Março 2015 - Nº 101 - I Série - Santarém - Inscrito no ERC sob o nº 125290  
Santarém
 

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Santo Estevão

Nelson Alexandre da Silva Norte

 

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação política atual?

P.J.-A minha opinião, sobre a situação politica actual, não é muito positiva. Tenho algumas reservas sobre o desempenho deste Governo e se irá resultar, ou não, esta coligação. Coligação a dois já é difícil, a 4 será ainda mais…

J.A.-Que pensa sobre as novas medidas anunciadas por este governo em exercício?

P.J.-E lamentável que este Governo esteja a desperdiçar a oportunidade de seguir um trajeto que estava a começar a dar alguma esperança aos Portugueses e que esteja somente interessado em fazer tudo de forma diferente.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando essa freguesia inserida num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.J.-Sim, é verdade o desespero é um facto, no caso da nossa freguesia não se mostrou tão intenso. É uma freguesia rural, mas com oportunidades de emprego dentro dos vários sectores agrícolas, mas também devido à proximidade com o grande centro urbano, sempre vão surgindo algumas oportunidades de emprego. No que diz respeito à nossa atuação, tentamos acompanhar caso-a-caso, sempre que possível, e actuar dentro das nossas possibilidades.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J.-Sim, a violência doméstica é um facto lamentável que espelha as dificuldades pelas quais as famílias estão a passar e não só. De qualquer forma, na minha opinião, a sua existência deve-se à falta de educação e de respeito mútuo.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.J.-A emigração dos nossos jovens com habilitações superiores é de lamentar. É mesmo muito elevada e deve-se à falta de condições que as empresas enfrentam, pois não pagam o valor justo pelos serviços da mão-de-obra qualificada e obrigam os jovens a procurar outros países em busca de uma vida melhor, mais digna, e que os recompense pelo investimento pessoal que fizeram.

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a aceitação de refugiados?

P.J.-Entendemos que devem ser apoiados, mas não mais do que os nossos cidadãos que nesta altura também enfrentam muitas dificuldades.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.J.-Tentamos apoiar tanto as instituições como um ou outro caso que necessite de uma atenção especial. Também lhes damos apoio no tratamento de questões burocráticas para as quais já não têm capacidade, como a entrega anual da declaração de IRS. Serviço que fazemos gratuitamente todos os anos.

J.A.-Pedimos que nos faça uma síntese da sua freguesia.

P.J.-Uma freguesia em crescimento e com um potencial enorme.

J.A.-Qual o maior problema com que a sua freguesia se debate?

P.J.-Neste momento a Saúde e a falta de apoio, ou qualquer presença, médica.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.J.-Penso que a Saúde e a Segurança.

J.A.-Que perspetiva tem para o futuro da freguesia?

P.J.-Muito boas perspetivas e uma grande confiança num maior desenvolvimento.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.J.-Ainda que como um orçamento baixo, é uma situação estável e que nos permite ir investindo na melhoria das condições da nossa freguesia.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J.-No nosso caso, encontramos sempre grande apoio e sem dúvida o maior parceiro.

J.A.-Que tipo de envolvimento a população tem com a autarquia?

P.J.-A nossa população tem um envolvimento muito direto e de grande proximidade com a autarquia.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J.-Que continuem a colaborar connosco e dessa forma garantirmos que irão ter um futuro melhor.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J.-É muito difícil há uma grande falta de tempo, mas, sem dúvida, a família é o meu grande suporte.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J.-Dar os parabéns a este jornal pela forma como acompanha os nossos autarcas.

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