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JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Maio 2017 - Nº 115 - I Série - Vila Franca de Xira, Azambuja, Alenquer, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço

Vila Franca de Xira, Azambuja, Alenquer, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira

Mário Manuel Calado dos Santos

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação politica atual?

P.J. Não sendo a ideal, está pelo menos melhor do que aquela que vivemos no quadro político anterior liderado pelo PSD/CDS. Partilho igualmente da ideia lançada por um carismático político da nossa praça, que considerou que o entendimento verificado à esquerda, se constituiu como um dos mais importantes factos políticos da nossa democracia.

J.A.-Qual a sua opinião sobre o orçamento de Estado para 2017?

P.J. Na linha da resposta anterior, e pelo entendimento político verificado à esquerda, a há pelo menos a espectativa, para não dizer certeza, de que ele venha a considerar alguma recuperação de melhores condições de vida para a população mais desfavorecida e algum alívio da classe média, claramente sobre quem tem incidido igualmente uma grande pressão.

J.A.- Sendo essa região uma das mais fustigadas pelos incêndios, quais as medidas a adotar, de futuro; para minimizar tais calamidades?

P.J. Felizmente, não me parece que a região e particularmente a Freguesia de Vila Franca de Xira,se integrem no quadro traçado de região fustigada por incêndios.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido numdos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia agerir esse problema?

P.J. Pela sua dimensão, não é um problema que possa ser gerido por uma Junta. Contudo, preocupa-nos essa constatação. Fazemos o que é possível no quadro das nossas capacidades e responsabilidades, sobretudo integrados num sistema integrado de atendimento social de famílias que procuram ou solicitam apoio.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentadodrasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J. É absolutamente lamentável e urgente a sua erradicação. Para essa irradicação, poderá contribuir em boa medida a denúncia corajosa de vítimas e dos cidadãos conhecedores de casos de violência doméstica próximos de si. Penso que na base estarão entre outros, tambémproblemas relacionados com a detioração das condições de vida de muitas famílias, cujo desespero, induz por vezes a comportamentos julgados impossíveis de acontecer.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?

P.J. Absolutamente condenável, e deve ser travada no quadro do que se exige num Estado de Direito.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os maiscredenciados?

P.J. Igualmente lamentável que um país não consiga criar condições para fazer a integração dos talentos que gera, e que estes não utilizem as suas imensas capacidades e conhecimento no desenvolvimento do mesmo. Felizmente, e ainda que ligeiramente, parece verificar-se atualmente uma tendência para travar esse efeito.

J.A.-A vinda de refugiados tem causado alguma celeuma. Que opinião tem sobre estetema?

P.J. Naturalmente com regras. Não me parece contudo, que faça sentido negarmos a oportunidade de seres humanos fugirem às tragédias a que todos os dias assistimos. E não podemos esquecer que o mundo ocidental não fez tudo para o evitar, bem pelo contrário.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.J. Para além daquilo que são os aspetos ligados ao atendimento integrado SAASI e ao acompanhamento prestado pelas nossas técnicas, e no quadro daquilo que são as nossas possibilidades, promovemos a acarinhamos sobretudo o convívio social numa iniciativa a que chamámos” Passeio dos Avós”.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?

P.J. Não sendo um problema no qual tenhamos qualquer responsabilidade e capacidade para o resolver, considero no entanto que o estado e a situação criada pelo fecho do Vilafrancacentro se constitui talvez como o principal problema da Freguesia e da Cidade, pela dimensão e complexidade que encerra. Uma solução para o antigo Hospital de Vila Franca de Xira, trará igualmente consigo bons ventos e contribuirá para a regeneração da vida da Freguesia.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.J. Mais uma vez, sendo um problema fora do alcance de intervenção da Junta de Freguesia, penso que o número ainda considerável de habitações degradadas ou devolutas é também uma situação a ter na devida conta. Verificam-se também e infelizmente, muito por falta de fiscalização, ainda muitos casos de falta de civismo e cidadania, no que respeita ao cumprimento de regras básicas e respeito pelos regulamentos, nomeadamente no acompanhamento de animais de estimação ou companhia, que não têm culpa nenhuma pelos donos que têm.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?

P.J. A minha natureza é a de um otimista. Nesse sentido, acredito que esta Freguesia tem futuro. Para isso será necessária uma maior participação e envolvimento cívico de todos os Fregueses, nos vários domínios da vida em sociedade. E neste particular, os jovens devem tomar ainda mais consciência da importância da sua participação nesta epopeia.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.J. É estável e tranquila, porque gerida numa lógica de rigorosocontrolo.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J. Em rigor não é de apoio que devemos falar, mas doque resulta da lei e das transferências respetivas no âmbito do FFF.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J. A mensagem enquadra-se genericamente no âmbito da pergunta sobre o futuro da Freguesia. O progresso da nossa terra, passa muito pela participação e envolvimento de todos, fator decisivo também (na minha opinião),no processo de transformação para melhor, das nossas vidas. Esperar que as autarquias por si só resolvam tudo, é absolutamente errado.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J. É de facto um dos principais problemas com que nos debatemos. Essa gestão só é possível de acontecer, com uma grande compreensão e espírito de sacrifício da família e particularmente da esposa, como é o caso. Há uma ideiaainda muito distorcida em muito gente, no que se refereaos autarcas, Presidentes de Junta ou de Câmaraou outros eleitos. Em rigor cumprir integralmente as responsabilidades que assumimos, responder aos convites e solicitações várias que nos são dirigidas durante o mandato, significa abdicar quase completamente da vida em família, sobretudo no que aos fins-de-semana diz respeito.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J. A mensagem de continuação de bom trabalho e de êxito na vossa missão como Jornal das Autarquias, até porque ostentam um nome ou título que vos confere ainda maior responsabilidade e exige um continuado rigor.

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