Agosto 2016 - Nº 106 - I Série - Algarve - Inscrito no ERC sob o nº 125290  
Algarve
 

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia Luz de Tavira e Santo Estevão

José Liberto da Conceição Graça

 

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação política atual?

P.J.-Penso que o país está em boas mãos e esta nova situação política irá trazer novos benefícios à população em geral esta vem repor algumas injustiças feitas pela antiga gestão.

J.A.-Que pensa sobre as novas medidas anunciadas por este governo em exercício?

P.J.-Penso que as novas medidas anunciadas pelo governo são adequadas á realidade e necessidades que o país atravessa.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando essa freguesia inserida num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.J.-Identificamos alguns casos e reencaminhamos para as entidades competentes visto que esta Junta de Freguesia não possui competências própria para isso.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J.-A meu ver, o aumento de desemprego e os fracos rendimentos no agregado familiar são uma das causas para esse aumento da violência doméstica no nosso país.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.J.-Alguns países da União Europeia oferecem melhores salários e melhores condições de vida, logo os jovens procuram uma melhor qualidade de vida e muitas vezes fazem- no também para ajudar a família.

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a aceitação de refugiados?

P.J.-Não sou nem é favor nem contra, apenas digo “tudo o que é de mais é excesso” e deveria haver um controlo mais apertado e rigoroso.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.J.-Tentamos apoiar os idosos o mais que possamos, pois uma das dificuldades sentidas é a mobilidade dentro da sua própria freguesia, para ir ao médico de família, deslocar-se á farmácia, fazer uma comprinhas, disponibilizo da segunda a sexta um transporte para eles fazerem essas pequenas tarefas que para eles são bastante importantes.

J.A.-Pedimos que nos faça uma síntese da sua freguesia.

P.J.-A minha freguesia é composta por uma população bastante idosa, onde o comércio é fraco e onde ainda se vê bastantes pessoas a trabalhar no campo e a viver da agricultura.

J.A.-Qual o maior problema com que a sua freguesia se debate?

P.J.-Um dos maiores problemas da freguesia, foi e é a falta de habitação social, que levou a que os jovens da freguesia depois de casarem procurassem habitação noutra freguesia. O desemprego também é um dos problemas que sentimos na freguesia.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.J.-O arranjo e requalificação dos acessos à freguesia precisam de várias intervenções, julgo ser necessário para haver uma boa ligação entre concelho e freguesia.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?

P.J.-Espero que em breve se possa resolver a falta de habitação social para fixação dos jovens e para que os mesmos possam desenvolver outras atividades.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.J.-Temos uma situação bastante estável e controlada.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J.-Existe uma boa relação entre o nosso Município e a freguesia, temos um acordo de execução de delegação de competências bastante favorável, que nos permite gerir a freguesia da melhor forma. Temos ainda um apoio logístico por parte do Município que nos permite minimizar alguns custos.

J.A.-Que tipo de envolvimento a população tem com a autarquia?

P.J.-A população é participativa em todos os domínios da freguesia o que nos permite ter uma maior proximidade e resolução dos problemas.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J.-Uma palavra de esperança e confiança que melhores tempos virão.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J.-Não é fácil, mas com alguma dedicação consegues manter e gerir as coisas.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J.-Muito obrigado pelo interesse, pela oportunidade dada às freguesias em poder relatar um pouco da sua história.

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