Agosto 2016 - Nº 106 - I Série - Algarve - Inscrito no ERC sob o nº 125290  
Algarve
 

CULTURA - DISTRITO DE FARO

ALBUFEIRA
Paderne Castle Portugal.jpg

Castelo de Paderne

Ergue-se em posição dominante sobre a ribeira de Quarteira , cerca de dois quilômetros ao Sul da cidade. Um dos sete castelos representados na bandeira de Portugal , as suas ruínas, de cor avermelhada, constituem um dos exemplares mais significativos da arquitectura militar muçulmana na península Ibérica , destacando-se na paisagem como um aviso de chegada ao Algarve para quem entra na Via do Infante , vindo da A2 . O efeito cenográfico é multiplicado à noite, graças à iluminação instalada pela Região de Turismo do Algarve .


Ermida de Nossa Senhora da Guia

Construção seiscentista, a Ermida de Nossa Senhora da Guia é o ex-libris da freguesia da Guia . Foi a partir deste templo dedicado à Santíssima Estrela dos Navegantes ( Ave Maris Stella ) que a povoação se foi desenvolvendo. Construída de adobes (espécie de tijolo de terra seca ao sol), tem 18 metros de comprimento e 9 metros de largo. A capela-mor está dividida do corpo da igreja por um arco de pedraria e tem três altares .

Contam os mais velhos que, em certa época, um marinheiro se perdeu por estas bandas e pediu ajuda a Nossa Senhora para o guiar no seu regresso, sob a promessa que lhe daria um telhado de vidro, para a Ermida . Ambos cumpriram e uma parte desse mesmo telhado ainda existe na capela. Património de interesse nacional, merece uma visita atenta. Destaca-se a beleza da talha dourada do altar, restaurada em 2005, e o tecto de madeira com caixotões pintados que irá ser alvo de restauro. Curiosa é a porta que dá entrada para a sacristia, profusamente trabalhado com vários elementos da época dos Descobrimentos .

Merece devoção a santa que encima o altar-mor, padroeira da freguesia mas, alertamos os mais distraídos para uma outra Nossa Senhora da Guia, mais antiga, que se exibe num pequeno altar lateral: bela peça de arte sacra majestosamente restaurada e datada dos primórdios do templo


 

Igreja Matriz

Situada na Rua da Igreja Nova, a Matriz de Albufeira foi construída no Século XVIII (1782), tendo substituído a antiga matriz (originalmente mesquita árabe) que ruiu com o terramoto de 1755.
Esta Igreja, de uma só nave, é do estilo Neoclássico e apresenta 4 capelas laterais, a capela baptismal, o coro, dois púlpitos e duas salas laterais.
No altar-mor, é de realçar o belíssimo retábulo do pintor albufeirense Samora Barros (séc. XX), que serve de pano de fundo à imagem da padroeira de Albufeira, N.ª Sr.ª da Conceição.
No cimo do arco da porta principal, podemos encontrar a cruz de Aviz, representativa da ordem Religiosa e Militar a que Albufeira pertenceu.

Torre Sineira

Integrada na Igreja matriz, a torre sineira foi edificada no ano de 1869.
No cimo da longa escadaria de 28 metros, podemos encontrar um imponente carrilhão de 8 sinos.


Cais Antigo

Cais Antigo

Entre o Castelo dos Governadores e a antiga Casa da Dízima existiam duas portas que, articuladas com a muralha quinhentista e funcionando como antecâmara da cidade, permitiam a circulação entre muros e o acesso ao Cais da Ribeira. A área onde em épocas distintas terão existido diferentes cais, e que foi soterrada na década de 40 do século XX para a construção da Avenida da Guiné, encontra-se hoje visível e integrada na requalificação da frente Ribeirinha, no âmbito do programa POLIS.


Convento de Nossa Senhora da Glória

Convento de Nossa Senhora do Loreto

Também denominado Convento de São Francisco / Convento dos Capuchos / Convento de Nossa Senhora da Glória.
Planta em L, composta por vários corpos de épocas diferentes. É possível depreender a existência do claustro através do testemunho de duas paredes em alvenaria de pedra. Chaminé barroca, de secção quadrada e ângulos moldados, remate em cúpula encimado por motivo decorativo de forma ondulante; é o único elemento decorativo alusivo ao estabelecimento do convento neste local.
O convento original foi edificado em 1518, no sopé da colina, por ordem de D. Fernando Coutinho, Bispo do Algarve, sob invocação de Nossa Senhora do Loreto. Em 1560 é fundado o novo edifício, um pouco mais acima na encosta, por motivos de insalubridade e ameaça de ruína do primeiro. Em 1910/1 recebeu um aquartelamento da Guarda Nacional Republicana e no local da igreja do convento foi construída uma cadeia, posteriormente desactivada, onde hoje funciona o LAC - Laboratório de Actividades Criativas.


Menir da Cabeça do Rochedo

Menir da Cabeça do Rochedo

Monolítico afeiçoado, cilíndrico com configuração fálica de grandes dimensões. Possui grande rasgo ao nível do centro e encontra-se lascado na diagonal, na sua extremidade superior.


Menir de Odiáxere

Menir de Odiáxere

Localizado perto da entrada da Vila de Odiáxere, pode-se observar a interessante decoração que este menir apresenta.


Ruínas da Ermida de Santo Amaro

Ruínas da Ermida de Santo Amaro

Construção do Século XIV, de planta longitudinal contrafortada a Oeste, apresenta cantarias de verga recta, cunhais que ladeavam a fachada principal e na zona da capela-mor, mostra que a cobertura era em cúpula e o altar-mor tinha um nicho.


Ruínas do Convento dos Frades Trinos

Ruínas do antigo Convento da Trindade

Arquitectura popular, de planta quadrangular com igreja adossada à esquerda, da qual apenas restam as paredes estruturais. Construído entre 1599 e 1606 tem a sua fachada principal orientada a Oeste, com três portas de acesso ao conjunto. Fachada posterior, muito degradada, com cobertura plana. Possui um claustro com poço ao centro e pequeno muro ondulante formando bancos.
Localização: Junto à falésia. Implantado num campo arável com casa de época posterior adossada ao lado Norte. Urbanização a Sul, mar a Eeste, e no vale a Norte, a cidade de Lagos.


Ruínas Romanas da Luz

Ruínas Romanas da Luz

Situadas na avenida marginal da Vila da Luz, as ruínas Romanas descobertas nos finais do séc. XIX pelo arqueólogo Estácio da Veiga, dão-nos uma ideia dos edifícios que ali que terão existido: um balneário romano com várias dependências e com pavimento de mosaicos e um complexo industrial constituído por tanques de salga de peixe. Fragmentos de ânforas, materiais de construção, frisos de mármore, moedas, entre outros, fazem parte do espólio desta herança romana cuja construção remonta aos séculos II ou III, tendo sofrido alterações e ampliação nos finais do séc. III, inícios do IV d.C.


Fonte Coberta Romana

Barragem da Fonte Coberta

Trata-se de um muro de planta rectilínea, de secção rectangular, cuja construção ter-se-á processado por fases sucessivas, uma vez que é constituído por blocos de argamassa colocados por camadas. Esta estrutura de irrigação, de construção atribuída a período de ocupação romana, está localizada no percurso de uma antiga ribeira, no sítio da Fonte cobeta.


O Zoomarine

É um espaço privilegiado, onde encontrará mamíferos marinhos, peixes e aves aquáticas é sem dúvida uma excelente proposta.
ALCOUTIM

Estátua do contrabandista_02

Estátua do Contrabandista

Situa-se na zona baixa de Alcoutim, junto ao rio Guadiana e é alusiva a actividades ilícitas de contrabando, que existiam em toda a margem do rio. Ainda que ilícita, esta actividade desde tempos distantes, que vinha referida no tratado de Alcanises, foi importante como meio de vida dos alcoutenejos. Vivendo da pastoricia e da agricultura com predominância da cerealicultura, os alcoutenejos trocaram muitas vezes estas actividades pelo contrabando, mais problemática, mais arriscada, mas mais rentável

Frei João de José refere no séc. XVI o comércio clandestino de gados para Castela, feito acima de Alcoutim. Sabe-se também que em meados do séc. XVI algumas pessoas compravam escravos para levar para Castela e que os passavam por Alcoutim, sem pagar a dizima da lei. Trigo e outros cereais, figos, ovos e gado (pois acarne vaila mais em Espanha), entre outros, passavam perto da Vila, nas épocas em que afluíam os compradores a Sanlucar.


Estátua do Guarda Fiscal_02 Estátua do Guarda Fiscal

Na zona baixa de Alcoutim, no miradouro do quiosque, junto ao Rio Guadiana, está a estátua do Guarda Fiscal, em constante vigia ao rio.

Quando a Guarda Fiscal foi criada em 1885, a Vila de Alcoutim era sede de secção (actual edificio da Repartição de Finanças) e teve a seu cargo muitos postos de controle ao longo do rio e, a partir dai, os mancebos alcoutenejos começaram a ver nela uma actividade que podiam desempenhar, fugindo ao trabalho árduo e pouco rentável da vida do campo, obtendo mais tarde a almejada reforma.

No principio dos anos setenta, a grande maioria estava activa, mas, a pouco e pouco, começaram a ser extintos e, mesmo os edificios postos à venda.


Estátua do Pescador

Estátua do Pescador

Homenageia a actividade do pescador, isto porque a pesca no Rio Guadiana foi sempre a principal actividade para a subsistência das populações ribeirinhas.

No séc. XVII, Alcoutim já era considerada zona de pesca fluvial ou ponto fulcral piscatório no Guadiana. A arte e conhecimento dos utensilios de pesca faz parte da vida das gentes locais e eram usadas diversas técnicas na pesca, tais como: pesca ao Candeio, pesca à Colher, pesca ao Tresmalho, o Covo, a Nassa, o Palangre e o Tapa Esteiro

Contudo, devido à sua reduzida rentabilidade, nos princípios de década de 90, os últimos pescadores da vila cessaram a sua actividade. A estátua situa-se na parte baixa de Alcoutim, em frente à Capela de Santo António, junto ao rio Guadiana.


Miradouro do Guadiana_02

Miradouro do Guadiana

Local privilegiado na vista sobre o rio Guadiana e sobre toda a paisagem que o envolve, no Miradouro pode relaxar e apreciar calmamente a riqueza natural desta zona da serra algarvia.

O Miradouro do Guadiana situa-se entre Alcoutim e Guerreiros do Rio. Sugerimos-lhe que conheça o Miradouro fazendo o percurso pedestre "PR2 - Ladeiras do Pontas" que ali tem inicio, um passeio de 14 Km onde se pode encontrar com os mais diversos tipos de flora e fauna locais.

ALJEZUR
Ruínas da Fortaleza da Arrifana

Ruínas da Fortaleza da Arrifana

Apesar de nos meses de Verão se armar, frente à Praia da Arrifana, uma armação de pesca, só no reinado de Filipe III (1635) aí se mandou levantar um Forte para defesa dos pescadores, da praia e enseada, sendo Governador e Capitão-Mor do Reino do Algarve, D. Gonçalo Coutinho.
Com o passar dos anos, o forte foi-se progressivamente destruindo, sobretudo devido à acção do tempo e das águas do mar nas marés vivas. Reedificado em 1670, foi em 1755 atingido pelo grande terramoto, tendo ficado profundamente danificado.
Autêntico miradouro natural, daqui poderá desfrutar de uma das mais belas panorâmicas da Costa Vicentina.


Casa-Museu Pintor José Cercas

Casa-Museu Pintor José Cercas

Do acervo da casa do pintor José Cercas (1914-1992), natural desta vila, constam peças de louças nacionais e estrangeiras, faianças, esculturas, arte sacra, valioso mobiliário de várias épocas, quadros e desenhos da sua autoria e outras pinturas de artistas nacionais.


Robeira de Aljezur

Ribeira de Aljezur / Estuário

Categoria: Zonas Aquáticas não Marinhas
A Ribeira de Aljezur resulta da junção de 3 outras ribeiras que ocorre junto à vila de Aljezur, no noroeste algarvio. Atravessa o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, sendo ainda um sítio Natura 2000 PTCON0012 “Costa Sudoeste”, IBA (Important Bird Area) “Costa Sudoeste” PT031), sendo o seu troço final caracterizado por um sistema estuarino de elevada beleza e riqueza ambiental, o qual desemboca na praia da Amoreira, que acolhe a foz da Ribeira.

O estuário corresponde ao troço final da ribeira, desde a foz até ao limite da intrusão salina, sendo constituído por um canal de água aberto ao mar, de salinidade variável, e os habitats adjacentes dos quais se destaca um extensa área de sapal e algumas pastagens húmidas


FARO
Arca da Vila

Arco da Vila

Numa das portas medievais do recinto amuralhado, o Bispo D. Francisco Gomes do Avelar mandou o arquitecto genovês Francisco Xavier Fabri, por si trazido de Itália, construir um portal monumental, em cujo nicho figura uma imagem italiana, em mármore, de S. Tomás de Aquino.
Através desta obra, inaugurada em 1812, o prelado sacralizou a cidade e dignificou não só a mais importante praça, outrora chamada da Rainha, mas também o núcleo amuralhado, conhecido por Vila-Adentro.
Na sua face interior há que realçar um portal em ferradura, reaberto em 1992, que correspondia a uma entrada nas um-ralhas árabes.


Arco do Repouso

Arco do Repouso

Principal entrada terrestre em época árabe, a sua construção remonta à dinastia almoada (séculos XII / XIII). No século XIII, devido à Reconquista Cristã, esta entrada foi reforçada pelos árabes com duas torres Albarrãs, de modo a facilitar a defesa da cidade e tornar difícil o acesso do inimigo.
A sua designação está relacionada com a conquista cristã da cidade e com duas lendas a ela associadas: a primeira conta que as tropas do rei D. Afonso III, após a conquista da cidade de Faro aos árabes, em 27 de Março de1249, repousaram neste sítio; outra lenda evoca a história de uma moura encantada, a filha do governador árabe que por se apaixonar por um jovem cavaleiro do exército cristão foi aqui enfeitiçada pelo seu pai e aqui repousa.


Celeiros de S. Francisco

Celeiros de São Francisco

Localizado na Rua Manuel Penteado, foi construído no perímetro interior da Cerca Seiscentista.
Apesar da designação rnantida pela tradição, trata-se de uma casa de fresco mandada construir
nos meados do século XVIII, pelo Desembargador Veríssimo de Mendonça Manuel, cujo brasão
é ostentado sobre a porta principal.
Em 1780, o seu filho, o Capitão Mor Manuel de Mendonça Figueiredo Manuel vendeu esta
propriedade aos Frades Marianos que aí pensavam construir um convento, desconhecendo-se
os motivos porque não se chegou a concretizar esta intenção.
Neste edifício de dois pisos e planta octogonal, destacam-se, no exterior, a representações de
Hércules e do Gigante Adamastor.
De referir o paralelismo destes trabalhos de massas com os da Casa das Figuras, todos
mandados executar pelo referido desembargador. Nos princípios do século XX, os tanques e  os jardins


Igreja da Sé Sé Catedral / Igreja de Santa Maria

Situada na Vila-Adentro, no Largo da Sé, a Igreja Matriz de Santa Maria foi mandada construir após a Reconquista cristã, em 125 1, pelo Arcebispo de Braga, D. João Viegas, que para isso enviou os dominicanos Frei Paio e Frei Pedro. Posteriormente, foi entregue à Ordem Militar de São Tiago, que promoveu diversas campanhas de obras, sendo as duas capelas góticas e o primeiro piso da torre fronteira à fachada principal vestígios do século XV. Em 1577 tomou-se sede do assento episcopal, tendo o Bispo e o Cabido vindo de Silves. As tropas inglesas do Conde de Essex saquearam e incendiaram a cidade, em 1596, arruinando gravemente este templo.
Reconstruiram-se as colunas e os respectivos arcos de acordo com o formulário da arquitectura chã, tendo-se mantido diversas capelas, que foram remodeladas nos séculos XVII e XVIII. Os terremotos de 1722 e 1755 motivaram igualmente algumas importantes campanhas de obras.
Os Bispos e o Cabido, por um lado, as Confrarias do Santíssimo, das Almas e de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, por outro, promoveram a ornamentação das suas próprias capelas.
No interior da Sé de Faro pode ser apreciado um dos melhores conjuntos de talha e imaginária algarvia.


Castelo

Integrado nas muralhas, o Castelo de Faro tinha três portas: duas com ligação para o mar (a Porta do Mar e a Porta do Socorro), e a terceira para a Vila-Adentro. Sofreu sucessivos restauros, mas destaca-se o que se realizou a seguir a 1596, em que sofreu profundas alterações, pois foi adaptado à artilharia. Em 1931, a construção da Fábrica da Companhia Produtora de Malte e Cerveja Portugália veio adulterar profundamente os torreões e os panos de muralha de ligação à Vila-Adentro. Foi feito ainda um grande
rasgo nas muralhas, tendo-se aberto a Rua do Castelo.

Muralhas

Muralhas

As muralhas que envolvem o mais antigo núcleo urbano, conhecido por Vila-Adentro, remontam ao século IX e devem-se à iniciativa de Ben Bekr, príncipe muçulmano de um pequeno reino local que se tornou independente do emirato de Córdova.
Após a invasão almohada, no séc. XII, construíram-se duas torres albarrãs diante de uma das entradas principais, actualmente conhecida por Arco do Repouso.
Em 1596, as tropas inglesas do Conde de Essex saquearam e incendiaram a cidade, tendo danificado bastante as muralhas. As obras de restauro começaram de imediato, prolongando-se durante décadas.
A cava que envolvia as muralhas não banhadas pelo canal, encontrava-se entupida em 1633 e foi necessário limpá-la de maneira a recolher a água do mar.
Depois da Restauração de 1640, como prevenção contra uma eventual invasão espanhola, houve que derrubar as  ameias de algumas torres, para que se igualassem em altura com os muros das cortinas, ficando, assim, preparadas para receber as bocas de fogo. Em 1664, as obras estavam praticamente concluídas.
O terramoto de 1755 danificou grande parte das muralhas, incluindo torres e baluartes e, nos finais do século XVIII, perdem importância como reduto militar. Com efeito, os avanços técnico-militares tornam-nos alvo fácil de artilharia instalada em Santo António do Alto.
Abandonadas pelas autoridades, ainda mantêm, em 1849, alguns equipamentos militares, mas, aos poucos, são ocupadas por particulares.


Torres Albarrãs

Torres Albarrãs

Construídas junto à entrada terrestre da cidade, as duas torres, de época almoada (século XII/XIII), tinham como função defender uma das entradas mais vulneráveis da cidade, permitindo uma eficaz defesa, ao atacar o inimigo pelas costas. Esta situação verificava-se devido ao avanço que as torres têm em relação à muralha.


Palacete Belmarco

Palacete Belmarco

Ocupa o gaveto do Largo D. Marcelino Franco e das Ruas de S. Francisco e José Maria Brandeiro.
O edifício apresenta 2 pisos, excepto no torreão da esquina onde se contam 3.
Foi mandado construir pelo abastado comerciante Manuel de Jesus Belmarço para sua habitação.
O projecto foi feito pelo arquitecto Manuel Joaquim Norte Júnior em Lisboa, em 1912, constituindo uma interessante manifestação da Arquitectura Revivalista.
No interior, merecem uma referência especial dois painéis de azulejos, datados de 1916 e assinados por Pinto, representando diversos trechos: a Torre de Belém, o Porto de S. João do Estoril, o Castelo da Pena, etc.


Ilha da Culatra

Ilha da Culatra

A Culatra é ilha de gente dedicada ao mar. Quando desembarcamos na Culatra percebemos que estamos num lugar de pescadores. A praia para onde se debruça a aldeia forma um refúgio natural de embarcações de pesca, coloridas, balouçando sobre as águas calmas. A povoação encontra-se dotada de várias infra-estruturas e serviços.
Um areal amplo estende-se tanto para poente como nascente e pode observar-se a rica flora dos campos dunares que se sucedem para o interior. Numerosas espécies de aves convivem nestas paragens calmas, onde as águas são cálidas e tranquilas.
Após duas horas de caminhada para leste chega-se à Barra Grande, onde se podem apreciar as convidativas piscinas naturais arenosas e uma paisagem sempre em mutação.

LAGOA

Igreja Matriz de Lagoa

A sua construção sofreu grandes danos aquando o terramoto de 1755 e profundas alterações no templo tomaram lugar a fim de o recuperar, restando apenas da construção inicial, o portal manuelino do séc. XVI, os altares barrocos e a Imagem da Nossa Senhora da Luz (Autoria de Machado e Castro). No interior do templo destaca-se o magnífico retábulo da Capela Mor onde figuram as Imagens da Nossa Senhora da Luz e de S. Sebastião.
Dignos de merecida referencia são um conjunto de relicários e imagens do séc. XVIII (entre elas, a imagem do Menino deitado numa cama de madeira ao gosto rocaille). Na sacristia poderão ser apreciados alguns utensílios religiosos utilizados no culto religioso (naveta de prata do séc. XVIII) e um magnífico arcaz em madeira do Brasil.


Convento S. José - Lagoa

Orientado por uma Ordem Religiosa de Freiras Mendicantes, o Convento de S. José destinava-se ao recolhimento (das religiosas e ao acolhimento) de crianças abandonadas. Em 1899 passou a funcionar como colégio de meninas, sob a orientação de um grupo de religiosas dominicanas, fechando, finalmente, as suas portas em 1910. Em finais da década de 80 a autarquia procedeu à elaboração de um projecto de intervenção global visando a recuperação e adaptação do edifício para fins culturais. Desde 1993, passou a albergar um dos pólos da actividade cultural da cidade.

São pontos de interesse, a par das exposições patentes ao público, a Capela de S. José, a roda dos expostos, o claustro, que com regularidade tem sido palco de inúmeros espectáculos, um menir (artefacto datado de 5000 a 4000 a.c. oriundo de Porches, encontra-se no pátio do jardim da entrada principal), e a magnífica Torre Mirante Quadrangular.


Igreja Matriz de Estombar

O único edifício do concelho de Lagoa classificado como Monumento Nacional, em 1984, é a deslumbrante Igreja Matriz de Estombar. Construída em meados do século XVI, no topo da colina por onde se espraia a vila, é dos exemplares mais representativos da arquitectura manuelina que se pode encontrar no barlavento algarvio.

Erguida sobre uma antiga Ermida dedicada a Santa Ana, apresenta confluência de diferentes estilos arquitectónicos, em virtude das profundas remodelações a que foi sujeita após o terramoto de 1755.

Na fachada, ladeada por duas torres simétricas, sobressai o riquíssimo pórtico manuelino, decorado com motivos vegetalistas e encimado por uma vieira, símbolo de São Tiago. São igualmente de destacar, também do estilo arquitectónico manuelino, os dois portais laterais. No interior, junto ao pórtico de entrada, evidenciam-se duas colunas manuelinas profusamente esculpidas com figuras de todas as classes sociais e um desfile de músicos. A Capela-mor guarda um retábulo de talha dourada onde se identificam as figuras de São Tiago e de São José. Destacam-se ainda as capelas de cabeceira, que apresentam uma primorosa cenografia barroca em talha e azulejaria. 


Igreja Matriz de Porches

Erguida no séc. XVI, ficou praticamente arruinada, com o terramoto de 1755, conservando dos seus traços primitivos, a capela-mor, alvo de remodelações em 1882. Fachada com portal ao gosto neoclássico, sobre a qual se abre um janelão, encimado pela coroa real. No interior, merece referência a Capela-mor, com a abóbada de nervuras revestida a magníficos azulejos do séc. XVII e o retábulo do altar mor em talha dourada onde figuram imagens do séc. XVIII.


Capela da Sra. da Rocha– Porches

No magnífico promontório da Senhora da Rocha, situa-se a Capela da Senhora da Rocha. Capela muito antiga, apresentando exteriormente três arcadas suportadas por colunas de inspiração paleo cristã com capiteis estilo visigótico (séc. VI /VIII). A singela Capela apresenta uma estrutura arquitectónica muito interessante (planta hexagonal rematada por uma cúpula com a forma de pirâmide octogonal). No interior, o altar mor, o retábulo e a valiosa escultura de madeira da Nossa Senhora e o menino (séc. XVI) são o testemunho do admirável património que nos encanta pela simbologia e simplicidade. Segundo fontes históricas, a Capela encontrava-se envolvida por uma antiga fortaleza (séc. XV) que protegia as populações e a costa dos frequentes ataques dos corsários desaparecendo aquando do terramoto de 1755.Em 1963, este monumento da freguesia de Porches foi classificado como Imóvel de Interesse Público, com a designação “Forte e Capela de Nossa Senhora da Rocha”


Forte e Capela de Capela de N.Srª da Encarnação-Carvoeiro

Funções religiosas e militares partilhavam este espaço. Já existia a igreja, quando, em 1675, se construiu aqui o dispositivo militar defensivo, em forma de polígono irregular, possivelmente, no lugar onde teria existido uma torre de vigia. Foram colocadas peças de artilharia para repelir piratas que atacavam a povoação e o porto de pesca, localizados a noroeste.No século XIX, quando desapareceram os ataques da pirataria, a fortaleza foi desactivada, tendo sido aqui instalado um posto da Guarda Fiscal. Da construção do séc. XVII, resta parte do muro a nordeste, com o vão do portal de entrada e respectiva abóbada.Com a intervenção de 2006, consolidaram-se os muros existentes e alteou-se a torre do ângulo sudeste, a uma altura semelhante à da estrutura primitiva.


Forte de S. João do Arade – Ferragudo  

Aproveite, para mais uma vez, saciar os olhos com os encantos da zona costeira e contemple o Forte de S. João do Arade. Construído no séc. XVII, constituía a par da Fortaleza de Santa Catarina a principal defesa do estuário do Rio Arade. Encontra-se bem destacados os diferentes planos e as duas ordens de canhoeira, uma para fogo alto outra para fogo rasante. As variadas guaritas, acentuam-lhe o carácter de dispositivo  militar.Preterido como bastião de defesa acabou por sofrer obras de adaptação a residência, por iniciativa do poeta Coelho Carvalho. Em 1974, foi classificado como Imóvel de Interesse Público.


Igreja de N. Sra da Conceição - Ferragudo

A primitiva construção do séc. XVI ficou profundamente danificada  pelo terramoto de 1755, tendo posteriormente sido reconstruída, sem que fosse mantida a traça original. No seu interior destaca-se um conjunto de imagens do séc. XVII e séc. XVIII e uma bela representação de dupla face do séc. XV representando a Nossa Senhora e o Senhor Crucificado. Não deixe de apreciar também a magnifica colecção de ex-votos de marinheiros e pescadores.

LAGOS
Ponta da Piedade

Ponta da Piedade

Perto do Farol quase centenário, uma longa escadaria leva até ao mar, onde alguns mareantes recebem nos seus barcos passageiros que desejam conhecer as furnas e as esculturas talhadas pelo mar na massa rochosa do miocénico: “ a balança”, “a cozinha”, “o gigante” ou “o sapato”, são exemplos do incessante trabalho do mar interpretado pela imaginação das gentes locais


Praia dos Pinheiros, Praia Grande, Barranco do Martinho e Canavial

Praia dos Pinheiros, Praia Grande, Barranco do Martinho e Canavial

Estas são mais algumas das pequenas praias existentes, também de indiscutível beleza, mas de difícil acesso e ausência de apoios de praia ou vigilância


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Forte da Ponta da Bandeira

O forte foi erguido no contexto da Guerra da Restauração , entre 1679 e 1690 , junto ao porto, com a função de defesa daquele ancoradouro e para complemento da defesa de Lagos.


Igreja da Luz de Lagos

É uma igreja situada na vila da Luz , em Lagos , na região do Algarve , em Portugal . Não se sabe em que ano a ermida , hoje capela-mor , foi edificada. Sabe-se, no entanto, que a imagem de Nossa Senhora da Luz foi cativa dos mouros , quando estes frequentavam a baía de Lagos. No zimbório da capela-mor, pode ler-se 1521 e algumas letras góticas , cujo significado se desconhece. Após ter sido a imagem de Nossa Senhora da Luz resgatada dos mouros, o rei enviou-a para a sua igreja , tendo mandado construir uma defensão em volta da igreja e a fortaleza , para assim a proteger. O corpo da igreja foi construído no ano de 1874 , sob supervisão de João Marreiros Neto. Na parte de trás lateral norte, encontrava-se o cemitério , local onde hoje se encontra um pequeno jardim . A torre da igreja foi mandada construir pelo povo, que também comprou o relógio da torre. No corpo da igreja, existiam quatro altares , dois à direita e dois à esquerda. Do lado direito, encontrava-se o altar das almas e São Pedro . Do lado esquerdo, encontrava-se o altar de Nossa Senhora da Conceição , juntamente com a Nossa Senhora da Encarnação (imagem que voltou, entretanto, para a capela de Espiche ) e o altar da Nossa Senhora do Rosário , havendo do mesmo lado esquerdo um púlpito . Na capela-mor, encontram-se Nossa Senhora da Luz e, em cada um dos seus lados, São Romão e Santo Estêvão . Nesta igreja, existe uma pia baptismal única na região algarvia , com sete quinas que significam os sete sacramentos. A igreja possui uma localização pitoresca, muito perto do mar, sendo possível contemplá-la em conjunto com este.


O Castelo dos Governadores.

 As Muralhas e os Baluartes de Lagos ( Sécs. XII-XVII)

Monumento que foi construído ao longo de cinco séculos, tendo inicio no século XII. Após a conquista de Lagos por Abderramão III em 929, este manda cercar a povoação com muros e torres. Em 1332, com a tomada definitiva de Lagos pelos portugueses, D, Afonso IV pede para que a edificação das muralhas continue a ser feita e em 1370 escreve ao corregedor da Vila de Lagos para que as muralhas fossem terminadas. Em finais do século XV, D. Manuel dá ordens para a edificação da segunda Cerca, já de características renascentistas que terá mais quatro baluartes do lado do mar (baluarte da Porta Nova, da Porta de Portugal, da Barroca e do Trem do Quartel). No século XVI, D. João III manda concluir as obras da muralha, que fica assim com catorze pontos fortificados: o Baluarte de São Gonçalo, o Castelo, os Baluartes da Praça, da Barroca, da Porta Nova e de Portugal para o rio, para terra, os Baluartes da Porta do Postigo, do Jogo da Bola, do Paiol, da Porta dos Quartos, Baluarte das Freiras, da Gafaria, do Coronheiro e da  Porta da Vila. As Portas do Cais, de São Roque e Nova fazem ligação ao exterior para o rio; as Portas de Portugal, do Postigo e dos Quartos servem de ligação com terra. As muralhas e torreões da freguesia de Lagos-Santa Maria são consideradas monumentos nacionais desde 1924.

Mercado de Escravos

Sendo hoje uma galeria de arte e albergando os serviços da Alfândega, o mercado de escravos serviu, outrora, de ponto comercial. Em 1469 Lançarote de Freitas, almoxarife da Vila de Lagos, trouxe para Lagos os primeiros escravos e foi aqui que se efectuou a primeira venda de escravos do Algarve para o resto da Europa. Em 1691 foi edificado o segundo piso pelo segundo Marquês de Niza, para onde mais tarde foi transferida a casa da Alfândega.


Igreja de Santa Maria

Monumento situado na Praça do Infante D. Henrique, que data do século XVI, de estilo neoclássico, é constituído por uma nave única com três capelas colaterais e sacristia adossada à fachada lateral esquerda. O portal é renascentista. No reinado de Filipe II a fachada da igreja é reconstruída, sendo ladeada pelos bustos de São Pedro e São Paulo. Após o terramoto de 1755, a igreja de Santa Maria sofreu algumas obras, sendo reaberta em Setembro de 1756. Voltou a passar por obras de restauração no ano de 1888, devido a um incêndio provocado por um foguete que destruiu o telhado e grande parte do interior da igreja, salvando-se apenas as paredes e algumas imagens, entre elas a de Santa Maria. A restauração, que se prolongou ao longo de três anos e em que o tecto foi revestido de molduras e rosetas, foi possível devido à generosidade de D. Maria Júdice Biker Morais Canhete. Em 1943, depois de a igreja ter estado nas mãos do governo pelo período de trinta e dois anos, passa a ser novamente propriedade da paróquia de Santa Maria. Após o sismo de 1969, a paróquia foi de novo reparada tendo os bancos sido oferecidos por D. Maria Angélica Santos. Em 1983, o pintor inglês Ken War realizou uma pintura por detrás do crucifixo.


Igreja de Santo António

Edificada em 1707, esta igreja é composta, no seu interior, por uma nave em abóbada de berço, paredes laterais revestidas a azulejos azuis e brancos do século XVIII. O tecto é revestido a madeira com pintura representando as figuras dos Evangelistas. No altar está a imagem de Santo António e em cada um dos lados um anjo. Nos nichos laterais encontram-se as imagens de Santo Elói e de São José e nas paredes laterais, existem oito quadros que representam os milagres de Santo António e cujo autor se pensa ser Joaquim Rasquinho. A talha dourada que reveste as paredes constitui um dos melhores conjuntos de talha do País. Anexo à igreja está, o Museu Dr. José Formosinho.


Igreja de S.Sebastião III

No século XIV era uma Ermida consagrada a Nossa Senhora da Conceição. No ano de 1463 foi transformada em Igreja e dedicada a S.Sebastião. Proporções harmoniosas e sóbrias, portais Renascentistas (Séc. XV), azulejos dos Séculos XVII e XVIII. Imagem da nossa Senhora da Glória com 2,10m de altura, proveniente de um navio naufragado (Séc. XVIII). Crucifixo de madeira tosca, associada á Batalha de Alcácer-Quibir. Interessante mobiliário, parâmetros e alfaias sacras. Capela dos ossos anexa.


Estátua a D. Sebastião

Localizado na Praça Gil Eanes, esta escultura da autoria de João Cutileiro foi designada por José Augusto França como um dos mais belos exemplares de escultura ao Sul do Tejo. Inaugurada em 1973, esta escultura é alusiva a D. Sebastião e à sua personalidade.

LOULÉ

Castelo de Loulé

O castelo de origem árabe, reconstruído no séc. XIII, possuía umas muralhas impressionantes, parte das quais ainda se podem ver, e 3 torres de alvenaria. A vila de Loulé era originalmente cercada pelas muralhas, constituindo este espaço o núcleo político, religioso e habitacional. No entanto, o crescimento da população levou a que a então vila se expandisse para além daquelas e formasse os pilares da cidade que hoje conhecemos. Adossado à muralha encontramos o edifício da Alcaidaria, antiga habitação do Alcaide da Vila, onde actualmente funcionam o Posto de Turismo de Loulé, o Arquivo Histórico Municipal e o Museu.


Ponte Romana da Tôr

Quem se deslocava pela estrada Loulé-Salir , antes da conclusão da nova via e da construção do respectivo desvio, passava obrigatoriamente sobre a Ponte da Tôr, próxima da localidade com o mesmo nome, actualmente sede da mais jovem freguesia do Concelho de Loulé. Trata-se de uma ponte romana sobre a Ribeira de Algibre, classificada hoje como imóvel de interesse concelhio. Formada por cinco arcos, o último destes foi reconstruído no período medieval. A ponte mede de largura, ao centro, 3,47m. Situada num ambiente pitoresco, de grande riqueza paisagística, a Ponte Romana da Tôr é um monumento a preservar e não escapa às objectivas dos visitantes que se deslocam para o interior do Concelho à descoberta do nosso património, da nossa história, das nossas tradições e da nossa cultura do Barrocal e da Serra.


Rocha da Pena

O Sítio Classificado da Rocha da Pena é uma relíquia ambiental de extraordinária beleza. Ao longo dos anos, a sua rocha calcária tem sofrido uma lenta erosão, formando fendas e grutas. A sua flora é amplamente diversa, possuindo mais de 500 espécies, das quais algumas são endémicas e muitas outras são medicinais e aromáticas. A sua localização geográfica, permite uma grande diversidade de avifauna, tendo sido avistadas cerca de 122 espécies. Habitam também o local, mamíferos como o Coelho e o Javali e pequenos predadores como a Raposa, a Gineta e o Saca-Rabos. Um percurso pedestre permite ao visitante conhecer alguns aspectos importantes de flora, fauna, geologia, património e desfrutar de uma paisagem deslumbrante.


Noras

As noras de Salir são o testemunho da vitalidade agrícola e humana de outras eras. É com inegável paixão, que ao para elas olharmos, nos é fácil imaginar o fervilhar de vida e alegria que naquelas várzeas já aconteceu. Ainda hoje é com um enorme respeito e admiração que olhamos boquiabertos para aquele genial equipamento que decora as bocas das noras da nossa vila. Foi com ele que os campos ficaram verdes, foi com ele que num burburinho de magia pessoas e animais conviviam em alegre saudável e azáfama. Conhecendo e prestando homenagem a esta riqueza, a Junta de Freguesia publicita e recuperou algumas dessas relíquias do passado, integrando-as como mais valias de um percurso pedestre que instalou bem perto delas


Castelo de Salir

A origem da povoação de Salir perde-se nos tempos, alvitrando-se a hipótese de ter sido habitada pelos Celtas, sendo certo que, pelos resultados obtidos através das escavações arqueológicas no Castelo de Salir, esta povoação foi habitada pelos Árabes. O castelo é o monumento mais importante de Salir. Construído em taipa no séc. XII pelos berberes Almoádas, ao que se supõe, foi incendiado e reconstruído por duas vezes, restam-lhe hoje alguns torreões, parte da muralha, o chamado "muro da sabedoria" e parte das casas que junto a ele foram construídas. Foi em Salir que D. Paio Peres Correia aguardou a chegada de D. Afonso III, para juntos empreenderem a conquista do que ainda na província restava em poder dos mouros.


Praia de Quarteira

Antiga aldeia de pescadores, transformou-se num centro turístico cosmopolita. Do seu passado guarda uma igreja do séc. XVII e algumas casas decoradas com platibandas. A praia é cortada por vários molhes e tem uma frequência grande, especialmente de turistas portugueses. Na época balnear dispõe de um Centro Azul que dinamiza actividades na praia e presta informação aos banhistas.


Praia da Marina de Vilamoura

A praia de Vilamoura situa-se entre Quarteira e a Marina. O seu areal é extenso e a água de boa qualidade. À praia acolhedora juntou-se uma urbanização turística de grande qualidade.
Para além do golfe, o turista pode usufruir de muitos outros espaços de lazer e animação, nomeadamente o aeródromo, o centro hípico, o clube de tiro, a pista de corta mato, os campos de ténis e squash, a galeria de arte, o cinema, ou participar em pequenos cruzeiros ou actividades náuticas.


Marina de Vilamoura

Marina de Vilamoura é um dos centros de diversão e lazer mais prestigiado de todo o Algarve.
Um espaço sóbrio, preenchido com a mais exigente oferta turistica, permite ao seu visitante não só uma vastíssima variedade de restaurantes e bares, como também alojamento.


Casino de Vilamoura

O Casino de Vilamoura é já um ícone nas noites quentes de Verão. A popularidade da Marina devida, em parte, às personalidades mediáticas que a frequentam, torna-a num pólo turístico muito procurado, sobretudo no Verão. Um espaço agradável para passeio, mesmo para quem não possui um dos imensos barcos imponentes que por lá repousam.

MONCHIQUE

Termas de Caldas de Monchique

A pouca distância do centro de Monchique, as Caldas são um dos seus maiores atractivos. Tem reputação a boa qualidade da água, considerada medicinal; as termas (hoje em dia dedicadas ao tratamento de algumas doenças), existem desde o tempo da ocupação romana. Este povo, que tanta importância deu à água, construiu neste local um importante balneário.

Uma pequena praça envolta em sombras de grandes árvores é o centro desta pequena localidade, cujo encanto principal vem do parque onde se pode disfrutar de muita sombra, água murmurante, e, sobretudo, da grande tranquilidade que caracteriza este espaço propício a passeios repousantes e a piqueniques familiares nas mesas de pedra espalhadas por toda a colina.


Cascata do Chilrão

A cascata do Chilrão fica perto da estrada que liga Marmelete ao Chilrão, sendo possível parar para observar a queda de água.


Cascata do Barbelote

A Cascata do Barbelote é uma das mais bonitas quedas de água do concelho de Monchique. Actualmente já existe um acesso para automóvel a partir da estrada de Vale de Largo-Barbelote e para os mais curiosos um pequeno acesso pedonal


Miradouro de S.Sebastião

Localizado no centro da vila de Monchique, mais precisamente no Parque São Sebastião, de onde é possível avistar toda a área urbana da vila de Monchique, incluindo as torres das igrejas, o antigo convento, as piscinas municipais, o parque urbano e uma grande área envolvente do centro da vila.


Miradouro das Caldas

Situado perto da entrada das Caldas de Monchique, no sítio do Barranco do Banho e numa zona de interesse arqueológico.  É um bom ponto de partida para a exploração da vertente Sul da Picota. Daqui a vista abrange as Caldas de Monchique e ainda se observa uma boa parte do caminho histórico do Barranco do Banho.


moinho do poucochinho

Moinho do Poucochinho

Localizado no Barranco dos Pisões, é assim chamado por influência do nome do antigo proprietário. Pisões eram os indivíduos a quem as tecedeiras entregavam os tecidos para que lhes retirassem a gordura e lhes dessem consistência. A denominação da actividade provém do facto de trabalharem com o pisão «máquina que pisa os tecidos». Ainda hoje se pode encontrar no Barranco dos Pisões, um moinho de água, recentemente recuperado pela Junta de Freguesia de Monchique, que, posteriormente ao ofício de pisão, muito contribuiu para a base alimentar das pessoas que ali recorriam para moer os cereais


Ficheiro:Serra de Monchique.jpg Serra de Monchique

A Serra de Monchique é uma serra do oeste do Algarve , cujo ponto mais elevado - Foia , com 902 m de altitude - é o mais alto do Algarve e um dois pontos mais proeminentes de Portugal (739 m). Devido ao facto de estar próxima do mar possui um clima subtropical húmido, com precipitações médias anuais entres os 1000 e os 2000 mm, que associadas a temperaturas amenas permite a existência de uma vegetação rica e variada, onde se inclui o raríssimo carvalho-de-monchique e a bela adelfeira , bem como espécies raras no sul, tais como o castanheiro , o carvalho-cerquinho ou o carvalho-roble. Nesta serra existe um importante complexo termal, Caldas de Monchique , rodeado por um parque de vegetação luxuriante onde existe a maior magnólia da Europa. É ainda de salientar a fertilidade dos seus solos.


Fóia: Alto da Fóia - Clique para ampliar

Fóia

Conhecer Monchique significa subir a Serra. Convém subir devagar, para melhor apreciar a paisagem ao longo da estrada, com curvas cada vez mais fechadas. O ponto mais alto de todo o Algarve é a Fóia, a quase 1000 metros de altitude. A extensão da paisagem depende da maior ou maior nebulosidade, mas em dias de céu limpo os horizontes só têm limites no Cabo de São Vicente e na Serra da Arrábida (perto de Lisboa)


Miradouro dos Picos

Situado no monte mais alto de Marmelete – Cerro dos Picos – à saída em direcção a Monchique volte à esquerda na indicação, está o principal miradouro da Freguesia, de onde tem uma vista absolutamente privilegiada tanto sobre a aldeia como até a própria costa algarvia.
Antigamente, por alturas do “Dia de Maio”, mandava a tradição que para ali se fosse “desmaiar”, isto é, conviver entre amigos.

OLHÃO

Ermida do Senhor Santo Cristo de Moncarapacho

Local de grandes peregrinações provenientes de todo o Algarve nos séculos XVII e XVIII, guarda desse período um valioso património. Construção Barroca do século XVIII de grande simplicidade. O seu interior é revestido por azulejos policromos do tipo tapete do século XVII, telas do mesmo século representam cenas da Natividade e um Coração de Jesus, o seu altar é em talha dourada, com imagens do século XVIII, onde se destaca uma valiosa grade em Pau Santo (SÉC. XVII


A Igreja da Nossa Senhora do Rosário ou Igreja Matriz

Segundo edifício de pedra de Olhão, construído com contributos dos pescadores . Situada na Praça da Restauração, a sua construção teve início no final do séc. XVII sendo o primeiro edifício construído em pedra, com o contributo dos pescadores. Destaca-se no seu interior as imagens de Nª Senhora do Rosário, o Senhor Crucificado e um Apóstolo. Nas traseiras da Igreja situa-se a Capela de Nª Senhora dos Aflitos, santa de grande devoção do pescador olhanense


Jardim do Patrão Joaquim Lopes

Jardim do Patrão Joaquim Lopes

Agradáve espaço verde e de lazer situado junto à Ria Formosa, com uma bela vista panorâmica sobre o mar, no qual se situa o monumento ao Patrão Joaquim Lopes, ilustre olhanense que se destacou por imensa bravura ao salvar centenas de vidas na Barra do Tejo.


Ermida de Nossa Senhora da Soledade

Primeiro edifício de alvenaria construído em Olhão, que serviu de Igreja Matriz até à construção da Igreja da Nossa Senhora do Rosário. Desconhece-se quando foi construída, havendo alguns historiadores que presumem ser esta igreja a mesma capela que alguns registos históricos indicam ter sido fundada em Marim por D. João I (séc. XIV). Os retábulos dos altares são do séc. XIX e uma imagem de Santa Luzia do séc.XVIII.
À entrada, uma laje encobre um antigo poço usado para lavar a ermida.


Compromisso Marítimo

Mutualidade de pescadores fundada no séc. XVIII. Interessante fachada marcada pelos dois telhados de tesouro tendo, ao centro, uma cúpula de capela. Actualmente alberga o Museu da cidade. Originalmente o actual local de Olhão pertenceu à Freguesia de S. Pedro de Faro e posteriormente à freguesia de Quelfes por volta de 1614. Só em 1695 Olhão iria formar uma freguesia autónoma, embora sempre pertencente ao Termo de Faro. Finalmente, em 1826 é criado o Termo de Olhão, que iria integrar as freguesias de Olhão, Pechão, Quelfes, Fuzeta e Moncarapacho. Bom passeio e para quem não conhece será uma agradável surpresa.ja Matriz até à construção da Igreja da Nossa Senhora do Rosário.

PORTIMÃO

Miradouro e Fortaleza de Sta Catarina

Séc. XVII. Assegurava a defesa de Vila Nova de Portimão das investidas dos corsários. No seu interior encontra-se a Capela de Santa Catarina. Vista sobre o areal da Praia da Rocha, a barra, a Marina e a Vila de Ferragudo.


Morabito de S Pedro e Morabito de S João

Verdadeiros testemunhos arquitectónicos da civilização árabe. Planta quadrangular, com quatro pináculos em cada canto e um lanternim encimando a cúpula. Actualmente são capelas, dedicadas ao culto cristão


Castelo de Alvor

Reconstruído no séc. XII, apenas restam quatro panos de muralha. No seu interior encontra-se um parque infantil.


Igreja Matriz de Nossa Sra da Conceição - Portimão

Datada do Séc. XV., apresenta um dos mais belos pórticos do tardo gótico algarvio e um retábulo da capela-mor em nogueira dourada minuciosamente trabalhado.


Villa Romana da Abicada

Séc. II a V d.C. Das suas principais características destacam-se os mosaicos policromos de motivos geométricos


Zona ribeirinha de Portimão

Acompanhando o Rio Arade, esta zona permite-lhe agradáveis passeios com Portimão de um lado e Ferragudo do outro. É aqui que se encontra também a Praça Manuel Teixeira Gomes


Praia dos Três Irmãos

Quem já lá viu o pôr-do-sol não tem dúvidas: é a mais bonita praia do concelho, com uma dimensão ímpar. Situa-se numa longa e ampla barreira arenosa. As suas dunas abrigam diversas espécies de aves, micro-mamíferos, répteis e muitos insectos. Na frente de mar observam-se plantas delicadas

SÃO BRÁS DE ALPORTEL
Penedo

Penedo Gordo

Elemento rochoso de avultado tamanho, o Penedo Gordo constitui um dos mais curiosos elementos do património natural do concelho, localizado na zona nascente do território do município, com acesso pela Estrada Municipal que faz a ligação entre São Brás de Alportel e Peral (acesso à Zona Industrial, direcção - Pereiro, Moncarapacho).


Igreja Matriz

As origens deste templo remontam, provavelmente, ao século XV. Reedificada em 1554, a Igreja foi alvo de constantes campanhas de obras, ao longo dos séculos. No baptistério, encontra-se um retábulo em mármore, de estilo neoclássico, elaborado no bispado de D. Francisco Gomes do Avelar (1789-1816), que constitui exemplar único na região do Algarve.


Museu do Trajo

Place: S. Brás de Alportel
Photo: Museu Etnográfico do Traje Algarvio

Museu do Traje

Localizado na Rua José Dias Sancho – São Brás de Alportel
Este espaço museológico constitui um ponto de passagem obrigatório para o conhecimento da história e etnografia da região algarvia. Fundado em 1986, está inserido num edifício apalaçado, do séc. XIX, onde são constantes as decorações de estilo tardo romântico. Inicialmente propriedade do industrial corticeiro Miguel Andrade, é testemunho da expansão económica que São Brás de Alportel conheceu na época, quando se assumiu como um dos mais importantes centro corticeiros do país.

SILVES

Capela dos Ossos-Alcantarilha

Além do seu aspecto e da "ornamentação" completamente invulgar, "forrada" que está interiormente com ossos e crânios humanos, provavelmente oriundos de um antigo cemitério, o que denota uma estranha religiosidade, em termos de arte sacra a capela limita-se à imagem do altar, o Senhor Crucificado, um curioso trabalho em madeira, do século XVI, provavelmente proveniente de um antigo altar da igreja matriz (o do Senhor Jesus?). Sofreu, certamente, algum restauro, como parece denotar o tamanho do braço direito, mais curto. Anexa à igreja matriz, encontramos uma curiosíssima Capela dos Ossos, do século XVI, que segue o gosto nacional por este tipo de capelas, pois existem em vários pontos do país, como em Évora e, no Algarve, em Faro e Lagos. É Imóvel de Valor Concelhio


Castelo-Alcantarilha

O pequeno troço de muralhas ainda existente é visível do pátio do mercado local e na pequena travessa do Castelo. Mede cerca de meia dezena de metros de altura, ao qual estão adoçadas construções modernas. A primeira fortaleza consistiu, provavelmente, num castro lusitano do período neolítico para o calcolítico, por onde terão passado os Fenícios, os Gregos e os Cartagineses. A fortaleza foi conquistada pelos romanos por volta de 198 AC. e foi transformada numa base militar de ocupação, servida pelo porto de Armação de Pêra. Posteriormente, foi ocupada pelos mouros até à conquista portuguesa por D. Paio Peres Correia III mandou reedificar o castelo mouro, o qual foi mais tarde restaurado durante as guerras da restauração, em 1640.


Castelo de Silves

Ex-libris da cidade, um dos principais vestígios da arquitectura militar islâmica em Portugal, o castelo distingue-se pelo seu avermelhado conferido pela pedra grés em que é constituído.As suas origens são bastante remotas, pois provavelmente já existia quando ali chegaram os romanos, mas sem dúvida, que foi este povo que o transformou em poderoso reduto. Os Árabes embelezaram-no e deram-lhe maior valor bélico. Becre Ibne Yahiá, príncipe muladi de Santa Maria do Algarve (Faro) escolheu-o para sua residência e nele se instalara, mais tarde, o príncipe Banu Mozaine.


© Margarida Carmo Ramos

Sé de Silves

Sendo da época do domínio muçulmano, mais propriamente do ano de 1189, a Mesquita Maior terá sido convertida num tempo cristão, depois da primeira conquista portuguesa. Contudo, só quando a cidade foi definitivamente conquistada, os reis de Portugal e Castela pensaram construir nesse local uma nova catedral. Assim, esta terá sido começada a construir no século XIII, por ordem de D. Afonso III. O mestre de obras foi Domingos Johanes, cuja lápide sepulcral foi descoberta na antiga sacristia da Sé, datada de 1279, ano provável da sua morte. Devido ao tempo de construção, a Sé de Silves foi iniciada em estilo gótico e concluída em estilo barroco e constituí um dos mais importantes templos do distrito de Faro.


© Margarida Carmo Ramos

Ponte Romana

O Arade, rio que banha a cidade, passa por ela e vai desaguar a Portimão, passando por alguns pontos característicos de Silves. A sua velha Ponte, que possuiu originalmente seis arcos, muito embora possa ter começado por ser romana e seja assim conhecida, apresenta traços do período medieval, com pedra grés vermelha.


© Margarida Carmo Ramos

Igreja de Nª Senhora dos Mártires

Presume-se que a sua construção seja da época da reconquista cristã. A invocação da Igreja é em honra dos cavaleiros caídos pela reconquista da cidade aos mouros em 1189 e ali, segundo a tradição, foram em parte sepultados (ergue-se ali uma estátua em homenagem a esses mesmos cavaleiros). Apesar de ser muito anterior, esta igreja apresenta, sobretudo, vestígios da época manuelina (século XVI) e esses são mais visíveis na capela-mor, no interior e no exterior. No interior, pode-se observar o arco que lhe dá acesso e o seu abobadamento; no exterior, os típicos merlões [parte saliente de um parapeito que separa duas ameias (cada um dos pequenos parapeitos, separados por intervalos, na parte superior das muralhas e castelos)] e as gárgulas da época de D. Manuel I. O terramoto de 1755, que destruiu parte da igreja, foi responsável pela reconstrução da nova fachada principal, na qual se abre o pórtico em estilo rocócó (estilo que apresenta uma linha de decoração muito exagerada) (1779), muito semelhante ao da Porta do Sol da velha Sé.


© António Baeta

Torreão das Portas da Cidade

Resta apenas a torre albarrã [torre que se destaca da muralha através de um passadiço; criação genuína da engenharia militar Almóada, a albarrã, quando se colocavam junto a entradas, dificultavam a utilização de engenhos (aríetes, por exemplo) usados para derrubar portas] em grés, imponente, e o resto da muralha defensiva que rodeava a Almedina de Silves na época muçulmana e que protegia a principal porta da cidade.


penedogordo.jpg Penedo Gordo-Tunes

É um dos pólos de atracção da Freguesia de Tunes e local de visita turística por parte de muitos estrangeiros. Sendo um monumento pré-histórico, este rochedo, que Ataíde de Oliveira em “Monografia do Algoz”, afirma ter 3,74m de altura e 16,5m de circunferência, poderá ser comparado à cúpula de pedra que se encontra no Museu de Delfos, um ônfalo (do termo grego que significa “umbigo”), ou seja, algo que representa o centro do Mundo e o ponto a partir do qual se marcam os pontos cardeais. Poderá estar, deste modo, relacionado com a lenda segundo a qual Zeus teria enviado duas águias de pontos opostos da terra para localizar a centro do mundo. Uma vez que as águias se cruzaram em Delfos, este local foi assinalado por Zeus com uma pedra. Tendo em conta que o Penedo Gordo se situa próximo do Cerro d’Águia, Talvez esta freguesia possa ser considerada um dos centros do mundo

TAVIRA
Salinas

Salinas

As salinas que pintam de branco a paisagem, em espaços ainda hoje utilizados por uma actividade milenar, que aproveita a imensa costa algarvia para produzir sal marinho de elevada qualidade, cuja pureza e valor nutritivo são reconhecidos internacionalmente. Nos concelhos de Olhão, Tavira e Castro Marim existem três núcleos importantes de salinas localizadas na Reserva Natural do Sapal de Castro Marim, em Tavira e na Quinta do Ludo, em pleno Parque Natural da Ria Formosa. Um labirinto de canais guia a água do mar, que escorre para tanques pequenos e pouco profundos onde repousa até que o calor do sol evapore a água deixando os cristais translúcidos a luzir. Com uma situação geográfica e geológica de eleição, estes jardins de sal são o ponto de encontro entre a água doce do rio e a água salgada do Atlântico, reunindo, assim, as condições necessárias à criação de um produto natural, que preserva nutrientes marinhos e minerais importantes numa alimentação saudável e equilibrada. Viveiros marinhos naturais que geram aproveitamento económico, ao mesmo tempo que proporcionam o equilíbrio ecológico e a preservação das espécies nas zonas de sapal dos parques naturais


Pêgo do Inferno

Pêgo do Inferno

O Pego do Inferno é uma área natural situada no troço final da ribeira da Asseca, em Santo Estêvão, Tavira, visitada anualmente por milhares de turistas que são atraídos sobretudo pela lagoa e cascata lá existentes


Ilha de Tavira

Ilha de Tavira

A Ilha de Tavira é uma ilha arenosa com cerca de 11 km de comprimento, localizada junto à costa algarvia, a sul da cidade de Tavira , e faz parte do Parque Natural da Ria Formosa . As suas praias são muito frequentadas por turistas , em especial durante a época balnear; a sua elevada qualidade ambiental é atestada anualmente pela certificação com Bandeira Azul . Os sapais e pequenos canais da Ria Formosa adjacentes à ilha constituem óptimos locais para a observação e estudo de aves marinhas.


Praia do Barril

Praia do Barril

Vocacionadas para pessoas de todas as idades, o que as torna especiais para as famílias, são as praias do Barril, Tavira, Manta Rota e Altura. Todas distinguidas com a Bandeira Azul e a Qualidade Ouro, galardões que confirmam a qualidade ambiental, das águas e das infra-estruturas. Para aceder à praia do Barril viaja-se num pequeno e pitoresco comboio que atravessa o sapal da Ria Formosa até chegar a um bem estruturado complexo balnear com bar, restaurantes e parque infantil. Aqueles que preferirem algum isolamento, só têm que caminhar um pouco em qualquer uma das direcções. A praia da ilha de Tavira é excelente, especialmente para as famílias que gostam de acampar. O areal a perder de vista, as águas tranquilas e as boas infra-estruturas balneares completam os requisitos procurados por banhistas acompanhados tanto por crianças, como por pessoas de idade avançada. As famosas águas quentes e calmas dos mais de 16km das praias da Manta Rota e de Monte Gordo são atractivos que, a par de toda a animação envolvente, convencem quem procura nas praias a possibilidade de se divertir com toda a segurança


Forte do Rato

Forte do rato

Construído no século XVI, à entrada do rio Gilão, com o propósito de defender o porto de Tavira, o Forte do Rato foi remodelado durante a Guerra da Restauração (1640).


Igreja de Santa Maria do Castelo

Igreja do Santa Maria do Castelo

Segundo consta [sta igreja terá sido construída no séc. XIII, aquando da conquista da cidade de Tavira aos mouros , por D. Paio Peres Correia , para substituir a mesquita árabe aí existente. No seu interior, junto do altar-mor , repousam os ossos de sete cavaleiros cristãos mortos pelos mouros e os restos mortais de D. Paio Peres Correia. Igreja de estilo originalmente gótico , foi abalada pelo terremoto de 1755 , e prontamente mandada reconstruir pelo Bispo do Algarve , D. Francisco Gomes do Avelar. O portal principal ainda é o original gótico. No seu interior encontra-se a Capela do Senhor dos Passos, de estilo manuelino , e a Capela do Santíssimo Sacramento


Ermida de Santa Ana

Ermida de Santa Ana

A Ermida de Santa Ana fica situada na zona oriental da cidade de Tavira , no Alto de Santana. A data de origem não é certa, mas existem registos, do ano de 1518 , por altura das visitações de membros da Ordem de Santiago . No século XVIII , foi a capela do Governador e Capitão-General do Algarve. É uma ermida de nave única, tendo no seu interior, junto do altar-mor , um retábulo com cinco paineis. Nestes, pode observar-se, ao centro, a imagem de Nossa Senhora da Piedade ; as restantes pinturas representam os Passos da Paixão de Cristo . Ao todo, este templo possui três retábulos, mas apenas um possui imagens. Pode, aínda, observar-se uma pintura da Imaculada Conceição .


Coreto Coreto

Castelo

Castelo

Décadas após a conquista (1242), D. Dinis mandou refazer as muralhas e, mais tarde, D. Manuel rasgar uma nova abertura, mais próxima do Rossio para facilitar o comércio. A Porta Nova, em arco de volta inteira, acabou por ficar entre dois edifícios, ligando a Rua da Afeição à do Postigo. Aqui principiava a muralha principal que serpenteava até à entrada norte. Ainda hoje são visíveis, por entre o casario, algumas torres de protecção e panos da muralha, como na zona de Bela Fria. O castelo apresenta duas torres quadradas e uma octogonal. A entrada faz-se junto da Igreja de Santa Maria, pela Porta Norte com arco de volta inteira. No interior da praça de armas há um agradável jardim, sendo possível subir às muralhas e contemplar esplêndida.


Casas Circulares Casas Circulares

Antas

Antas

A Anta das Pedras Altas, no Monte da Mealha, e a Anta da Masmorra, no Monte das Alcarias de Pedro Guerreiro, na aldeia de Cachopo, destacam-se como os mais significativos monumentos funerários do período Neolítico do concelho de Tavira

VILA DO BISPO

Portugal Info

Sagres

O maior chamariz de Sagres deve-se ao facto de Henrique O Navegador lá ter tido, alegadamente, uma chamada "escola de navegação".
Contudo, não se sabe a localização dessa tal escola, nem a forma que assumia, enquanto edifício. A única coisa que se pode afirmar, com uma certa certeza, é que, entre 1420 e 1460, o príncipe Henrique reuniu à sua volta, nas vizinhanças de Sagres, os melhores "cérebros" internacionais, disponíveis nos vários campos da ciência relacionados com a marinha. É quase impossível não pensar na escola de Henrique como se fosse um centro de pesquisa medieval, uma espécie de precursor das instalações da NASA. E é perfeitamente aceitável especular que se tenha situado dentro das poderosas muralhas da fortaleza, localizada no principal cabo de Sagres. A partir da fortaleza deste promontório, curvam-se espantosos penhascos, que abrangem as áreas que passam pelo forte do século XVII, em Beliche, e pelo famoso farol situado no Cabo de São Vicente. Impregnado de história, o Cabo de São Vicente é um local varrido pelo vento, com uma superfície acidentada. Nos dias de hoje, é o fim da linha, bem conhecido entre os alpinistas ou montanhistas de todas as partes do Mundo, e de elevado interesse para os botânicos e para os observadores de pássaros.
Perto do farol, situado no promontório de Sagres, pode encontrar um bom exemplo de uma fenda, um respiradouro vertical e natural, que se eleva do tecto de uma caverna (situada na base do rochedo) em direcção ao topo do rochedo. Quando o mar está bravo, podem-se ouvir as ondas a bater na caverna, empurrando o ar com força para cima e puxando-o novamente para baixo.

O que é fortemente realçado no forte é a chamada rosa dos ventos, que consiste num círculo rochoso com pedras irradiantes. Muita gente acredita que Henrique a utilizava para fazer os seus cálculos náuticos. De facto, a sua origem permanece desconhecida, mas pensa-se que não seja tão antiga.
Sagres constitui uma visita quase obrigatória para quem se desloca ao Algarve, devido ao seu terreno rochoso e às suas ligações históricas.

O farol do Cabo São Vicente ou Farol de D. Fernando, foi mandado erigir por D. Maria II , tendo entrado em funcionamento em Outubro de 1846 . Era iluminado a azeite e o carácter da luz era de dois clarões de 2 segundos a cada 2 minutos de período, sendo que o alcance luminoso rondava as 6 milhas náuticas.

O farol foi, depois, votado ao abandono por vários anos, atingindo um estado de quase ruína . Uma visita sempre obrigatória é a Vila de Sagres e o farol do Cabo de S. Vicente.

VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO
igreja vrsa

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação

Construída no séc. XVIII, sofreu incêndios que a desfiguraram. Retábulos das capelas laterais ao gosto “rocaille”. Bom conjunto de imagens do séc. XVIII, com destaque para Nossa Senhora da Encarnação, da autoria do escultor Machado de Castro. Os vitrais da capela-mor e do baptistério, instalados na década de 40, são da autoria do pintor algarvio Joaquim Rebocho


centro cultural

Centro Cultural António Aleixo

Erguendo-se sensivelmente "a meio" da Rua Teófilo de Braga, principal artéria da Zona Histórica da Cidade, conhecida simplesmente como "a Avenida" por boa parte da população vilarealense, o edifício começou por albergar o quartel militar onde se concentrava a tropa estacionada na nova vila fronteiriça.
Com a concentração em Tavira das tropas estacionadas no Sotavento algarvio, o edifício foi transformado em mercado da verdura. Nos pequenos espaços existentes nos lados levante poente da grande área central onde estava instalado o mercado da verdura, funcionavam talhos e padarias. A "Praça do Peixe" estava então localizada na Avenida da República, na Zona Ribeirinha.
Com a passagem da "Praça" para o limite poente da cidade, na década de 80, surgiu a ideia de dar ao espaço uma outra utilidade, consentânea com uma zona da cidade que se pretendia nobre e animada. Daí que a ideia de o transformar em local de realização de eventos culturais acabasse por ser a que acabaria por ganhar corpo.
O Centro Cultural António Aleixo acabaria por abrir ao público em 1998. A designação deve-se ao poeta popular António Aleixo, nascido em Vila Real de Santo António em 1899 e falecido em Loulé, em 1949.


farol

Farol

Erguendo-se na zona em que o Rio Guadiana se "une" ao mar, foi construído em 1923, para substituir o antigo "Farolinho de Ferro", que se situava em plena mata.
Numa cidade em que boa parte das edificações continuam a ser térreas ou de dois pisos, o farol continua a destacar-se pela sua altura, que lhe confere, no cenário envolvente, uma certa imagem de opulência.
Verdadeiro "ex-libris" da cidade, oferece uma vista esplendorosa sobre a mata e a Cidade, o que faz com seja o torne o centro de muitas visitas de estudo ao Concelho. Os estudantes dão por bem empregue o fôlego gasto a subir os muitos degraus da íngreme escada de caracol que conduz ao cimo da torre.


Casino de Monte Gordo

Veio substituir, em 1934, o primitivo (Casino Peninsular) que lhe ficava a curta distância. Foi posteriormente remodelado por diversas vezes.


Fortaleza de Cacela Velha

Situada na povoação de Cacela Velha, foi um castelo ao tempo da dominação muçulmana.
No Século XVI, já em ruínas, foi reconstruída por ordem de D. João III ou D. Sebastião, não havendo certezas quanto a qual dos dois monarcas se interessou efectivamente pelo reerguer da estrutura defensiva. É sabido que o último inspeccionou pessoalmente as obras em 1573.
A Fortaleza sofreu várias vicissitudes nos séculos seguintes. Relatos de 1617 referem que a muralha estava arruinada no lado da arriba. Em 1750, a Fortaleza estava arruinada, tendo ficado quase destruída com o Terramoto de 1755.
A actual estrutura deve-se a D. Rodrigo de Noronha, que ordenou a sua reconstrução, prolongando-se os trabalhos de 1770 a 1794. Apresenta planta trapezoidal, com baluartes nos ângulos salientes, e guaritas. Em 1897, foi ocupada pela Brigada Fiscal da GNR, sendo que ainda hoje os edifícios do terraplano são utilizados por aquela força de segurança, o que impede visitas turísticas ao interior do monumento. Do largo fronteiro à Fortaleza avista-se, para Leste, o troço final da Ria Formosa, que se estende até poucas centenas de metros da Manta Rota, a baía de Monte Gordo e, mais longe, já em Espanha, as zonas de Isla Canela e Isla Cristina.


praia manta rota

Praia da Manta Rota

A Praia da Manta Rota, na Freguesia de Vila Nova de Cacela, é uma das mais extensas da Europa, caracterizando-se por águas cálidas e um areal a perder de vista, na "fronteira" entre o mar aberto e o cordão de dunas e ilhas-barreira que constitui a Ria Formosa. Menos explorada em termos turísticos que a zona de Monte Gordo, oferece recantos sossegados, mesmo no pico da chamada época alta, em que a maioria das praias da região "fervilha" de turistas. Vastas dunas e frondosos pinheiros quase a beijarem o mar têm contudo atraído, nos últimos anos, cada vez mais pessoas, que procuram também as suas águas cálidas e límpidas.


ria formosa

Ria Formosa

O Parque Natural da Ria Formosa reúne um conjunto ambiental de rara beleza onde a natureza foi mantida intacta. Desde a zona do Ludo, no concelho de Loulé, até Cacela Velha, no concelho de Vila Real de Santo António, ao longo de cerca de 60 Km, podemos observar um sistema lagunar de grandes dimensões constituído por várias ilhas barreira e 2 penínsulas arenosas que se estende mais ou menos paralelamente à costa, protegendo uma laguna onde se desenvolve um labirinto de sapais, canais, zonas de vasa e ilhotes. A sua constituição sedimentar prende-se sobretudo pela acção das marés, ventos e correntes marítimas, proporcionando um habitat de excepção para inúmeras espécies raras como o camaleão (Chamaleo chamaleon), a marrequinha (Anas crecca), ou a gaivota de cabeça preta (Larus melanocephalus). A maioria da população desta zona dedica-se a actividades ligadas à Ria Formosa - a pesca, a mariscagem e a moliscicultura, sendo esta uma área de produção natural de bivalves com predominância para as amêijoas e ostras.


sapal

Reserva Natural do Sapal de Vila Real de Santo António

Os apreciadores de aves e plantas têm nesta Reserva locais privilegiados para a sua observação. Dispõem ainda de um Centro de Acolhimento para orientação de visitas

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