Junho 2016 - Nº 104 - I Série - Leiria - Inscrito no ERC sob o nº 125290  
Leiria
 

CULTURA DO DISTRITO DE LEIRIA

Concelho de Alcobaça
Cultura

No fim do século X organizou-se em Cluny, na Borgonha, um novo mosteiro beneditino que procurava renovar a regra de S. Bento. As igrejas cluniacenses eram cheias de belos elementos decorativos. Contra estas manifestações de gosto pela beleza natural, insurgiu-se Bernardo de Claraval, que se recolhera em 1112 em Cister, donde saíra para fundar a Abadia de Claraval e animar mais uma reforma que restituísse à ordem de S. Bento todo o rigor inicial. Os religiosos de Cister deviam viver do seu trabalho, não acumular riquezas, e os mosteiros seriam edificados em lugares ermos, sem qualquer decoração. Enquanto D. Afonso Henriques se empenhava na Reconquista, chegaram ao território português os monges de Cister que fundaram o Mosteiro de São João Baptista de Tarouca em 1140.

Diz a lenda que o primeiro rei de Portugal doou parte das terras da região de Alcobaça a S. Bernardo, em cumprimento da promessa feita quando da conquista de Santarém. Se se comparar a planta do Mosteiro de Alcobaça com o da segunda igreja de Claraval, temos que tem o mesmo desenho base. É de cerca de 1152 a construção provisória do mosteiro, e é conhecida no mesmo ano uma referência ao seu abade e a respectiva carta de couto é do ano seguinte.

Os primeiros monges, monges brancos, tiveram uma acção civilizadora notável: em 1269 abrem a primeira escola pública. No tempo do geral Fr. Sebastião de Sotomaior tomaram grande incremento as oficinas de imaginária da Abadia. Também desempenharam acções de assistência e beneficência através da enfermaria e portaria.
Os túmulos de D. Pedro I (1320-1367), com o cognome O Terrível ou também O Justo, e o de D. Inês de Castro (1320-1355), que se encontram em cada lado do transepto, conferem, ainda hoje atribuem um grande significado e esplendor à igreja. Os túmulos pertencem a uma das maiores esculturas tumulares da Idade Média. Quando subiu ao trono, D. Pedro I tinha dado ordem de construção destes túmulos para que lá fosse enterrado o seu grande amor, D. Inês, que tinha sido cruelmente assassinada pelo pai de D. Pedro I, D. Afonso IV (1291-1357). Este pretendia, também, ser ele próprio ali enterrado após a sua morte. As cenas, pouco elucidativas, representadas nos túmulos, ilustram cenas da História de Portugal, são de origem bíblica ou recorrem simplesmente a fábulas. Por um lado, esta iconografia é bastante extensa, sendo, por outro lado, muito discutível.

Fonte da Moura e Túmulo Neolítico - Alpedriz
Cultura

Da lendária ocupação moura por terras de Alpedriz apenas ficou um nome: a "Fonte da Moura".

Situada numa propriedade particular a referida fonte é uma nascente de água, ligada ao rio Loureiro.

Segundo a lenda, uma Moura ia ali buscar água arranjando pretexto para se encontrar com o namorado e terá ali ficado encantada vendo a água a correr e certamente a pensar nas delícias do futuro, quando o povo a que pertencia foi atacado e tudo foi desfeito.

Um dos outros vestigios bastante antigos é um túmulo neolítico.

Em Ribeira do Pereiro apareceu um túmulo, do período neolítico, construído provavelmente dois ou três mil anos a.c., num local de difícil acesso.

Pelourinho de Alpedriz
Cultura

Do antigo pelourinho de Alpedriz já só resta parte da coluna que foi recuperada em virtude de estar bastante desgastada pela erosão.

O Pelourinho sofrer vários derrubes dos quais existe registo pelo menos de um em 1973 e um outro em 1992.

Face á degradação do pelourinho, a Junta de Freguesia no ano de 1994 recuperou a coluna procedendo à sua reconstrução, servindo-se do seu apoio inicial, uma desgastada pedra de moinho. Foi criada uma base de três degraus circulares de pouca altura estando o primeiro ligeiramente enterrado devido à irregularidade do pavimento.

A coluna é cilíndrica sendo constituída por quatro elementos com o diâmetro de trinta e dois centímetros e tem a altura de dois metros e cinquenta centímetros.

O Pelourinho remata num ligeiro listei liso de pouca altura seguido de peça circular mais saliente com bordo boleado.

Igreja Matriz de Alvaiázere
Cultura

Padroada inicialmente pela Ordem dos Templários, a Igreja Matriz de Alvaiázere foi posteriormente pertença do mestrado da Ordem de Cristo.

Considerada a Igreja que maior reputação tem dentro desta Ordem, o templo religioso tem um relógio de grandes dimensões, provavelmente colocado durante o regime filipino, com a seguinte inscrição: "Quem me desmanchar, repare bem nos pontos, não me bote a perder – 1639".

Entre os elementos distintivos que apresenta, destacam-se as suas três naves e quatro colunas, a capela gótica com retábulo a representar a Última Ceia, o altar-mor de estilo renascentista e o seu relógio de grandes dimensões, armado por colunas de ferro

Pia do Urso - São Mamede
Cultura

Bem-vindos ao lugar da Pia do Urso, localizado na freguesia de São Mamede, Concelho da Batalha.

Local carregado de história, Pia do Urso oferece aos visitantes uma paisagem natural verdadeiramente deslumbrante, onde poderá apreciar também o magnífico trabalho de restauro das habitações típicas desta região serrana, em que a pedra e a madeira se constituem como os principais materiais utilizados.

Nesta aldeia recuperada, está também instalado o primeiro ECOPARQUE SENSORIAL destinado a Invisuais de Portugal. Um conceito inovador, que pretende levar até estes cidadãos a possibilidade da apreensão do meio envolvente que os rodeia utilizando, para o efeito, os restantes sentidos, particularmente o tacto e o olfacto.

Esperamos que todos - sem excepção - desfrutem deste lugar mágico e ancestral, de seu nome Pia do Urso.

Mosteiro da Batalha
Cultura Mosteiro de Santa Maria da Vitória (mais conhecido como Mosteiro da Batalha) situa-se na Batalha, Portugal, e foi mandado edificar por D. João I como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota. Este mosteiro dominicano foi construido ao longo de dois séculos, desde o início em 1386 até cerca de 1517, ao longo do reinado de sete reis de Portugal, embora desde 1388 já ali vivessem os primeiros dominicanos. Exemplo da arquitectura gótica tardia portuguesa, ou estilo manuelino, é considerado património mundial pela UNESCO, e em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal
Estátua Equestre de D. Nuno Álvares Pereira Pelourinho
Cultura

 

Cultura O Pelourinho da Vila da Batalha foi demolido nos anos 60 do Séc. XIX. Reconstituído com base em desenhos antigos, foi inaugurado, a 18 de Março de 2000, um novo pelourinho, edificado pelo já falecido Mestre Alfredo Ribeiro e por Pedro Coelho Oliveira.
Ponte da Boutaca
Cultura

A construção do viaduto denominado de Ponte da Boutaca teve início na segunda metade do Séc. XIX, em 1862, durante o reinado de D. Luís, como testemunha uma placa identificativa existente no local.

Esta Ponte de traça neo-gótica possui quatro pavilhões do estilo romântico, anteriormente utilizados como casa dos Portageiros

Palácio Gorjão - Bombarral
Cultura

Solar que pertenceu aos Cunhas e Coimbras, construção inacabada do século XVI com portal brasonado. A fachada apresenta certa imponência, com austera decoração de cantaria. Após aquisição pela Câmara Municipal e obras de restauro e adaptação, nele foram instalados ateliers, o Museu Municipal e o Posto de Turismo. Em anexo existe a Biblioteca Municipal, um auditório coberto e o anfiteatro ao ar livre com espaços ajardinados e um espelho de água. Classificado imóvel de “interesse público

Igreja Paroquial do Santíssimo Salvador do Mundo - Bombarral
Cultura

Igreja matriz, de construção moderna inaugurada em 1953, substituindo a anterior apeada em 1924. Em destaque encontramos na sua fachada central um baixo relevo, com mais de seis metros de altura, da autoria do escultor Luiz Fernandes e alusivo ao orago

Gruta Nova da Columbeira - Bombarral
Cultura

Situa-se numa encosta do Vale do Roto, próximo da povoação da Columbeira e foi descoberta em 1962. È uma das poucas grutas portuguesas com ocupações do paleolítico médio e uma das duas que forneceu testemunhos arqueológicos atribuídos ao ao homem de Neanderthal. As datações obtidas permitem situar as ocupações paleolíticas de época mustierense em cerca de 30.000 anos a.C.

A indústria lítica encontrada revela que a gruta foi ocupada longa e intensamente pelas populações da época, por vezes como residência permanente e outras vezes em curtos períodos sazonais. Da fauna recolhida destacam-se a hiena das cavernas, o lobo, o urso pardo, o veado, a cabra montês e o auroque

Quinta dos Loridos - Jardim Oriental Buddha Éden
Cultura

A Quinta dos Loridos é um bonito Solar, situado na freguesia do Carvalhal, concelho do Bombarral.

Outrora, estas terras foram pertença do Mosteiro de Alcobaça, que as doou a João Annes Lourido, em 1430. No século XVI a família Sanches de Baena reconstruiu este Solar que é hoje um belo exemplo da nobre arquitectura rural do século XVIII, ostentando o orgulhoso brasão da família Sanches de Baena.

A Quinta dos Loridos é hoje uma unidade hoteleira de luxo e também uma afamada produtora de vinhos, nomeadamente de espumantes.

O Jardim Oriental Buddha Eden, com uma área de 35 hectares, lago artificial e plano para 6 mil toneladas de estátuas, encanta, um espaço de calma e paz de espírito.
Entrada livre.

Museu de Cerâmica (Caldas da Rainha)
Cultura

O Museu da Cerâmica localiza-se na Quinta Visconde de Sacavém, na freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, cidade e Concelho das Caldas da Rainha, Distrito de Leiria, em Portugal.

Criado oficialmente em 1983, o imóvel onde se encontra instalado foi mandado construir na década de 1890 pelo 2º visconde de Sacavém, José Joaquim Pinto da Silva, coleccionador, ceramista e mecenas dos ceramistas caldenses. No recinto da Quinta, funcionou entre 1892 e 1896, o Atelier Cerâmico, dirigido pelo escultor austríaco Josef Füller.

O conjunto arquitectónico da Quinta, em estilo romântico revivalista, é constituído por um Palacete tardo-romântico, que abriga a exposição permanente, e por um edifício secundário onde se situam a sala de exposições temporárias, a loja, a olaria e o centro de documentação.

Os jardins da Quinta, de traçado romântico, constituem um conjunto evocativo do gosto do final do século XIX com as suas alamedas, canteiros, floreiras, lagos e um auditório ao ar livre

Museu de José Malhoa - Caldas da Rainha
Cultura

Este espaço foi, inicialmente, idealizado pelo escritor António Montês, com o objectivo de aproximar o pintor José Malhoa da sua terra natal, Caldas da Rainha. Em 1926, o artista oferece uma das suas obras, o óleo “Rainha D. Leonor”, à cidade; no ano seguinte, institui-se a “Liga dos Amigos do Museu José Malhoa”, para o qual o artista iria doar mais obras em 1932.

A 17 de Junho de 1933, um despacho ministerial confirma um parecer favorável do Conselho Superior de Belas Artes, autorizando a criação do “Museu José Malhoa”. O Museu seria, então, inaugurado a 28 de Abril de 1934, dia do aniversário de José Malhoa, que havia falecido a 26 de Outubro do ano anterior; o Museu foi, provisoriamente, instalado na “Casa dos Barcos”, no Parque D. Carlos I, um edifício cedido pelo Hospital Termal, abrindo anualmente ao público entre 28 de Abril e 26 de Outubro.

O projecto definitivo, dos arquitectos Paulino Montês (1897-1962) e Eugénio Correia (1897-1985), é concluído em 1937. A 11 de Agosto de 1940, dá-se a inauguração do edifício, no âmbito dos festejos provinciais dos Centenários da Fundação e da Restauração de Portugal, sendo entregue, com todas as colecções, à Junta de Província da Estremadura; o nome da instituição foi, assim, alterado para "Museu Provincial de José Malhoa".

Em 1960, a Junta de Província da Estremadura foi extinta, sendo a gestão do Museu passado a ser assegurada pela Direcção-Geral do Ensino Superior e das Belas Artes, divisão do Ministério da Educação Nacional; a instituição passa a designar-se "Museu de José Malhoa".

Museu do Ciclismo - Caldas da Rainha
Cultura

O Museu do Ciclismo localiza-se na Rua de Camões nº 57, junto ao Parque D. Carlos I, na freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, cidade e Concelho das Caldas da Rainha, Distrito de Leiria, em Portugal.

Foi inaugurado em 14 de dezembro de 1999 e reúne peças relativas à história do ciclismo no país.

Museu do Hospital e das Caldas
Cultura Cultura

O imóvel onde se encontra remonta à chamada "Caza Real", onde habitou a rainha D. Leonor.
Posteriormente, no século XVIII, o edifício foi remodelado e adaptado para residência dos provedores e tesoureiros do Hospital Termal, uma vez que a realeza e a corte preferiam alojar-se nas melhores residências da vila.
A sua atual feição remonta à reforma promovida em 1861, com projecto de autoria do engenheiro Pedro José Pézerat, que lhe ampliava as dimensões e conferia linhas classicistas à fachada, semelhantes às atuais.
Em 1894, o edifício foi objeto de nova intervenção, sob a administração de Rodrigo Berquó, que lhe adquiriu mobiliário próprio uma vez que, até aquela data, o recheio era de propriedade de cada administrador. A partir de então, o imóvel passou a oferecer condições condignas para acolher não apenas os directores do Hospital mas também os membros da Família Real Portuguesa que, periódicamente, para ali se deslocavam à época.

Chafariz das Cinco Bicas - Caldas da Rainha
Cultura

Trata-se de um chafariz, datado de 1748, o último dos três edificados à época nas Caldas. Destaca-se por ser o mais imponente dos três, quer pelas dimensões quer pelo aparato das volutas e das bacias de onde a água escorre, em cascata.

Se os demais chafarizes apresentavam uma bica cada um, este, como o nome indica, dispõe de cinco, alinhadas sob a taça inferior.

De acordo com as inscrições epigráficas nos espaldares destes equipamentos, as bicas são uma alusão às sete plêiades, filhas de Atlas e da oceânide Plêione, retomando, assim, uma temática da mitologia clássica, como habitual na iconografia barroca presente em arquitecturas relacionadas com a água.

Igreja de Nossa Senhora do Pópulo - Caldas da Rainha
Cultura

Originalmente constituía-se na Capela do Hospital Termal, sob a invocação de Nossa Senhora do Pópulo. Em 1507, perante o forte crescimento da povoação das Caldas, estimulado pelos privilégios concedidos pela rainha D. Leonor aos que ali habitassem, a soberana solicitou ao Papa Júlio II autorização para que a sua Capela pudesse assistir espiritualmente os moradores, assim como aos frequentadores dos banhos no hospital. Atendido o pedido, no ano seguinte o templo foi elevado à condição de Igreja Matriz (15 de Agosto de 1508). Atualmente constitui-se num dos elementos patrimoniais mais significativos do município.

A sua traça é de autoria do Mestre de Pedraria Mateus Fernandes, um dos responsáveis pelas Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha. As obras do templo foram concluídas em 1500 e a torre sineira, considerada como uma das mais belas do país - em 1505. Com a elevação a Matriz, recebeu pia batismal.

Com a função inicial de capela privativa do Hospital Termal, destinava-se ao acompanhamento espiritual dos doentes ali atendidos. Assim, no primeiro dia em que chegavam à instituição, ali se confessavam e comungavam. Só após o tratamento com as águas era iniciado. À época da rainha D. Leonor, havia comunicação direta entre a capela e o hospital.

Foz do Arelho
Cultura

É impossível falar de uma história da Foz do Arelho sem falar da Lagoa de Óbidos, à qual está – e, de resto, estará – sempre intimamente ligada.

Essa ligação é quase visceral, começando, desde logo, por ser na Lagoa que o povoado ganhou pelo menos parte do seu nome, exactamente por estar na foz de um rio. Apesar de tudo não há nenhum rio Arelho, facto que não deixa de gerar alguma perplexidade. A ligação, contudo, não se queda pela curiosidade do nome. É bastante mais profunda.

Da Lagoa de antigamente se dizia que dava pão e vinho. Era, como é, o sustento da terra – nela se pescava, mas dela ser recolhia também o limo com que as populações locais adubavam a terra.

Praia Fluvial das Rocas - Castanheira de Pera
Cultura

A Praia Fluvial das Rocas é um complexo de lazer, animação e divertimento situado num lago com quase 1 km de extensão, bem no coração de Castanheira de Pera.

Uma ilha no centro da Praia, uma piscina de ondas com 2100 m2 (a maior do país), uma albufeira e uma ponte secular constituem um ambiente onde o sonho e a realidade se confundem.

As águas límpidas da Ribeira de Pera espraiam-se, formando um local de encanto onde palmeiras tropicais convivem harmoniosamente com a Serra da Lousã que espreita lá do alto.

Pode, ainda, desfrutar de um passeio em barco a remos ou em gaivota e pernoitar num dos veleiros atracados na marina, deixando-se embalar pelo suave balouçar da corrente fluvial, ou num dos 6 bungalows perfilados na margem da albufeira, com vista privilegiada sobre o enorme espelho de água.

Praia Fluvial de Poço Corga - Castanheira de Pera
Cultura

Situada no leito da Ribeira de Pera, de águas límpidas e cristalinas, a Praia Fluvial do Poço Corga proporciona ao visitante a tranquilidade e serenidade necessárias para renovar forças e deliciar o corpo e o espírito.

As paisagens bucólicas, que misturam o verde da Serra da Lousã com o azul do céu, o colorido das flores e o chilrear dos pássaros, propiciam um contacto pleno com a natureza.

Nos terrenos anexos à praia, um esplêndido carvalhal centenário oferece as indispensáveis sombras a um parque de merendas e o Museu “Lagar do Corga”, antigo lagar movido a energia hidráulica, recorda aos visitantes como os nossos antepassados produziam o azeite.

A qualidade da água, o acesso pedonal, as rampas de acesso para pessoas com mobilidade reduzida, as instalações sanitárias adaptadas e com acesso facilitado, o serviço de primeiros socorros com nadador-salvador, durante a época balnear, são algumas das mais-valias oferecidas por esta Praia

Ribeira das Quelhas - Coentral
Cultura

As margens da Ribeira das Quelhas são de uma rara beleza natural. As suas fragas imponentes fazem com que as águas se despenhem de grandes altitudes.

Explora o verdejante Vale Silveira, com as suas construções em ruínas e o seu ribeiro de águas calmas, seguindo pela levada até ao Coentral, aldeia serrana, escondida nas vertentes da serra, com as suas casas e pormenores pitorescos.

Serra da Lousã
Cultura

Castanheira de Pera é a porta para a primeira grande Serra a Sul - a Serra da Lousã - que atinge os 1058 metros de altitude no Santo António da Neve.

Para além de uma esplêndida vista sobre a região Centro do país, que abarca desde Espanha ao Atlântico, passando pela Serra da Estrela, pode ainda observar-se três dos sete poços neveiros aí edificados, bem como a capela de Santo António, construções classificadas como Monumentos Nacionais.

Castelo de Leiria
Cultura É indubitavelmente o grande ex-libris da cidade e do Concelho de Leiria. No seu interior aloja um núcleo museológico, essencial para interpretar a história da cidade, e, agora, a exposição ‘Habitantes e habitats’
Estátuas
Cultura

Leiria é uma cidade rica em estatuária; entre elas destacamos a dos poetas Afonso Lopes Vieira e Francisco Rodrigues Lobo e a do ‘Pastor peregrino’, que representa o próprio Rodrigues Lobo.

Fontes Rio Lis
Cultura

Mais que um povoado atravessado por um rio, Leiria é uma cidade com uma forte ligação à água, como o provam – para além do Rio Lis – o grande número de fontes que ainda hoje marcam indelevelmente a paisagem urbana. Dentre estas, merece destaque especial a ‘Fonte grande’, ou ‘das Carrancas’.

Cultura A ligação de Leiria com o seu rio nem sempre foi pacífica. Cheias, por exemplo, marcaram um passado nem muito distante, obrigando mesmo à correcção do seu curso. Rodrigues Lobo imortalizou-o através das suas musas – as ‘Líseas’ –, a par de muitos outros autores locais. Hoje, o Programa Polis desenvolve um conjunto de acções de ‘reconciliação’ dos leirienses com o seu rio.
Convento da Portela Sé Catedral de Leiria
Cultura

 

Foram muitos os conventos de Leiria. Desse passado, mantêm-se alguns edifícios, hoje destinados a outros fins, restando habitado apenas o Convento da Portela, da Ordem Franciscana. Santo Agostinho, Santo Estêvão, São Francisco e Capuchos mostram ainda hoje as suas paredes, enquanto o Convento de Sant’Ana deu lugar ao mercado municipal e agora a um centro cultural. Cultura O início da sua construção data de 1559, em pleno século XVI, sendo a sua edificação concluída apenas na segunda metade do século XVII. Embora apresente a verticalidade das catedrais góticas, nela transparece o sentido de proporção das suas partes dado pelo cálculo matemático, dentro de um espírito tipicamente renascentista e classizante em que a ideia de projecto arquitectónico ganha uma dimensão moderna. É desprovida de torre sineira. Um adro alto dos inícios do século XVII, corrido por uma balaustrada de pedraria, envolve o edifício
Convento de Santo Agostinho
Cultura

Iniciada a sua construção no último quartel do século XVI, só viria a concluir-se no século XVIII. Salientam-se o claustro do Convento e a fachada barroca ladeada por duas torres. No edifício do convento anexo são dignos de referência alguns painéis de azulejos dos séculos XVII e XVIII.

Museu do Vidro - Marinha Grande
Cultura

O Museu do Vidro está instalado no Palácio Stephens, edifício de inspiração Neoclássica, construído na segunda metade do séc. XVIII e classificado de interesse público.

Este palácio foi a antiga residência do industrial inglês Guilherme Stephens, que em 1769 obtém, através de Alvará Régio, o restabelecimento da Real

Fábrica de Vidros da Marinha Grande.

Criado por decreto lei em 1954, o Museu do Vidro é inaugurado a 13 de Dezembro de 1998, pelo Sr. Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, no ano em que a cidade da Marinha Grande comemorou 250 anos da Indústria Vidreira

Os "Pinheiros Serpentes" e Outras Espécies - Marinha Grande
Cultura

A beleza do Pinhal oferece uma tranquilidade e um sossego que contrasta com o quotidiano frenético da vida urbana. Por isso, com a construção da ciclovia, entre a Marinha Grande e a praia de S. Pedro de Moel, é cada vez mais frequente ver a família inteira de bicicleta a passear-se, por entre aquele imenso mar verde.

Penedo da Saudade
Cultura

As arribas rochosas onde se destaca o lendário Penedo da Saudade, conferem às praias situadas entre a Praia Velha e São Pedro de Moel, características peculiares que as tornam únicas no país.

Onde proliferam as típicas flores da saudade (Armeria wellwitschii var. stenophylla), distribuem-se vários penedos de diferentes envergaduras formando no seu conjunto uma planície de abrasão marinha (com 30 a 40m acima do nível do mar) que protege as áreas mais elevadas, dissipando a energia criada pelas ondas e tempestades.

O acesso à praia, inacessível ao Homem em época de praia-mares viva, torna-se em períodos de baixa-mares mortas ou durante o verão, um passeio obrigatório àqueles a quem a beleza natural e o antagonismo de uma mesma paisagem não é indiferente. É nestas alturas - quando o oceano o permite - ao seguir pela praia agora a descoberto, que se pode contemplar uma magnífica variedade de fauna e flora marinhas típicas de praias rochosas dispostas em andares específicos.

NAZARÉ
Cultura

 

Capela de Nossa Senhora dos Aflitos
Cultura

Pequena capela rectangular, de espaço único e amplo. Foi construída em 1760, a mando dos monges cistercienses de Alcobaça, e dedicada ao culto de Nª Sra. dos Aflitos.
A fachada encontra-se revestida a azulejos de padrão, azuis e brancos, com portal de arco quebrado e sobrepujado por um óculo. O conjunto é rematado por uma graciosa torre sineira.
O interior é revestido por um silhar de azulejos de padrão floral, em tons azuis, amarelos e brancos. Nas paredes laterais do altar-mor, encontram-se dois painéis figurativos, representando, do lado da Epístola, a “Estigmatização de S. Francisco” e, do lado do Evangelho, “Santo António e o Menino Jesus”. O altar-mor apresenta colunas pseudo-salomónicas de capitéis cúbitos e, ao centro, uma maquineta com a Imagem do Orago.

Pelourinho (Tronco fóssil)
Cultura

Fronteiro aos Antigos Paços do Concelho ergue-se um interessante monolítico de sílex, correspondente a um fragmento de tronco fossilizado, assente numa base octogonal, vulgarmente conhecido por Pederneira. Foi aqui colocado em 1886 em substituição do desaparecido pelourinho manuelino. É um exemplar respeitável da flora tropical fini-jurássica, com uma idade de quase 150 milhões de anos, sendo por isso um dos monumentos naturais classificados mais antigos de Portugal. Está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1933, pelo seu valor cultural e histórico.

Museu ao Pescador
Cultura

Fruto da iniciativa privada de um nazareno amante das tradições da sua terra, esta Casa-Museu dedicada ao pescador da Nazaré foi inaugurada a 11 de Dezembro de 1999. Recuperada e restaurada por Manuel Águeda Limpinho, representa o exterior e o interior de uma típica casa de uma família de pescador e ligada à venda de peixe nas décadas de 1930 a 1950. Aqui podem ser admirados, para além dos utensílios domésticos e de mobiliário, também as artes de pescas e algumas miniaturas de embarcações nazarenas da época.

Ascensor
Cultura

A dificuldade de acesso ao Sítio desde sempre condicionou o desenvolvimento do lugar e a fixação das gentes. No intuito de servir os interesses da população e de facilitar a chegada dos peregrinos até à Senhora da Nazaré, foi fundada uma parceria para a construção de um ascensor mecânico em finais do século XIX.

O autor do projecto foi o engenheiro de origem francesa Raul Mesnier du Ponsard, discípulo de Eiffel e também responsável pela maioria dos elevadores de Lisboa. A linha foi assente em leito próprio, funcionando o cabo a descoberto sobre roldanas, numa extensão de 318 metros, com uma inclinação de 42%.

Inaugurado a 28 de Julho de 1889, o elevador da Nazaré é considerado como uma das melhores iniciativas da história da vila, tendo vindo incrementar o crescimento do Sítio e dinamizar a ligação à praia.

Foi adquirido pela Confraria de Nossa Sra. da Nazaré, em 1924, com vista à angariação de fundos para a manutenção do Hospital e também de modo a facilitar o acesso dos fiéis ao Santuário. Em 1932, foi vendido à Câmara Municipal da Nazaré, passando a ser esta entidade a responsável pela utilização e conservação deste meio de transporte considerado Património Municipal.

As primeiras carruagens eram movidas por meio de uma máquina a vapor, que esteve em funcionamento até 1963, data do único acidente da história do elevador. Encerrado, após o desastre, durante 5 anos, voltou à actividade com novos carros e um novo sistema de tracção, de transmissão e accionamento eléctrico, provido de um triplo sistema de travagem

A Lenda da Nossa Senhora da Nazaré
Cultura

Uma curiosa Lenda atribui o topónimo Nazaré a uma imagem da Virgem oriunda de Nazareth, na Palestina, que um monge grego teria trazido até ao Mosteiro de Cauliniana, perto de Mérida, no século IV. No século VIII teria chegado ao Mosteiro o fugitivo Rei D. Rodrigo, último rei visigodo da Península Ibérica, depois da sua derrota, frente aos Mouros, em Guadalete. Aí teria encontrado Frei Romano que o acompanhou na sua fuga, trazendo com ele a imagem da Virgem e uma caixa com as relíquias de S. Brás e de S. Bartolomeu. Antes de morrer, Frei Romano teria escondido a imagem numa lapa, no Sítio, onde ficou guardada durante quatro séculos, sendo então descoberta por pastores, que a passaram a venerar.

D. Fuas Roupinho, alcaide-mor do Castelo de Porto de Mós, tinha por hábito caçar nesta região. Conta a lenda que também ele descobriu a imagem e a venerou. Algum tempo passado, uma manhã de nevoeiro, a 14 de Setembro de 1182, perseguia D. Fuas um belo veado quando o viu desaparecer no precipício. Alarmado pelo perigo, D. Fuas pediu auxilio à Virgem e logo o cavalo estacou salvando a vida ao cavaleiro. Em acção de graças, mandou D. Fuas Roupinho construir a Ermida da Memória.

Venerada desde então, a imagem teria dado origem ao nome do lugar – Sítio de Nossa Senhora de Nazareth

Promontório do sitio da Nazaré
Cultura

O Promontório da Nazaré é uma das mais espectaculares formações rochosas litorais que se encontra em plena Bacia Lusitânica. Esta formação de origem estrutural corresponde a uma série de episódios sedimentares (transgressivos e regressivos) relacionados com eventos geodinâmicos ocorridos entre o Cretácico Superior (Cenomaniano) e o Eocénico, já no Cenozóico. As rochas que formam a base desta estrutura são de origem sedimentar de fácies marinha bastante fossilífera, apresentando no topo fácies litorais, aluviais, fluviais e continentais.

As litologias que constituem esta formação variam desde calcários, calcários margosos, margas, grés grosseiro aos arenitos a conglomerados grosseiros.

Afectando a formação dos grés grosseiros são observáveis estruturas de colapso indicadoras de actividade sísmica passada. No topo desta formação, próximo do Forte de S. Miguel, aflora um complexo filoniano de basaltos olivínicos correlacionados com o Complexo Basáltico de Lisboa.

Nesta imponente estrutura, para além de interessantes fenómenos de meteorização que originaram uma geomorfologia peculiar, é também possível identificar um endocarso ocorrido durante o Cretácico Superior (Turaniano).

Sítio

Cultura

Cultura

Na origem do povoamento do promontório do Sítio estão as condições naturais e o sentimento religioso, advindo do milagre de Nossa Senhora da Nazaré.

Devido ao difícil acesso, o Sítio apenas se começou a desenvolver em meados do século XVII, crescendo bastante ao longo do século seguinte. A instalação de um elevador mecânico, para ligação entre o Sítio e a Praia, em 1889, veio dar um novo incremento populacional ao lugar, já então muito visitado por romeiros e peregrinos.

O interesse histórico-religioso e uma beleza natural incomparável constituem os grandes atractivos do Sítio da Nazaré.

O Miradouro do Suberco, a 110 metros de altitude, abre-se a um dos mais belos panoramas marítimos de Portugal.

O longo promontório que guarda e protege a Praia tem no seu extremo o Forte de S. Miguel Arcanjo. A 80 metros de altitude é o miradouro privilegiado sobre o mar e a Pedra do Guilhim, rochedo batido pelas vagas mesmo em frente. Este é um excelente local para a pesca desportiva, onde os mais aventureiros desafiam o mar que salpica de espuma as falésias, convidando à meditação. Da barbacã do Forte, para Sul, a vista alcança horizontes longínquos e a vila ganha uma nova dimensão; para norte, descobre-se o vasto areal da Praia do Norte. Bela e desconhecida, rodeada de dunas e pinhais, protegida a sul pelo promontório, que na sua base esconde uma pequena gruta natural – o Forno d´Orca. A Praia do Norte é um espaço preservado e ecológico, dedicado pela natureza ao Turismo de Evasão, à pesca desportiva, ao surf e aos passeios a pé ou de bicicleta. Poupada da intervenção humana, a Praia do Norte permite o reencontro da natureza com o mar e a aventura solitária do descanso merecido.

ÓBIDOS
Cultura

Vila medieval, autêntico museu carinhosamente conservado, altivas e seguras muralhas, ruas tortuosas, casario branco e janelas cheias de flores. A cada passo, o encontro com tempos da corte.

Óbidos não tem tempo, mas tem alma, património. É uma arca blindada aos olhares inconvenientes das épocas. Aqui só é aceitável o que fizer sentido, o que servir para explicar o passado. Porque Óbidos espera ser sempre o que é hoje: memória viva

Porta da Vila
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Entrada principal da Vila, é encimada pela inscrição - «A Virgem Nossa Senhora foi concebida sem pecado original» - mandada colocar pelo Rei D. João IV, em agradecimento pela protecção da Padroeira aquando da Restauração da Independência em 1640. No seu interior encontra-se a capela-oratório de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira da Vila, com varandim barroco e azulejos azuis e brancos (c.1740-1750) com motivos alegóricos à Paixão de Cristo, representando a Agonia de Jesus no Horto e a Prisão de Jesus.

Castelo
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Atribui-se ao Castelo de Óbidos origem romana, provavelmente assente num castro. Foi posteriormente fortificação sob o domínio árabe. Depois de conquistado pelos cristãos (1148) foi várias vezes reparado e ampliado. No reinado de D. Manuel I, o seu alcaide manda construir um paço e alterar algumas partes do castelo. No Paço dos Alcaides salientam-se as janelas de belo recorte manuelino abertas para o interior do pátio. São ainda do seu tempo a chaminé existente na sala principal e o portal encimado pelas armas reais e da família Noronha, ladeado por duas esferas armilares. O Paço sofreu fortes danos com o terramoto de 1755. No século XX estava em total ruína tendo sido recuperado para instalar a Pousada (a primeira pousada do Estado em edifício histórico).

Porta do Vale ou Senhora da Graça
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Porta de acesso à Vila pelo lado nascente, tem no seu interior uma capela-oratório dedicada a Nossa Senhora da Graça, no local onde já deveria existir um nicho com uma imagem que a tradição diz ter sido oferecida em acção de graças após o cerco de 1246 (na contenda entre D. Sancho II e D. Afonso III). Esta capela-oratório foi reformada em 1727, por iniciativa de um magistrado da Índia, Bernardo de Palma, em cumprimento de uma promessa de sua filha, que morreu de amores contrariados por um jovem obidense, transformando-se então o torreão num verdadeiro templo, com capela-mor, retábulo, coro, tribuna e sacristia, em que a nave não é mais do que a passagem da rua pelo seu interior.

Igreja da Mesiricórdia
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Capela funerária familiar, situa-se defronte da Igreja de São Pedro. Foi instituída em 1331 pelo Padre Pêro Fernandes, beneficiado da Sé de Lisboa. Na frontaria, rematada por cachorrada, destaca-se o pórtico ogival de três arquivoltas assentes sobre colunas de capitéis vegetalistas e encimado por uma inscrição gótica. No interior, coberto por abóbada nervada, encontram-se três túmulos em arcossólios ogivais, apresentando um deles uma espada esculpida. No exterior conservam-se ainda dois túmulos medievais, sendo o da direita armoriado com cinco escudos representando as armas das famílias Pó, Nóbrega

Santuário do Senhor Jesus da Pedra
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Fora da Vila, na estrada para as Caldas da Rainha, ergue-se o Santuário do Senhor da Pedra, templo inaugurado em 1747. O risco da obra é de autoria do Arq. Capitão Rodrigo Franco (da Mitra Patriarcal) e tem a particularidade de articular um volume cilíndrico (exterior) com um polígono hexagonal (interior), em planta centrada à qual se anexam três corpos (dois correspondentes às torres e outro que corresponde à sacristia). No seu programa de simetrias destaca-se o jogo de janelas invertidas. O seu interior apresenta três capelas: a capela-mor dedicada ao Calvário, com uma tela de André Gonçalves, e as capelas laterais dedicadas a Nossa Senhora da Conceição e à Morte de São José, com telas de José da Costa Negreiros. A "estranha" imagem de pedra de Cristo Crucificado, em maquineta própria no Altar-Mor, esteve até à inauguração do Santuário recolhida numa pequena ermida junto à estrada para Caldas da Rainha onde era objecto de grande devoção, nomeadamente do Rei D. João V.

Do Cabo Carvoeiro à Ponta do Trovão
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Vista do Sítio da Ponta do Trovão Costa Norte da Península

As arribas costeiras da península de Peniche, inseridas no Sítio Rede Natura 2000 Peniche/Santa Cruz, integram a chamada Orla Meso-Cenozóica Ocidental, assentando sobre rochas carbonatadas do Jurássico Inferior, que correspondem ao testemunho da fase inicial de enchimento da Bacia Lusitânica. Vários são os locais de interesse geológico inventariados pela comunidade científica nacional e internacional, sendo de destacar: a Papoa, a Praia do Portinho de Areia Norte, a Ponta do Trovão e Praia do Abalo, do Cerro do Cão ao Cabo Carvoeiro e a Gruta da Furninha. Do miradouro dos Remédios ao Cabo Carvoeiro, estende-se uma paisagem cársica de rara beleza, formada por lapiás de várias dimensões e que não raras vezes é local de paragem para turistas. Esta porção de costa da península de Peniche é detentora de elevado valor patrimonial, nomeadamente alto valor cénico e geomorfológico. Acresce o facto do alto valor didáctico, que permite interpretações paleoambientais de forma muito intuitiva. São notáveis a grande diversidade de conteúdo paleontológico, do qual se destaca o crinóide Pentacrinus penichensis. A formação geológica da “Ponta do Trovão” assume-se como local de particular interesse patrimonial de valor científico excepcional no contexto nacional e internacional. Tal baseia-se por um lado no facto de estar proposta como estratotipo do limite Pliensbaquiano – Toarciano (Jurássico Inferior) e, por outro, ao registo sedimentar que testemunha alterações da interacção atmosfera-oceano que terá dado origem a uma extinção em massa de algumas espécies marinhas durante o Toarciano inferior.

Gruta da Furninha
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Entrada da Gruta da Furninha

A Gruta da Furninha, localizada na costa Sul da península de Peniche, corresponde a uma cavidade natural ocupada durante o período pré-histórico, tratando-se da mais importante estação pré-histórica do concelho.

Hoje localizada junto ao mar, esta gruta foi ocupada entre o Paleolítico Médio e o final do Calcolítico, tendo sido escavada em 1880 pelo estudioso Joaquim Nery Delgado.

Fortaleza de Peniche

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Mandada edificar por D. João III em 1557 e concluída em 1645 por D. João IV, que a considerou a principal chave do Reino pela parte do mar, destaca-se na Fortaleza de Peniche, para além da típica traça em estrela, o Baluarte Redondo - primeira fortificação construída na península de Peniche - a Torre de Vigia, e a capela de Santa Bárbara.

Este imóvel viu o seu espaço utilizado de forma diversa de acordo com as necessidades e as vicissitudes históricas de cada época. Praça militar de vital importância estratégica até 1897, abrigo de refugiados Boers provenientes da África do Sul no início do séc. XX, residência de prisioneiros alemães e austríacos durante a Primeira Guerra Mundial, prisão política do Estado Novo entre 1934 e 1974, alojamento provisório de famílias portuguesas chegadas das antigas colónias ultramarinas em 1974, e a partir de 1984 albergue do Museu Municipal, a Fortaleza de Peniche assume especial relevância enquanto importante documento de uma diacronia histórica de índole local e nacional.

Porta da Fortaleza
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A entrada na Fortaleza efectuava-se atravessando uma ponte levadiça, como o demostram as aberturas verticais pelas quais passavam as pesadas correntes que sustentavam a ponte.

Por cima desta porta encontra-se um escudo (incompleto) com as armas de Portugal, mandado picar pelo Marquês de Pombal por ocasião do célebre processos dos Távoras, ladeado por duas inscrições com texto em latim, datando da época da Restauração, com o seguinte tradução:

ESTA FORTALEZA FOI COMEÇADA POR ORDEM DO SERENÍSSIMO D. JOÃO III SOB A ORIENTAÇÃO DO INVENCÍVEL CONDE LUÍS, DUAS VEZES VICE-REI DA ÍNDIA E, OCUPADA PELA TIRANIA

Túnel do Mar
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O chamado Túnel do Mar não é afinal mais do que uma plataforma construída para ligar a parte ocidental da Fortaleza, edificada sobre um antigo ilhéu, e a área onde se encontra o grosso da fortificação.

A partir da pequena praia anexa à Fortaleza, a prainha de S. Pedro, é visível na face virada a Oeste, uma pequena abertura rectangular, antigo acesso que através de uma escadaria permitia a comunicação da zona onde hoje é o salão Nobre da Fortaleza de Peniche, com o mar. Com a maré cheia, o nível da água atinge o meio desta antiga abertura, cujo fim preciso é ainda desconhecido.

Foi por este túnel que numa gélida madrugada de Dezembro de 1954 escapou o preso político António Dias Lourenço, evadido do célebre “Segredo”, localizado no Baluarte Redondo.

Pátio da Cisterna
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Num pátio exterior ao edifício pode observar-se uma magnifica cisterna do século XVII, com surpreendentes características acústicas, destinada a fornecer água à guarnição militar estacionada na Fortaleza e, em caso de falta de água, à população da vila.

Durante o período em que na Fortaleza funcionou uma prisão política, este pátio serviu de recreio aos presos, que aqui passavam cerca de uma hora e meia por dia.

Pavilhões Prisionais
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De 1934, data da implantação da prisão política na Fortaleza de Peniche, até 1956, época da remodelação da penitenciária, os reclusos estavam instalados nas antigas casernas militares, celas colectivas que reunindo poucas condições de segurança e higiene eram desapropriadas para o fim em questão. Nessa data foram construídos, à maneira americana, três pavilhões prisionais de alta segurança: os Blocos (ou Pavilhões) “A”, “B”, e “C”.

Destes destaca-se o Bloco “C”. Albergando no 1º piso os presos de delito comum e no 2º piso as instalações dos guardas, tinha no 3º piso a Ala de Alta Segurança, espaço onde, entre outros presos políticos, esteve preso Álvaro Cunhal.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição
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A Igreja de Nossa Senhora da Conceição é um templo de estilo barroco atribuível ao arquitecto João Antunes, construído sobre uma antiga capela com as esmolas da população e da Rainha D. Maria Sofia Isabel de Neuburgo, segunda mulher de D. Pedro II, pela devoção à imagem de Nossa Senhora, que preside ao altar.

Trata-se de uma igreja de planta longitudinal, composta pelos rectângulos justapostos da nave e da capela-mor, à qual se anexam a sacristia e sala de reuniões. A fachada é marcada pelos torreões em cantaria aparelhada. No interior, de uma só nave abobadada, sobressai a beleza da capela-mor revestida a mármores embutidos.

Forte de S. João Baptista
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O Forte de S. João Baptista, localiza-se na Ilha da Berlenga, tendo sido mandado edificar em 1651, por ordem de D. João IV, e concluído 1656.

Construído com a finalidade de impedir a ocupação desta ilha por corsários norte-africanos ou por potências inimigas, viveu em Junho de 1666 o episódio bélico mais célebre da sua história.

Nessa data, o Forte de S. João Baptista foi sitiado por uma esquadra espanhola, composta por catorze naus e uma caravela, comandada por D. Diogo Ibarra. Defendida, à altura, por uma pequena guarnição, inferior a vinte homens, e contando com apenas nove peças de artilharia, esta fortificação liderada pelo cabo Avelar Pessoa, conseguiu resistir durante dois dias ao feroz bombardeamento inimigo, bem como provocar importantes baixas nas forças sitiantes, traduzidas num elevado número de mortos, uma nau afundada e duas outras fortemente danificadas, contra um morto e quatro feridos lusos. O esgotamento dos mantimentos e das munições, e a deserção de um dos soldados, que expôs a D. Diogo Ibarra a dramática situação da guarnição portuguesa, motivaram por fim a capitulação do Forte de S. João Baptista.

O Touril de Atouguia da Baleia
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Datável possivelmente do séc. XVIII, o Touril, tal como o nome indica, parece corresponder a uma estrutura utilizada, como palco de lides tauromáquicas, porventura pela ociosa família real e nobreza, frequentemente hospedada no vizinho Paço da Serra de El-Rei.

Desta estrutura, localizada no largo fronteiro à igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, ainda se observam vários esteios de pedra, cravados no chão, delimitando a "arena", apresentando os tradicionais três orifícios.

O Touril de Atouguia da Baleia corresponde a um dos raros e, simultaneamente, mais antigos exemplares do género existentes em Portugal.

Arquipélago das Berlengas
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Arquipélago das Berlengas é formado por um conjunto de ilhas e recifes costeiros situado na plataforma continental Portuguesa, distribuídos por três grupos: Ilha da Berlenga e recifes associados, Farilhões e Estelas. As ilhas de maior dimensão atingem uma altura de cerca de 90 m, mas os restantes ilhéus e rochedos são de pequenas dimensões, por vezes apenas aflorando a superfície do mar. A sua importância como repositório único de diversidade genética, de espécies e de habitats na fronteira ocidental da Europa, bem como o seu significado para a conservação da diversidade biológica (flora e fauna terrestre e marinha), tem sido amplamente reconhecida a nível nacional e internacional. A comprová-lo está o elevado número de designações especiais que o arquipélago possui: Reserva Natural das Berlengas, Reserva Biogenética, Zona de Protecção Especial e Sítio de Interesse Comunitário. Mais recentemente, foi submetida a proposta de nomeação como Reserva da Biosfera da UNESCO

O granito da Berlenga corresponde a um tipo geológico único na Europa, sendo todavia comum no continente americano.

Na costa de Peniche podemos observar belas arribas formadas por rochas sedimentares com abundantes fosseis marinhos de idade mesozóica, contemporâneas dos dinossáurios. Estas rochas em nada se assemelham às que encontramos na Berlenga, nas Estelas e nos Farilhões. Nestas ilhas ocorrem rochas magmáticas e metamórficas – granitos vermelhos bastante deformados, gnaisses e xistos – que apresentam mais afinidade com outras formações geológicas do interior da Península Ibérica.

Pensa-se que as rochas graníticas do arquipélago das Berlengas se terão gerado há cerca de 280 milhões de anos, durante a formação de uma importante cadeia de montanhas – a cadeia Varisca – que na Era Paleozóica se estendia desde o que hoje chamamos de Apalaches aos Urais. Esta cadeia resultou do fecho de um grande oceano e da colisão das massas continetais Gondwana e Laurentia, que bordejavam as suas margens. Vestígios dos fundos desse oceano encontram-se ainda nas regiões de Beja e Bragança-Morais, enquanto a chamada zona Sul Portuguesa e o Terreno Ibérico faziam as suas margens opostas. Hoje, os geólogos discutem ainda a verdadeira posição do arquipélago das Berlengas neste contexto geodinâmico complexo.

Cabeça do Elefante

Os grupos das Estelas e da Berlenga são constituídos por rochas graníticas de idade permocarbónica, alguns afloramentos de terraços marinhos quaternários (conglomerados) e de areias de praia actuais.

Os granitos apresentam cor vermelha ou esbranquiçada, com granularidade média, ou, mais raramente, fina. Também podem ser observados Filões e filonetes de microgranito, de quartzo e de barite.

Contudo, o aspecto mais relevante das rochas é a sua deformação.
Por sua vez, o grupo dos Farilhões é constituído por rochas metamórficas, xistos e gnaisses de idade ante-mesozóica, afectados por uma importante fracturação.

Torre do Relógio Velho - Pombal
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Destacando-se do casario envolvente, foi mandada construir no século XIV por D. Pedro I para recolha dos tributos pagos por judeus e mouros à coroa. Sofreu alterações no início do século XVI, época em que adquiriu a feição actual, com forma prismática rematada por uma cúpula piramidal. (Monumento Nacional

Igreja Matriz de São Martinho - Pombal
Cultura O interior é de uma só nave coberta por tecto de esteira e de seis altares. Sobre o arco triunfal recorta-se uma cruz da Ordem de Cristo. Nos altares laterais e colaterais estão colocados retábulos de talha dourada, dos fins do século XVII
Castelo de Porto de Mós
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Avista-se ao longe pelas suas torres, grandes e verdes, de forma bicuda, que faz deste castelo um dos mais originais do nosso País. Conquistado aos mouros por D. Afonso Henriques, viria a ganhar características palacianas, devido à intervenção de D. Sancho I, D. Dinis e D. Afonso, Conde de Ourém. Das cinco torres com que foi construído, restam hoje três, devido às constantes investidas árabes e, mais tarde, aos diversos abalos sísmicos que sofreu.
O castelo-solar de Porto de Mós apresenta planta pentagonal irregular, em estilo gótico e renascentista. Portas e janelas rectangulares e ogivais, bem assim como outros elementos construtivos e decorativos, revelam a coexistência de estilos, bem como similaridades com o Paço de Ourém.

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