Março 2017 - Nº 113 - I Série - Loures e Odivelas - Inscrito no ERC sob o nº 125290  
Loures e Odivelas

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Fanhões

António Dias Emídio

 

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação politica atual?

P.J.- O contexto político atual melhorou bastante desde a tomada de posse do PS, constatando-se vários progressos relativamente à situação económica do país. Notamos uma diminuição da taxa de desemprego, que se reflete na nossa Freguesia. O Governo PS, tem trabalhado por forma a restituir aos Portugueses o poder de compra, que já se notou na época festiva passada.

J.A.-Qual a sua opinião sobre o orçamento de Estado para 2017?

P.J.- Existem algumas medidas que vão permitir um pequeno aumento da qualidade de vida dos portugueses assim como o seu poder de compra, tais como a extinção gradual da sobretaxa do IRS, o aumento das pensões e rendimento mínimo. No entanto, ainda temos muito trabalho pela frente e muitas melhorias ainda a aplicar por forma a termos um Portugal sólido e confiante.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.J.- Neste momento não existe muito desemprego nesta Freguesia, tendo em conta que a população é maioritariamente idosa. As medidas aplicadas pelo governo anterior, levou a que muitos dos nossos jovens, tivessem de emigrar, levando a que a taxa de desemprego em Fanhões não acompanhasse a taxa de desemprego nacional.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J.- É condenável! No entanto não nos podemos esquecer que existem diversas formas de violência doméstica, física e psicológica e que ambas se aplicam tanto ao sexo feminino (o mais discutido e conhecido) e masculino (que muitas vezes é sofrido em silêncio e sem se tornar de conhecimento público). Portugal, tem de trabalhar para lutar contra este flagelo da sociedade, que infelizmente, aparece cada vez mais cedo, muitas vezes ainda na adolescência e no namoro.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?

P.J.- Como qualquer tipo de violência, é condenável e inadmissível. Temos de ter consciência deste problema e que existem formas de resolução de problemas sem ser a violência. Este tipo de violência, tem vindo também a aumentar devido à situação económica do país que levou ao aumento da taxa de desemprego e levou muitos portugueses a uma situação crítica. Ressalvo, no entanto que nada justifica estas atitudes.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.J.- Tudo se resume à situação económica em que o anterior governo do PSD/CDS-PP, deixou o país. O encerramento das empresas, os aumentos de impostos e o facto de o próprio governo ter declarado publicamente e incentivado os jovens a partirem para fora.

J.A.-A vinda de refugiados tem causado alguma celeuma. Que opinião tem sobre este tema?

P.J.- Portugal foi um país de migrantes e atualmente verificasse a mesma situação. Entendemos qual é a necessidade de partir do nosso país para procurar uma vida melhor. Felizmente, nunca tivemos de passar por uma guerra que nos levasse a refugiarmos noutro país, o que imagino deve de ser ainda mais difícil. Portugal, tem estado aberto e sempre esteve à ajudar quem mais precisa, mas entendo também que este nosso apoio tem de ser em parte retribuído com um pouco de trabalho por parte de quem chega, ajudando nos mutuamente.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.J.- A Junta de Freguesia de Fanhões, disponibiliza mensalmente em vários locais da Freguesia e em conjunto com uma equipa de voluntários composto por 10 elementos, um rastreio ao colesterol, glicémia e tensão arterial, proporcionando um acompanhamento aos idosos que menos possibilidade têm de se deslocar aos seus centros de saúde e uns momentos de conversa e desabafo, tendo em conta que muitos se encontram sozinhos. Tentamos pelo menos uma ou duas vezes por ano proporcionar um passeio com almoço convívio, tornando possível a confraternização entre todos os fregueses das várias coletividades.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?

P.J.- Felizmente, Fanhões pode ser considerando “um cantinho no céu”, vivemos o nosso dia-a-dia, sem grandes problemas. Fanhões é uma freguesia rural e maioritariamente idosa, o que não leva a grandes transtornos diários.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.J.- Como referido na questão anterior, não existem grandes problemas. As maiores necessidades que exigem intervenção são a rede viária e a limpeza urbana. Mas são manutenções necessárias à prática de um bom serviço público.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?

P.J.- A Freguesia de Fanhões, tem cada vez menos apoios financeiros tendo em conta a diminuição de eleitores que de ano para ano vai diminuindo. Apesar desta situação considero que as perspetivas são sempre boas, tendo em conta que apesar de pequenos estamos sempre presente na vida dos nossos fregueses, disponíveis para qualquer situação e que estamos sempre a trabalhar para melhorar. Aconteça no futuro o que acontecer este Executivo estará sempre disponível.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.J.- Temos o orçamento mais pequeno do Concelho de Loures, mas no entanto, temos o orgulho de poder afirmar que não possuímos dívidas e que estamos sempre a trabalhar para manter e melhorar a nossa Freguesia.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J.- Durante os 12 anos de mandato gerido pelo PS tivemos todos os apoios necessários ao bom funcionamento da nossa Freguesia. Atualmente o Executivo CDU, com apenas 3 anos de governação tem retirado muitos apoios a esta Freguesia.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J.- Apelo ao civismo de toda a população para que neste ano de eleições, participarem na votação e para votarem bem e em plena consciência, pois daí depende o futuro de Fanhões.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J.- Felizmente bem, com compreensão da família e com muita garra da minha parte e com a ajuda de todos os funcionários da Autarquia.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J.- Gostaria de agradecer ao Jornal das Autarquias, esta oportunidade, desejando a continuação do vosso trabalho de excelência.

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