos de vento de Alburrica - Barreiro

Um dos símbolos da cidade do Barreiro.
Em 1852 foram edificados em Alburrica três Moinhos de Vento. O maior ou Gigante, o central ou Poente e o último, o Nascente.

Os Moinhos Nascente e Poente de tipologia comum, possuem torre cilíndrica de dois pisos, cobertura móvel e duas mós. São desactivados em 1950 e adquiridos pela Câmara Municipal em 1973. O Moinho Poente ostenta um registo votivo em azulejo dedicado a Nª Sª do Rosário.

O Moinho Gigante de tipologia holandesa foi desactivado em 1919 sendo habitado por pescadores até 1998 quando passa a Património Municipal.

Capela do Rosário - Moita
A capela do Rosário - Moita

Dedicada a S. João Evangelista, foi mandada construir em 1532 por Cosmo Bernardes de Macedo, proprietário da Quinta de Martim Afonso, fidalgo da Casa Real.

Em 1966, o imóvel sofreu obras de recuperação, promovidas por uma empresa local, que alteraram profundamente a especialidade interior do monumento, tendo sido demolidos o coro e o púlpito.

A capela de planta simples, orientada para Nascente, apresenta na fachada principal elementos da primitiva fábrica, com o óculo e um interessante portal gótico de arco trilobado, enriquecido com elementos ornamentais característicos da arte manuelina. Nas paredes laterais do altar – mor, são de realçar dois painéis de azulejos azuis e brancos do século XVIII, nos quais figuram cenas da Senhora com o Menino ao colo.

O Instituto do Património Arquitectónico classificou a Capela de Nossa Senhora do Rosário como imóvel de interesse público.

Castelo de Alcácer do Sal
O Castelo de Alcácer do Sal

Localiza-se na Cidade e Concelho de Alcácer do Sal, Distrito de Setúbal, em Portugal.

Desde os primeiros tempos da ocupação a pesca e a exploração do sal trouxeram riqueza à região, apenas superada, em meados do século XIX, pela cultura do arroz. O castelo ergue-se em posição dominante sobre a margem esquerda (Sul) do rio Sado, integrando, actualmente, a Região de Turismo da Costa Azul portuguesa

Muralhas de Setúbal
Muralhas de Setúbal

Localizam-se na cidade litorânea e Distrito de mesmo nome, em Portugal.

Importante burgo piscatório no século XVI, a povoação não conheceu um castelo própriamente dito, embora tendo sido muralhada em época medieval. A expressão Castelo de Setúbal é popularmente empregada para denominar o Forte de São Filipe de Setúbal, este em posição dominante sobre um outeiro, fronteiro à cidade, na margem esquerda da foz do rio Sado.

Forte de São Filipe de Setúbal, ou Castelo de São Filipe
Forte de São Filipe de Setúbal, ou Castelo de São Filipe

Localiza-se em posição dominante sobre um outeiro, fronteiro à cidade litorânea de Setúbal, dominando a margem esquerda da foz do rio Sado e o oceano Atlântico, em Portugal.

Aqueduto de Setúbal, ou Aqueduto dos Arcos
Aqueduto de Setúbal, ou Aqueduto dos Arcos

É um aqueduto que tinha o seu início na Arca d'Água (Alferrara), e terminava no centro da cidade de Setúbal.

Construído no final do século XV, no reinado de D. João II, prolongava-se por vários quilómetros, desde a nascente, até às muralhas da cidade.

Em 1693, foi construído o Chafariz do Sapal em frente ao edifício dos Paços do Concelho de Setúbal.

O abastecimento de água à cidade deixou, entretanto, de depender deste aqueduto.

A expansão urbanística da cidade reduziu os vestígios do aqueduto a alguns troços, um dos quais se localiza no centro da cidade, no local do antigo campo de futebol do Vitória de Setúbal (Estrada dos Arcos).

Chafariz da Praça Teófilo Braga
Chafariz da Praça Teófilo Braga

De seu nome inicial Chafariz do Sapal, foi mandado construir em 1697 (segundo incrição na zona posterior), pela Câmara de Setúbal na Praça do Sapal, actual Praça de Bocage.

A água que vinha dar a este chafariz, era oriunda de uma nascente localizada na Arca d'Água, em Alferrara, a cerca de 3 Km da Praça do Bocage ,e era conduzida pelo Aqueduto dos Arcos.

Mais tarde, no séc. XX, o chafariz foi desmontado e instalado na Praça Teófilo Braga, onde está actualmente, desempenhando funções meramente estéticas.Possui a seguinte inscrição: «O Senado da Câmara desta notável e sempre leal vila de Setúbal mandou fazer esta obra na era de 1697»

Convento da Nossa Senhora da Arrábida
Convento da Nossa Senhora da Arrábida

Convento da Nossa Senhora da Arrábida, que pertenceu à Província de Arrábida, fica meio escondido entre as árvores da vertente sul da serra, virada para o mar. Esta construção do século XVI foi outrora um mosteiro franciscano. As cinco torres redondas sobre a falésia foram provavelmente usadas para meditação solitária.

A fundação de um convento na serra da Arrábida data de fins de 1538-1539, quando D. João de Lencastre 1º Duque de Aveiro prometeu a Frei Martinho, um religioso castelhano da Ordem de S. Francisco, cumprir o seu desejo de fazer uma vida eremita, dedicada exclusivamente a Nossa Senhora. O duque cedeu a serra da Arrábida, onde já se existia uma ermida aberta ao culto em que se venerava a imagem conhecida por Nossa Senhora da Arrábida.

Cruzeiro de Setúbal ou Cruzeiro do Largo de Jesus
Cruzeiro de Setúbal ou Cruzeiro do Largo de Jesus

Cruzeiro de Setúbal ou Cruzeiro do Largo de Jesus situa-se na freguesia de São Julião, no concelho de Setúbal, distrito de Setúbal, Portugal.

Este Cruzeiro está localizado no Largo de Jesus, em frente à Igreja de Jesus. Todo ele é feito de um tipo de pedra que existe na Serra da Arrábida, conhecida como brecha ou mármore da Arrábida.

Foi mandado erguer por D. Jorge de Lencastre, filho bastardo de D. João II e, após várias relocalizações, foi, em 1892, colocado na sua posição definitiva, ou seja, a nascente da praça.

Forte de Santiago do Outão ou Forte do Outão
Forte de Santiago do Outão ou Forte do Outão

Forte de Santiago do Outão ou Forte do Outão, localiza-se na barra norte do rio Sado, no Distrito de Setúbal, em Portugal.

Integrou, no passado, a linha defensiva do trecho do litoral denominado hoje, em termos de turismo, como Costa Azul, e que, no século XVII, se estendia de Albarquel a Sesimbra, complementando a defesa da importante povoação marítima de Setúbal

Igreja de Santa Maria da Graça ou Sé de Setúbal
Igreja de Santa Maria da Graça ou Sé de Setúbal

A Igreja de Santa Maria da Graça ou Sé de Setúbal, matriz de Setúbal, situa-se no coração do primitivo burgo medieval setubalense, tendo sido em torno desta que se desenvolveu o mais importante bairro medieval da cidade, assim como o centro religioso e político-administrativo.

Fundada no século XIII, o actual edifício é uma reconstrução do alto renascimento com uma imponente fachada maneirista. No interior colunas com frescos, talha e azulejos dos séculos XVII e XVIII.

Numa rua lateral encontra-se o pórtico gótico de uma antiga hospedaria – o Hospital de João Palmeiro.

Igreja do antigo Mosteiro de Jesus ou Convento de Jesus de Setúbal
Igreja do antigo Mosteiro de Jesus ou Convento de Jesus de Setúbal

Igreja do antigo Mosteiro de Jesus ou Convento de Jesus de Setúbal é uma igreja de estilo gótico situada em Setúbal, considerada como um dos primeiros exemplos do estilo manuelino.

Foi desenhada pelo arquitecto Diogo Boitaca em 1494, por voto de Justa Rodrigues Pereira, ama de D. Manuel I.

O interior tem arcos, janelas e colunas torsas feitas em brecha da Arrábida, que suportam as abóbadas. O tecto apresenta nervuras espiraladas.

Barragem do Pego da Moura ou Barragem do Pego da Mina - Grândola
Barragem do Pego da Moura ou Barragem do Pego da Mina - Grândola

É uma barragem romana, localizada na freguesia de Grândola, concelho de Grândola, distrito de Setúbal, declarada Imóvel de interesse público pelo Decreto 67/97, DR 301, de 31 de Dezembro de 1997.

Situada no lugar das Represas, nas imediações da Estrada Nacional 120, que liga Grândola a Santiago do Cacém, entre Santa Margarida da Serra e Grândola, esta barragem, construída na época da ocupação romana do território português, foi apenas identificada já durante o século XX, concluindo-se o seu processo de classificação apenas em 1996.

A barragem é constituída por três muros, de secção rectangular, com seis contrafortes, apresentando uma altura máxima de aproximadamente 3 metros.

Castro de Chibanes - Palmela
Castro de Chibanes - Palmela

Localizado estrategicamente no cume da Serra do Louro, incluído no Parque Natural da Arrábida, num ponto de onde é possível avistar a norte o estuário do Tejo e a sul o estuário do Sado. Estudos arqueológicos permitiram relacionar as grutas artificiais existentes na proximidade (conhecidas como Grutas da Quinta do Anjo) com o povoado utilizada para enterrar os seus mortos.

O estudo deste povoado permite compreender melhor as relações comerciais e consequentes alterações sociais ao longo de vários milénios no território hoje português com o norte da europa e o mediterrâneo.

Dada a beleza da paisagem e o interesse quer turístico quer cultural existe um percurso pedestre sinalizado de pequena rota com cerca de dez quilómetros onde se inclui, além deste povoado de cumeada e da referida necrópole, uma povoação utilizada durante a ocupação árabe também conhecida como alacaria islâmica e quatro moinhos de Palmela.

Esta jazida pré e proto-histórica classificada como imóvel de interesse público pela Câmara Municipal de Palmela, encontra-se à vários anos em processo de classificação pelo Instituto Português de Arqueologia, em 2004 foi apresentado requerimento ao Exmo Sr Presidente da Assembleia da República um requerimento acusando o estado de abandono deste arqueosítio

Castelo de Palmela
Castelo de Palmela

Localiza-se na vila, freguesia e concelho de mesmo nome, Distrito de Setúbal, em Portugal.

Na península de Setúbal, no contraforte Leste da serra da Arrábida, está situado entre os estuários do rio Tejo e do rio Sado, próximo à foz deste último. Inscreve-se na chamada Costa Azul, no Parque Natural da Arrábida. Do alto da sua torre de menagem, em dias claros a vista se descortina até Lisboa.

Igreja de Santiago de Palmela
Igreja de Santiago de Palmela

Localizada dentro da cerca primitiva do castelo, na freguesia de Palmela, a Igreja de Santiago de Palmela constitui um notável templo da 2ª metade do século XV.

Edifício de grande monumentalidade geometrizante, insere-se, pelo seu despojamento formal, na última fase do tardo-gótico. O seu interior apresenta três naves bem como vestígios de decoração azulejar dos sécs. XVII e XVIII.

Sob um arcossólio manuelino encontra-se a arca tumular de Jorge de Lancastre, último mestre da Ordem de Santiago e filho natural de D. João II

Miróbriga - Santiago do Cacém
Miróbriga - Santiago do Cacém

TEMPLO DE VÉNUS

Miróbriga representa um dos mais marcantes vestígios da ocupação dos romanos no Sudoeste de Portugal. Foi classificada de Imóvel de Interesse Público, em 1940.

A cidade romana estende-se por mais de 2 km, apresentando ruínas de edifícios de habitação, ruas pavimentadas, um hipódromo, termas, uma ponte e um fórum.

O Fórum de Miróbriga encontra-se localizado numa zona chamada de "Castelo Velho", o topónimo de castelo, no sul indica inúmeras vezes ocupação pré-romana. É o caso de Mirobriga. Foi ocupada já desde a Idade do Bronze, e do Ferro onde beneficiou das trocas comerciais púnicas no século IV a.C.

A partícula "briga" parece indicar a celtização da zona. A ocupação propriamente romana dá-se no século I d.C., e possivelmente teria o estatuto de Estipendiária.

Na época flaviana o desenvolvimento da cidade foi intenso, podendo mesmo ter chegado a obter o estatuto de Municipium, juntamente com Bracara Augusta e Conímbriga. O que seria provável é que controlava muito possivelmente um território relativamente afastado de si, como é o caso de Sines.

O despovoamento de Miróbriga, terá ocorrido, segundo os testemunhos arqueológicos até agora apurados, no século IV d.C., altura da decadência do império romano registado amiúde em outras cidades.

Moinho de Maré de Corroios - Seixal
Moinho de Maré de Corroios - Seixal

O Moinho de Maré de Corroios, também chamado Moinho do Castelo, é uma barragem construída em 1403 por ordem de D. Nuno Álvares Pereira que tem por finalidade explorar o fluxo e refluxo das marés para a geração de energia motriz. Foi ampliado no início do século XVIII após ter sofrido grandes danos no terramoto de 1755. Em 1980 foi adquirido pela Câmara Municipal do Seixal, que o restaurou e abriu ao público como parte do Ecomuseu Municipal.

Castelo de Sesimbra, também denominado como Castelo dos Mouros
Castelo de Sesimbra, também denominado como Castelo dos Mouros

Localiza-se na vila de mesmo nome, Freguesia do Castelo, Concelho de Sesimbra, Distrito de Setúbal, em Portugal.

O castelo medieval ergue-se em posição dominante numa falésia, sobre uma enseada que se constitui em porto natural na península de Setúbal, entre os estuários do rio Tejo e o do rio Sado, a poucos quilômetros do cabo Espichel.

Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel Terreiro - Cabo Espichel Cruzeiro - Cabo Espichel
Santuário de Nossa Senhora do Cabo EspichelTambém conhecido por (Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua) situa-se em Cabo Espichel concelho de Sesimbra Terreiro - Cabo Espichel Cruzeiro - Cabo Espichel
Igreja de Nossa Senhora do Cabo
Igreja de Nossa Senhora do Cabo

Igreja de Nossa Senhora do Cabo situa-se no Cabo Espichel concelho de Sesimbra, freguesia do Castelo, Distrito de Setúbal. Construída no século XVIII está de costas para o mar.

No interior da igreja salienta-se o tecto em pintura ilusionística de perspectiva pintado por Lourenço da Cunha, segundo encomenda de D. João V em 1740, o único que subsiste deste artista em todo o País.

Na capela-mor do templo - que inclui dez altares oferecidos pelos "círios" ou romarias de Lisboa, Almada, Palmela, Sesimbra, Setúbal, Caparica, Azeitão, Arrentela/Amora e pelos "círios saloios" - guarda-se a velha imagem de Nossa Senhora do Cabo, cuja descoberta no promontório esteve na base de um culto popular que se estendeu a ambas as margens do Tejo, documentalmente registado desde 1366 numa carta régia de D. Pedro I.

Juntamente com os edifícios das Hospedarias destinadas aos romeiros, de uma Casa da Água e respectivo Aqueduto, de um Teatro de Ópera e da Ermida da Memória - edificada na arriba do promontório, no local onde teria sido achada a imagem - a Igreja de Nossa Senhora do Cabo insere-se no Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua.

Capela do Espírito Santo dos Mareantes
Capela do Espírito Santo dos Mareantes

A Capela e o Hospital do Espírito Santo dos Mareantes de Sesimbra, edificada nos finais do século XV, destinava-se a prestar assistência de caridade e auxílio aos mareantes de Sesimbra (basicamente cuidados higio-sanitários e alimentares), bem como prestar serviços fúnebres e de culto, sendo que os confrades também participavam em cortejos processionais. Propriedade da Confraria do Espírito Santo de Sesimbra sob a intendência e jurisdição da Ordem de Santiago, a qual alterou o seu nome no século XIX para Associação de Socorros Mútuos Marítima e Terrestre da vila de Sesimbra, foi instituição de apoio físico-espiritual de referência na vila.

É a partir do legado documental ("Visitações") de um Mestres da Ordem de Santiago (D. Jorge de Lencastre, filho bastardo de D. João II) que se desenvolveram esforços para tentar compreender toda a dinâmica associada à actividade da Capela no piso superior e do Hospital Medieval situado no piso inferior, sub-térreo (desde o terramoto de 1 de Novembro de 1755).

Tendo sido construída nos finais do século XV, junto à antiga ribeira de Sesimbra (ribeira essa que fazia a ligação desde o Castelo de Sesimbra até ao mar) está hoje integrada no património monumental concelhio visitável.

Material de consulta sobre a capela e o hospital medieval está disponível no local. O edifício foi transformado, após obras de reconversão, em museu municipal, inaugurado em Dezembro de 2003. Possui uma exposição de arte sacra no piso superior e as ruínas consolidadas do Hospital medieval no piso inferior.

Fortaleza de Santiago
Fortaleza de Santiago

A Fortaleza militar de Santiago situa-se na Rua da Fortaleza, no areal da Praia de Sesimbra. Construída no século XVII, foi uma das fortalezas que defenderam a população e o Estuário do Sado, entre as quais também se encontram as fortalezas de Portinho da Arrábida, São Teodósio, Baralha e a do Cabo Espichel. Das suas origens se conservam as cisternas, o armazém, a antiga residência do governador, as masmorras e a capela. Desde o ano de 1879 é a sede do quartel da Guarda Fiscal. É considerada Bem de Interesse Público desde o ano de 1977.

Farol - Cabo Espichel
Farol - Cabo Espichel

O Farol do Cabo Espichel foi construído no ano de 1790, sendo o primeiro farol marítimo instalado nas costas de Portugal conhecidas pelos ingleses como 'Costas Negras'. Está formado por uma torre hexagonal de 32 metros de altura a qual tem em anexo um edifício. Sua iluminação sofreu modificações ao longo da sua história, no ano de 1886 a luz passou a ser alimentada por vapor de petróleo e no ano de 1926 já funcionava com electricidade. Hoje em dia tem um alcance de 26 milhas.

Castelo de Sines
Castelo de Sines

O Castelo de Sines, no Alentejo, localiza-se na cidade Freguesia e Concelho de mesmo nome, Distrito de Setúbal, em Portugal.

Importante porto de pesca (o de maior profundidade no país), o local constituiu-se naturalmente em ponto de vigia e de defesa daquele trecho do litoral.

Forte de Nossa Senhora das Salvas (ou de Salas)
Forte de Nossa Senhora das Salvas (ou de Salas)

Forte de Nossa Senhora das Salvas (ou de Salas), popularmente denominado como Forte do Revelim, no Alentejo, localiza-se na cidade Freguesia e Concelho de Sines, Distrito de Setúbal, em Portugal.

Situado no cabo de Sines, no extremo Oeste da baía, tinha como função a vigia da costa, cooperando com o Castelo de Sines na defesa da vila contra os ataques dos corsários e dos piratas então frequentes naquele litoral. Ao avistar alguma embarcação suspeita, a sua artilharia dava salvas, convocando os moradores válidos à defesa e a população em geral para se refugiar.

Foi construído no século XVII, com projeto do arquiteto Alexandre Massai, altura em que foram construídas outras fortalezas com a mesma função ao longo da costa portuguesa.

Esteve guarnecido até 1844.

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