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Junho 2016 - I Série - Açores - Inscrito no ERC sob o nº 125290
INFORMAÇÕES ÚTEIS | CULTURA | TURISMO

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Entrevista do Presidente da junta de freguesia de Santo Antão
Calheta - ilha de São Jorge

Paulo Jorge Oliveira Teixeira

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação política atual?

P.J.- Por norma acredito na boa intenção de quem se envolve nos assuntos públicos, daí pensar que a inclusão de partidos como o BE e o PCP na governação do País, embora com certas reservas, poderá ser positiva para a sociedade. Estes partidos trazem uma outra perspectiva que não está afectada pelos vícios daqueles que passam regularmente pela governação. Apesar da juventude da nossa democracia, os vícios instalados, dentro dos partidos do dito “arco da governação”, têm muito de podridão. Originaram um sistema de privilégios que prejudica a saúde do país.

A perda de soberania nacional e a selvajaria de um capitalismo que fabrica crises para se alimentar delas é um princípio que faz cada vez mais pobres e ricos mais ricos. A gestão por objectivos é um erro social que auto destrói a nossa sociedade e que sustenta o “vale tudo para aumentar os lucros”. O Estado deve gerir com a função de regular a sociedade, manter e proteger os mais fracos.

J.A.-Que pensa sobre as novas medidas anunciadas por este governo em exercício?

P.J.- Na teoria são boas medidas e vão ao encontro daquilo que nos parece o mais correcto para sustentar o desenvolvimento de uma sociedade equilibrada, apoiando as pequenas e médias empresas, distribuindo mais equitativamente e criando melhores condições de vida para as famílias mais desprotegidas. Mas perante o quadro da nossa dívida externa, todo o cuidado é pouco, uma vez que podem originar desequilíbrios financeiros.

Na prática há um conjunto de obstáculos a ultrapassar, junto de instâncias internacionais que ora nos dão ora nos tiram o oxigénio, como abutres que se alimentam de moribundos que não podem deixar morrer mas que também não querem saudáveis.

Depois temos um País com grandes deficits estruturais. Somos hoje um País cheio de deveres mas com poucos direitos. Somos um Pais desequilibrado quando, provavelmente, temos os mais bem pagos gestores públicos da Europa e no outro extremo dos mais baixos ordenados mínimos.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando essa freguesia inserida numa região dos distritos consideradas de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.J.- A situação desta freguesia nesse âmbito, é mais ou menos idêntica à panorâmica das demais freguesias da ilha ou da Região, que se encontrem inseridas numa zona rural, dedicada à lavoura.

Como se sabe, a pobreza é um problema social que resulta do capitalismo selvagem que consome a economia ocidental. Em todo o caso procuramos estar atentos sinalizando situações de maior gravidade, ajudando diretamente, ou alertando outras entidades que possam ajudar a resolver estas situações.

A freguesia é menos que uma gota de água no oceano, inserida num mundo globalizado em que as macro estatísticas é que gerem a sociedade. Isto é, as freguesias não contam para nada mas é com as freguesias que as pessoas mais contam, sobretudo em meios rurais. Mesmo sem recursos financeiros temos procurado encontrar soluções para ajudar as pessoas em momentos mais difíceis. Por exemplo numa altura em que as entidades mais poderosas não inseriram os desempregados em programas de ocupação, canalizamos as verbas possíveis para poder inserir o maior número de pessoas em programas, o que não só permitiu à freguesia contar com mão-de-obra a custos acessíveis, como assegurou que as pessoas pudessem auferir de um salário, o que lhes permite melhorar as condições em que vivem e contribuir para a impulsionar a própria economia da freguesia com mais dinheiro a circular no comercio local.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J.- Felizmente que a nossa ilha não possui uma percentagem elevada de tal tragédia, mas nem que seja um caso apenas, que há mais, não é admissível no século XXI.

Considero uma das chagas sociais que durante muitos anos ficou entre paredes e atrás das portas. Hoje essas portas abrem-se e é mais facilmente exposta aos olhos da sociedade que a recrimina, enquanto noutros tempos pior do que as tolerar, faziam parte da nossa cultura.

Na verdade, na minha opinião, não há um aumento real da violência doméstica, porque até penso que é um fenómeno que vem a diminuir, na medida em que hoje se cultivam outros valores, nomeadamente de igualdade de género.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.J.- Devemos admitir que sempre se emigrou nestas ilhas e em Portugal durante séculos. Só que a emigração de hoje é rica, porque preparada.

A jovem democracia do nosso País ainda tem muitas vicissitudes e uma delas é que temos um sistema político com resquícios de “caciquismo monárquico” em que prolifera o cultivo ao chefe e a sucessão pelos “boys”. Nesta medida estamos muitas vezes perante um sistema medíocre em que os caciques têm medo de ideias novas e abafam quem possa mexer com o comodismo instalado.

À luz desta infeliz realidade fecham-se muitas portas aos jovens que podiam sacudir o pó e despertar uma sociedade que em geral vive num estado de dormência, como acontece aqui na Região Autónoma dos Açores, e optam por procurar soluções onde se sintam valorizados ou simplesmente aproveitados.

Acho que falta investir mais nos jovens. Proporcionar independência como por exemplo na aquisição de moradia própria. Porque não ceder o imóvel com a condição de voltar à esfera pública a partir do momento que não seja mais necessária para aquela pessoa? Situação que deve ser atestada todos os anos com atestado de residência. É um passo importante para criar raízes. Na definição de estratégias de criação de emprego que vão de encontro a áreas do mercado em que sustentado em estudos haja margem de progressão.

Investir de forma a correr riscos com os jovens que queiram começar negócios, em que o Estado possa ser o garante do crédito. Certamente que se desperdiça muitos mais recursos em áreas menos profícuas e no fim o resultado tenderá para anular os eventuais prejuízos, pelos diferentes mecanismos de gerar recursos que voltarão ao seio das finanças do Estado. Mas uma verdade deve ser dita. No caso açoriano, o centralismo anulou alternativas de fixação dos nossos jovens, e a imigração de muitos dos filhos desta terra, já formados, para a ilha maior, é uma realidade, pois São Miguel é a única que pode oferecer emprego uma vez que é a única que se desenvolveu economicamente.

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a aceitação de refugiados?

P.J.- No plano lírico pode ser visto como uma boa solução para as duas partes. Para os refugiados, que podem encontrar uma oportunidade de refazer a sua vida e em contrapartida ser uma solução para combater o despovoamento de muitas zonas do país sobretudo no interior.

No plano real são culturas diferentes e temos assistido a muita intolerância e alguma arrogância que dificulta que se cultive o respeito mútuo.

Tenho, também, essa ideia de que em geral as primeiras gerações de emigração, vem com vontade de vingar e trabalham, sobretudo para proporcionar aos filhos aquilo que não tiveram. Penso que é fundamental fazer um papel de integração e acompanhamento que não se pode esgotar em ensinar a língua tem de se assegurar que as gerações seguintes se integram plenamente e sintam Portugal como o seu País natal.

Porém a cultura deles é antagónica em muitos aspectos da nossa, e lá no fundo há quem tema essas presenças pelas exceções que possam existir, e provocar algo menos bom.

J.A.- Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.J.- Os idosos são para nós recursos humanos de grande valor e sabedoria, autenticas bibliotecas vivas, que infelizmente se vão encaixotando em lares de luxo. Há um sentimento da governança de proporcionar tão boas condições de vida aos mais idosos, que os transformam em verdadeiros inúteis da sociedade, isolando-os quando podiam estar a contribuir para uma melhor sociedade.

Um rápido olhar pelo passado mostra que eram os mais experimentados da vida que exerciam funções de direção na sociedade. Eram os avós os educadores de infância dos seus netos e proporcionavam uma estabilidade emocional que hoje se transformou em depressão jovem. Creio que a existência de centros dia que, pelo menos no verão, pudessem reunir avós e netos seria um significativo contributo para estabilidade emocional das crianças e um alicerce da célula fundamental da sociedade que é a família!

Na freguesia, temos vindo a colaborar com a comemoração do dia do idoso e já apoiamos passeios a outras ilhas, mas sentimos que é muito pouco e desafiámos mesmo a que fosse registado em livro as ideias dos nossos idosos para o desenvolvimento da nossa freguesia, do nosso concelho e da nossa ilha.

J.A.-Pedimos que nos faça uma síntese da sua freguesia.

P.J.- A Freguesia de Santo Antão é uma freguesia rural do Concelho da Calheta e da ilha de São Jorge, criada por decreto de 6 de junho de 1889 e tem como orago o santo do mesmo nome, ainda que tenha sido cultivada uma grande devoção a Nossa Sra. de Lourdes, provavelmente maior do que a Santo Antão. Foi em volta da Confraria de Nossa Senhora de Lourdes que se desenvolveu todo o processo da criação da freguesia.

A nossa freguesia localiza-se a cerca de 30 km da sede do Concelho, Vila da Calheta e até 1870 fazia parte do Concelho de Vila Nova do Topo (extinto por decreto de 1855). Inicialmente chamava-se Ribeira Seca do Topo. Depois do grande terramoto de 1757 (“mandado de Deus” como ficou para a história) que destruiu os seus povoados matando uma elevada percentagem da população, foi construída a ermida em honra de Santo Antão e em volta da qual se desenvolveu o então curato com o mesmo nome e que mais tarde haveria de designar a própria freguesia. Juntamente com o curato de Santo Antão também ficou integrado na freguesia o então curato de São João Batista, hoje simplesmente fajã de São João. As fajãs, são uma característica da ilha de São Jorge e particularmente do Concelho da Calheta que detém cerca de 2/3 das mais de setenta identificadas na ilha de São Jorge. Estas pequenas localidades á beira-mar possuem verdadeiros microclimas que permitam o desenvolvimento de espécies tropicais como é o melhor exemplo a única produção da Europa de café.

Com uma área de 33 km2 tem uma população, pelos censos de 2011, de 741 habitantes, registando em 1950 o auge de 2.000 almas. Esta é a freguesia do nosso concelho que mais tem sofrido com o despovoamento, verificando-se mesmo um decréscimo de cerca de 20% entre os últimos dois censos.

No setor primário temos a agricultura com destaque para a produção de queijo e onde está localizada a cooperativa Finisterra (http://www.finisterratopo.com/). O sector das carnes começa a dar importantes passos através da empresa “Azores Meet” (http://www.azoresmeet.pt/), recentemente inaugurada e que esperamos possa contribuir significativamente para o nosso desenvolvimento económico, gerando mais-valias através do emprego e da colocação no mercado dos nossos produtos com realce para a carne.

Chegamos a ter três escolas do ensino primário num total de nove salas de aulas e ainda com funcionamento da telescola, hoje está tudo concentrado na Vila do Topo e com uma população escolar cada vez mais reduzida. Mesmo assim temos duas bandas filarmónicas que sobrevivem a muito custo.

Na freguesia temos uma “praça do gado” que é única na ilha e que pretendemos requalificar. Temos um órgão de tubos que devia ser classificado como património nacional por ser um instrumento de fim do século XVIII da autoria de Fontanes, um dos pais da organaria nacional.

Ao nível de percursos pedestres temos excelentes respostas que pretendemos desenvolver levando os nossos visitantes a caminhar pelas “calçadas” e carreiros outrora trilhados encosta abaixo e acima. Nesta área muito há a fazer, sobretudo para recuperar os acessos a antigos povoados (fajãs) do lado norte da ilha, abandonados a seguir ao sismo de 1980.

A fajã de São João com a sua antiga Ermida, o pequeno Porto da Panela e o desenvolvimento do seu tecido construtivo ao longo de um estreito arruamento calcetado, em que sobressaem os portões pintados com cores tipicamente tradicionais, são um quadro de rara beleza que se pode começar a apreciar ao longo do trajecto de acesso. O contacto com as pessoas que na sua simplicidade e generosidade convidam a visitar a sua adega típica para saborear o fruto do seu labor transformado em vinho, angelica ou aguardente.

As nossas muitas ribeiras a correr regularmente com as suas cascatas, em que se destaca a da ribeira do Lexias no Cruzal, permitem fotografias para a memória futura. Estas ribeiras são profícuas em vestígios de azenhas, outrora fundamentais para transformar o milho em farinha necessária para a cozedura da fornada semanal.

A paisagem com as excelentes pastagens repicadas com ranchos de gado, onde se distinguem ainda muitos espécimes da raça do Ramo Grande são o nosso mais genuíno cartão-de-visita.

J.A.-Qual o maior problema com que a sua freguesia se debate?

P.J.- Indiscutivelmente o maior problema com que nos debatemos tem a ver com o despovoamento, em que nos sentimos impotentes para contrariar, desprovidos de meios e ferramentas que possam desenvolver medidas de excepção para uma situação excepcional.

É que os jovens preparados que temos partem para outros lugares, ficando a ilha cada vez mais pobre.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.J.- São vários. Infelizmente a nossa periferia origina uma insularidade acrescida. Foram cometidos alguns erros históricos e irreversíveis para possibilitar um desenvolvimento mais harmónico de São Jorge, ao concentrar o desenvolvimento na outra ponta da ilha, penalizou ainda mais as freguesias da Vila do Topo e Santo Antão.

O despovoamento é algo que se combate com investimento, para que exista investimento é necessário que se criem condições para que este exista.

Destacaria a necessidade de requalificar e revitalizar o centro urbano da freguesia. A necessidade de desenvolver pequenos projectos que possam originar 1, 2 ou 3 postos de trabalho como seria o estabelecimento de parcerias com a Casa do Povo para ali instalar um Posto de Turismo e Posto do Museu Francisco de Lacerda; como seria a instalação de um Parque Natural na Ribeira do Lexias, zona do Cruzal (Corujal) onde abundam as azenhas, outrora de capital importância. A necessidade de dotar a fajã de São João de infra-estruturas para apoio ao turismo e consequentemente possibilidade da promover o alojamento local. A necessidade de concretizar a obra do Porto do Topo numa vertente de multi-usos que possa apoiar a pesca, a actividade recreativa e marítimo turística, bem como de transito de passageiros.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?

P.J.- Seríamos os últimos a olhar a freguesia com pessimismo pois procuraremos sempre incutir uma mensagem de esperança no futuro. Em termos de ação temos incidido sobre pequenos investimentos que possam atrair visitantes; que possam originar necessidades com possibilidade de criar novos postos de trabalho. Com esta ideia temos nos sectores do leite e carne possibilidade de sustentar parte significativa da economia da freguesia. Além de que é salutar registar que o QUEIJO ILHA, nasceu nesta zona do Topo, pelos primeiros povoadores flamengos. Isso poderá ser um convite para visitarem a nossa fábrica e terem um contacto real com a esta ponta da ilha formada por Santo Antão e Topo. A partir daqui temos de dar prioridade ao turismo, sector em que estamos convencidos de se poder desenvolver um conjunto de atividades que possam criar empregos e consequentemente fixar gente.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.J.- As Freguesias são obrigadas a um controlo financeiro que não permite aventuras com os poucos recursos que dispõem. Talvez por isso se criem hábitos de aproveitar muito bem os poucos recursos disponíveis.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J.- Para além dos acordos de execução e contratos inter-administrativos, são apoios ocasionais e pontuais que nem sempre obedecem a critérios de igualdade, de proporcionalidade ou mesmo de justiça.

J.A.-Que tipo de envolvimento a população tem com a autarquia?

P.J.- Procuramos estar atentos e presentes mas sem nos substituirmos às pessoas, particularmente com as instituições.

Como ficamos um pouco longe dos centros procuramos ser um apoio fundamental para as pessoas em todas as matérias em que possamos ajudar a esclarecer assuntos que os nossos residentes possam ter.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J.- Aquilo que cada um possa fazer para valorizar a nossa freguesia é importante. Não é possível no tempo que vivemos de esperar que uma junta de freguesia, uma câmara municipal ou mesmo o governo sejam capazes de resolver todos os problemas. Cada um de nós pode fazer sempre qualquer coisa para ajudar. Nem que seja abrindo um vazão que pode salvar um caminho ou arrumando o plástico dos silos; as sacas de adubo e ração, que podem evitar obstrução de curos de água.

São muitas pequenas coisas que no fim fazem a grande diferença na poupança de dinheiros e recursos que podem ser canalizados para outras coisas.

Por fim é importante que a nossa freguesia seja um espaço agradável onde as pessoas se sintam bem e queiram voltar e ficar, aproveitando as casas, por exemplo da fajã de São João e que podem gerar importante receita.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J.- É difícil ser autarca de uma pequena freguesia, em que trabalhas a 30 km, tens família e ainda participas noutras atividades e tens de encontrar tempo fora do horário de trabalho para ser presidente de freguesia. É uma gestão difícil até porque são cada vez mais as exigências que se colocam; são cada vez mais o número de reuniões.

Mesmo assim tem sido uma preocupação encontrar tempo para a família, o que nem sempre é bem conseguido, porque vezes há que mesmo estando em casa o cansaço retira disponibilidade para estar de “corpo e alma”. Muitas vezes, embora injusto, vejo-me a dizer: “Deixem-me só por um bocadinho, em paz!”!

Verdade é que em tudo na vida sem uma família forte por trás somos muito pouco e à minha família devo essa atenção e apoio para que tenha conseguido fazer algumas coisas pela nossa freguesia.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J.- Em nome da freguesia de Santo Antão quero agradecer esta oportunidade de uma pequena terra como a nossa, estar presente no vosso jornal, e assim ser uma parte visível desta Ilha açoriana, que também é Portugal!

Votos que continuem com esse tipo de trabalho, permitindo assim que freguesias como a Santo Antão possam sair do anonimato a que o isolamento e a pequenez da sua existência as vetam.

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