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JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Agosto 2017 - Nº 118 - I Série - Santarém

Santarém

Entrevista ao Presidente da União de Freguesias de Malhou-Louriceira e Espinheiro

António Manuel Mina Duque

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação politica atual?
P.J.-O país está a recuperar lentamente da crise, aproveitando o crescimento que se regista no turismo e o aumento das exportações. Há que andar devagar para não dar o passo maior que a perna e, por outro lado, esperar que a conjuntura externa não se altere, pois é determinante para o nosso sucesso.

J.A.-Qual a sua opinião sobre o orçamento de Estado para 2017?
P.J.-Não há orçamentos perfeitos, tanto mais para um país que procura sair de uma grande crise, que tem um grande endividamento, que sofreu, por imposição da Troika, fortes restrições no investimento e um aumento muito significativo da carga fiscal.

J.A.- Sendo essa região uma das mais fustigadas pelos incêndios, quais as medidas a adoptar, de futuro; para minimizar tais calamidades?
P.J.-A prevenção tem sido um tema ao qual a freguesia sempre dedicou muita atenção investindo continuamente na melhoria dos caminhos, sensibilizando os fregueses para a limpeza dos terrenos. A freguesia tem uma ZIF e está dotada de um tanque água para abastecimento a helicópteros e de um veiculo de 1ª intervenção.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.J.-Com o desenvolvimento da crise notou-se uma retracção no consumo. Os casos de desemprego foram pouco significativos devido à emigração de alguns jovens e ao facto de uma parte significativa da população se encontrar numa situação de reforma ou pré-reforma. A autarquia prestou apoio às situações mais problemáticas, que na sua génese estavam associadas a outros tipos de problemas, disfunções.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?
P.J.-Penso que nos envergonha enquanto nação, que resulta de vários factores, como a crise, a emancipação da mulher, justiça branda, etc.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.-Que resulta da sensação de impunidade que se vive na sociedade portuguesa, com pequenas penas para os grandes crimes e grandes penas para os pequenos crimes.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?
P.J.-Que o mercado de trabalho é hoje global, que perante a crise dos últimos anos era inevitável, até porque estamos a formar alunos em áeras para as quais não temos capacidade de empregabilidade.

J.A.-A vinda de refugiados tem causado alguma celeuma. Que opinião tem sobre este tema?
P.J.-Que o país deve estar sempre aberto para acolher refugiados interessados em ficar em Portugal e não como sítio de passagem para outros países europeus.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.J.-A autarquia está atenta aos mais idosos. Desenvolve um trabalho de sinalização de situações anormais e è parceiros das instituições locais que trabalham com os idosos, apoiando e participando nas suas iniciativas.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?
P.J.-Falta de pessoas, baixa natalidade, população envelhecida.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.-Remodelação da rede de água

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro do freguesia?
P.J.-Não são as melhores, com o despovoamento a acentuar-se significativamente. Contudo, serão muito parecidas às da maioria das aldeias do interior. Grande dificuldade em fixar pessoas, em diversificar a economia local possibilitando novas oportunidades.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.J.-É estável, mas nota-se um aumento nas despesas correntes que não tem correspondência no lado das receitas correntes

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?
P.J.-A Câmara apoia a Junta financeiramente por via dos acordos de execução, apoio imprescindível para a junta se manter em funcionamento, realizando ainda obras da sua competência. Apoia também o associativismo local (nossos parceiros) e dá apoio técnico a nível social e urbanístico e jurídico.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.-Que há que ter esperança no futuro. Que a sua capacidade de mobilização e espirito comunitário é fundamental para vencer as dificuldades que se anunciam e para agarrar as oportunidades hão-de surgir. Que não iremos voltar a ter níveis populacionais como aqueles que tivemos na segunda metade do século passado pelo que a solução passa por uma maior relacionamento comas populações vizinhas ( inter-acção), sem rivalidades ou complexos.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.-Muito difícil, com a família a sair prejudicada sistematicamente. As Uniões de Freguesias com áreas distantes e isoladas constituem um obstáculo ao desempenho das funções autárquicas.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.-Parabéns pelo apoio que prestam às autarquias..

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