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Junho 2016 - I Série - Açores - Inscrito no ERC sob o nº 125290
INFORMAÇÕES ÚTEIS | CULTURA | TURISMO

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Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Angustias

José Rodrigues da Costa

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação política atual?

P.J.-A atual situação política é uma situação nova ainda não experimentada nestes 40 anos de implementação da democracia em Portugal. Vamos dar tempo ao tempo para vermos se esta nova política, inversa à do anterior governo, trará melhores resultados para a nossa economia e para as famílias portuguesas.

J.A.-Que pensa sobre as novas medidas anunciadas por este governo em exercício?

P.J.-As medidas anunciadas por este governo socialista, algumas já implementadas, são medidas que visam incentivar o consumo interno, apoiar as pequenas e médias empresas para que possam investir e criar emprego. Julgo que são medidas positivas que podem dar um impulso à nossa economia, criando mais riqueza e distribuindo-a mais equitativamente, criando melhores condições de vida para as famílias mais desprotegidas.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando essa freguesia inserida num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.J.-A pobreza é um problema social que todos nós enfrentamos. A junta de freguesia não tem recursos financeiros para fazer face aos muitos problemas com que nos deparamos todos os dias, mas tentamos resolver encaminhando as pessoas que necessitam de apoio para o Instituto de Acção Social, tutelada pelo Governo Regional ou para os Serviços de Ação Social da Câmara Municipal da Horta.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J.-A violência doméstica é uma chaga social da nossa sociedade e o seu aumento tem muito a ver, na minha opinião, com as políticas de empobrecimento das famílias, levadas a cabo pelo anterior Governo da República, porque a redução dos salários e o aumento de impostos criaram muitas dificuldades a muitas famílias que deixaram de poder pagar, por exemplo. a prestação da casa, criando muitos problemas sociais e que ajudam ao aumento da violência no seio das famílias.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.J.-Eu penso que a emigração dos nossos jovens que saem das universidades mais bem preparados, não é bom para o desenvolvimento do nosso país.

Eles são o futuro deste país e os governos devem criar incentivos para que os jovens fiquem cá e possam ajudar a desenvolver Portugal e não os países para onde emigram.

J.A.- Qual a vossa opinião sobre a aceitação de refugiados?

P.J.-Sendo Portugal um país de emigrantes, sou a favor da aceitação de refugiados, e havendo uma desertificação de muitas zonas do interior, julgo ser uma oportunidade para eles próprios e para o país que pode resolver alguns dos problemas de desertificação.

J.A.- Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.J.-Nós temos um carinho especial pelos idosos e sempre que nos é solicitado algum apoio nós estamos sempre disponíveis, dentro das nossas disponibilidades, para apoiar

J.A.-Pedimos que nos faça uma síntese da sua freguesia.

P.J.-A Freguesia de Angústias é uma freguesia urbana da cidade da Horta, criada a 28 de Novembro de 1684 e tem como orago Nossa Senhora das Angústias.

Com uma área de 10km2 tem cerca de 39% da sua área urbana e 61% rural e com uma população de 2.418 habitantes.

É nesta freguesia se concentra grande parte da atividade económica da ilha do Faial

No setor primário temos a agricultura e em grande destaque o sector das pescas.

Na Freguesia de Angústias está também localizada grande parte da indústria do Concelho, onde se destaca a indústria de alumínio, construção civil, oficinas de mecânica e carpintaria, comércio e serviços. É na Freguesia das Angústias que se concentram a maioria dos serviços públicos do Concelho da Horta, nomeadamente os serviços Administrativos do Governo Regional, Pavilhão Desportivo da Horta, Marina da Horta, Clube Naval da Horta, Lotaçor, Porto dos Açores, Delegação da Secretaria Regional do Turismo e Transportes, Serviços de Fiscalização Económica, Matadouro da Horta, Direção de Viação, Escola Básica Integrada da Horta, Escola Secundária, Dr. Manuel de Arriaga, Adéliaçor, SPRHI, Hospital da Horta, Posto Meteorológico, Príncipe Alberto do Mónaco, Delegação Aduaneira da Horta, Capitania do Porto, Polícia de Segurança Pública, Guarda Nacional Republicana.

Temos ainda duas Clínicas, um laboratório de análises clínicas e dois centros de fisioterapia.

Ao nível desportivo, cultural e social têm sede nesta freguesia catorze associações e coletividades.

A Freguesia de Angústias está ainda servida por quatro agências bancárias, quatro estações de serviço de combustíveis ea maior superfície comercial, o Híper Continente.

Ao nível do património edificado, temos a Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Angústias, Ermida de Santa Barbara, Ermida da Guia, Capela Rainha Santa Isabel, Porto da Horta, Marina da Horta, Centro do Mar, Museu dos Dabneys, conjuntos habitacionais das “Companhias dos cabos submarinos”, onde se inclui a residência oficial da Presidência da ALRAA e ainda as fortificações existentes na ilha estão nesta freguesia: Castelo de Santa Cruz, Reduto da Patrulho e Castelo de S. Sebastião. No apoio ao turismo, estão sedeadas nesta freguesia quatro Agências de Viagens e três unidades hoteleiras.

Ao nível de restauração temos sete restaurantes, duas pizarias e cerca de doze bares ou cafés, entre os quais se inclui o famoso Bar do Peter. Ainda com interesse turístico temos o Miradouro natural do Monte da Guia, Aquário de Porto Pim, o Cabeço das Moças e uma das mais belas Praias dos Açores, a Praia de Porto Pim.

J.A.-Qual o maior problema com que a sua freguesia se debate?

P.J.-Um dos maiores problemas com que nos debatemos tem a ver com apoio social às famílias carenciadas, pois não temos capacidade financeira para apoiar essas famílias que vivem com algumas dificuldades. Gostaríamos muito de o poder fazer, mas estamos muito limitados ao nível financeiro.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.J.-Sendo a Freguesia de Angústias a segunda mais populosa do Concelho da Horta, com 17% da população idosa e mais de 20% de jovens, há uma necessidade urgente de uma infraestrutura de apoio à nossa juventude e à terceira idade.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?

P.J.-Não querendo ser pessimista, temos boas perspetivas de crescimento no futuro, pois é nela que estão instaladas as principais instfraestuturas de apoio população do concelho, como se pode constatar na síntese feita sobre a freguesia, e com tendência para crescimento.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.J.-A Junta de freguesia tem uma situação financeira estável. Não temos dívidas e pagamos a 30 dias.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J.-Para além do apoio técnico, a Câmara Municipal da Horta apoia as Juntas através de acordos de execução e contratos interadministrativos, sendo um dos municípios que mais transfere para as Junta de Freguesia.

J.A.-Que tipo de envolvimento a população tem com a autarquia?

P.J.-O nosso envolvimento com a população é saudável, mas tem mais a ver com as instituições da freguesia, havendo uma parceria de apoio cultural, desportivo e sociala através de protocolos de cooperação financeira com as mesmas.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J.-A minha mensagem é de agradecimento às instituições e à população em geral que colaboraram comigo ao longo dos três mandatos que levo à frente dos destinos da Freguesia de Angústias. Hoje a Freguesia de Angústias está muito diferente, para melhor, de quando eu assumi a presidência da Junta de Freguesia em 2005 e isso só foi possível com o apoio de todos os angustienses.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J.-Apesar do muito tempo que dedico à Junta de Freguesia, consigo conciliar a vida familiar com a de autarca. Eu não estou a tempo inteiro e por isso resta-me algum tempo para a família, apesar dos constrangimentos que tenho como Presidente de Junta.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J.-Quero agradecer a oportunidade que me deram de colaborar convosco, desejando muitas felicidades ao Jornal das Autarquias pelo bom trabalho que desempenha na divulgação das autarquias e colaboração com as mesmas. Continuação de um bom trabalho.

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