Julho 2016 - Nº 105 - I Série - Aveiro e Viseu - Inscrito no ERC sob o nº 125290  
Aveiro e Viseu
 

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Fermentelos

Carlos Manuel da Silva Nolasco

   

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação política atual?

P.J.-A minha opinião sobre a situação política é de que os governantes devem pensar detidamente sobre o que é melhor para Portugal e os portugueses. Governar a pensar no poder, nãom é a solução. Devem esquecer as políticas partidárias e tomar decisões que levem ao desenvolvimento e bem-estar dos portugueses.

J.A.-Que pensa sobre as novas medidas anunciadas por este governo em exercício?

P.J.-Não sei se as novas medidas anunciadas por este governo, darão o efeito anunciado. Tenho sérias dúvidas que isso aconteça, mas desejo que tragam os benefícios anunciados.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando essa freguesia inserida num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.J.-A freguesia de Fermentelos não tem sofrido muito com a situação de desemprego. Há algumas situações pontuais, mas, por enquanto, não é nada muito grave.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J.-Sobre a violência doméstica, penso que a falta de educação e cultura é que nos tem levado a estas situações. Desde os bancos do ensino, que se tem vindo a esquecer dos princípios de respeito pela família e pela sociedade. Penso que essa falta de princípios é que nos tem levado a assistir a um aumento da violência doméstica.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.J.-A emigração sempre existiu em Portugal. Antes era mais acentuada em pessoas com menos preparação, mas agora, porque a situação e conjuntura mundial se alterou, é natural que jovens, mais credenciados também busquem noutros países outras oportunidades que em Portugal não são tão fáceis de conseguir.

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a aceitação de refugiados?

P.J.-A aceitação de refugiados devemos todos colaborar para que se sintam bem na nossa sociedade. No entanto, devem estes refugiados aceitar a nossa cultura e não tentarem que sejamos nós a aceitar a deles.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.J.-Sobre o apoio aos mais idosos e carenciados, através de uma IPSS e da Cáritas, vamos dando o apoio que nos é possível.

J.A.-Pedimos que nos faça uma síntese da sua freguesia.

P.J.-Sobre a síntese sobre a nossa freguesia, direi que é uma freguesia onde existem problemas, mas não tão acentuados como noutros pontos do nosso país. Não existe muito desemprego e vamos tendo sempre oportunidades de trabalho e desenvolvimento.

J.A.-Qual o maior problema com que a sua freguesia se debate?

P.J.- A situação mais problemática está no degradado estado das ruas.

  • Em termos de equipamentos estamos minimamente bem atendidos, com banco, caixas de ATM

  • No ensino escolar desde jardim até ao 3º ciclo.

  • Com farmácia e outros serviços essenciais para a população.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?

P.J.-As perspectivas para o futuro da nossa freguesia são as de se continuar o desenvolvimento para que os habitantes de Fermentelos se sintam bem na nossa terra.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.J.-A nossa situação económica é positiva, pois sabemos gerir os poucos recursos que estão ao nosso alcance, sempre procurando atender os problemas que se nos apresentam e ao mesmo tempo fazendo as obras que nos parecem mais necessárias e importantes para todos.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J.-A Câmara vai dando o apoio possível, no entanto parece-nos que é sempre pouco, pois entendemos que a autarquia devia fazer mais obras que são da sua responsabilidade e apoiar a junta pois os nossos meios são sempre muito escassos.

J.A.-Que tipo de envolvimento a população tem com a autarquia?

P.J.-A população colabora com a autarquia, assim como nós colaboramos com a população, pois estamos sempre atentos a situações de precaridade e através das Associações e Instituições às quais damos apoio que se traduzem nesse envolvimento com a população.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J.-A mensagem que deixo à população de Fermentelos é a de esperança no futuro a de sabermos que quanto melhores formos, melhor será a nossa terra.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J.-Trabalho e dedico-me à minha terra, procuro sempre fazer o melhor que posso e sei pelos meus conterrâneos, mas dou a atenção devida à minha família, pois posso dedicar-me a tempo inteiro ao serviço da autarquia, embora não seja remunerado para isso. Faço-o, porque gosto da minha terra e entendo que devo contribuir para o desenvolvimento e engrandecimento da minha freguesia.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J.-A mensagem para o Jornal das Autarquias é a de agradecer o trabalho que vêm a fazer na divulgação sobretudo das freguesias, que continuem nesse propósito e desejar as maiores felicidades e êxitos no vosso trabalho.

©2007-2017 Jornal das Autarquias Desenvolvido por Webdevice