Abril 2016 - Nº 102 - I Série - Cascais | Oeiras | Amadora - Inscrito no ERC sob o nº 125290  
Cascais | Oeiras | Amadora
 

CULTURA

Amadora

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Necrópole de Carenque

A Necrópole de Carenque é constituída por três sepulcros colectivos (designados de I, II e III, contando de Este para Oeste) escavados nos afloramentos calcários do Tojal de Vila Chã, entre Carenque e os Moinhos da Funcheira.Estes sepulcros, descobertos e escavados em 1932 pelo arqueólogo Manuel Heleno, então Director do Museu Etnológico do Dr. Leite de Vasconcellos, actual Museu Nacional de Arqueologia, revestem-se de grande interesse para a compreensão da nossa pré-história, tendo sido construídos no final do IV milénio, início do III milénio, e reutilizados no final do III milénio.Os conjuntos de sepulturas, designadas Grutas Artificiais, por terem sido escavadas na rocha, integram-se numa tradição cultural funerária mediterrânica, evidenciando também características próprias numa região que coincide, grosso modo, com o estuário do Tejo.

Ponte Filipina de Carenque de Baixo

Ponte Filipina de Carenque de Baixo, é uma Ponte de Arquitectura Filipina de grande importância na Amadora porque faz a ligação, no limite do Município da Amadora, até Queluz sobre a Ribeira de Carenque, é uma ponte construída no século XVII, com grande valor histórico e arquitectónico para a cidade e que fica situada na Freguesia da Venteira. Nessa ponte existe um marco em pedra onde é possível ler-se: "Esta ponte foi mandada fazer pelo Senado de Lisboa à custa do real do povo, 1631". A ponte situava-se nessa época no curso da velha estrada de Lisboa-Sintra, a actual Rua D. Pedro IV. Por cima desta ponte, que é um monumento único desta época no Município da Amadora, circula actualmente o trânsito entre a Amadora e Queluz

Casa Roque Gameiro

Foi construída no alto da Freguesia da Venteira entre 1898 e 1901. Esta vivenda foi edificada para habitação do pintor aguarelista Alfredo Roque Gameiro e da sua família, num local outrora isolado, situado a alguma distância do caminho-de-ferro da Porcalhota, onde se desfrutava de uma bela vista de campos lavrados que se estendiam por largos quilómetros em seu redor.A casa comporta um notável conjunto de azulejos com características singulares, encontrando-se todo o interior do piso principal revestido com lambris de azulejos brancos, dois medalhões representando alegorias à aguarela e litografia, técnicas de expressão plástica a que Roque Gameiro se dedicou. Um dos conjuntos mais interessantes é o da sala de jantar da família com um padrão de azulejos da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro, com temas naturalistas.As opções estéticas patentes na Casa denotam uma influência directa dos ideais nacionalistas partilhados por intelectuais e políticos da Geração de 90 do Século XIX.A Casa Roque Gameiro encontra-se aberta ao público, podendo ser visitadas algumas das salas de habitação da família Roque Gameiro, bem como as exposições temporárias patentes nos dois pisos inferiores do edifício.

Palácio/Quinta dos Condes da Lousã

Localizado na Damaia, o imóvel dominou em tempos um vasto território, na então aldeia da Damaia, encontrando-se actualmente rodeado por uma urbanização dos anos 60. A construção do edifício data do Século XVIII, tendo o corpo central da fachada norte sido restaurado no Século XIX. Trata-se de uma casa de campo típica da região lisboeta, com reboco cor-de-rosa e pilastras de pedra que possuía uma capela particular cujo orago era a Nossa Senhora da Conceição. Do seu conjunto destacam-se os múltiplos telhados que compõem o edifício e os conjuntos de painéis de azulejos. Da sua história, sabe-se que em 1813 a quinta era habitada apenas pelos caseiros e que, na primeira década do Século XX, viveu lá o Padre Himalaya, famoso pelas suas invenções.

Aqueduto Geral das Águas Livres

O Aqueduto Geral das Águas Livres foi mandado construir por decreto de D. João V, em 1731. No ano seguinte, tiveram início as obras de construção do Aqueduto, que viriam a ser terminadas em meados do Século XIX, devido à sua grandiosidade e extensão.Estamos perante uma obra impressionante da engenharia portuguesa do Século XVIII, cujo troço principal tem cerca de 14 km, 8 dos quais no Município da Amadora, encontrando-se aqui os Aquedutos Subsidiários mais importantes. Na Amadora, o Aqueduto tem maior visibilidade na Freguesia da Damaia onde forma 19 arcos, o mais alto tem 18 metros de altura e 8,5 metros de vão, constituindo um dos percursos mais bonitos do Município.Quanto à sua tipologia, é considerado uma obra de arquitectura civil pública, barroca e neoclássica.O Aqueduto teve como função principal suprir as carências de água na Capital.

Mães d’Água

Diversas Mães d´Água fazem parte integrante do Aqueduto Geral das Águas Livres. A mais monumental, que se localiza no Município da Amadora, é a Mãe d´Água Nova, que marca o início do Aqueduto Geral das Águas Livres no Município. A Mãe d’Água Nova tem 17 metros de altura desde o fundo da câmara interior até à base da lanterna e 5 metros de profundidade, onde se pode aceder por uma escada de 29 degraus em meia circunferência no interior. Por fora, a clarabóia tem forma octogonal. A meio da escada, de lado, numa concavidade na rocha está a nascente desta Mãe d’Água, cujo líquido corre por uma calha separada até se encontrar com o Aqueduto da Mãe d’Água Velha, localizada no Município de Sintra.

Ponte Filipina

É uma construção do Século XVII, de importante valor histórico e arquitectónico, situada na Freguesia da Venteira, no limite do Município da Amadora com Queluz, transpondo a Ribeira de Carenque. Tem um marco em pedra onde se pode ler: “ESTA PONTE FOI MANDADA FAZER PELO SENADO DE LISBOA À CUSTA DO REAL DO POVO, 1631”. Situava-se nessa época na velha Estrada de Lisboa-Sintra, actual Rua D. Pedro IV. Por cima da velha ponte, que constitui um testemunho único desta época no Município, continua a circular o trânsito entre a Amadora e Queluz.

Capela da Falagueira

A construção da Capela da Nossa Senhora da Lapa, conhecida por Capela da Falagueira, foi autorizada por Provisão do então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Francisco I, em 15 de Novembro de 1759, e foi aberta ao culto em Agosto de 1760.Esta Provisão surge no seguimento de uma petição feita pelos habitantes dos lugares da Porcalhota, Reboleira, Falagueira e outros, que pretendiam erigir uma ermida na Porcalhota.A partir de 1958, após a sagração da nova Igreja Matriz, construída na Venteira, a Capela da Falagueira deixa de ser a única capela pública da região. A Capela tem apenas um altar, onde se pode observar uma imagem de Nossa Senhora da Conceição da Lapa. Recentemente foi restaurada, processo que veio devolver a importância e a dignidade ao local.

Chafariz da Porcalhota

Em 1773, os habitantes da Porcalhota e da Falagueira já ambicionavam ter abastecimento de água que os servisse. Assim, por ocasião da construção do Aqueduto Geral das Águas Livres na zona da Falagueira, apareceu no seu alicerce uma pequena nascente. A par dos anseios da população, a Câmara Municipal de Lisboa mandou aproveitar a nascente e construiu-se uma bica de pedra que saía da própria parede do Aqueduto com um tanque para utilização pública.Os habitantes da vizinha Porcalhota tentaram também que a água fosse levada para um local mais próximo e central, pelo que solicitaram à Câmara que a água fosse conduzida até à Estrada Real de Lisboa-Sintra e aí se construísse um chafariz. Tal não era possível, assim os Poderes Públicos resolveram mandar construir a projectada bica na Falagueira.No entanto, só a 20 de Julho de 1849 é que a Câmara deferiu o pedido dos habitantes locais.O chafariz, com duas bicas, foi construído em 1850 no cruzamento da Estrada da Falagueira com a Estrada Real de Lisboa-Sintra, actual Rua Elias Garcia. No dia da sua inauguração, 29 de Outubro, estiveram presentes o Mestre Geral das Águas Livres, o Fiel do Partido do lugar, o Fiel de D. Maria, o escrivão do juiz eleito e os habitantes locais.Às 12.25H começou a correr a primeira água, acompanhada do lançamento de foguetes e da alegria da população.Nos anos 60, o Chafariz foi transferido para a Estrada da Falagueira onde se encontra actualmente.

Igreja Matriz da Amadora

Situada na Freguesia da Venteira, nos terrenos que ladeiam a Rua 1.º de Maio, a Igreja Matriz da Amadora é um templo moderno, constituindo-se actualmente como o principal local de culto católico da Cidade, com capacidade para cerca de 2 500 pessoas.Do historial da Igreja, merecem referência as seguintes datas: no dia 30 de Dezembro de 1956, procedeu-se à bênção da primeira pedra, pelo Cardeal D. Manuel Cerejeira; nos dias 11 e 12 de Julho de 1958, foi sagrada pelo Cardeal Patriarca, coadjuvado pelo Sr. Arcebispo de Mitilene, D. Manuel dos Santos Rocha, pelo Sr. Bispo de Febiana, entre outros. No dia 13 de Julho de 1958 a Igreja Matriz da Amadora abriu as portas ao público.Aqui podemos observar imagens de Santo António e da Nossa Senhora de Fátima, destacando-se ainda o belo sacrário.A Igreja tem como padroeira a Nossa Senhora da Conceição.

Mina d’Água e Jardim da Mina

A gruta onde está a mina d’água que deu origem ao nome de Bairro Parque da Mina, bem como à Freguesia da Mina, é visível no actual Jardim da Mina, situado entre a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra e a Avenida General Humberto Delgado. Segundo narrativa de Cardoso Lopes nas suas “Memórias” (Apontamentos para a História da Amadora, 1989) esta era uma das muitas minas que existiam ao longo do Aqueduto Geral das Águas Livres, que eram utilizadas para aproveitamento de água. O acesso ao interior da mina era feito através de uma galeria, de cerca de 200 m de comprimento, que ia dar perto da referida gruta. Dizia-se que esta água era muito boa. Assim, Cardoso Lopes pediu a concessão da água, a qual lhe foi conferida em 1910, e adquiriu os terrenos onde se encontra a mina para construção do Bairro-Parque da Mina, encarregando o arquitecto Jesuíno Ganhado pela elaboração de um projecto para as instalações da Água da Mina. O projecto foi apresentado à Câmara de Oeiras mas não chegou a concretizar-se, contudo a Mina foi arranjada, com as obras a iniciarem-se em 1911. Em 1913, aquando da inauguração do Bairro-Parque da Mina, pelo Presidente da República, Manuel de Arriaga, Cardoso Lopes mandou colocar uma placa de mármore sobre a entrada da mina d’água, para assinalar o acontecimento. Actualmente, ainda é possível ver uma placa que reproduz a original, entretanto retirada

Fachada da Moradia Neo-romântica

Situada na Rua Elias Garcia, n.º 280, a moradia neo-romântica, inicialmente designada de “Chalet Desideria”, de acordo com o nome da sua proprietária, foi mandada construir entre 1910 e 1911 e é da autoria de Guilherme Eduardo Gomes. Trata-se de um edifício de inquestionável valor histórico, patrimonial e arquitectónico, determinante de uma época marcante para a construção da Amadora. Possui planta quadrangular de dois pisos e águas furtadas, com paredes de aparelho rústico no piso inferior e de tijolo de burro no piso superior rebocado a argamassa ordinária, com cobertura de quatro águas em telha Marselha, as cornijas são executadas em reboco. A fachada principal destaca-se dos restantes alçados pela presença de composições ornamentais dos vãos que se apresentam profusamente enquadrados e decorados por elementos de cantaria; e frisos de azulejos de padrão com motivos florais a tons de roxo que se encontram na fachada do piso superior e na das águas furtadas. A entrada da casa encontra-se a uma cota superior à da rua dada a presença de um muro de guarnição de pilares de cantaria interligados a uma armação de ferro, que a sobreeleva, onde se encontram dois portais de acesso, executados, à semelhança dos outros vãos, em cantaria, rematados por portas de ferro.

Parque Central da Amadora

Zona de excelência de convívio e passeio dos cidadãos, este Parque tem sido alvo de diversas acções de beneficiação e adaptação à realidade actual. O Parque Central conta desde 2004 com um circuito de manutenção para idosos e pessoas com necessidades especiais, composto por um conjunto de equipamentos que permitem exercitar os membros superiores e inferiores, as articulações e o sistema vascular.Foi construída uma moderna estrutura dupla de sombreamento numa zona equipada com mesas, cadeiras e bancos, que é muito utilizada pela população sénior, e reconstruídos os caminhos pedonais. O lago foi recuperado, com a colocação de dois géisers com 12 metros de altura e nova iluminação. Foi também removida a vedação existente e construídas doze novas entradas do parque.

Quinta Grande de Alfragide

Datada do Século XVIII, sendo visível ainda o edifício principal.

Quinta do Plátano

Na Freguesia de São Brás, cuja data provável de construção reside no Século XVIII, actualmente pertencente ao Centro Regional de Segurança Social de Lisboa e Vale do Tejo.

Quinta das Torres ou Casal dos Montijos

Na Freguesia da Buraca (Alto dos Moinhos), cuja construção remonta aos Séculos XVII/XVIII, mantendo-se ainda o edifício principal, o pátio e o jardim envolvente, além dos bancos e muros decorados com cacos de azulejo formando várias composições

Cascais

Marina de Cascais

A Marina de Cascais fica situada na Baía do mesmo nome, cerca de 9M a SE do Cabo da Roca e a 4M a W da entrada do Porto de Lisboa. Os faróis de referência para a aproximação a esta marina são, do lado W, o da Guia e igualmente a W, mas quase em cima da marina, o de Santa Marta. A entrada da marina faz-se de NE para SW. Para quem vem do mar é necessário contornar todo o molhe mantendo, ao longo do todo este, um amplo resguardo, indicado pelas três bóias cardeais e uma bóia vermelga aí existentes. É ainda necessário dar resguardo à cabeça do molhe, deixando por BB a pequena bóia redonda, vermelha e cega, aí fundeada. O pontão de chegada situa-se do lado N na entrada da marina.

Marina de Cascais

Boca do Inferno

A Boca do Inferno localiza-se na costa Oeste da vila de Cascais. O nome "Boca do Inferno" atribuído a este local deve-se à analogia morfológica e ao tremendo e assustador impacto das vagas que aí se fazem sentir. A característica que compõe a rocha na falésia é de natureza carbonatada. A erosão exercida pela acção das águas das chuvas que, contendo dióxido de carbono dissolvido, provocam a dissolução do carbonato. Através deste processo formam-se cavidades e grutas no interior dos calcários. É bem possível que o local tenha sido uma antiga gruta. Com o abatimento das camadas superiores a gruta terá sido destruída, restando uma enorme cavidade a céu aberto. Com características únicas, é local de lazer, onde se pode desfrutar de uma paisagem divina e magníficos pôr-do-sol, sendo apenas ensombrada por não raros suicídios cometidos na sua perigosa e desprotegida falésia. Actualmente, o mar com embates violentos e impiedosos, eleva-se numa espuma branca e mortífera por dezenas de metros, continuando a desgastar a milenar rocha, aumentando desta forma a espectacularidade e a dimensão da Boca do Inferno

Boca do Inferno

Parque Natural de Sintra-Cascais

Parque Natural de Sintra-Cascais é um parque natural localizado em Portugal. Estende-se desde a zona de Sintra até às zonas da praia do Guincho e do Cabo da Roca. Divide-se em duas zonas distintas: a zona agrícola com vista a produzir fruta e vinho, e a zona costeira, com praias, falésias e dunas. Neste parque encontra-se uma floresta primitiva com quase todas as espécies de Quercus, entre elas o carvalho-roble e o carvalho-negral. Encontram-se também eucalipto, pinheiro-bravo, choupo, salgueiro e acácia. Em termos de fauna, o parque tem aves de rapina como o falcão-peregrino, a coruja-das-torres, o gavião, o açor e a águia-de-bonelli. Encontram-se aves marítimas como gaivotas e pardelas. Dos répteis e anfíbios fazem parte a salamandra-de-pintas-amarelas, o sapo-parteiro, a víbora-cornuda e o tritão-de-ventre-laranja. Encontram-se mamíferos como raposas, toupeiras e ouriços.

Parque Natural de Sintra-Cascais

Praias de Cascais

Banhadas pelo Oceano Atlântico as praias de Cascais estão acessíveis através de carro pela "marginal" ou através de comboio na linha Lisboa-Cascais, até ao centro da Vila, ou ainda, percorrendo o passeio marítimo, localizado entre a praia da Azarujinha e a praia da Conceição, podendo em qualquer das alternativas desfrutar de um passeio à beira-mar, de elevado valor panorâmico.

Praia Grande do Guincho Praia do Tamariz Praia do Abano
Praia Grande do GuinchoSitua-se entre as pontas rochosas, a Ponta Alta e a Ponta do Abano. Com uma enorme extensão de areal, tanto em comprimento como em largura, é considerada uma das maiores praias do país com maior afluência de banhistas. É caracterizada por um ondulação e ventos fortes, sendo uma das praias próprias para a realização de desportos radicais e windsurf, sendo aqui efectuadas diversas competições de âmbito internacional. Dada a acção do vento depara-se a Sul com o sistema dunar "Guincho-Cresmina", de grande dinamismo geológico. A Serra e as dunas conferem um enquadramento paisagístico reconhecido internacionalmente.

Praia do Tamariz

Com excelentes condições em termos de Serviços de apoio à praia, designadamente vigilância, balneários, restaurantes, snack-bares, esplanada e à prática de desportos náuticos. Dispõe de uma piscina Atlântica localizada junto ao pontão existente

Praia do Abano

Assume-se como uma continuidade da praia do Guincho, embora menos frequentada, não só pela sua pequena extensão de areal como também pelos difíceis acessos existentes. É caracterizada por uma forte ondulação e ventos fortes. Praia com uma imagem fortemente naturalizada

Palácio dos Condes da Guarda

Apesar de ser uma das mais antigas edificações da Vila de Cascais, e uma das poucas construções que sobreviveram ao terramoto de 1755, os actuais Paços do Concelho, só muito recentemente adquiriram o aspecto que hoje tão bem conhecemos. Quando o Almirante Cotton, representante do Exército Inglês, pernoitou no Palácio dos Condes da Guarda, dificilmente imaginaria as muitas transformações e adaptações que aquele espaço sofreria ao longo dos Séculos seguintes. De facto, no início do Século XIX, quando a Convenção de Sintra – por mero acaso assinada em Cascais – decorria no local onde hoje funciona a Estalagem Solar Dom Carlos, a Vila ainda não perspectivava o fulgor que a caracterizaria após 1870, quando Dom Luís adapta a Cidadela a palácio de veraneio. Edifício de planta rectangular, assente em sólida silharia calcária, o Palácio dos Condes da Guarda integra as dimensões e as orientações que genericamente caracterizam o estilo commumente designado como Arquitectura Portuguesa. O seu telhado de quatro águas é, aliás, semelhante a todos os outros que defendiam as restantes habitações da zona ribeirinha da Vila das intempéries invernosas e do calor do estio. O único aspecto que diferencia este prédio dos circunvizinhos, é o vasto conjunto azulejar que o envolve, utilizando as cores amarelo, vermelho e roxo, considerados por Ferreira de Andrade, como os melhores desta arte bem portuguesa.

Palácio dos Condes da Guarda

Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria

Em finais do século XIX, assiste-se ao aparecimento de pequenos palácios, integrados na denominada Arquitectura de Veraneio que deixou uma marca própria no desenho urbanístico do concelho de Cascais. Jorge O'Neill tinha vendido o edifício onde hoje está instalado o Museu - Biblioteca do Conde de Castro Guimarães quando, em 1918, mandou construir, no Monte Estoril, a "Torre de São Patrício", actual Casa Verdades de Faria. O projecto foi desenhado por Raul Lino e o seu interior decorado com estuques pintados, vitrais e azulejos setecentistas. Por volta de 1942, Enrique Mantero Belard adquire a Torre de S. Patrício, imprimindo algumas alterações na casa e no jardim. A sua mulher, Gertrudes Verdades de Faria, apaixonada por Arte, promovia reuniões sociais e serões culturais, tendo exercido um importante trabalho de apoio e incentivo a profissionais do mundo artístico.

Museu da Música Portuguesa- Casa Verdades de Faria

Forte S. Jorge de Oitavos - Centro Interpretativo

O Forte de São Jorge de Oitavos, edifício classificado como Imóvel de Interesse Público foi cedido à Câmara Municipal de Cascais pela Direcção-Geral do Património do Estado em 1999, com vista à sua musealização. Após obras profundas que fizeram ressurgir o seu traçado original, este espaço cultural abriu as suas portas ao público a 1 de Março de 2001. O projecto de musealização incidiu na recuperação de todo o seu interior, enriquecido com uma reconstituição de época, com base num desenho datado de 1796. Em Setembro de 2005 o Forte foi encerrado para a realização de novas obras de beneficiação e recuperação, de forma a solucionar alguns problemas entretanto verificados na sua estrutura. Esta intervenção, financiada pela Comissão de Obras, e correspondente a um investimento de 350 mil euros, consistiu na reparação e requalificação do seu espaço interior, bem como na reabilitação das muralhas envolventes, afectadas por um conjunto de patologias nefastas nos rebocos exteriores. Após a conclusão dos projectos de arquitectura e especialidades, e de uma revisão dos conteúdos da sua área expositiva, o Forte de São Jorge de Oitavos reabriu ao público no dia 28 de Fevereiro de 2009.

Forte S. Jorge de Oitavos - Centro Interpretativo

Museu Condes de Castro Guimarães

A construção da Torre de S. Sebastião, actual Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, data do início do século XX e foi mandada edificar pelo aristocrata Jorge O'Neil. Obra notável da arquitectura romântica, a Torre de S. Sebastião fascina pela mistura de estilos e por um envolvente misticismo que faz imaginar histórias de outros tempos...
Em 1910, o palácio foi vendido aos Condes de Castro Guimarães que, após procederem a algumas alterações, passaram a habitá-lo grande parte do ano. O bom gosto do casal reflectiu-se na aquisição de peças de arte e mobiliário representativos de várias épocas, assim como o seu interesse pela cultura se fez sentir com a compra de dois dos elementos mais significativos do acervo do actual Museu: um órgão neo-gótico, construído de encomenda para o Conde e a valiosa Crónica de D. Afonso Henriques, de Duarte Galvão. Os Condes usufruíram pouco tempo deste magnífico palácio. Quando faleceu, em 1927, o Conde deixou, em testamento, a casa e propriedade ao Município de Cascais, para que nelas fosse constituída uma Casa-Museu e Jardim Público.
O Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães foi oficialmente inaugurado a 12 de Julho de 1931, tendo sido durante largos anos o único existente no concelho de Cascais.

Museu Condes de Castro Guimarães
Museu Condes de Castro Guimarães

Casa de Santa Maria

A Casa de Santa Maria, adquirida pela Câmara Municipal de Cascais à família Espírito Santo em Outubro de 2004, é uma construção de 1902 e constitui uma das mais emblemáticas obras do arquitecto Raul Lino, que iniciou a sua carreira precisamente no concelho de Cascais, projectando uma série de casas para alguns amigos. Indissociável da paisagem de Cascais, no conjunto que forma com o Farol de Santa Marta e o Museu Conde de Castro Guimarães, esta casa está também indelevelmente ligada à vivência desta vila de pescadores, que entra na história como retiro preferido de reis e aristocratas exilados, vítimas das grandes convulsões políticas que abalaram o século XX. Em finais do século XIX, Jorge O’Neill, aristocrata ligado à indústria tabaqueira, adquiriu alguns terrenos junto a Santa Marta e mandou construir primeiro a Torre de São Sebastião - actual Museu Conde de Castro Guimarães – e, um pouco mais tarde, a Casa de Santa Maria. Por volta de 1917, a propriedade foi vendida ao engenheiro José Lino Júnior, irmão mais velho do arquitecto Raul Lino. José Lino, grande coleccionador e apreciador de arte, adquiriu para a sua nova casa um conjunto de azulejos artísticos do século XVII e um tecto de madeira pintado a óleo, de autoria atribuída a António de Oliveira Bernardes, espólio este proveniente de uma antiga capela, em Frielas. Mais tarde, em 1925, a casa foi adquirida pela família Espírito Santo, que nela recebeu a visita de personalidades ilustres, como a Grã-duquesa Carlota do Luxemburgo e a sua família, os Condes de Barcelona, o Rei Umberto II de Itália, os Duques de Windsor, entre outras.

Casa de Santa Maria

Farol Museu de Santa Marta

Situado junto à Casa de Santa Maria, o Farol Museu de Santa Marta integra-se no perímetro cultural constituído pela Cidadela, Museu Condes de Castro Guimarães, Centro Cultural de Cascais, Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, Museu do Mar e Casa Henrique Sommer (futuro Arquivo Histórico Municipal). Com projecto de arquitectura da autoria de Francisco Aires Mateus e Manuel Aires Mateus e programa museológico da responsabilidade de Joaquim Boiça, o Farol-Museu de Santa Marta nasceu a partir do forte e farol com o mesmo nome, fruto de uma parceria entre a Câmara Municipal de Cascais e o Estado Maior da Armada Portuguesa. As obras de adaptação às novas funções tiveram início em 2006, promovendo a requalificação e conversão do Forte e Farol de Santa Marta em espaço de cultura e lazer, embora mantendo as suas funções de sinalização costeira, sob a direcção da Marinha, através da Direcção de Faróis.

Farol Museu de Santa Marta

Marégrafo de Cascais

O Marégrafo de Cascais data de finais do século XIX e terá sido um dos primeiros observatórios europeus dedicado ao estudo das correntes e marés. Ligado ao laboratório oceanográfico do rei D. Carlos I, o primeiro Marégrafo de Cascais foi instalado em 1882 na rocha da parte Este da fortaleza sobre a baía de Cascais, tendo mudado para o sítio actual (deslocação de cerca de 30 metros) em 23 de Agosto de 1900. O sistema foi construído em 1877 por A. Borrel, em Paris, e encontra-se ainda em pleno funcionamento. A sua instalação foi motivada pela necessidade de estabelecer e manter a referência nacional de altitudes. Os dados recolhidos desde a sua instalação têm  permitido estabelecer vários referenciais altimétricos temporais, possibilitando ainda a adaptação contínua do “Datum Altimétrico” (zero altimétrico registado há mais de um século em Cascais). Os valores do nível médio do mar, que o Instituto Geográfico Português vem recolhendo no Marégrafo de Cascais, interessam não só ao país, mas também à comunidade científica internacional, por duas razões fundamentais: a amplitude temporal das séries de valores e a situação geográfica de Cascais. Por essas razões, aqueles valores são fornecidos há mais de 120 anos ao serviço internacional PSMSL (Permanent Service for Mean Sea Level), situado no Reino Unido, que os utiliza à escala mundial nos mais variados problemas científicos, distribuindo-os num banco de dados universal.

Marégrafo de Cascais

Cidadela de Cascais

A Cidadela de Cascais é um monumento que poderemos designar por compósito, administrado por diferentes tutelas, que guarda memórias de muitos séculos e vivências diversas. A posição estratégica da vila de Cascais, num contexto de defesa da Barra do Tejo e da capital do reino levaram D. João II (r. 1481–1495), a ordenar a edificação da Torre de Santo António (também denominada Torre de Cascais). Concluída já no reinado de D. Manuel I (r. 1495–1521), a fortificação apresentava uma solução transitória entre o castelo medieval e a fortaleza marítima. Uma ampla esplanada voltada para a baía conferia-lhe simultaneamente funções de vigia para protecção das trocas comerciais e de marcação cenográfica do poder real e da jurisdição nacional. No seu interior, a Torre integrava um anexo para armazém e guarnições, uma capela – destruída no terramoto de 1755 –, duas cisternas (a principal sob a torre e muralha) e uma muralha exterior sobranceira ao mar. Apesar de já não ser possível encontrar estas estruturas na sua forma original devido ao abaluartamento da própria Torre, um olhar mais atento, e a informação obtida nas várias intervenções arqueológicas ali realizadas no final do século XX, permitem ainda hoje descobrir as marcas da primitiva estrutura militar. Desajustada das tácticas mais recentes e mal apetrechada de homens e de armas, a Torre de Cascais revelou-se muito vulnerável aquando da investida do exército espanhol, comandado pelo Duque de Alba, em 1580, constituindo um obstáculo de fácil transposição no caminho para a conquista de Lisboa. Depois de assumir o trono, Filipe I (r. 1581-1598) ordenou de imediato a reformulação da vulnerável fortificação, no que viria a tornar-se a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz. Ao contrário da anterior torre dotada de esplanada, a nova obra privilegiou uma planta triangular de relativo baixo custo, com dois vértices voltados para o mar, fosso circundante e acesso exclusivo por ponte levadiça. A estrutura envolveu a velha torre tardo-medieval, com três baluartes compostos por compartimentos abobadados providos de canhoeiras e poderosa construção exterior, com aparelho de grande dimensão e almofadado, disposto em rigorosas fiadas horizontais.

Cidadela de Cascais

Grutas Artificiais de Alapraia

A necrópole de Alapraia enquadra-se num conjunto de vestígios arqueológicos pré-históricos, tendo surgido de um novo conceito aplicado na época a este tipo de monumento: o de escavar em vez de construir. Uma das primeiras referências a esta necrópole, data de 1889, quando Francisco Paula e Oliveira refere o estado de degradação em que se encontrava a Gruta I, que na altura já estava desprovida de qualquer espólio e servia como pocilga. Numa pesquisa efectuada em Setembro de 1932, por Afonso do Paço e pelo Padre Eugénio Jalhay, foi detectada a Gruta II, alvo de escavações nos anos seguintes. Concluídas as escavações na Gruta II, de imediato se procedeu ao início dos estudos da Gruta III, já identificada em 1934, por um habitante da zona, que se encontrava também já sem espólio, à excepção de um pequeno sector no corredor da câmara funerária. Como resultado destas importantes pesquisas arqueológicas que tiveram grande eco a nível internacional, em 1942, foi inaugurada, pelo então Chefe do Estado, uma sala de arqueologia no piso térreo do Museu dos Condes de Castro Guimarães, invocando o nome dos arqueólogos já citados. De entre os objectos expostos, destacam-se as sandálias votivas, em calcário, e diversos exemplares de cerâmica campaniforme, de uma magnífica riqueza decorativa. A sala foi enriquecida com os espólios resultantes das escavações arqueológicas do povoado pré-histórico do Estoril, das grutas artificiais de S. Pedro do Estoril, do povoado pré-histórico de Parede e ainda do espólio proveniente da Gruta IV de Alapraia

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Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção

Situada na proximidade do Forte da Cidadela e do antigo Convento de Nossa Senhora da Piedade, a matriz de Cascais, sob a invocação de Nossa Senhora da Assunção, é muito antiga. A gravura de Brau, datada de 1572, tem assinalada já uma igreja no local. Há conhecimento de o culto ter passado, em 1671, para a capela do Socorro - antecedente da actual Igreja dos Navegantes – por motivo de uma campanha de obras de restauro e beneficiação geral. Em 21 de Dezembro de 1681 é reaberta ao culto. O terramoto de 1755 provocou bastantes estragos na igreja principalmente na zona da fachada e do coro-alto, impedindo o seu funcionamento normal. O culto passou a ter lugar na pequena capela de Nossa Senhora da Nazaré – da antiga Casa dos Falcões. Tendo sido destruída também a igreja da Ressurreição de Cristo, situada à entrada da vila, passa a existir uma única freguesia englobando as duas anteriormente existentes, tendo a paroquial aglutinado os dois nomes – Paróquia de Nossa Senhora da Assunção e Ressurreição.

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Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes

Antiga igreja dos Homens do Mar, tem a sua origem numa primitiva ermida existente no local já no século XVI, consagrada a Nossa Senhora do Socorro. Em 1587 o Hospital dos pescadores é anexado à Santa Casa da Misericórdia, ficando os mareantes apenas com a sua confraria de Nossa Senhora do Socorro. Em meados do século XVII a Capela constitui sede de freguesia por motivo de uma campanha de obras na igreja paroquial da Assunção. Em 1720 (c.) a Irmandade dos Marítimos de Cascais manda edificar a igreja muito provavelmente no local onde já existia a ermida do século XVI, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres e S. Pedro Gonçalves, com traça possivelmente do Pe João Tinoco, Resistente ao terramoto, a chamada “Igrejinha dos homens marítimos” mantinha em 1873 a invocação de São Pedro Gonçalves. A 9 de Agosto de 1942 são finalmente inauguradas as torres da igreja, custeadas por esmolas em dinheiro e materiais, voltando a efectuar-se a grande procissão, tradição secular interrompida possivelmente em 1834.

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Oeiras

Seja por mar ou por terra, quem chega a Oeiras descobre um concelho que reúne condições de qualidade a nível ambiental, cultural, turístico e empresarial, que agradam a quem visita e dão qualidade de vida a quem reside. XXXXXXXXXXXXXXXXXX O concelho de Oeiras encontra-se integrado na Área Metropolitana de Lisboa, a poente da Capital, Lisboa, e tem o Rio Tejo como fronteira natural a sul. Nos seus 46 Km2, Oeiras oferece ambiente. A par das inúmeras praias, que se estendem ao longo de 10 Km de orla marítima, os caminhantes podem também usufruir de um passeio marítimo, com 3 Km, durante todo o ano.

Igreja Matriz de Oeiras

A Igreja matriz, dedicada à Nossa Sra. da Purificação, começou a ser construída em 1702, tendo sido inaugurada em 1744. A ideia de se proceder à construção de um templo suficientemente espaçoso para as necessidades da freguesia foi nascendo e surgindo ao longo dos tempos, embora se tornasse difícil de executar, tendo em conta a enorme despesa que acarretava. Mas a pequenez da antiga igreja paroquial era, de facto, manifesta. A construção da actual capela-mor, com o fecho de abóbada, foi terminada em Agosto de 1704. O responsável pelo projecto arquitectónico foi o célebre arquitecto régio João Antunes, nesta fase já no final da sua carreira. O superintendente que finalizou as obras foi D. António Rebelo de Andrade, homem de cultura muito apurada, que personifica o mecenas da época barroca. No entanto, e à data da sagração desta obra, embora a igreja estivesse totalmente edificada faltava a colocação das pinturas. O interior da Igreja Matriz de Oeiras possui elementos que se destacam pela sua grande beleza. É o caso da pia baptismal, obra do mestre Matias Duarte, com o pé de pedra bastarda e o corpo de pedra lioz. O lavatório da sacristia é outro dos elementos a destacar. Obra do mestre anterior, apresenta uma conjugação muito feliz de pedra lioz (branca) e de pedra vermelha (mármore avermelhado), tratando-se de um conjunto de rara perfeição e beleza, salientando-se também os púlpitos, de perfeição e rendilhados impressionantes. Convém também dar uma especial atenção às pinturas que ornamentam a igreja matriz. No altar-mor existem quatro grandes pinturas realizadas por Miguel António do Amaral. Uma delas representa a Última Ceia, outra, uma cena da Vida de Jesus e outra representa Madalena. Por cima dos altares da igreja, salientam-se dez pinturas com momentos marcantes da Vida da Virgem. Tratam-se de temas escolhidos por António Rebelo de Andrade, assim como os oito painéis que também decoram estes altares. No alto, por cima do arco cruzeiro, salienta-se a pintura central alusiva à padroeira da Igreja – Nossa Sra. da Purificação, pertencente à oficina de Jerónimo da Silva de Lisboa. A Igreja possui ainda um belo órgão. XXXXXXXXXXXXXXXXXX

Convento da Cartuxa, Caxias

O antigo convento da Cartuxa é, a par com o de Évora, um dos dois únicos conventos cartuxos portugueses. O edifício está inserido num conjunto construído numa propriedade de características agrícolas que engloba o núcleo mais antigo, composto pela igreja e dependências e todos os edifícios levantados no século XX para instalar o reformatório, que se estendem por uma encosta suave. Este convento foi fundão no século XVII, em terrenos doados por D. Simoa Godinho. O pequeno claustro, com três arcos em cada ala, foi mandado construir pelo Cardeal D. Luís de Sousa nos finais do século XVII. O primitivo templo terá sido destruído na sequência de um projecto de ampliação do convento em 1736. A igreja, de ampla fachada de calcário, é encimada por uma imagem da Virgem com o Menino e foi construída no século XVIII. Desde 1903 que o convento alberga as instalações do Instituto Padre António de Oliveira. Pela sua excelente acústica, este espaço tem albergado com regularidade concertos da Orquestra Metropolitana de Lisboa

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Capela Nossa Senhora de Porto Salvo

A sua fundação, sabe-se que o templo primitivo era bastante antigo, mas “não remontando além do século XVI” ignorando-se no entanto, a data exacta da sua edificação. A tradição oral, conta, que na sua origem esteve uma promessa de mareantes da carreira da Índia que, durante a viagem de regresso, se viram em grande perigo e prometeram a Nossa Sra., que se chegassem sãos e salvos a Portugal, lhe dedicariam como memória, uma ermida, sob o título de “Porto Salvo”, no primeiro lugar alto que avistassem à sua entrada. A actual Ermida foi erguida nas ruínas do edifício original, mandada remodelar e ampliar pelo Capitão Manuel Carvalho, em 1670, tendo sido concluída em finais do século XVII. Esta pequena Capela segue a linha arquitectónica tradicional das capelinhas rurais portuguesas. No seu interior, encontramos uma planta de estrutura simples de apenas uma nave e uma capela-mor com abóbada. Surpreende-nos pelo seu ambiente tipicamente Barroco, totalmente revestida de painéis azulados do século XVIII.

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Casa da Pesca

A Casa da Pesca, integrada na chamada Quinta de Cima ou Quinta Grande, forma uma estrutura axial com a adega e outras construções do Palácio do Marquês, organizando-se perpendicularmente a este e à ribeira. Este recinto deve o seu nome aos painéis de azulejo com motivos da faina da pesca, que cobrem as paredes de uma sala quadrada , bem como à decoração de estuques, também subordinada ao tema da pesca que se processava no enorme tanque que se encontra do lado direito da casa. No centro do jardim que precede o conjunto da Casa da Pesca existe um lago com a forma dos quatro crescentes que constituem as armas dos Carvalhos, apresentando uma estrela de oito pontas ao centro. Neste jardim surge uma escadaria com muros cobertos de azulejos pombalinos de padrão. No terraço superior encontra-se um enorme recinto semicircular, grandes escadarias, uma imensa cascata e um tanque. O conjunto da Casa da Pesca distingue-se acima de tudo pelas suas obras ornamentais, das quais se destacam a bica ou tanque com os seus dois tritões esculpidos e os grandes painéis de azulejos que sobressaem em todo este conjunto. Um dos pontos culminantes de todo este conjunto é a Cascata do Taveira, dedicada ao culto da água com um fundo em rocha. A água descia até um lago diante dos dois pilares que aí se encontram. Em frente da Casa da Pesca e no lado oposto da ribeira encontra-se a Fonte do Ouro. Junto à mesma existe uma casa construída pelo 1º Marquês de Pombal, para a criação dos bichos-da-seda. Um pouco mais acima ergue-se um grande pombal octogonal. Outros dos locais a salientar é a Casa da Manteiga, a antiga vacaria, onde se produzia o leite e a manteiga e onde actualmente se produz o famoso Vinho de Carcavelos.

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Quinta do Torneiro

Esta Quinta está situada numa zona com marcas de ruralidade. Também chamada Quinta dos Anjos, é dos exemplos mais importantes das quintas de recreio oeirenses com referências desde o século XVIII. O conjunto é composto por uma casa, jardins de buxo e uma propriedade agrícola circundante. Na fachada, salienta-se a capela dedicada a Nossa Sra. dos Anjos com o respectivo portal e o campanário. Os azulejos datam de 1718 e representam os temas relacionados com a Natividade e a Anunciação. A decoração da capela foi terminada entre 1760 e 1770. No interior da casa destacam-se alguns tectos em masseira e painéis de azulejos datados do século XVIII que representam cenas burlescas, pastoris, marítimas e de caça, onde se salientam os painéis da sala de jantar, uma das mais bem conseguidas obras do neoclássico português, produzidos pela Fábrica do Rato.

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Palácio dos Arcos

Situado no núcleo antido de Paço de Arcos, este palácio foi construído em finais do século XV e foi reedificado mais tarde no século XVIII. Em 1698; D. Teresa Eufrásia de Meneses cria o moprgadio de Paço de Arcos que lega a D. Jorge Henriques, Senhor das Alcáçovas. O palácio pertenceu também à família Lencastre, sendo que na varanda existe um brasão de armas de Henriques e Lencastres. Da sua estrutura primitiva, o edifício conserva os dois torreões unidos por uma varanda que assenta em arcos. Possui ainda uma capela com um altar barroco dedicado a Nossa Sra. do Rosário. Existe uma lenda relacionada com a presença de D. Manuel neste palácio, que da varanda avistava a partida das naus para a campanha das Índias.

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Palácio Ribamar

Edifício de dois pisos de linhas austeras. Foi construído no século XVIII pelo conde de Vimioso, D. Francisco Paula Portugal, em terrenos do Convento S. José de Ribamar. O Palácio teve vários proprietários. Entre 1920 e 1928 foi utilizado como casino. Mais tarde as suas instalações albergaram uma escola secundária. Em 1962 o imóvel foi adquirido pela CMO, recuperado e adaptado a outras funções, nomeadamente, biblioteca municipal, galeria, posto de atendimento municipal e Centro de Dança

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Fábrica da Pólvora de Barcarena

Em 1988 encerra a sua actividade uma das mais antigas unidades de produção de pólvora negra do nosso País – a Fábrica da Pólvora de Barcarena. Uma extensa propriedade localizada no vale de Barcarena, com mais de 40 hectares, dá testemunho do ofício da pólvora negra num período que abarca cerca de 400 anos. Estruturas e equipamentos de inegável valor do domínio do património industrial ficaram sujeitos à degradação e ao abandono, em situação semelhante à de tantas outras unidades fabris que, chegadas a um ponto de ruptura, se viram obrigadas a pôr termo à sua actividade. Com o intuito de se preservar e perpetuar a memória do trabalho deste complexo fabril, a Câmara Municipal de Oeiras tomou a iniciativa de o adquirir à INDEP (Industrias de Defesa EP), e m 1994, para, após os primeiros trabalhos de recuperação o transformar num espaço especialmente vocacionado para o lazer e fruição cultural. Para tal, foi necessário reanimar os velhos edifícios que se dispersam pelo vale, sem esquecer contudo, a importância do seu passado. A ocupação deste vale para fins produtivos remonta aos finais do período quatrocentista quando foi necessário armar as naus das descobertas – Barcarena, terra afastada dos centros populacionais mas perto da capital e com abundância de água, foi o local escolhido para o acolhimento duma primitiva oficina para o fabrico de armas, instituída em 1487 por D. João II – as Ferrarias d’ El Rei – e é comum atribuir-se ao reinado de D. Manuel a engenhos de pilões para o fabrico da pólvora. No entanto, quanto ao fabrico de pólvora negra, no período indicado, a verificar-se, tratar-se-ia, certamente de uma pequena estrutura. A Fábrica da Pólvora que hoje identificamos deve-se à figura do Marquês de Alenquer – D. Diogo da Silva e Mendonça, Vice-Rei de Portugal entre 1617 e 1621, que terá encarregado o engenheiro-mor do reino, Leonardo Turriano, a projectar e a edificar uma casa onde foram instalados os primeiros moinhos para o fabrico de pólvora negra, cerca de 1618/19, que inauguraram com o revolucionário sistema de galgas. No entanto, nos últimos anos a degradação dos equipamentos, a grande explosão de 1972, que paralisou completamente o fabrico da pólvora negra, e a quebra da produção, tornaram insustentável esta enorme unidade industrial, que empregou gerações de famílias e condicionou a freguesia de Barcarena. A Fábrica da Pólvora de Barcarena terá constituído durante séculos um espaço aglutinador de população e a sua importância foi vital para o desenvolvimento socio-económico desta localidade, assim como o seu funcionamento também foi imprescindível em momentos da História de Portugal, particularmente quando se tornava urgente a necessidade da sua produção, de acordo com os objectivos nacionais.

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Museu da Pólvora Negra – Fábrica da Pólvora de Barcarena

Integrado no complexo da Fábrica da Pólvora de Barcarena, o Museu da Pólvora Negra ilustra a história daquela instituição, ao mesmo tempo que documenta os processos de fabrico da pólvora negra, a par da evolução das fontes de energia, então utilizadas. Na primeira sala está instalada a recepção e faz-se uma introdução temática sobre o que é a pólvora, a sua origem, difusão e utilização. O segundo compartimento trata do uso da pólvora em Portugal até ao século XVIII, com especial destaque para a situação em Barcarena e ainda da importância das Ferrarias d`el Rei, que ali se instalaram desde o reinado de D. João II. A terceira sala é dedicada à Real Fábrica da Pólvora de Barcarena, inaugurada por António Cremer em 1729. Nela está uma das principais peças desde museu: a recuperação de um engenho de galgas para o encasque da pólvora. A quarta sala é dedicada à actividade da Fábrica nos séculos XIX e XX. Passando pela evolução tecnológica a par do recurso a novas fontes de energia, abrangendo aspectos sociais e económicos mais recentes

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Exposição do Povoado Pré-Histórico de Leceia

Leceia é hoje uma das mais importantes estações arqueológicas do país. Nela estão representados os mais diversos períodos, desde o Neolítico Final da Estremadura, até ao Calcolítico Final. Através da grande maqueta que aqui se encontra, dos objectos expostos e dos textos explicativos é possível acompanhar o quotidiano deste povoado, conhecer as suas actividades económicas e as suas trocas comerciais, apreciar os artefactos de pedra lascada ou polida e os materiais em osso ou cerâmica, ou descobrir o culto da fertilidade, os amuletos e os adornos, as casa e os vários materiais de construção. Esta exposição acompanha também a ascensão e queda do povoado de Leceia. É esta a história de mais de 1000 anos que esta exposição tenta contar, numa sala agradável, melhorada pelo magnífico cenário dos Jardins da Fábrica da Pólvora

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Aquário Vasco da Gama

O Aquário Vasco da Gama constitui a par do Jardim Zoológico de Lisboa, um expoente dos denominados museus vivos do país. Constituído por 4 grandes núcleos, desde a colecção oceanográfica de D. Carlos I, passando pela Sala dos Tubarões, pela sala de malacologia das costas portuguesas e por último pela sala das aves, mamíferos marinhos e mostra de conchas exóticas, este museu possui também um agradável jardim. Actualmente, Aquário e Museu completam-se na importante tarefa de divulgar a vida aquática. Para além de exemplares comuns, o visitante pode observar animais cuja manutenção em cativeiro é difícil, ou mesmo impossível, como por exemplo animais de grande porte ou de zonas profundas, ou mesmo espécies raras. No Aquário, a exposição de seres vivos oferece uma imagem real e dinâmica do verdadeiro mundo subaquático

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Clube Português de Automóveis Antigos

O aparecimento do automóvel nos finais do século passado teve uma importância fundamental na vida do homem do século XX, influenciando decisivamente o percurso da história. Este espaço ilustra-nos a história e evolução do automóvel, possuindo sempre exposições temporárias relacionadas com vários aspectos do automóvel antigo.

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Serra de Carnaxide

O relevo de Oeiras caracteriza-se pelas suas baixas altitudes, sendo a Serra de Carnaxide, com 215 metros, o ponto mais alto do concelho. Constitui, por isso, a área mais importante em termos geomorfológicos. A área da Serra de Carnaxide (cerca de 15 hectares) e a sua envolvente guardam também vestígios arqueológicos desde a pré-história e cujas populações procuravam aqui um refugio seguro e terras férteis para cultivar. Aqui foi construído, no século XVIII, o aqueduto subterrâneo de Carnaxide, por ordem de D. José I. Conduzia, debaixo de terra, numa extensão de 1km, a água da nascente da serra até à zona antiga de Carnaxide

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Forte de São Julião da Barra

Construído em local estratégico que domina a entrada da Barra, São Julião é uma das mais importantes construções militares do país. Embora não seja possível precisar a época em que se iniciaram as obras da Fortaleza de S. Julião, as opiniões dividem-se entre os anos de 1553 e 1556, sendo a paternidade da traça atribuída a Miguel de Arruda, um dos mais famosos arquitectos da época. Na sua construção participaram os mais conhecidos militares e engenheiros ao serviço do reino, como Leonardo Turriano ou Capitão Fratino. Partindo de um núcleo de reduzidas dimensões, esta fortificação foi-se modificando, ampliando e adaptando às novas exigências que foram surgindo ao longo dos anos. Assim como outras fortificações, também São Julião da Barra serviu de prisão militar e política. Foi célebre o caso do General Gomes Freire de Andrade, que esteve detido em São Julião da Barra e foi executado no terreno anexo à fortificação. A 22 de Agosto de 1951 perde a sua função militar para assumir a passagem a novas funções de estado e de recepção de eventos políticos. Aqui, além de outros, estiveram instalados, em 1951 o General Eisenhower e no ano seguinte o Marechal Montgomery. Hoje em dia é residência oficial do Ministro da Defesa. São de salientar as esplanadas, as casamatas em abóbada e a cisterna

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Forte de Catalazete

Pequeno forte construído em 1762 também chamado Forte Novo das Mercês. Estava artilhado com 9 bocas de fogo e ocupado por particulares. A 20 de Agosto foi entregue à Mocidade Portuguesa, tendo sido nele instalada uma Colónia de Férias. Em 1977 passou a ser propriedade passou a ser propriedade da Associação Portuguesa da Juventude, funcionando hoje em dia como Pousada da Juventude

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Forte de São João das Maias

Pequeno forte construído após a Restauração no reinado de D. João IV. A sua posição estratégica tornou esta fortificação mais importante pelo seu poder de fogo, a seguir à Fortaleza de São Julião da Barra e ao Forte de São Pedro de Paço de Arcos. A porta de entrada possui as armas reais e uma inscrição alusiva à sua construção (1644). A pequena capela ainda mantém um silhar de azulejos do século XVIII. Em 1837 esta fortificação dispunha de 17 bocas de fogo, mas passado pouco tempo foi desartilhada. Em 1940, alguns dos terrenos pertencentes ao forte foram cedidos para construção da Avenida Marginal. Em 1976 este Forte foi entregue aos Serviços Sociais das Forças Armadas para colónia de férias

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Forte/Farol do Bugio

Forte isolado, ergue-se a Sudoeste de São Julião da Barra, sobre uma restinga de areia denominada Cabeça Seca que se cobre na praia-mar, à entrada da barra do Tejo e em frente a Santo Amaro. Pela sua forma original e pela sua localização estratégica, constitui um marco na paisagem oeirense. A sua construção teve início no século XVI sob a direcção de Frei João Vicêncio Casale e nela participaram, entre outros, Leonardo Turriano e Mateus do Couto. Formado por torre circular, com alçado de 2 pisos separados por moldura e rasgado por poucas aberturas, possui uma muralha também circular, mais baixa. Integra uma capela com retábulo-mor em embrechados de mármore e paredes e tectos forrados a madeira. Ao centro da praça de armas ergue-se o farol, ligado à bateria alta por três estruturas de cantaria, sobre arco e com varandim de ferro.

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