Dezembro 2016 - Nº 110 - I Série - Braga e Viana do Castelo - Inscrito no ERC sob o nº 125290  
Braga e Viana do Castelo
 

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Ruilhe

António Araújo

 

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação política atual?

P.J.- Melhor que com o governo anterior, pelo menos para o bolso dos Portugueses;

J.A.-Que pensa sobre as novas medidas anunciadas por este governo em exercício?

P.J.- Necessárias para equilíbrio financeiro;

J.A.- Sendo essa região uma das mais fustigadas pelos incêndios, quais as medidas a adoptar, de futuro, para minimizar tais calamidades?

P.J.- Acima de tudo, prevenção. Limpeza de matas e maior vigilância;

J.A- Quais os auxílios (por parte do governo) que tem recebidos para ajudar a colmatar os efeitos causados, tanto a nível da autarquia como nível de particulares?

P.J.- Felizmente, não tivemos junto de nós esta calamidade;

J.A.- Em seu entender acha que as forças militarizadas deveriam estar preparadas para ocorrerem a estas situações?

P.J.- Sem dúvida que sim, que estão eles a fazer nos quartéis? A Força Aérea para que os pilotos tenham horas de voo, devem voar, ao mesmo tempo apagam fogos;

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando essa freguesia inserida num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.J.- Nós também não temos muitas pessoas desempregadas, as que estão e, necessitam de ajuda, são encaminhadas e apoiadas pelas instituições existentes entre nós;

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J.- Um drama, naturalmente que causa desgraça nas famílias e, às vezes trauma que nunca mais são ultrapassados, principalmente nas crianças, quando existem;

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?

P.J.- Efeito do que é visto na televisão que a juventude pretende imitar;

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.J.- Quando estudam, as perspectivas são as melhores, no entanto, na hora de entrar no mercado de trabalho, não existem propostas internas, mas sim no exterior, não olham para trás. Prejuízo para os contribuintes Portugueses que contribuíram na formação que outros Países aproveitam;

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.J.- O melhor que podemos e sabemos. Criamos um Espaço, denominado pelos idosos de "Espaço viver Melhor na 3ª Idade" que funciona às Quartas-Feiras das 14.30 às 17.00 horas onde existe convívio, reciclagem de materiais na execução de objectos e, visitas várias ao longo do ano;

J.A.-Pedimos que nos faça uma síntese da sua freguesia

P.J.- Freguesia de solidariedade, esta solidariedade começou a existir quando o revº Padre David de Oliveira Martins fundou o Centro Social onde recebia jovens órfãos e recebe ainda hoje, jovens desamparados e abandonados. À cerca de 20 anos a instituição fundou um lar para 50 camas e centro de dia. Também existe nesta Freguesia um Externato, Externato Infante D. Henrique que até ao ano lectivo de 2015/2016, tinha alunos desde o 5º ao 12º ano de escolaridade, com cerca de 1.600 alunos, uma escola com contrato de Associação que o está a perder porque o governo assim quer, a escola com ensino secundário dista desta Freguesia, cerca de 10 Km, que com tantos perigos pelo caminho, vai ser uma desgraça para as crianças desta e outras freguesias que frequentam esta escola. Freguesia bem servida de transportes, Caminho de Ferro e transportes Urbanos, Ruas em perfeitas condições de trânsito. Freguesia no meu entender, maravilhosa de realçar que, nesta Freguesia e pelo 2º ano consecutivo, se faz um festival de música denominado não tenHo medo do campo, que é organizado pela Associação juvenil "Rodellus";

J.A.-Qual o maior problema com que a sua freguesia se debate?

P.J.- Naturalmente, o problema do Externato Infante D.Henrique, que além da problemática para com os alunos, será o desemprego de funcionários e Professores;

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.J.- Não direi problemas, mas neste momento a intervenção necessária, será ao nível de equipamento desportivo que está a ser projetado;

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?

P.J.- Com a reactivação da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Ruílhe e prestes a fazer um aninho, a Associação Juvenil "Rodellus", em que a juventude está a mostrar o seu valor, vejo o futuro desta Freguesia assegurado;

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.J.- Estável, não temos rendimentos de imóveis, mas gerimos as transferências do Município e Fundo de equilíbrio Financeiro com rigor, o que nos faz estar sem dificuldades;

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J.- Muito apoio, Transferência de competências apoio técnico etc;

J.A.-Que tipo de envolvimento a população tem com a autarquia?

P.J.- Sempre que exista uma atividade na Freguesia, as pessoas estão presentes, de uma forma geral, confiam nos seus eleitos;

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J.- A cumprir o meu último mandato, foi um prazer servir os Ruílhenses, podem contar sempre com a minha colaboração e experiência em tudo que esteja ao meu alcance;

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J.- No inicio da minha vida autárquica, já lá vão 31 anos, foi muito complicado mesmo sendo eu Secretário, filhos pequenos, hoje com 62 anos, reformado, já é um hábito, filhos crescidos, mesmo assim, é maior a dedicação à causa autárquica do que à própria família que está quase sempre em segundo plano, deixo a minha vida e a da própria família em função da autarquia;

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J.- Parabéns pela divulgação da vida de todas as autarquias do País, que a não ser feita por vocês, esta atividade passava inteiramente despercebida da maior parte da população Portuguesa.

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