Julho 2016 - Nº 105 - I Série - Aveiro e Viseu - Inscrito no ERC sob o nº 125290  
Aveiro e Viseu
 

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Canelas e Espiunca

Joaquim Alves da Cunha Moreira

 

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação política atual?

P.J.-A situação política atual está longe de ser consolidada, esperamos no entanto que traga melhorias ao país.

J.A.-Que pensa sobre as novas medidas anunciadas por este governo em exercício?

P.J.-Algumas são positivas, outras negativas, porque criam desigualdade entre o setor público e o setor privado.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando essa freguesia inserida num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.J.-A autarquia vai tentando informar as pessoas das possibilidades de emprego que aparecem, cativando sempre possíveis investidores neste local.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J.-A violência doméstica é um drama com o sentido de posse que muitos julgam ter sobre os outros... Infelizmente é um dos problemas da sociedade que não tem fim à vista.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.J.-A falta de oportunidades no nosso país associado ao mundo global que nos rodeia faz com que os jovens emigrem. É com trizteza que os vemos partir depois de passarem por um processo de formação em Portugal.

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a aceitação de refugiados?

P.J.-É um processo complexo que deve de encarado com complexo e que deve ser executado e supervisionado pelas entidades para impedir problema como a excluão social e a dificuldade em arranjar emprego e se adaptar à nossa cultura.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.J.-A autarquia comparticipou financeiramente para a construção de um lar/centro de dia que será inaugurado brevemente.

J.A.-Pedimos que nos faça uma síntese da sua freguesia.

P.J.-Somos uma pequena população de 1200 habitantes e vivemos numa zona de cerca de 36 KM2 de área. Tivemos pontencial mineiro pela alura da 2º Guerra que se transformou agora num potencial turístico que atrai todas as semanas milhares de pessoas à nossa freguesia quer pelas praias, pelos fósseis gigante e pelos Passadiços do paiva que estão totalmante integrados na nossa freguesia. Temos um nível de vida aceitável com gente qualificada.

J.A.-Qual o maior problema com que a sua freguesia se debate?

P.J.-Os maiores problemas são: a deficiência das vias de comunicação de da grande falta de emprego para fixar população.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.J.-Os problemas são sempre muitos mas a criação de emprego para jovens é necessário para evitar a sua emigração

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?

P.J.-Esta Freguesia é e será sem dúvida uma freguesia vocacionada para o turis que deve ser bem aproveitado no sentido de criar postos de trabalho.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.J.-As Freguesias são a parente pobre da política mas são as maiores cumpridoras como é o nosso caso.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J.-As freguesias só por si pouco fariam. Recebemos uma verba da CM para a conservação de caminhos públicos vicinais entre outros apoios pontuais que vão surgindo.

J.A.-Que tipo de envolvimento a população tem com a autarquia?

P.J.-A população participa sempre nas atividades que proporcionamos mas exigem muito dos seus autarcas.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J.-Quero dizer à população que tentamos sempre dar o nosso melhor e que acreditamos que o futuro nos vai trazer mais progresso.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J.-É uma situação por vezes de grande dificuldade dado o tempo que é necessário para cumprir a função que nos foi confiada. Muitas vezes o trabalho autarca é feito por autêntica carolice sem meios humanos e financeiros para o realizar.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J.-É sempre com agrado ver que alguém se preocupa com os problemas das freguesias, muitas vezes esquecidas pelos decisores políticos que apenas se incomodam com aquilo que aparece nos grandes meios de comunicação.

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