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JORNAL DAS AUTARQUIAS

Inscrito na E.R.C. sob o nº 125290

Agosto 2017 - Nº 118 - I Série - Santarém

Santarém

Entrevista do Presidente da Junta de Freguesia de Águas Belas

Sérgio Morgado

J.A.-Qual a sua opinião sobre a situação politica atual?
P.J.-Tendo em conta os resultados que nos são apresentados pelo INE parece que está melhor, que estamos a andar para o bom caminho.

J.A.- Qual a sua opinião sobre o orçamento de Estado para 2017?
P.J.-Os orçamentos têm o seu valor, esperamos sempre melhor mas tendo em consideração os tempos de austeridade que se viveram, parece-me ligeiramente melhor, em comparação com anos anteriores.

J.A.-Sendo essa região uma das mais fustigadas pelos incêndios, quais as medidas a adotar, de futuro, para minimizar tais calamidades?
P.J.-Tem que existir uma consciencialização das populações para o problemas dos terrenos por limpar. Na nossa freguesia fazemos ações de sensibilização para este tema assim que se aproxima a época de incêndios mas infelizmente a adesão ainda não é a que gostaríamos. Tem que existir, ainda, um maior controlo das entidades responsáveis pelas fiscalizações e uma “mão pesada” para quem não cumpre a lei.

J.A.-O aumento de desemprego gerou muita pobreza e, estando esse concelho inserido num dos distritos considerados de maior carência económica, como está essa autarquia a gerir esse problema?
P.J.-Infelizmente somos uma Junta de Freguesia pequena cujo orçamento é sempre curto para tudo o que se pretende fazer em prole da população. Dentro do que nos é possível apoiamos alguns projetos e instituições da nossa Freguesia que de uma forma ou de outra vão gerando recursos económicos e trabalho para alguns.
Na verdade o nosso concelho perdeu 1000 habitantes desde os últimos censos, o que consideramos aterrador, mas quanto ao fato do desemprego somos o 2.º melhor concelho no pais apresentando apenas uma taxa de 4,1% de desemprego, abaixo da média nacional.

J.A.-O que pensa sobre a violência doméstica, que ultimamente tem aumentado drasticamente no nosso pais, e qual a causa/efeito?
P.J.-Eu acho que a violência doméstica não tem aumentado, acho sim que hoje em dia existem mais meios de divulgar este tipo de noticias e existe uma maior segurança por parte das pessoas agredidas para denunciarem este tipo de abusos daí se ter conhecimento de mais casos. Relativamente a causa, acho que tudo parte da cabeça do agressor, pessoa que certamente terá alguns problemas que despoletam raiva sobre o companheiro/a. Mas nada serve de desculpa para comportamento abusivos, sejam eles quais forem.

J.A.-O que pensa sobre a violência gratuita que se está a gerar na nossa sociedade?
P.J.-Penso que hoje em dia as pessoas se sentam mais a vontade para invadir o espaço do outro. Foi-se perdendo o respeito pelo próximo e comportamentos que antigamente eram vistos como abusivos são hoje considerados normais. Depois como em tudo surgem as modas e as pessoas gostam de estar na moda e seguem os outros muitas vezes sem ter a plena consciência das consequências.

J.A.-Qual a vossa opinião sobre a emigração dos nossos jovens, principalmente os mais credenciados?
P.J.-É uma pena que os jovens tenham que emigrar pois são eles o futuro do pais e sem eles não há futuro.

J.A.-A vinda de refugiados tem causado alguma caleuma. Que opinião tem sobre este tema?
P.J.-Na nossa freguesia não há refugiados.

J.A.-Que apoio presta a autarquia aos mais idosos?
P.J.-A junta é o principal parceiro e foi o impulsionador do Centro de Bem Estar Social de Águas Belas que presta apoios à população mais idosa da nossa freguesia e que tem um projeto e terreno para a construção de um Lar na Freguesia. É uma parceria que contamos continuar e esperamos que tenha muito sucesso.

J.A.-Qual o maior problema com que essa autarquia se debate?
P.J.-Neste momento debatemo – nos com o baixo orçamento que não chega para colocar em prática todos os projetos que gostaríamos.

J.A.-Que outros problemas necessitam de maior intervenção?
P.J.-Gostaríamos de ter a possibilidade de ter um quadro de pessoal mas infelizmente o orçamento não nos permite ter alguém a tempo inteiro.

J.A.-Que perspetivas tem para o futuro da freguesia?
P.J.-Continuarmos o trabalho que foi iniciado à 4 anos atrás e fazer o nosso melhor em prole da população.

J.A.-Como é a situação financeira da autarquia?
P.J.-Felizmente temos conseguido gerir o orçamento e temos 90% dos projetos realizados que foram propostos para este mandato. Mas como foi dito anteriormente gostariamos de ter mais para podermos fazer mais e melhor e satisfazer as necessidades da nossa população

J.A.- Qual o apoio que a câmara presta às juntas da sua freguesia?
P.J.-O único apoio que o Município nos presta é ceder uma máquina e um camião uma vez por mês para as obras que necessitem de uma intervenção de outra envergadura.

J.A.-Que mensagem quer enviar à população da sua freguesia?
P.J.-Quero enviar uma mensagem de esperança, que continuem a acreditar no nosso projeto pois introduzimos uma dinâmica na nossa freguesia que não existia e que pretendemos que continue para bem de todos.

J.A.-Como consegue gerir a absorvente vida de autarca com a vida familiar?
P.J.-É difícil gerir as duas situações pois a Junta de Freguesia exige muito tempo e eu sou um presidente que gosta de estar perto da população e de auscultar as necessidades das pessoas. Gosto de falar com todos e às vezes a família infelizmente sai prejudicada.

J.A.-Que mensagem quer deixar ao Jornal das Autarquias?
P.J.-Gostava de ser assinante do vosso jornal para poder contribuir para as noticias do mesmo e ser uma parte ativa. E poder ver os problemas com que se debatem os colegas das outras Freguesias.

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