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JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Agosto 2017 - Nº 118 - I Série - Santarém

Santarém

Augusto Manuel Alves Barros

Entrevista do Presidente da União de Freguesias de São João Batista e Santa Maria dos Olivais

Augusto Manuel Alves Barros

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação politica atual?
PUF.-Não obstante os ruidos "nefastos", o país vai rolando numa toada lenta mas consistente, apesar dos fundos comunitários do quadro 2020 só agora estarem a chegar às autarquias.
J.A.-Qual a sua opinião sobre o orçamento de Estado para 2017?
PUF.-No que se refere ao orçamento do Estado para 2017 e tal como referi atrás, para alêm da chegada tardia dos fundos comunitários, o Estado empurrou para as autarquias competências que não foram acompahadas convenientemente dos envelopes financeiros por força também de cativações torna um orçamento bom para o Estado mas mau para o Poder Local.
J.A.- Sendo essa região uma das mais fustigadas pelos incêndios, quais as medidas a adoptar, de futuro; para minimizar tais calamidades?
PUF.-Os incêndios são uma "malapata" para o país daí que enquanto não for feito um ordenamento florestal que inclua a obrigação de limpeza quiçá de nacionalização que obrigue o próprio Estado a preservar e rentabilizar de forma equilibrada para os proprietários dos mesmos.
J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
PUF.-O nosso concelho tem vindo nos últimos 30 anos a perder poder económico por razão do encerramento das indústrias aqui existentes, e só agora parece ter acordado e incentivado a que uma das áreas de negócio comece e desenvolver que é o Turismo. Porém é pouco para uma região que até meados do século passado foi muito forte industrialmente, e, não podemos pensar só em viver de Turismo, mas, reativar o parque industrial em áreas que nos têm “fugido”.
J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
PUF.-Sendo na verdade um tema que afeta toda a sociedade, e, tendo o desemprego como o fator de violência doméstica, afastando pessoas, afastando famílias, tem conduzido a que a comunidade local, tenha problemas do fôro comportamental na vida local.
J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
PUF.-Os valores da sociedade têm-se degradado e isso leva a que a violência se instale no quotidiano de uma cidade.
J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?
PUF.-A falta de criação de condições para empregos locais, regionais, nacionais, tem levado a que os jovens procurem noutros países o seu trabalho, porém a globalização leva a que hoje ninguém está fixo num só lugar.
J.A.-A vinda de refugiados tem causado alguma celeuma. Que opinião tem sobre este tema?
PUF.-Sobre este tema a minha opinião e da freguesia que represento aprovámos em sede de assembleia a possibilidade de acolhimento de pessoas oriundas de outros países, porém dada a escassez de emprego não tem sido solicitada para essa situação.
J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
PUF.-Com a criação da Comissão social de freguesia e a consequente entrada de uma técnica de ação social, temos prestado apoio quer aos mais idosos, quer aos mais necessitados, daí estarmos atentos a esse problema da sociedade local.
J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
PUF.-O maior problema da freguesia é não poder recorrer a pessoal qualificado que permita dar as melhores respostas aos fregueses.
J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
PUF.-Para além da rede viária, o grande problema desta freguesia é a habitação social, que apesar de não ser uma competência direta da freguesia, temos em conjunto com a Câmara Municipal apoiado dentro das nossas possibilidades. Para além do citado temos também o problema do saneamento onde só 55% da área da freguesia usufrui daquela estrutura o que se torna num flagelo para uma sociedade do século XXI.
J.A.-Que perspetivas tem para o futuro do freguesia?
PUF.-As nossas perpectivas são o dar continuidade a todo o trabalho que temos vindo a desenvolver nas áreas da cultura, educação, da ação social , da rede viária, do saneamento pugnando para que sejam feitas as ligações em baixa aos emissários construidos e inativos.
J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
PUF.-A junta de freguesia tem uma situação financeira estável, porque trabalha de acordo com as disponibilidades finaceiras e orçamentais. Não dá passos maiores que a perna.
J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia
PUF.-Para além do contrato de delegação de competências acompanhadas do respetivo envelope financeiro, de contratos interadministrativos, temos trabalhado em parceria em diversas áreas realçando a área de habitação social, a conclusão das obras do mercado municipal, pintura de escolas, e outras.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
PUF.-Gostaria de agradecer aos fregueses o apoio que nos dão incentivando para que continuemos na nossa rota, quer alertando para aquilo que por vezes está menos bem. Por tudo isso o nosso muito obrigado.
J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
PUF.-Por vezes não é fácil conciliar esta dificil missão de servir uma autarquia a 100% terá que ter o apoio total da família pois só assim consegue atingir os objetivos.
J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
PUF.-Que continue na senda da informação e divulgação daquilo que todos e cada um faz para assim globalmente possamos prestar um melhor serviço à comunidade. Além disso gostaríamos que a vossa intervenção se fizesse mais no terreno.

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