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JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Entrevista a Pedro Miguel Ramos - Apresentador e empresário

Pedro Miguel Ramos

J.A. - Dos projectos em que se envolveu até hoje, qual deles o que mais lhe agradou?
P.M. - Eu, em primeiro lugar, assumo-me como um comunicador. Vamos lá a ver, toda a minha escola assenta nesta profissão como comunicador, ponto. Embora, actualmente, tenha também um outro rótulo que é o de empresário e se empresário é uma pessoa que passa cheques, eu também sou empresário porque tenho a responsabilidade financeira de gerir uma empresa. Mas a minha principal profissão, a minha principal  paixão é essa, é comunicar.
Olhando para trás, para o meu percurso profissional e para a minha formação, numa fase inicial, enveredei pela minha primeira paixão, que era a moda, e aí frequentei um curso de estilismo industrial. Fiz vários programas e vários formatos ligados ao jornalismo que assentavam sempre nessa formação que eu tinha tido de moda através do curso de estilismo industrial. Mas, desde muito cedo, achei que a minha vocação seria mais a comunicação em detrimento da moda, e comecei a fazer um percurso que começou numa rádio pirata, depois numa rádio local, que era a rádio Mais, depois da rádio local que era na Amadora passei para uma rádio temática que era a rádio Energia. Depois passei para a TSF e depois para a Rádio Comercial. E assim fui crescendo, fazendo um trajecto radiofónico, onde tive oportunidade de trabalhar com os principais  profissionais, com grandes nomes da rádio portuguesa. Foi realmente a minha grande formação, sobretudo quando estive mais tempo na TSF, mas, também, quando ao mesmo tempo, comecei a trabalhar, na televisão. Portanto, foi sempre um percurso que começou por escolas muito fortes, por onde passei, quer rádio quer televisão e que fazem de mim um comunicador.
Há cerca seis anos atrás, criei a minha própria marca, criei o meu projecto de comunicação e comecei a fazer um trabalho diferente de todos aqueles que tinha realizado, ou seja, quando me pergunta qual foi o trabalho que mais gostei de fazer, a resposta é-me difícil porque para trás estão projectos muito interessantes que me ajudaram a crescer muito, enquanto comunicador, mas o desafio actual que é o de liderar uma equipa de algumas dezenas de pessoas, com a responsabilidade que acarreta, de fazer crescer, de muscular uma marca, que é muito mais que uma cadeia de restauração, é sobretudo um projecto de comunicação, uma marca, é o desafio. Não esquecendo os outros, este é o desafio.

J.A. - Será este o desafio principal?
P.M. - Talvez! Eu acho que sim. É um trabalho diferente de todos os que eu fiz. Sabe que  todos os trabalhos em que eu estive ligado nunca assentaram numa temática do “ toque e foge”, ou seja, todos os projectos em que eu estive eram sempre projectos muito consistentes. Não eram projectos que duravam um mês, dois ou três. Eram projectos que tinham uma razão de ser e que, felizmente, resistiram às modas e permanecem no tempo, E a marca é um bom exemplo. Estamos a falar de uma marca que vai fazer sete anos, em Agosto, e que nasceu numa altura em que a conjuntura económica, sobretudo no nosso país, não era a mais favorável. E, portanto, a marca tem resistido, tem crescido, e, sem dúvida, este projecto é muito gratificante porque eu pensei-o, do zero, e tem custado, no terreno, todos os dias, todas as horas, gerindo. Portanto este trabalho é, sem dúvida, o mais marcante até ao momento.

J.A. - Outro assunto que nós gostamos de falar, sem que queirámos entrar na privacidade dos nossos entrevistados. Eu sei da adoração que tem pelos seus filhos, quer falar-nos deles?
P.M. - Não há muito a falar sobre esse tema, pois vou-me repetir em relação ao discurso de qualquer outro pai, ou seja, ser pai é algo que, a ser vivido em pleno, é indescritível. Portanto, o que podemos dizer assenta em pensamentos positivos, em vivências positivas, em afectos fortes. Ser pai para mim é tudo isso, ser pai para mim é ser feliz.

J.A. - A televisão, para quando?
P.M. - Eu estou afastado acerca de dois anos da televisão. O último projecto que eu fiz foi as Noites de Verão para a RTP 1, com a Merche, há dois verões atrás. Neste momento, existem possibilidades de regressar em breve. É um regresso que está a ser ponderado, está a ser trabalhado, sem grande pressão, sem grande stress à mistura, porque continuo a saborear este meu trabalho actual e sei que, nesta altura, estou melhor formado, estou mais capaz de fazer um melhor trabalho, na área da comunicação ligada à televisão.  Acho que a oportunidade vai surgir. Quando surgir, lá estou eu, uma vez mais, para a agarrar, para ir em frente, para a trabalhar, o melhor que sei e posso

J.A. - Onde nasceu e quando?
P.M. - Eu nasci no dia 26 de Junho de 1971 na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa.

J.A. - Então reside em Almada?
P.M. - Nos últimos tempos, resido na Aroeira, Almada.

J.A. - Já visitou o Jornal das Autarquias. Qual a sua opinião sobre este projecto?
P.M. - Sendo eu um fã incondicional, sobretudo de projectos originais, diversificados, ligados à comunicação, eu acho que há muitas formas de nós comunicarmos e eu tenho descoberto algumas, na minha área, que são muito gratificantes e é sempre importante, para nós, quando preparamos e servimos um projecto, nem que seja só para um ouvinte, para um leitor ou para um espectador, porque nunca sabemos quem está do outro lado a ouvir-nos ou a ler-nos. Portanto, ter um suporte em que relata o quotidiano, o dia-a-dia de uma autarquia, acho que é um projecto muito nobre e muito importante para o crescimento da nossa sociedade, para o crescimento das nossas cidades. São projectos que são essenciais na comunicação em Portugal, em meu entender, que devem ser estimulados, apoiados e espero também que sejam projectos com rentabilidade para se manterem ao longo dos tempos.

Agradecemos a disponibilidade e gentileza, dispensada pelo Sr. Pedro Miguel Ramos, para com este jornal, ao recebermo-nos no seu espaço “AMO-TE CHIADO”.

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