Novembro 2016 - Nº 109 - I Série - Guarda e Castelo Branco - Inscrito no ERC sob o nº 125290  
Guarda e Castelo Branco
 

Entrevista ao Presidente da União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais

Mário Barata Simões

 

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação política atual?

P.U.F.-Sem opinião.

J.A.-Que pensa sobre as novas medidas anunciadas por este governo em exercício?

P.U.F.-Não são as mais adequadas mas espero que sejam concretizadas.

J.A.- Sendo essa região uma das mais fustigadas pelos incêndios, quais as medidas a adoptar, de futuro; para minimizar tais calamidades?

P.U.F.-Limpeza da Floresta tanto do estado como de particulares.

J.A- Quais os auxílios (por parte do governo) que tem recebidos para ajudar a colmatar os efeitos causados, tanto a nível da autarquia como nível de particulares?

P.U.F.-Zero.

J.A.- Em seu entender acha que as forças militarizadas deveriam estar preparadas para ocorrerem a estas situações?

P.U.F.-Completamente de acordo.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando essa freguesia inserida num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.U.F.-Da melhor maneira possível e até resolvendo algumas situações como POC’s, etc.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.U.F.-Penso que a violência doméstica tem aumentado devido talvez as dificuldades financeiras das famílias. Por outro lado hoje a comunicação social está mais acessível e essas notícias chegam até nós com mais frequência.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?

P.U.F.-Quanto á violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade, é sem dúvida, a falta de valores com que hoje se vive, a falta do sentido de família, falta de respeito pelos mais idosos. Hoje em dia parte-se para a violência com uma facilidade extrema. Toda a gente exige os seus direitos, mas ninguém se lembra dos seus deveres. Estou certo que a crise de valores morais alimenta a violência gratuita.  Até os mais velhos, formados sob uma moral rígida, estão se acomodando. 

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.U.F.-A emigração dos mais jovens tem a ver com a fraca criação de postos de trabalho na freguesia, principalmente no caso de empregos mais especializados.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.U.F.-Todo o apoio necessário e disponível.

J.A.-Pedimos que nos faça uma síntese da sua freguesia.

P.U.F.-A Freguesia tem uma vasta área territorial, inserida numa zona rural, com uma baixa densidade populacional e com uma população envelhecida. A minha Freguesia depois de agregar mais duas freguesias, digamos que ficou um pouco descaraterizada, dos 72 Quilómetros de área que possuíamos, herdamos mais 22 km de Palhais e 7 Km do Nesperal, mas isso não se refletiu em eleitores porque a população dia para dia é cada vez menos e a desertificação é um dos grandes problemas do interior e claro revela-se também na nossa União de Freguesias. Mas vamos tentado com os poucos recursos que a junta tem, cumprindo o nosso dever na área da limpeza das bermas e valetas conservando também o nosso Património, e outras áreas sociais como a cultura a educação (transportes escolares) e na área da Acão - social que infelizmente temos muitas famílias desempregadas o que leva a uma maior atenção por parte deste Executivo.

J.A.-Qual o maior problema com que a sua freguesia se debate?

P.U.F.-O maior problema é a falta de postos de trabalho o que traz o êxodo da população ativa.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.U.F.-Estradas, principalmente a ER 238 entre Cernache do Bonjardim – Ferreira do Zêzere.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?

P.U.F.-As perspetivas não são animadoras, pois é com alguma preocupação que olho para a saída dos nossos jovens a procura de melhores condições de vida o que só empobrece mais a nossa freguesia.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.U.F.-Estável.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.U.F.-Todo o apoio possível.

J.A.-Que tipo de envolvimento a população tem com a autarquia?

P.U.F.-O melhor possível.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.U.F.-Que acreditem no nosso trabalho.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.U.F.-Consegue-se da melhor maneira mas com alguns sacrifícios.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.U.F.-Um bom trabalho!


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