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JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Agosto 2017 - Nº 118 - I Série - Santarém

Santarém

Pedro Manuel dos Santos Alberto

Entrevista do Presidente da junta de freguesia de Ferreira do Zêzere

Pedro Manuel dos Santos Alberto

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação politica atual?

P.J.-Atualmente a nossa politica atravessa dias, aparentemente de prosperidade, no entanto sinto-me um pouco preocupado pois não acredito que de um governo para o outro as coisas tenham melhorado tão rapidamente. Faço votos para que a austeridade não tenha que voltar e que os portugueses possam respirar um bocadinho!

J.A.- Sendo essa região uma das mais fustigadas pelos incêndios, quais as medidas a adoptar, de futuro; para minimizar tais calamidades?

P.J.-Esta Junta de Freguesia em colaboração com os Serviços da Proteção Civil do Município tem tentado ao longo dos últimos anos adotar uma politica de prevenção. Têm sido realizadas diversas ações de sensibilização nos diversos lugares da Freguesia, para que a informação sobre os procedimentos adequados de limpeza de terrenos ou de realização de queimas/queimadas, cheguem ao maior numero de pessoas! De futuro, pretendemos continuar com estas medidas de prevenção, estão também abertas inscrições na Junta de Freguesia para uma formação de prevenção e combate a incêndios de forma a que todos os interessados possam saber como proceder em caso de incêndio!

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?

P.J.-Na nossa freguesia não temos registo de um numero muito elevado de desempregados, existe alguma incidência de jovens à procura do 1º emprego, no entanto nesta Junta existe o Gabinete de Inserção Profissional para onde encaminhamos todos os casos de desemprego ou procura de emprego. Realizamos ainda as reuniões da Comissão Social de Freguesia onde analisamos os casos de carência e outros e encaminhamos as diversas situações. Temos ainda uma relação muito próxima com a população e intervimos sempre que exista necessidade.

J.A-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente, no nosso país, e qual a causa/efeito?

P.J.-Violência doméstica sempre existiu na nossa sociedade o que acontece agora é que as pessoas estão mais informadas e existe cada vez mais apoios e locais onde recorrer. O facto de ser um crime publico também ajuda na denuncia de situações. As medidas criadas de apoio às vitimas facilita na identificação de casos e ajuda na resolução de alguns problemas.

J.A-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?

P.J.-Qualquer tipo de violência tem de ser controlado desde muito cedo e isso parte da educação dos nossos jovens hoje em dia. As escolas e instituições de ensino devem ter essa preocupação assim como as famílias. Hoje em dia os meios de comunicação e divulgação são muitos e a “publicidade” a esses atos de violência deve ser reprimida e não reproduzida. Penso que será um assunto que terá de ser analisado com cuidado.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?

P.J.-A emigração dos nossos jovens qualificados prende-se com a falta de ofertas e condições de emprego no nosso Pais. Como já referi, grande parte dos desempregados são Jovens à procura do 1º emprego, muitos deles com níveis elevados de qualificação. Esses jovens que não encontram emprego nas áreas de formação veem, muitas vezes, a emigração como recurso. Entendo que deveria existir mais cuidado nos cursos que se lecionam nas universidades e politécnicos pois existem cursos que os jovens realizam que sabemos à partida não terão grande saída profissional.

J.A.-A vinda de refugiados tem causado alguma celeuma. Que opinião tem sobre este tema?

P.J.-São pessoas que já passaram por algumas adversidades, os refugiados que temos na freguesia que não são muitos, recebemos da melhor forma. Também sabemos que nem sempre é pacifico mas aqui correu bem.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?

P.J.-Esta Freguesia tem tido algum cuidado com os mais Idosos, temos acompanhado de perto aqueles com mais dificuldades fazendo algumas visitas e encaminhando os casos mais complicados para as Instituições próximas. Temos tido também algumas atividades destinadas aos mais velhos para contornar o fator solidão. O passeio sénior o almoço da primavera, em colaboração com o Município, o preenchimento do IRS e demais documentos, apoio diário a duvidas e questões burocráticas.

J.A.-Qual o maior problema com que essa freguesia se debate?

P.J.-O maior problema da Freguesia é a saída de jovens para as cidades grandes o que faz com que a população se torne envelhecida. Falta jovens para trazer sangue novo a Associações e Coletividades que são importantes no Concelho.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?

P.J.-De uma forma geral temos conseguido resolver e contornar os problemas maiores da freguesia, no entanto a população envelhecida e pouca industria na freguesia e a saída dos jovens para as cidades é uma preocupação que temos tido ao logo dos anos.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro do freguesia?

P.J.-Espero poder continuar a contribuir para o melhoramento da Freguesia nos diversos aspetos já referidos, sendo este um concelho que tem apostado na divulgação e na melhoria das condições de vida dos habitantes estou em crer que aos poucos vamos conseguindo chegar a alguns objetivos como o aumento do emprego com o aumento da industria e por sua vez a fixação de jovens na freguesia.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?

P.J.-Como todas as freguesias do pais, achamos que as verbas atribuídas estão longe das necessidades das freguesias, no entanto temos conseguido fazer algum trabalho com o orçamento que temos sem prejuízos.

J.A.-Qual o apoio que a câmara presta às juntas de freguesia?

P.J.-A Câmara Municipal trabalha em colaboração com esta junta facultando meios humanos materiais e equipamento.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?

P.J.-Contem com este Executivo, como sempre contaram.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?

P.J.-Com muita ajuda da família, mas ficam sempre a perder.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?

P.J.-Votos sinceros de felicidades para o futuro, na continuação do excelente trabalho.


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