Julho 2016 - Nº 105 - I Série - Aveiro e Viseu - Inscrito no ERC sob o nº 125290  
Aveiro e Viseu
 

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Casal Comba

Manuel Lindo Cardoso

 

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação política atual?

P.J.-A situação politica atual reflete as dificuldades da nossa integração europeia, país periférico com necessidade politica descentralizadas, ajustadas à nossa realidade social e económica, e não intervenções direcionadas a partir de um “diretório” central que ultrapassa as competências inerentes ao governo nacional.

J.A.-Que pensa sobre as novas medidas anunciadas por este governo em exercício?

P.J.-Parece-nos que são medidas mais equilibradas, que colocam o enfoque nas pessoas, o mercado como ferramenta de desenvolvimento e não como objetivo principal.

As políticas vem função das pessoas.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando essa freguesia inserida num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.J.-A autarquia tem-se deparado com muitas situações de carência e tem realizado várias intervenções a esse nível, nomeadamente ao nível das condições básicas como alimentação e saúde e melhoria das condições habitacionais. Por outro lado, os serviços administrativos tem promovido aconselhamento no sentido de estabelecer contacto com os serviços de emprego, empresas por forma a ajudar as pessoas com essas dificuldades.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J.-A violência doméstica infelizmente existe, decorre de famílias não estruturadas em que a pobreza, o desemprego, o álcool originam essas situações desviantes, pelo que o estado deve ter um papel ativo na identificação e resolução dessas situações.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.J.-Na nossa opinião, essa mais que a “Troika, será a nossa fatura mais pesada. Lamentamos que alguns responsáveis políticos a tenham promovido. A força de um país, da sua economia reside na sua força laboral, sobretudo jovem.

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a aceitação de refugiados?

P.J.-Concordamos e temos esse dever ético, no entanto as pessoas devem ser integradas para não constituírem mais um encargo para o país acolhedor.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.J.-Promovemos todos os tipos de apoios, tais como preparação documental, informações diversas, e muitos outros assuntos do domínio fiscal, laboral, saúde e educação.

J.A.-Pedimos que nos faça uma síntese da sua freguesia.

P.J.-Constitui a segunda maior Freguesia em termos de área e a terceira ao nível populacional. A nossa região é de cariz predominantemente agrícola, embora os mais jovens se dediquem a atividades do setor secundário e terciário.

J.A.-Qual o maior problema com que a sua freguesia se debate?

P.J.-Algumas carências de famílias pobres, situações devidamente identificadas e acompanhadas.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.J.-As situações anteriormente identificadas.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?

P.J.-A nossa Freguesia goza de uma localização geográfica privilegiada, por isso pensamos que existem condições que sustentem as diversas formas de desenvolvimento.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.J.-A autarquia apresenta uma situação equilibrada em termos financeiros.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J.-A Câmara estabelece parcerias e contratos inter-administrativos em função das situações identificadas.

J.A.-Que tipo de envolvimento a população tem com a autarquia?

P.J.-A População recorre com muita frequência aos diversos serviços desta Junta de Freguesia.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J.-A Junta de Freguesia sempre agiu em função das pessoas, mas esperamos que as mesmas continuem a escolher a nossa terra para viver e intervir no sentido de desenvolvimento.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J.-Tendo uma perspetiva politica positiva ao nível da intervenção, e não de oportunismo pontual, essa questão não se coloca.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J.-Esperamos que no futuro continuem a estabelecer este feed-back com as autarquias, por forma a inteirarem-se da realidade vocal do nosso país.

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