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Junho 2016 - I Série - Açores - Inscrito no ERC sob o nº 125290
INFORMAÇÕES ÚTEIS | CULTURA | TURISMO

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Entrevista do Presidente da Câmara Municipal da Madalena

José António Marques Soares

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação política atual?

P.C.-Portugal vive uma situação política particular, sendo crucial aguardarmos por uma estabilidade plena, benéfica para todos os portugueses e para o desenvolvimento da nação na sua plenitude.

J.A.-Que pensa sobre as novas medidas anunciadas por este governo em exercício?

P.C.-Na minha opinião é crucial adotar-se políticas de descentralização do poder central, apostando na delegação de competências às autarquias, que pela sua proximidade com as populações estão melhor preparadas para este exercício.

É, portanto, importantíssimo proceder-se a uma paulatina e equilibrada transferência de poderes regionais e centrais para o poder local, acompanhada necessariamente de um pacote financeiro, que permita responder às reais exigências das populações.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está esta autarquia a gerir esse problema?

P.C.-A Câmara Municipal da Madalena tem desde sempre apostado em políticas de promoção social de apoio aos mais carenciados, em prol de um progresso verdadeiramente equitativo. Reflexo desta permanente preocupação são os múltiplos programas desenvolvidos neste sentido, nomeadamente a aprovação do regulamento de apoio às famílias numerosas, e do respetivo cartão que oferece inúmeros benefícios aos agregados familiares com três ou mais descendentes residentes no concelho, o programa MadalenAbraça +, o kit de natalidade, entre muitas outras iniciativas.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.C.-A violência doméstica é em pleno século XXI, um dos maiores flagelos da nossa sociedade, gerando mais mortes, no universo feminino, que o cancro ou os acidentes de viação.

Acredito que este aumento que os números refletem traduzam a maior capacidade de sinalização das nossas instituições.

A Câmara Municipal da Madalena tem também vindo a envidar os seus melhores esforços para que tal flagelo se torne um fenómeno esporádico e residual, rapidamente detetado e de imediato eliminado, tendo dinamizado diversos workshops e formações, que visam dotar os seus técnicos e técnicos de outras instituições do Concelho e da Ilha das ferramentas necessárias para enfrentar este grave problema social.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.C.-Portugal é um país de emigrantes. Desde sempre existiu no nosso povo o desígnio pela busca incessante de novos horizontes. Felizmente, sempre tivemos a oportunidade de regressar à nossa pátria, às nossas casas, enriquecidos por novas experiências.

Neste contexto, é crucial que as instituições contribuam de forma inequívoca para o regresso dos seus jovens, criando mais e melhores condições para a sua fixação.

A Câmara Municipal tem, nesse sentido, investido quer em bolsas de estudo, quer no loteamento de terrenos para jovens e na sua integração no mercado de trabalho, apostando assim na fixação de população jovem no concelho.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a aceitação de refugiados?

P.C.-A solidariedade entre povos é um princípio fundamental, todavia é necessário criarem-se condições nas mais diversas áreas para a aceitação de refugiados, desde mecanismos facilitadores à sua integração plena, nomeadamente no que concerne à aprendizagem da língua, à inserção no mercado de trabalho, entre muitos outros fatores, sem os quais não poderemos oferecer uma vivência digna a estas pessoas.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.C.-As políticas sociais de apoio à terceira idade assumem suprema importância para a Câmara Municipal da Madalena, que tem vindo a dinamizar dezenas de projetos, em prol do envelhecimento ativo e do fortalecimento das dinâmicas de grupo na Idade Maior, tendo mesmo sido finalista do Prémio Município do Ano 2014, com um projeto neste domínio, o Programa MadalenAbraça.
Criado em 2012, este programa disponibiliza uma vastíssima panóplia de serviços, nomeadamente no que concerne ao acompanhamento dos idosos a consultas e serviços; à aquisição de medicação e supervisão da mesma; à execução de pequenos arranjos nas habitações, melhorando as condições de habitabilidade e mobilidade dos mais velhos do Município, à aquisição de bens alimentares de primeira necessidade, estando disponível 24 horas através de contacto móvel.

A par deste programa, muitas outras iniciativas têm sido desenvolvidas pelo Município, nomeadamente o projeto Mobilidade Sénior, as sessões mensais de psicoterapia de grupo com os Centro de Convívio de Idosos do Concelho, a criação de um grupo de teatro e a lecionação de aulas de informática aos seniores do Município, bem como o levantamento estatístico integral da população idosa, realizado pelos técnicos municipais, com o fito de melhor conhecer, para melhor ajudar esta população, são apenas algumas das muitas atividades que espelham a constante preocupação e valorização da terceira idade, na Madalena.

J.A.-Pedimos que nos faça uma síntese do seu concelho.

P.C.-O concelho da Madalena é um dos três em que está administrativamente dividida a ilha do Pico. Situado no extremo ocidental da ilha, abrange uma área aproximada de 149,1 quilómetros quadrados, distribuída pelas seis freguesias que o constituem: Bandeiras, Madalena, Criação Velha, Candelária, São Mateus e São Caetano.

Este é atualmente o mais populoso Concelho do Pico, com mais de 6 mil habitantes, e inquestionavelmente o que possui maior dinamismo económico, beneficiando ainda de uma posição geográfica estratégica, com importantes infraestruturas como, o Porto de Passageiros da Madalena e o Aeroporto do Pico, sendo por excelência a porta de entrada dos milhares de turistas que anualmente visitam a ilha.

Na verdade, o turismo tem crescido exponencialmente no Município, que assiste de ano para ano à entrada de um crescente número de visitantes, seduzidos pela beleza natural da ilha nomeadamente pela sua paisagem lávica, adornada por monumentais pirâmides de basalto negro, os “maroiços” e pequenos “currais” onde da pedra se faz vinho, e que deram fama e distinção à Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, aclamada em 2004, pela Unesco, como Património da Humanidade.

Na verdade, o desenvolvimento da Madalena e a produção de vinho percorrem de mãos dadas toda a história do concelho, sendo esta uma das mais significativas atividades económicas do Município, produzindo-se nestas terras um delicioso néctar, conhecido nos quatro cantos do mundo, recentemente colocado em diversos restaurantes de luxo europeus, distinguidos com estrelas Michelin e que fazem da Madalena, Capital dos Açores da Vinha e do Vinho.

Alavancando o seu desenvolvimento nos mais diversos setores económicos e apostando na educação e na cultura, a Madalena é hoje um concelho orgulhoso do seu passado, de olhos postos no futuro.

J.A.-Qual o maior problema com que esse concelho se debate?

P.C.-O envelhecimento da população e o despovoamento do Concelho são, sem dúvida, dos maiores problemas que assolam a Madalena, sendo crucial a adoção de políticas públicas que favoreçam a fixação dos jovens, por forma a combater este flagelo demográfico.

Os transportes assumem também um papel primordial no desenvolvimento económico e social do nosso Concelho. O Pico precisa reforçar as suas ligações aéreas com o exterior, sob pena de ver gorados os esforços envidados em prol do incremento turístico e económico, acabando o seu magno potencial neste sector – por todos reconhecido – por sucumbir aos ditames do isolamento. Somos a insularidade dentro da insularidade. A dimensão arquipelágica deveria reforçar a nossa autonomia, não enfraquecê-la.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.C.-Existem outras áreas que necessitam de uma intervenção efetiva por parte das entidades competentes. A saúde é, inquestionavelmente, uma delas. A diminuição dramática das consultas de especialidade, a falta de um serviço de imagiologia completo, entre muitas outras lacunas neste setor importantíssimo para o quotidiano da população carecem de uma rápida intervenção.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro do concelho?

P.C.-A Madalena destaca-se quer pelas suas caraterísticas geográficas favoráveis, quer pelo mosaico de atividades económicas que tem atualmente assistido a um crescimento sem precedentes na história do Concelho e da Ilha.

O futuro da Madalena passa inevitavelmente pela consolidação deste crescimento, nomeadamente no que concerne aos setores a montante e jusante da atividade turística, em plena expansão no nosso Município.

Os esforços envidados por esta autarquia em políticas públicas sociais e culturais profícuas, em obras capitais para o desenvolvimento e progresso da sociedade madalenense e para a fixação de jovens no nosso Município, a criação de oportunidade geradoras de emprego, mediante a captação de investimento no Concelho, fazem-me acreditar num futuro risonho para a Madalena.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.C.-A situação financeira da autarquia é sustentável e equilibrada, evidenciando, a capacidade deste executivo autárquico em aliar uma gestão rigorosa à prossecução dos objetivos de desenvolvimento do concelho.

O endividamento está contido e dentro dos limites legais, o que nos permite uma maior capacidade financeira e a utilização total dos Fundos Comunitários de que a Autarquia pode dispor.
Em síntese, não obstante as exigências dos tempos que correm, temos uma gestão eficiente que nos permite encarar o futuro com confiança.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.C.-A autarquia da Madalena mantém uma estreita parceria com todas as Juntas de Freguesia do Concelho, assegurando e, sempre que possível, reforçando as verbas de transferências de competências para as Juntas e colaborando na resolução rápida e eficaz de eventuais problemas quotidianos, bem como no lançamento de pequenas obras estruturantes para a salutar vivência municipal.

J.A.-Que tipo de envolvimento a população tem com a autarquia?

P.C.-Uma cidadania ativa e participante é crucial para o desenvolvimento de qualquer Município. Neste âmbito, a autarquia da Madalena pode orgulhar-se do envolvimento cabal que a sua população tem nos projetos do Município.

Contrariamente ao que se verifica nos grandes aglomerados populacionais, no Concelho da Madalena, há efetivamente um contacto permanente e direto entre a população e o executivo camarário, muito benéfico para o desenvolvimento e progresso da Madalena.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população do seu concelho?

P.C.-Quero assegurar-lhes que a Câmara Municipal da Madalena está a trabalhar com seriedade, rigor e competência para cumprir, e se possível exceder, os compromissos assumidos, rumo ao desenvolvimento e ao progresso social, na senda do sucesso por uma Madalena cada vez mais moderna, cada vez mais equitativa, cada vez mais cosmopolita.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.C.-Assumir o compromisso de servir no Poder Local, envolve inevitavelmente sacrifício da vida pessoal e familiar. Há que estar disponível para a população 24 horas diárias, pronto a atuar sempre que necessário. É uma gestão exigente, e não raras vezes incompreendida, mas recompensadora quando verificamos que os nossos esforços são coroados de êxito, e que a nossa atuação marcou a diferença na melhoria da qualidade de vida da nossa população.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.C.-Quero felicitar o Jornal das Autarquias pelo excelente trabalho que tem desenvolvido, fazendo votos para que continue na sua missão de porta-voz do poder autárquico, com uma informação de rigor, contribuindo desta forma para o enriquecimento da nossa democracia.

 

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